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Abseamed (epoetin alfa) – Resumo das características do medicamento - B03XA01

Updated on site: 05-Oct-2017

Nome do medicamentoAbseamed
Código ATCB03XA01
Substânciaepoetin alfa
FabricanteMedice Arzneimittel Pütter GmbH

1.NOME DO MEDICAMENTO

Abseamed 1.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 2.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 3.000 UI/0,3 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 4.000 UI/0,4 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 5.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 6.000 UI/0,6 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 7.000 UI/0,7 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 8.000 UI/0,8 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 9.000 UI/0,9 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 10.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 20.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 30.000 UI/0,75 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Abseamed 40.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Abseamed 1.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 2.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 16,8 microgramas por ml Uma seringa pré-cheia de 0,5 ml contém 1.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a 8,4 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 2.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 2.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 16,8 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 1 ml contém 2.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

16,8 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 3.000 UI/0,3 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,3 ml contém 3.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

25,2 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 4.000 UI/0,4 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,4 ml contém 4.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

33,6 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 5.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,5 ml contém 5.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

42,0 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 6.000 UI/0,6 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,6 ml contém 6.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

50,4 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 7.000 UI/0,7 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,7 ml contém 7.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

58,8 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 8.000 UI/0,8 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml.

Uma seringa pré-cheia de 0,8 ml contém 8.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a 67,2 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 9.000 UI/0,9 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,9 ml contém 9.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

75,6 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 10.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 10.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 84,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 1 ml contém 10.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

84,0 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 20.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 40.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 336,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,5 ml contém 20.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a 168,0 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 30.000 UI/0,75 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 40.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 336,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 0,75 ml contém 30.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a 252,0 microgramas de epoetina alfa. *

Abseamed 40.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada ml de solução contém 40.000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 336,0 microgramas por ml. Uma seringa pré-cheia de 1 ml contém 40.000 unidades internacionais (UI) correspondendo a

336,0 microgramas de epoetina alfa. *

* Produzida em células de Ovário de Hamster Chinês (CHO) por tecnologia de ADN recombinante Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Solução injetável em seringa pré-cheia (injetável)

Solução límpida, incolor

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Abseamed é indicado para o tratamento da anemia sintomática associada a insuficiência renal crónica (IRC):

-em adultos e crianças com 1 a 18 anos de idade em hemodiálise e em doentes adultos em diálise peritoneal (ver secção 4.4).

-em adultos com insuficiência renal ainda não submetidos a diálise para o tratamento da anemia grave de origem renal acompanhada por sintomas clínicos em doentes (ver secção 4.4).

Abseamed é indicado em adultos submetidos a quimioterapia para tratamento de tumores sólidos, linfoma maligno ou mieloma múltiplo e em risco de necessitarem de transfusão com base na avaliação do estado geral do doente (p. ex., estado cardiovascular, anemia pré-existente no início da quimioterapia) para o tratamento da anemia e redução da necessidade de transfusões.

Abseamed é indicado em adultos num programa de pré-doação para aumentar a colheita de sangue autólogo. O tratamento só deve ser administrado a doentes com anemia moderada (intervalo de concentração de hemoglobina [Hb] entre 10 a 13 g/dl [6,2 a 8,1 mmol/l], sem deficiência de ferro), se não estiverem disponíveis procedimentos de conservação de sangue ou se estes forem insuficientes quando a cirurgia eletiva major programada requerer um grande volume de sangue (4 ou mais unidades de sangue na mulher ou 5 ou mais no homem).

Abseamed é indicado para adultos sem deficiência de ferro, antes de cirurgia eletiva ortopédica major, que tenham um risco percetível elevado de complicações associadas a transfusões para reduzir a exposição a transfusões sanguíneas alogénicas. A sua utilização deve ser restringida a doentes com anemia moderada (p. ex., intervalo de concentração de hemoglobina entre 10 a 13 g/dl ou 6,2 a

8,1 mmol/l) que não tenham disponível um programa de pré-doação autóloga e nos quais seja previsível uma perda de sangue moderada (900 a 1.800 ml).

4.2Posologia e modo de administração

O tratamento com Abseamed deve ser iniciado sob a supervisão de médicos com experiência no controlo de doentes com as indicações anteriormente mencionadas.

Posologia

Todas as outras causas de anemia (deficiência de ferro, folato ou vitamina B12, intoxicação por alumínio, infeção ou inflamação, perdas de sangue, hemólise e fibrose da medula óssea de qualquer origem) devem ser avaliadas e tratadas antes do início da terapêutica com epoetina alfa e quando se decide aumentar a dose. De modo a assegurar uma resposta ótima à epoetina alfa, deverão ser asseguradas reservas adequadas de ferro e deve ser administrado um suplemento de ferro se necessário (ver secção 4.4).

Tratamento da anemia sintomática em doentes insuficientes renais crónicos adultos

Os sintomas e as sequelas da anemia podem variar com a idade, sexo e patologias médicas comórbidas, sendo necessária a avaliação por um médico da evolução e estado clínicos de cada doente individual.

O intervalo de concentração de hemoglobina pretendido recomendado é entre 10 g/dl a 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l). Abseamed deve ser administrado a fim de aumentar a hemoglobina para não mais de

12 g/dl (7,5 mmol/l). Deve ser evitado um aumento na hemoglobina superior a 2 g/dl (1,25 mmol/l) ao longo de um período de quatro semanas. Se ocorrer, deve ser feito o ajuste posológico apropriado conforme prescrito.

Devido à variabilidade intra-doente, podem observar-se ocasionalmente valores de hemoglobina superiores e inferiores ao intervalo de concentração de hemoglobina desejado num doente individual. A variabilidade da hemoglobina deve ser resolvida através da gestão da dose, tendo em consideração o intervalo de concentração de hemoglobina de 10 g/dl (6,2 mmol/l) a 12 g/dl (7,5 mmol).

Deve ser evitado um nível de hemoglobina sustentado superior a 12 g/dl (7,5 mmol/l). Se a hemoglobina aumentar mais de 2 g/dl (1,25 mmol/l) por mês, ou se a hemoglobina sustentada exceder 12 g/dl (7,5 mmol/l), reduzir a dose de Abseamed em 25%. Se a hemoglobina exceder 13 g/dl

(8,1 mmol/l), deve interromper-se a terapêutica até que desça para níveis inferiores a 12 g/dl (7,5 mmol/l) e, em seguida, reinstituir a terapêutica com Abseamed com uma dose 25% inferior à anterior.

Os doentes devem ser monitorizados de perto para assegurar que é utilizada a dose eficaz mais baixa aprovada de Abseamed a fim de fornecer um controlo adequado da anemia e dos sintomas da anemia, mantendo ao mesmo tempo uma concentração de hemoglobina de 12 g/dl (7,45 mmol/l) ou inferior.

Deve ter-se precaução ao aumentarem-se gradualmente as doses de Abseamed em doentes com insuficiência renal crónica. Nos doentes com uma resposta fraca da hemoglobina ao Abseamed, devem considerar-se explicações alternativas a esta mesma resposta (ver secção 4.4 e 5.1).

O tratamento com Abseamed divide-se em duas fases – fase de correção e fase de manutenção.

Doentes adultos em hemodiálise

Nos doentes a fazerem hemodiálise, e quando o acesso intravenoso está prontamente disponível, a administração por via intravenosa é preferível.

Fase de correção

A dose inicial é de 50 UI/kg, 3 vezes por semana.

Se necessário, aumentar ou diminuir a dose em 25 UI/kg (3 vezes por semana) até ser atingido o intervalo de concentração de hemoglobina pretendido entre 10 g/dl a 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l) (isto deverá ser efetuado em etapas de pelo menos quatro semanas).

Fase de manutenção

A dose semanal total recomendada situa-se entre 75 e 300 UI/kg.

Deve ser efetuado o ajuste adequado da dose de modo a manter os valores de hemoglobina no intervalo de concentração pretendido entre 10 g/dl a 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l).

Os doentes com hemoglobina inicial muito baixa (< 6 g/dl ou < 3,75 mmol/l) podem necessitar de doses de manutenção mais elevadas do que os doentes cuja anemia inicial é menos grave (> 8 g/dl ou > 5 mmol/l).

Doentes adultos com insuficiência renal ainda não submetidos a diálise

Quando o acesso intravenoso não está prontamente disponível, Abseamed pode ser administrado por via subcutânea.

Fase de correção

Dose inicial de 50 UI/kg, 3 vezes por semana, seguida, se necessário, de um aumento posológico em incrementos de 25 UI/kg (3 vezes por semana) até ser atingido o objetivo pretendido (isto deverá ser feito em etapas de pelo menos quatro semanas).

Fase de manutenção

Durante a fase de manutenção, Abseamed pode ser administrado 3 vezes por semana e, no caso da administração por via subcutânea, uma vez por semana ou uma vez de 2 em 2 semanas.

Deve efetuar-se o ajuste adequado da dose e o intervalo de doses de modo a manter os valores de hemoglobina no nível pretendido: hemoglobina entre 10 e 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l). Alargar os intervalos posológicos pode exigir o aumento da dose.

A posologia máxima não deve exceder 150 UI/kg, 3 vezes por semana, 240 UI/kg (até um máximo de 20.000 UI) uma vez por semana, ou 480 UI/kg (até um máximo de 40.000 UI) uma vez de

2 em 2 semanas.

Doentes adultos em diálise peritoneal

Quando o acesso intravenoso não está prontamente disponível, Abseamed pode ser administrado por via subcutânea.

Fase de correção

A dose inicial é de 50 UI/kg, 2 vezes por semana.

Fase de manutenção

A dose de manutenção recomendada é entre 25 e 50 UI/kg, 2 vezes por semana repartida por duas injeções iguais.

Deve ser efetuado o ajuste adequado da dose de modo a manter os valores de hemoglobina no nível pretendido entre 10 g/dl a 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l).

Tratamento de doentes adultos com anemia induzida por quimioterapia

Os sintomas e as sequelas da anemia podem variar com a idade, sexo e a carga geral da doença, sendo necessária a avaliação por parte de um médico do estado clínico e da condição de cada doente.Abseamed deve ser administrado a doentes com anemia (p. ex., concentração de hemoglobina ≤ 10 g/dl (6,2 mmol/l)).

A dose inicial é de 150 UI/kg administrada por via subcutânea, 3 vezes por semana.

Em alternativa, Abseamed pode ser administrado numa dose inicial de 450 UI/kg por via subcutânea, uma vez por semana.

Deve ser efetuado o ajuste adequado da dose de modo a manter as concentrações de hemoglobina no intervalo de concentração pretendido entre 10 g/dl a 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l).

Devido à variabilidade intra-doente, pode observar-se ocasionalmente concentrações de hemoglobina superiores e inferiores ao intervalo de concentração de hemoglobina desejado num doente individual. A variabilidade da hemoglobina deve ser resolvida através da gestão da dose, tendo em consideração o intervalo da concentração de hemoglobina pretendido entre 10 g/dl (6,2 mmol/l) a 12 g/dl (7,5 mmol). Deve ser evitado uma concentração de hemoglobina sustisda superior a 12 g/dl (7,5 mmol/l), sendo de seguida fornecida uma orientação para o ajuste adequado da dose para os casos em que as concentrações de hemoglobina excedem 12 g/dl (7,5 mmol/l).

-Se a concentração de hemoglobina tiver aumentado em pelo menos 1 g/dl (0,62 mmol/l) ou a

contagem de reticulócitos tiver aumentado 40.000 células/µl acima dos valores iniciais após 4 semanas de tratamento, a dose deve ser mantida em 150 UI/kg, 3 vezes por semana ou

450 UI/kg uma vez por semana.

-Se o aumento da concentração de hemoglobina for < 1 g/dl (< 0,62 mmol/l) e a contagem de reticulócitos tiver aumentado < 40.000 células/µl acima dos valores iniciais, a dose deve ser aumentada para 300 UI/kg, 3 vezes por semana. Se após 4 semanas adicionais de tratamento com uma dose de 300 UI/kg, 3 vezes por semana, a concentração de hemoglobina tiver aumentado 1 g/dl (0,62 mmol/l) ou a contagem de reticulócitos tiver aumentado

40.000 células/µl, a dose ser mantida em 300 UI/kg, 3 vezes por semana.

-Se a concentração de hemoglobina tiver aumentado < 1 g/dl (< 0,62 mmol/l) e a contagem de reticulócitos tiver aumentado < 40.000 células/µl acima dos valores iniciais, é improvável que ocorra resposta e o tratamento deve ser interrompido.

Ajuste da dose para manter as concentrações de hemoglobina entre 10 g/dl a 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l)

Se a concentração de hemogobina aumentar em mais do que 2 g/dl (1,25 mmol/l) por mês ou se o nível da concentração de hemoglobina exceder 12 g/dl (7,5 mmol/l), reduza a dose de Abseamed em cerca de 25 a 50%.

Se o nível de concentração de hemoglobina exceder 13 g/dl (8,1 mmol/l), descontinue a terapêutica até diminuir para um nível inferior a 12 g/dl (7,5 mmol/l) e depois reinicie a terapêutica com Abseamed numa dose 25% inferior à dose anterior.

O regime posológico recomendado é descrito no diagrama seguinte:

150 UI/kg, 3x/semana

ou 450 UI/kg, uma vez por semana

durante 4 semanas

Aumento da contagem de reticulócitos ≥ 40.000/µl

Aumento da contagem de reticulócitos

 

< 40.000/µl

ou aumento de Hb ≥ 1 g/d

e aumento de Hb < 1 g/dl

Hb alvo

300 UI/kg

(≤ 12 g/dl)

3x/semana

 

durante 4 semanas

Aumento da contagem de reticulócitos ≥ 40.000/µl ou aumento de Hb ≥ 1 g/dl

Aumento da contagem de reticulócitos

< 40.000/µl

e aumento de Hb < 1 g/dl

Interromper o tratamento

Os doentes devem ser monitorizados de perto para assegurar que é utilizada a dose mais baixa aprovada do agente estimulador da eritropoiese (AEE) a fim de fornecer um controlo adequado dos sintomas da anemia.

A terapêutica com epoetina alfa deve continuar até um mês após o final da quimioterapia.

Tratamento de doentes adultos para cirurgia num programa de pré-doação autóloga

Os doentes com anemia ligeira (hematócrito de 33 a 39%), que requerem um pré-depósito de ≥ 4 unidades de sangue, devem ser tratados com 600 UI/kg de Abseamed por via intravenosa, 2 vezes por semana durante 3 semanas antes da cirurgia. Abseamed deve ser administrado após a conclusão do procedimento de doação de sangue.

Tratamento de doentes adultos com cirurgia eletiva ortopédica major programada

A dose recomendada é de 600 UI/kg de Abseamed, administrada semanalmente por via subcutânea durante três semanas (dias 21, 14 e 7) antes da cirurgia e no dia da cirurgia (dia 0).

Em casos em que exista uma necessidade clínica de reduzir o tempo antes da cirurgia para menos de três semanas, devem ser administradas 300 UI/kg de Abseamed administrada diariamente por via subcutânea durante 10 dias consecutivos antes da cirurgia, no dia da cirurgia e durante quatro dias imediatamente após a cirurgia.

Se for atingido o nível de hemoglobina de 15 g/dl (9,38 mmol/l) ou superior, durante o período pré- operatório, a administração de Abseamed deve ser interrompida e não se devem administrar doses adicionais.

População pediátrica

Tratamento da anemia sintomática em doentes com insuficiência renal crónica a fazerem hemodiálise

Os sintomas e as sequelas da anemia podem variar com a idade, sexo e patologias médicas comórbidas, sendo necessária a avaliação por um médico da evolução e estado clínicos de cada doente individual.

Em doentes pediátricos, o intervalo de concentração de hemoglobina recomendado é entre 9,5 g/dl a 11 g/dl (5,9 a 6,8 mmol/l). Abseamed deve ser administrado a fim de a aumentar a hemoglobina para valores não superiores a 11 g/dl (6,8 mmol/l). Deve ser evitado um aumento da hemoglobina superior a 2 g/dl (1,25 mmol/l) durante um período de quatro semanas. Se ocorrer, devem ser feitos os ajustes posológicos apropriados conforme prescrito.

Os doentes devem ser monitorizados de perto para assegurar que é utilizada a dose mais baixa aprovada de Abseamed a fim de fornecer um controlo adequado dos sintomas da anemia.

O tratamento com Abseamed divide-se em duas fases – fase de correção e fase de manutenção.

Nos doentes pediátricos a fazerem hemodiálise, e quando o acesso intravenoso está prontamente disponível, a administração por via intravenosa é preferível.

Fase de correção

A dose inicial é de 50 UI/kg por via intravenosa, 3 vezes por semana.

Se necessário, aumentar ou diminuir a dose em 25 UI/kg (3 vezes por semana) até ser atingido o intervalo de concentração de hemoglobina pretendido entre 9,5 g/dl a 11 g/dl (5,9 a 6,8 mmol/l) (isto deverá ser efetuado em etapas de pelo menos quatro semanas).

Fase de manutenção

Deve ser efetuado o ajuste adequado da dose de modo a manter os níveis de hemoglobina no intervalo de concentração pretendido entre 9,5 g/dl a 11 g/dl (5,9 a 6,8 mmol/l).

Geralmente, as crianças com menos de 30 kg necessitam de doses de manutenção mais elevadas do que as crianças com mais de 30 kg e os adultos.

Os doentes pediátricos com hemoglobina inicial muito baixa (< 6,8 g/dl ou < 4,25 mmol/l) podem necessitar de doses de manutenção mais elevadas do que os doentes cuja hemoglobina inicial é mais elevada (>6,8 g/dl ou > 4,25 mmol/l).

Anemia em doentes com insuficiência renal crónica antes de iniciarem diálise ou a fazerem diálise peritoneal

A segurança e eficácia de epoetina alfa em doentes com insuficiência renal crónica com anemia antes de iniciarem diálise ou a fazerem diálise peritoneal não foram estabelecidas. Os dados atualmente disponíveis para utilização por via subcutânea de epoetina alfa nestas populações encontram-se descritos na secção 5.1 mas não pode ser feita qualquer recomendação posológica.

Tratamento de doentes pediátricos com anemia induzida por quimioterapia

A segurança e eficácia da epoetina alfa em doentes pediátricos submetidos a quimioterapia não foram estabelecidas (ver secção 5.1.).

Tratamento de doentes pediátricos para cirurgia num programa de pré-doação autóloga

A segurança e eficácia da epoetina alfa em crianças não foram estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Tratamento de doentes pediátricos com cirurgia eletiva ortopédica major programada

A segurança e eficácia da epoetina alfa em crianças não foram estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Precauções a ter em conta antes de manusear ou administrar o medicamento.

Antes de utilizar, deixe a seringa de Abseamed repousar até atingir a temperatura ambiente. Isto demora normalmente entre 15 a 30 minutos.

Como com os demais medicamentos injectáveis, verifique que não existem partículas na solução ou alteração da coloração. Abseamed é um produto estéril mas sem conservantes e destina-se a uma única utilização. Administre a quantidade necessária.

Tratamento da anemia sintomática em doentes adultos com insuficiência renal crónica

Nos doentes com insuficiência renal crónica, e quando o acesso intravenoso está disponível por rotina (doentes a fazerem hemodiálise), a administração de Abseamed por via intravenosa é preferível.

Quando o acesso intravenoso não está prontamente disponível (doentes ainda não submetidos a diálise e doentes em diálise peritoneal, Abseamed pode ser administrado por injeção subcutânea.

Tratamento de doentes adultos com anemia induzida por quimioterapia

Abseamed deve ser administrado por injeção subcutânea.

Tratamento de doentes adultos para cirurgia num programa de pré-doação autóloga

Abseamed deve ser administrado por via intravenosa.

Tratamento de doentes adultos com cirurgia eletiva ortopédica major programada

Abseamed deve ser administrado por injeção subcutânea.

Tratamento da anemia sintomática em doentes pediátricos com insuficiência renal crónica a fazerem hemodiálise

Em doentes pediátricos com insuficiência renal crónica em que o acesso intravenoso está disponível por rotina (doentes a fazerem hemodiálise), é preferível proceder-se à administração de Abseamed por via intravenosa.

Administração intravenosa

Administrar durante, pelo menos, um a cinco minutos, dependendo da dose total. Em doentes hemodialisados, pode ser dada uma injeção em bólus durante a sessão de diálise, através de um acesso venoso adequado na linha de diálise. Em alternativa, a injeção pode ser dada no final da sessão de diálise utilizando a agulha da fistula, seguida por lavagem com 10 ml de solução salina isotónica para assegurar a difusão satisfatória do medicamento na circulação (ver Posologia, Doentes adultos a fazerem hemodiálise).

É preferível uma administração mais lenta em doentes que reajam ao tratamento com sintomas do tipo gripal (ver secção 4.8).

Não administrar Abseamed por perfusão intravenosa ou juntamente com outras soluções de medicamentos (queira consultar a secção 6.6 para mais informações).

Administração subcutânea

Geralmente não deve ser excedido um volume máximo de 1 ml num local de injeção. Em caso de volumes superiores, deve ser escolhido mais de um local para injeção.

As injecções devem ser dadas nos membros ou na parede abdominal anterior.

Nas situações em que o médico determina que o doente ou o prestador de cuidados pode administrar Abseamed por via subcutânea de forma segura e eficaz aos próprios doentes, devem ser fornecidas instruções relativas à dose e à administração adequada.

As "Instruções sobre como se injetar a si próprio com Abseamed" encontram-se no fim do folheto informativo.

4.3Contraindicações

-Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.

-Doentes que desenvolvam aplasia eritroide pura (AEP) após o tratamento com qualquer eritropoietina não devem receber Abseamed ou qualquer outra eritropoietina (ver secção 4.4).

-Hipertensão não controlada.

-Todas as contraindicações associadas a programas de pré-doação de sangue autólogo devem ser respeitadas em doentes a receberem suplementos com Abseamed.

A utilização de Abseamed em doentes com cirurgia eletiva ortopédica major programada e que não participam num programa de pré-doação de sangue autólogo está contra-indicada em doentes com doença coronária grave, doença arterial periférica, carotídea ou doença vascular cerebral, incluindo doentes com enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral recente.

-Doentes cirúrgicos que por qualquer razão não podem receber uma profilaxia antitrombótica adequada.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Gerais

Em todos os doentes a receber tratamento com epoetina alfa, a tensão arterial deve ser monitorizada regularmente e controlada conforme a necessidade. A epoetina alfa deve ser utilizada com precaução em situações de hipertensão não tratada, inadequadamente tratada ou dificilmente controlável. Poderá ser necessário associar ou aumentar a terapêutica anti-hipertensora. Se a tensão arterial não puder ser controlada, o tratamento com epoetina alfa deve ser interrompido.

Também ocorreram crises hipertensivas com encefalopatia e convulsões, que exigiram a atenção imediata de um médico e cuidados médicos intensivos, durante o tratamento com epoetina alfa em doentes que tinham previamente uma tensão arterial normal ou baixa. Deve ser dada particular atenção ao aparecimento súbito de cefaleias intensas, tipo enxaqueca, como um possível sinal de alerta (ver secção 4.8).

A epoetina alfa deve ser utilizada com precaução em doentes com epilepsia, antecedentes de convulsões ou patologias médicas associadas a uma predisposição para atividade convulsiva tais como infeções do SNC e metástases cerebrais.

A epoetina alfa deve ser utilizada com precaução em doentes com insuficiência hepática crónica. A segurança de epoetina alfa não foi estabelecida em doentes com disfunção hepática.

Observou-se uma maior incidência de acontecimentos vasculares trombóticos (AVTs) em doentes medicados com AEEs (agentes estimuladores da eritropoiese) (ver secção 4.8). Estes incluem tromboses e embolias arteriais e venosas (incluindo alguns casos com evolução fatal), como trombose venosa profunda, êmbolos pulmonares, trombose da retina e enfarte do miocárdio. Além disso, foram notificados acidentes vasculares cerebrais (incluindo enfarte cerebral, hemorragia cerebral e crises isquémicas transitórias).

O risco notificado destes AVTs deve ser cuidadosamente ponderado em relação aos benefícios que derivam do tratamento com epoetina alfa, particularmente em doentes com fatores de risco pré- existentes para AVT, incluindo obesidade e antecedentes de AVT (p. ex., trombose venosa profunda, embolia pulmonar e acidente vascular cerebral).

Em todos os doentes, os níveis de hemoglobina devem ser monitorizados regularmente devido à possibilidade de um risco acrescido de acontecimentos tromboembólicos e de evoluções fatais quando os doentes são tratados com níveis de hemoglobina acima do intervalo de concentração para a indicação de utilização.

Poderá ocorrer um aumento moderado e dependente da dose na contagem de plaquetas, dentro dos limites normais, durante o tratamento com epoetina alfa. Este regride com a continuação da terapêutica. Além disso, foi notificada trombocitemia acima dos limites normais. Recomenda-se que a contagem de plaquetas seja monitorizada regularmente durante as primeiras 8 semanas de terapêutica.

Todas as outras causas de anemia (deficiência de ferro, folato ou vitamina B12, intoxicação por alumínio, infeção ou inflamação, perdas de sangue, hemólise e fibrose da medula óssea de qualquer origem) devem ser avaliadas e tratadas antes do início da terapêutica com epoetina alfa e quando se decide aumentar a dose. Na maioria dos casos, os valores séricos de ferritina decrescem simultaneamente com o aumento no hematócrito. De modo a assegurar uma resposta ótima à epoetina alfa, devem ser asseguradas reservas adequadas de ferro e deve ser administrado um suplemento de ferro se necessário (ver secção 4.4):

-Em doentes com insuficiência renal crónica são recomendados suplementos de ferro (200 a 300 mg de ferro elementar/dia por via oral para adultos e 100 a 200 mg/dia por via oral para crianças) se os níveis séricos de ferritina forem inferiores a 100 ng/ml.

-Em doentes oncológicos são recomendados suplementos de ferro (200 a 300 mg/dia por via oral) se a saturação de transferrina for inferior a 20%.

-Em doentes num programa de pré-doação autóloga, deve ser administrado um suplemento de ferro (200 mg de ferro elementar/dia por via oral) durante várias semanas antes de iniciar o pré- depósito autólogo a fim de se obterem reservas de ferro elevadas antes do início e durante todo o curso da terapêutica com epoetina alfa.

-Em doentes com cirurgia ortopédica eletiva major programada, deve ser administrado um suplemento de ferro (200 mg de ferro elementar/dia por via oral) durante todo o curso da terapêutica com epoetina alfa. Se possível, a administração de suplementos de ferro deve ser iniciada antes do início da terapêutica com epoetina alfa, para que sejam atingidas as reservas de ferro adequadas.

Muito raramente, foi observado desenvolvimento ou exacerbação de porfiria em doentes tratados com epoetina alfa. A epoetina alfa deve ser utilizada com precaução em doentes com porfiria.

Para melhorar a rastreabilidade dos agentes estimuladores da eritropoiese (AEEs), o nome comercial do AEE administrado deve ser registado (ou especificado) de forma clara no registo do doente.

Os doentes só devem ser mudados de um AEE para outro sob supervisão adequada.

Aplasia Eritroide Pura (AEP)

Foi notificada AEP mediada por anticorpos após meses a anos de tratamento com epoetina por via subcutânea, principalmente em doentes com insuficiência renal crónica. Também foram notificados casos em doentes com hepatite C tratados com interferão e ribavirina, quando os AEE são utilizados concomitantemente. A epoetina alfa não está aprovada para o controlo da anemia associada a hepatite C.

Em doentes que desenvolvam uma súbita perda de eficácia, caracterizada por uma diminuição na hemoglobina (1 a 2 g/dl ou 0,62 a 1,25 mmol/l por mês) com uma necessidade aumentada de transfusões, deve ser obtida uma contagem de reticulócitos e devem ser investigadas as causas típicas da ausência de resposta (p. ex., deficiência de ferro, ácido fólico ou vitamina B12, intoxicação por alumínio, infecção ou inflamação, perdas de sangue, hemólise e fibrose da medula óssea de qualquer origem).

Uma diminuição paradoxal da hemoglobina e o desenvolvimento de anemia grave associada a contagens de reticulócitos baixas devem levar à descontinuação do tratamento com epoetina alfa e à realização da análise a anticorpos anti-eritropoietina. Também deve ser considerado um exame à medula óssea para o diagnóstico de AEP.

Não deve ser iniciada qualquer outra terapêutica com AEE devido ao risco de reação cruzada.

Tratamento da anemia sintomática em doentes adultos e pediátricos com insuficiência renal crónica

Os níveis de hemoglobina devem ser determinados numa base regular em doentes com insuficiência renal crónica a fazerem tratamento com epoetina alfa, até ser atingido um nível estável e periodicamente a partir desse momento.

Em doentes com insuficiência renal crónica, a taxa de aumento de hemoglobina deve ser aproximadamente de 1 g/dl (0,62 mmol/l) por mês e não deve exceder 2 g/dl (1,25 mmol/l) por mês para minimizar os riscos de um aumento da hipertensão.

Em doentes com insuficiência renal crónica, a concentração da hemoglobina de manutenção não deve exceder o limite superior do intervalo de concentração de hemoglobina conforme recomendada na secção 4.2. Em ensaios clínicos, observou-se um aumento do risco de morte e de acontecimentos cardiovasculares graves (AVC) quando foram administrados AEE para obter um nível de concentração da hemoglobina superior a 12 g/dl (7,5 mmol/l).

Ensaios clínicos controlados não demonstraram benefícios significativos atribuíveis à administração de epoetinas quando a concentração de hemoglobina aumenta para além do nível necessário para controlar os sintomas da anemia e para evitar transfusões sanguíneas.

Deve ter-se precaução ao aumentarem-se gradualmente as doses de Abseamed em doentes com insuficiência renal crónica, dado que doses cumulativas elevadas de epoetina podem estar associadas a um aumento do risco de mortalidade, a acontecimentos cardiovasculares e vasculares cerebrais graves. Nos doentes com uma resposta fraca da hemoglobina às epoetinas, devem considerar-se explicações alternativas a esta mesma resposta (ver secção 4.2 e 5.1).

Os doentes com insuficiência renal crónica tratados com epoetina alfa através da via subcutânea devem ser monitorizados regularmente relativamente à perda de eficácia, a qual se define por uma resposta ausente ou resposta diminuída ao tratamento com epoetina alfa em doentes que apresentaram uma resposta a esta terapêutica anteriormente. Esta situação é caracterizada por uma diminuição sustentada da hemoglobina, apesar do aumento da dose de epoetina alfa (ver secção 4.8).

Alguns doentes com intervalos posológicos mais alargados (superiores a uma vez por semana) de epoetina alfa podem não manter níveis de hemoglobina adequados (ver secção 5.1) e necessitar de um aumento da dose de epoetina alfa. Os níveis de hemoglobina devem ser monitorizados regularmente.

Pode ocorrer trombose do shunt, especialmente em doentes com tendência para hipotensão ou com complicações da fístula arteriovenosa (p. ex., estenoses, aneurismas, etc.). Nestes doentes recomenda-se a revisão precoce do shunt e a profilaxia da trombose através da administração, por exemplo, de ácido acetilsalicílico.

Em casos isolados foi observada hipercaliemia, apesar de não ter sido estabelecida a causalidade. Os eletrólitos séricos devem ser monitorizados em doentes com insuficiência renal crónica. Se for detetado um nível de potássio sérico elevado ou a aumentar, para além do tratamento adequado da hipercaliemia deve ser ponderada a suspensão da administração de epoetina alfa até ter sido corrigido o nível de potássio sérico.

Ao longo do tratamento com epoetina alfa é necessário com frequência um aumento na dose de heparina durante a hemodiálise em resultado do aumento dos valores do hematócrito. É possível a oclusão do sistema de diálise se a heparinização não for adequada.

Com base na informação atualmente disponível, a correção da anemia com epoetina alfa em doentes adultos insuficientes renais ainda não submetidos a diálise não acelera a taxa de progressão da insuficiência renal.

Tratamento de doentes com anemia induzida por quimioterapia

Os níveis de hemoglobina devem ser determinados numa base regular em doentes oncológicos a fazerem tratamento com epoetina alfa, até ser atingido um nível estável e periodicamente a partir desse momento.

As epoetinas são fatores de crescimento que estimulam primariamente a produção de glóbulos vermelhos. Pode existir expressão de recetores de eritropoietina na superfície de diversas células tumorais. Tal como com todos os fatores de crescimento, existe uma preocupação com a possibilidade das epoetinas poderem estimular o crescimento de tumores. Não pode excluir-se o papel dos AEE na progressão tumoral ou na redução da sobrevivência sem progressão. Em estudos clínicos controlados, a utilização de epoetinas alfa e de outros AEE não foi associada a uma redução do controlo tumoral locorregional nem a uma redução da sobrevivência geral:

-redução do controlo locorregional em doentes com cancro avançado da cabeça e do pescoço submetidos a radioterapia quando administradas para obter um nível de concentração da hemoglobina superior a 14 g/dl (8,7 mmol/l).

-sobrevivência geral reduzida e aumento do número de mortes atribuídos à progressão da doença aos 4 meses em doentes com cancro da mama metastático submetidos a quimioterapia quando administradas para obter um intervalo de concentração de hemoglobina de 12 a 14 g/dl (7,5 a 8,7 mmol/l).

-aumento do risco de morte quando administradas para obter um nível de concentração da hemoglobina de 12 g/dl (7,5 mmol/l) em doentes com doença maligna ativa que não estejam a ser submetidos a quimioterapia nem radioterapia. Os AEE não estão indicados para a utilização nesta população de doentes.

-um aumento observado de 9% do risco de progressão da doença (PD) ou morte no grupo da epoetina alfa mais cuidados padrão, partindo de uma análise primária, e um risco acrescido de 15% que não pode ser estatisticamente excluído em doentes com cancro da mama metastático submetidos a quimioterapia quando administradas para obter um intervalo de concentração de hemoglobina de 10 a 12 g/dl (6,2 a 7,5 mmol/l).

De acordo com o acima descrito, em algumas situações clínicas, a transfusão sanguínea deve ser o tratamento preferencial para o controlo da anemia em doentes com cancro. A decisão de administrar o tratamento com eritropoietinas recombinantes deve basear-se na avaliação da relação risco/benefício com a participação do doente individual, que deve er em consideração o contexto clínico específico. Os fatores que devem ser considerados nesta avaliação devem incluir o tipo de tumor e o seu estadio; o grau de anemia; a esperança de vida; o ambiente no qual o doente está a ser tratado e a preferência do doente (ver secção 5.1).

Em doentes oncológicos em quimioterapia, o intervalo de 2 a 3 semanas entre a administração de AEE e o aparecimento de glóbulos vermelhos induzidos pela eritropoietina deve ser considerado quando se avalia se o tratamento com epoetina alfa é apropriado (doente em risco de receber transfusões).

Doentes para cirurgia em programa de pré-doação autóloga

Todas as advertências e precauções especiais associadas a programas de pré-doação autóloga devem ser respeitadas, em especial na reposição do volume de rotina.

Doentes com cirurgia eletiva ortopédica major programada

Na pericirurgia devem sempre seguir-se as boas práticas de utilização de sangue.

Os doentes com cirurgia eletiva ortopédica major programada devem receber profilaxia antitrombótica adequada, dado que podem ocorrer acontecimentos trombóticos e vasculares em doentes cirúrgicos, especialmente os que apresentam doença cardiovascular subjacente. Para além disso, também deverá ser observada precaução especial em doentes com predisposição para o desenvolvimento de TVP. Não se pode também excluir a possibilidade de o tratamento com epoetina alfa poder estar associado a um aumento do risco de acontecimentos trombóticos/vasculares pós-operatórios em doentes com um valor inicial de hemoglobina > 13 g/dl (>8,1 mmol/l). Como tal, a epoetina alfa não deve ser utilizada em doentes com valores iniciais de hemoglobina > 13 g/dl (>8,1 mmol/l).

Excipientes

Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por seringa pré-cheia, i. e. praticamente “isento de sódio”.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não existe evidência que indique que o tratamento com epoetina alfa altera o metabolismo de outros medicamentos.

Os medicamentos que diminuem a eritropoiese podem diminuir a resposta à epoetina alfa. Uma vez que a ciclosporina se liga aos glóbulos vermelhos existe potencial para uma interação

medicamentosa. Se a epoetina alfa for administrada concomitantemente com ciclosporina, os níveis sanguíneos desta devem ser monitorizados e a sua dose deve ser ajustada em função do aumento do hematócrito.

Não existe evidência que indique uma interação entre a epoetina alfa e o fator estimulador de colónias de granulócitos (G-CSF) ou o fator estimulador de colónias de granulócitos e macrófagos (GM-CSF) em relação à diferenciação hematológica ou proliferação in vitro de tecido tumoral obtido por biopsia.

Em doentes adultos do sexo feminino com cancro da mama metastático, a coadministração subcutânea de 40.000 UI/ml de epoetina alfa com 6 mg/kg de trastuzumab não teve efeitos na farmacocinética do trastuzumab.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de epoetina alfa em mulheres grávidas, é limitada ou inexistente. Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Consequentemente, a epoetina alfa só deve ser utilizada durante a gravidez se o possível benefício for superior ao possível risco para o feto. A utilização de epoetina alfa não é recomendada em doentes cirúrgicas grávidas que participam num programa de pré-doação de sangue autólogo.

Amamentação

Desconhece-se se a epoetina alfa exógena é excretada no leite humano.

A epoetina alfa deve ser utilizada com precaução em mulheres a amamentar. Tem que ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com epoetina alfa tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

A utilização de epoetina alfa não é recomendada em doentes cirúrgicas a amamentar que participam num programa de pré-doação de sangue autólogo.

Fertilidade

Não existem estudos para avaliação do efeito potencial da epoetina alfa na fertilidade masculina ou feminina.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não se estudaram os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os efeitos de Abseamed sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

A reação adversa medicamentosa mais frequente durante o tratamento com epoetina alfa é um aumento dependente da dose da tensão arterial ou um agravamento da hipertensão existente. Deve efetuar-se a monitorização da tensão arterial, especialmente no início da terapêutica (ver secção 4.4).

As reações adversas medicamentosas com uma ocorrência mais frequente observadas em ensaios clínicos da epoetina alfa são diarreia, náuseas, vómitos, pirexia e cefaleias. A doença de tipo gripal pode ocorrer especialmente no início do tratamento.

Congestão do trato respiratório, que inclui acontecimentos de congestão do trato respiratório superior, congestão nasal e nasofaringite, foi comunicada em estudos com intervalos posológicos alargados em doentes adultos com insuficiência renal ainda não submetidos a diálise.

Observou-se uma maior incidência de acontecimentos vasculares trombóticos (AVTs) em doentes medicados com AEEs (ver secção 4.4).

Lista tabelada de reações adversas

De um total de 3.262 indivíduos em 23 estudos aleatorizados, em dupla ocultação, com placebo ou com os cuidados padrão, avaliou-se o perfil de segurança global da epoetina alfa em 1.992 indivíduos anémicos. Foram incluídos 228 indivíduos com insuficiência renal crónica tratados com epoetina alfa em 4 estudos na insuficiência renal crónica (2 estudos em pré-diálise [N = 131 indivíduos com insuficiência renal crónica expostos] e 2 a fazerem diálise [N = 97 indivíduos com insuficiência renal crónica expostos]; 1.404 indivíduos com cancro expostos em 16 estudos de anemia devido a quimioterapia; 147 indivíduos expostos em 2 estudos de doação de sangue autólogo; e 213 indivíduos expostos num estudo durante o período periciúrgico. As reações adversas notificadas por ≥ 1% dos indivíduos tratados com epoetina alfa nestes ensaios estão apresentadas na tabela abaixo.

Cálculo das frequências: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100, < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100); raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000); muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Classe de

Frequência

 

 

 

 

 

sistemas de

 

 

 

 

 

 

órgãos

 

 

 

 

 

 

 

Muito

Frequentes

Pouco

Raros

Muito raros

Desconhecido

 

frequentes

 

frequentes

 

 

 

Doenças do

 

 

 

 

Aplasia

 

sangue e do

 

 

 

 

eritroide pura

 

sistema linfático

 

 

 

 

mediada por

 

 

 

 

 

 

anticorpos anti-

 

 

 

 

 

 

eritropoietina1,4,

 

 

 

 

 

 

Trombocitemia1

 

Doenças do

 

 

Hipercaliemia2

 

 

 

metabolismo e da

 

 

 

 

 

 

nutrição

 

 

 

 

 

 

Doenças do

 

 

 

 

 

Reação

sistema imunitário

 

 

 

 

 

anafilática4,

 

 

 

 

 

 

Hipersensibilidade4

Doenças do

 

Cefaleias

Convulsões

 

 

 

sistema nervoso

 

 

 

 

 

 

Vasculopatias

 

Tromboses

 

 

 

Crise hipertensiva4

 

 

venosas e

 

 

 

arteriais3,

 

 

 

Hipertensão

 

Doenças

 

Tosse

Congestão das

respiratórias,

 

 

vias

torácicas e do

 

 

respiratórias

mediastino

 

 

 

Doenças

Diarreia,

 

 

gastrointestinais

Náuseas,

 

 

 

Vómitos

 

 

Afeções dos

 

Erupção

Edema

tecidos cutâneos e

 

cutânea

angioneurótico4,

subcutâneos

 

 

Urticária4

Afeções

 

Artralgia,

 

musculosqueléticas

 

Dor óssea,

 

e dos tecidos

 

Mialgia, Dor

 

conjuntivos

 

nas

 

 

 

extremidades

 

Afeções

 

 

Porfíria4

congénitas,

 

 

 

familiares e

 

 

 

genéticas

 

 

 

Perturbações

Pirexia

Arrepios,

Medicamento sem

gerais e alterações

 

Doença do

eficácia4

no local de

 

tipo gripal,

 

administração

 

Reação no

 

 

 

local de

 

 

 

injeção,

 

 

 

Edema

 

 

 

periférico

 

1 Identificada durante a experiência pós-comercialização e categoria de frequências calculada a partir de Taxas de Notificações Espontâneas

2 Frequente em diálise

3 Inclui acontecimentoss arteriais e venosas, fatais e não fatais, como trombose venosa profunda, êmbolos pulmonares, trombose da retina, trombose arterial (incluindo enfarte do miocárdio), acidentes vasculares cerebrais (incluindo enfarte cerebral e hemorragia cerebral) e crises isquémicas transitórias e trombose do shunt (incluindo do equipamento de diálise) e trombose nos aneurismas do shunt arteriovenoso.

4 Abordado na subsecção abaixo e/ou na secção 4.4.

Descrição de reações adversas selecionadas

Foram notificadas reações de hipersensibilidade, incluindo casos de erupção cutânea (incluindo: urticária), reações anafiláticas e edema angioneurótico (ver secção 4.4).

Também ocorreram crises hipertensivas com encefalopatia e convulsões, que exigiram a atenção imediata de um médico e cuidados médicos intensivos, durante o tratamento com epoetina alfa em doentes que tinham previamente uma tensão arterial normal ou baixa. Deve ser dada particular atenção ao aparecimento súbito de cefaleias intensas tipo enxaqueca como um possível sinal de alerta (ver secção 4.4).

A aplasia eritroide pura mediada por anticorpos foi notificada muito raramente em < 1/10.000 casos por doente ano, após meses a anos de tratamento com epoetina alfa (ver secção 4.4).

População pediátrica com insuficiência renal crónica a fazer hemodiálise

A exposição de doentes pediátricos com insuficiência renal crónica a fazerem hemodiálise em ensaios clínicos e na experiência pós-comercialização é limitada. Não foram notificadas nesta população

reações adversas específicas da população pediátrica não mencionadas anteriormente na tabela acima, nem quaisquer reações que não eram consistentes com a doença subjacente.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

A margem terapêutica da epoetina alfa é muito ampla. Uma sobredosagem com epoetina alfa pode produzir efeitos que são extensões dos efeitos farmacológicos da hormona. Pode verificar-se flebotomia se ocorrerem níveis excessivamente elevados de hemoglobina. Deverão ser implementadas medidas de suporte adicionais conforme as necessidades.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: antianémicos, eritropoetina, código ATC: B03XA01

Abseamed é um medicamento biológico similar. Está disponível informação pormenorizada no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

Mecanismo de ação

A eritropoietina (EPO) é uma hormona glicoproteica que é produzida principalmente pelo rim em resposta à hipoxia e é o regulador chave da produção de eritrócitos. A EPO está envolvida em todas as fases do desenvolvimento eritroide e o seu principal efeito exerce-se ao nível dos precursores eritroides. Após ligação da EPO ao seu recetor na superfície celular, ela ativa vias de transdução de sinais que interferem com a apoptose e estimula a proliferação de células eritroides.

A EPO humana recombinante (epoetina alfa), expressa em células de ovário do hamster chinês, tem uma sequência de 165 aminoácidos idêntica à da EPO urinária humana; as duas são indistinguíveis com base em ensaios funcionais. O peso molecular aparente da eritropoietina é de 32.000 a

40.000 dalton.

A eritropoietina é um fator do crescimento que estimula principalmente a produção de eritrócitos. Os recetores da eritropoietina podem ser expressos na superfície de diversas células tumorais.

Efeitos farmacodinâmicos

Voluntários saudáveis

Após doses únicas (20.000 a 160.000 UI por via subcutânea) de epoetina alfa, observou-se uma resposta dependente da dose dos marcadores farmacodinâmicos investigados incluindo: reticulócitos, eritrócitos e hemoglobina. Observou-se um perfil definido da concentração-tempo com um pico e retorno ao valor inicial das alterações nos reticulócitos em percentagem. Observou-se um perfil menos definido com os eritrócitos e a hemoglobina. Em geral, todos os marcadores farmacodinâmicos aumentaram de maneira linear com a dose atingindo uma resposta máxima nos níveis de dose mais elevados.

Outros estudos farmacodinâmicos exploraram 40.000 UI uma vez por semana versus 150 UI/kg 3 vezes por semana. Apesar das diferenças nos perfis de concentração-tempo, a resposta farmacodinâmica (medida pelas alterações nos reticulócitos, hemoglobina e eritrócitos totais em

percentagem) foi semelhante nos dois regimes. Estudos adicionais compararam o regime de epoetina alfa na dose de 40.000 UI uma vez por semana com doses bissemanais que variaram entre 80.000 a

120.000 UI, por via subcutânea. No global, com base nos resultados destes estudos farmacodinâmicos em indivíduos saudáveis, o regime posológico de 40.000 UI uma vez por semana parece ser mais eficiente na produção de eritrócitos do que os regimes bissemanais, apesar da similaridade observada na produção de reticulócitos nos regimes uma vez por semana e bissemanal.

Insuficiência renal crónica

Demonstrou-se que a epoetina alfa estimula a eritropoiese em doentes anémicos com IRC, incluindo doentes em diálise e pré-diálise. A primeira evidência de uma resposta à epoetina alfa é um aumento da contagem de reticulócitos no período de 10 dias, seguido de aumentos da contagem eritrocitária, hemoglobina e hematócrito, geralmente ao fim de 2 a 6 semanas. A resposta da hemoglobina varia entre doentes e pode ser afetada pelas reservas de ferro e a presença de problemas médicos concomitantes.

Anemia induzida pela quimioterapia

Demonstrou-se que a epoetina alfa administrada 3 vezes por semana ou uma vez por semana aumenta a hemoglobina e diminui a necessidade de transfusões após o primeiro mês de terapêutica em doentes oncológicos com anemia submetidos a quimioterapia.

Num estudo que comparou os regimes posológicos de 150 UI/kg, 3 vezes por semana e de 40.000 UI uma vez por semana, em indivíduos saudáveis e em doentes oncológicos com anemia, os perfis do tempo das alterações nos reticulócitos, hemoglobina e eritrócitos total em percentagem foram semelhantes entre os dois regimes posológicos, tanto em indivíduos saudáveis como em indivíduos oncológicos com anemia. As AUCs dos parâmetros farmacodinâmicos respetivos foram semelhantes entre os regimes posológicos de 150 UI/kg, 3 vezes por semana e de 40.000 UI uma vez por semana, em indivíduos saudáveis e também em doentes oncológicos com anemia.

Tratamento de doentes adultos para cirurgia num programa de pré-doação autóloga

Demonstrou-se que a epoetina alfa estimula a produção de eritrócitos de modo a aumentar a colheita de sangue autólogo e para limitar a diminuição de hemoglobina em doentes adultos com cirurgia eletiva major programada, nos quais não se espera o pré-depósito das suas necessidades sanguíneas perioperatórias completas. Os efeitos maiores são observados em doentes com hemoglobina baixa (≤ 13 g/dl).

Tratamento de doentes adultos com cirurgia eletiva ortopédica major programada

Em doentes com cirurgia ortopédica eletiva major programada com uma hemoglobina pré-tratamento de > 10 a ≤ 13 g/dl, demonstrou-se que a epoetina alfa diminui o risco de receber transfusões alogénicas e acelera a recuperação eritroide (aumento dos níveis de hemoglobina e do hematócrito e as contagens de reticulócitos).

Eficácia e segurança clínicas

Insuficiência renal crónica

A epoetina alfa foi estudada em ensaios clínicos em doentes adultos anémicos com IRC, incluindo doentes a fazerem hemodiálise e pré-diálise, para tratar a anemia e manter o hematócrito num intervalo de concentrações alvo de 30 a 36 %.

Em ensaios clínicos com doses iniciais de 50 a 150 UI/kg, três vezes por semana, aproximadamente 95% de todos os doentes responderam com um aumento clinicamente significativo do hematócrito. Após aproximadamente dois meses de terapêutica, praticamente todos os doentes estavam independentes de transfusões. Assim que era atingido o hematócrito alvo, a dose de manutenção era individualizada para cada doente.

Nos três ensaios clínicos maiores realizados em doentes adultos a fazerem diálise, a dose de manutenção mediana necessária para manter o hematócrito entre 30 a 36% foi aproximadamente de 75 UI/kg, administrada 3 vezes por semana.

Num estudo da qualidade de vida, multicêntrico, controlado com placebo, em dupla ocultação, em doentes com IRC a fazerem hemodiálise, observou-se uma melhoria clínica e estatisticamente significativa nos doentes tratados com epoetina alfa em comparação com o grupo do placebo quando se avaliou a fadiga, os sintomas físicos, as relações e a depressão (Questionário da Doença Renal) após seis meses de terapêutica. Os doentes do grupo tratado com epoetina alfa também foram incluídos num estudo aberto de prolongamento que demonstrou melhorias na sua qualidade de vida que se mantiveram durante mais 12 meses.

Doentes com insuficiência renal ainda não submetidos a diálise

Em ensaios clínicos realizados em doentes com IRC não submetidos a diálise, tratados com epoetina alfa, a duração média da terapêutica foi de quase cinco meses. Estes doentes responderam à terapêutica com epoetina alfa de maneira semelhante à que foi observada em doentes submetidos a diálise. Os doentes com IRC não submetidos a diálise demonstraram um aumento do hematócrito sustido e dependente da dose quando a epoetina alfa foi administrada por via intravenosa ou por via subcutânea. Taxas semelhantes de aumento do hematócrito foram detetadas quando a epoetina alfa foi administrada por qualquer uma das vias. Além disso, doses de epoetina alfa de 75 a 150 UI/kg por semana demonstraram manter hematócritos de 36 a 38% durante até seis meses.

Nos 2 estudos com um intervalo prolongado de administração de epoetina alfa (3 vezes por semana, uma vez por semana, uma vez de 2 em 2 semanas, e uma vez de 4 em 4 semanas), alguns doentes com intervalos de administração mais prolongados não mantiveram níveis adequados de hemoglobina e atingiram os critérios de descontinuação definidos no protocolo para a hemoglobina (0% no grupo de uma vez por semana, 3,7% no grupo de uma vez de 2 em 2 semanas e 3,3% no grupo de uma vez 4 em 4 semanas).

Um ensaio prospetivo aleatorizado avaliou 1.432 doentes com insuficiência renal crónica anémicos que não estavam a ser submetidos a diálise. Os doentes foram alocados para tratamento com epoetina alfa tendo como alvo um nível de manutenção da hemoglobina de 13,5 g/dl (mais elevado do que o nível de concentração de hemoglobina recomendado) ou de 11,3 g/dl. Ocorreu um acontecimento cardiovascular grave (morte, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral ou hospitalização por insuficiência cardíaca congestiva) em 125 (18%) dos 715 doentes no grupo da hemoglobina mais elevada em comparação com 97 (14%) nos 717 doentes no grupo da hemoglobina mais baixa (razão de risco [HR] 1,3, IC 95%: 1,0; 1,7; p = 0,03).

Foram efetuadas análises agrupadas post-hoc dos estudos clínicos com AEEs em doentes com insuficiência renal crónica (em doentes a fazerem diálise, sem estarem a fazer diálise, com diabetes e sem diabetes). Observou-se uma tendência para um aumento das estimativas de risco de mortalidade devido a todas as causas, acontecimentos cardiovasculares e vasculares cerebrais associados a doses cumulativas mais elevadas de AEEs independentemente do estado em termos de diabetes ou diálise (ver secção 4.2 e secção 4.4).

Tratamento de doentes com anemia induzida por quimioterapia

A epoetina alfa foi estudada em ensaios clínicos em doentes adultos oncológicos com anemia com tumores linfoides e sólidos, e em doentes submetidos a vários regimes quimioterapêuticos, incluindo regimes contendo platina e sem platina. Nestes ensaios, demonstrou-se que a epoetina alfa administrada 3 vezes por semana ou uma vez por semana aumenta a hemoglobina e diminui a necessidade de transfusões após o primeiro mês de terapêutica em doentes oncológicos com anemia. Em alguns estudos, a fase em dupla ocultação foi seguida de uma fase aberta durante a qual todos os doentes foram medicados com epoetina alfa, tendo-se observado uma manutenção do efeito.

A evidência disponível sugere que os doentes com neoplasias hematológicas malignas e com tumores sólidos respondem de modo equivalente à terapêutica com epoetina alfa e que os doentes com ou sem

infiltração tumoral da medula óssea respondem de modo equivalente à terapêutica com epoetina alfa. A intensidade comparável da quimioterapia nos grupos da epoetina alfa e do placebo nos ensaios de quimioterapia foi demonstrada por uma área sob a curva do tempo dos neutrófilos semelhante em doentes tratados com epoetina alfa e em doentes tratados com placebo, assim como por uma proporção semelhante de doentes em grupos tratados com epoetina alfa e em grupos tratados com placebo cujas contagens absolutas de neutrófilos diminuíram para menos de 1.000 e de 500 células/µl.

Num ensaio prospetivo, aleatorizado, com dupla ocultação e controlado por placebo conduzido em 375 doentes anémicos com diversas doenças malignas não mieloides em quimioterapia sem platina, houve uma redução significativa das sequelas relacionadas com a anemia (p. ex., fadiga, diminuição da energia e redução da atividade), medidas pelos seguintes instrumentos e escalas: escala geral de FACT-An (Functional Assessment of Cancer Therapy-Anaemia), escala de fadiga FACT-An, e escala CLAS (Cancer Linear Analogue Scale). Dois outros ensaios de menores dimensões, aleatorizados e controlados por placebo, não conseguiram demonstrar uma melhoria significativa nos parâmetros de qualidade de vida nas escalas EORTC-QLQ-C30 ou CLAS, respetivamente.

A sobrevivência e a progressão tumoral foram examinadas em cinco grandes estudos controlados envolvendo um total de 2833 doentes, dos quais quatro foram estudos duplamente cegos controlados com placebo e um foi um estudo aberto. Os estudos recrutaram doentes que tinham sido tratados com quimioterapia (dois estudos) ou utilizaram populações de doentes nas quais os AEEs não estavam indicados: anemia em doentes com cancro que não estavam submetidos a quimioterapia e doentes com cancro do pescoço submetidos a radioterapia e doentes com cancro da cabeça e do pescoço submetidos a radioterapia. O nível de concentração de hemoglobina pretendido em dois estudos foi de > 13 g/dl (8,1 mmol/l); nos restantes três estudos esta foi de 12 a 14 g/dl (7,5 a 8,7 mmol/l). No estudo aberto não houve diferença na sobrevivência geral entre os doentes tratados com a eritropoietina humana recombinante e os controlos. Nos quatro estudos controlados com placebo, as razões de perigo da sobrevivência geral foram de 1,25 e 2,47 a favor dos controlos. Estes estudos demonstraram uma mortalidade excessiva consistente inexplicada e estatisticamente significativa em doentes com anemia associada a vários cancros vulgares que receberam eritropoietina humana recombinante comparativamente aos controlos. O resultado da sobrevivência geral nos ensaios não conseguiu ser explicado de modo satisfatório pelas diferenças na incidência da trombose e das complicações relacionadas entre os doentes aos quais foi administrada a eritropoietina humana e os doentes no grupo de controlo.

Também foi realizada uma análise dos dados ao nível do doente em mais de 13.900 doentes com cancro (quimioterapia, radioterapia, quimioradioterapia ou nenhuma terapia) que participaram em 53 ensaios clínicos controlados envolvendo várias epoetinas. A meta-análise dos dados de sobrevivência geral produziu uma estimativa pontual da razão de perigo de 1,06 a favor dos controlos (95% IC: 1,00; 1,12; 53 ensaios e 13.933 doentes) e para os doentes com cancro submetidos a quimioterapia, a razão de perigo da sobrevivência geral foi de 1,04 (95% IC: 0,97; 1,11; 38 ensaios e

10.441 doentes). As meta-análises também indicam de forma consistente um aumento significativo do risco relativo de acontecimentos tromboembólicos em doentes com cancro tratados com eritropoietina humana recombinante (ver secção 4.4).

Foi realizado um estudo aleatorizado, aberto, multicêntrico em 2098 mulheres anémicas com cancro da mama metastático que receberam quimioterapia de primeira ou de segunda linha. Tratou-se de um estudo de não inferioridade concebido para excluir um aumento de 15% do risco de progressão tumoral ou de morte no grupo da epoetina alfa mais cuidados padrão, em comparação com o grupo dos cuidados padrão isolados. A sobrevivência mediana sem progressão (PFS) por avaliação pelo investigador da progressão da doença foi de 7,4 meses em cada braço (HR 1,09, 95% CI: 0,99, 1,20), indicando que o objetivo do estudo não foi alcançado. No limiar clínico, foram relatadas 1337 mortes. A sobrevivência geral mediana no grupo da epoetina alfa mais cuidados padrão foi de 17,2 meses em comparação com 17,4 meses no grupo de cuidados padrão isolados (HR 1,06, 95% CI: 0,95, 1,18). Significativamente menos doentes receberam transfusões de glóbulos vermelhos no braço da epoetina alfa mais cuidados padrão (5,8% versus 11,4%); contudo, significativamente mais doentes sofreram acontecimentos vasculares trombóticos no braço da epoetina alfa mais cuidados padrão (2,8% versus 1,4%).

Programa de pré-doação autóloga

O efeito da epoetina alfa em facilitar a doação de sangue autólogo em doentes com hematócritos baixos (≤ 39% e sem anemia subjacente devida a deficiência de ferro) com cirurgia ortopédica major programada foi avaliado num estudo em dupla ocultação, controlado com placebo realizado em

204 doentes e num estudo com ocultação única controlado com placebo em 55 doentes.

No estudo em dupla ocultação, os doentes foram tratados com epoetina alfa na dose de 600 UI/kg ou com placebo, por via intravenosa, uma vez por dia, em intervalos de 3 a 4 dias durante 3 semanas (total de 6 doses). Em média, os doentes tratados com epoetina alfa foram capazes de pré-depositar significativamente mais unidades de sangue (4,5 unidades) do que os doentes tratados com placebo (3,0 unidades).

No estudo em ocultação única, os doentes foram tratados com epoetina alfa na dose de 300 UI/kg ou de 600 UI/kg ou com placebo, por via intravenosa uma vez por dia, em intervalos de 3 a 4 dias, durante 3 semanas (total de 6 doses). Os doentes tratados com epoetina alfa também foram capazes de pré-depositar significativamente mais unidades de sangue (300 UI/kg de epoetina alfa = 4,4 unidades; 600 UI/kg de epoetina alfa = 4,7 unidades) do que os doentes tratados com placebo (2,9 unidades).

A terapêutica com epoetina alfa diminuiu o risco de exposição a sangue alogénico em 50% em comparação com os doentes que não receberam epoetina alfa.

Cirurgia eletiva ortopédica major

O efeito da epoetina alfa (300 UI/kg ou 100 UI/kg) na exposição a transfusões de sangue alogénico foi avaliado num ensaio clínico em dupla ocultação, controlado com placebo, realizado em doentes sem deficiência de ferro programados para cirurgia ortopédica eletiva major da anca ou do joelho. A epoetina alfa foi administrada por via subcutânea durante 10 dias antes da cirurgia, no dia da cirurgia e durante quatro dias após a cirurgia. Os doentes foram estratificados de acordo com a sua hemoglobina inicial (≤ 10 g/dl, > 10 a ≤ 13 g/dl e > 13 g/dl).

A epoetina alfa na dose de 300 UI/kg diminuiu significativamente o risco de transfusão alogénica em doentes com uma hemoglobina pré-tratamento de > 10 a ≤ 13 g/dl. Dezasseis por cento dos doentes tratados com 300 UI/kg, 23% dos doentes tratados com 100 UI/kg de epoetina alfa e 45% dos doentes tratados com placebo necessitaram de transfusão.

Num ensaio aberto, em grupos paralelos, em indivíduos adultos sem deficiência de ferro com uma hemoglobina pré-tratamento de ≥ 10 a ≤ 13 g/dl que estavam programados para cirurgia ortopédica major da anca ou do joelho, comparou a dose de 300 UI/kg de epoetina alfa por via subcutânea uma vez por dia durante 10 dias antes da cirurgia, no dia da cirurgia e durante quatro dias após a cirurgia com a dose de 600 UI/kg de epoetina alfa por via subcutânea uma vez por semana durante 3 semanas antes da cirurgia e no dia da cirurgia.

Desde o pré-tratamento até à pré-cirurgia, o aumento médio da hemoglobina no grupo tratado semanalmente com 600 UI/kg (1,44 g/dl) foi duas vezes maior do que o aumento observado no grupo tratado diariamente com 300 UI/kg (0,73 g/dl). Os níveis médios de hemoglobina foram semelhantes nos dois grupos de tratamento durante todo o período pós-cirúrgico.

A resposta eritropoiética observada em ambos os grupos de tratamento resultou em taxas transfusionais semelhantes (16% no grupo de 600 UI/kg por semana e 20% no grupo de 300 UI/kg por dia).

População pediátrica

Insuficiência renal crónica

A epoetina alfa foi avaliada num estudo clínico de 52 semanas, num intervalo de doses sem ocultação, não aleatorizado, aberto, em doentes pediátricos com IRC submetidos a hemodiálise. A idade mediana dos doentes incluídos no estudo era de 11,6 anos (intervalo de 0,5 a 20,1 anos).

A epoetina alfa foi administrada numa dose de 75 UI/kg/semana, por via intravenosa em 2 ou 3 doses divididas pós-diálise, tituladas em 75 UI/kg/semana em intervalos de 4 semanas (até um máximo de 300 UI/kg/semana) até atingir um aumento da hemoglobina de 1 g/dl/mês. O intervalo de concentração de hemoglobina desejado era de 9,6 a 11,2 g/dl. Oitenta e um por cento dos doentes obteve o nível de concentração da hemoglobina. O tempo mediano até ao alvo foi de 11 semanas e a dose mediana ao atingir-se o alvo foi de 150 UI/kg/semana. Dos doentes que atingiram o alvo, 90% fê- lo com um regime posológico de 3 vezes por semana.

Após 52 semanas, 57% dos doentes permaneceram no estudo, tendo recebido uma dose mediana de 200 UI/kg/semana.

Os dados clínicos com administração por via subcutânea em crianças são limitados. Em 5 estudos abertos, não controlados e de pequena dimensão (o número de doentes variou entre 9-22, total N = 72), foi administrada epoetina alfa por via subcutânea em crianças com doses iniciais de 100 UI/kg/semana a 150 UI/kg/semana, com possibilidade de aumento até 300 UI/kg/semana. Nestes estudos, a maioria dos doentes estavam em fase pré-diálise (N = 44), 27 doentes estavam a fazer diálise peritoneal e 2 estavam a fazer hemodiálise, com idades entre os 4 meses e os 17 anos. No geral, estes estudos apresentam limitações metodológicas mas o tratamento foi associado a tendências positivas no sentido de níveis de hemoglobina mais elevados. Não foram notificadas reações adversas inesperadas (ver secção 4.2).

Anemia induzida pela quimioterapia

Avaliou-se a epoetina alfa 600 UI/kg (administrada por via intravenosa ou subcutânea uma vez por semana) num estudo aleatorizado, em dupla ocultação, controlado por placebo, de 16 semanas e num estudo aleatorizado, controlado, aberto, de 20 semanas em doentes pediátricos anémicos a receber quimioterapia mielossupressora para o tratamento de várias doenças malignas não mieloides infantis.

No estudo de 16 semanas (n = 222), não houve um efeito estatisticamente significativo nos doentes tratados com epoetina alfa, no que diz respeito às pontuações relatadas pelo doente ou pelos pais através das pontuações do Inventário Pediátrico de Qualidade de Vida ou Módulo de Cancro, em comparação com o placebo (parâmetro de avaliação primário da eficácia). Além disso, não houve uma diferença estatística entre a proporção de doentes que necessitaram de transfusões de glóbulos vermelhos entre os grupos da epoetina alfa e do placebo.

No estudo de 20 semanas (n = 225), não foi observada uma diferença significativa no parâmetro de avaliação primária da eficácia, ou seja, na proporção de doentes que necessitaram de uma transfusão de glóbulos vermelhos após o dia 28 (62% dos doentes tratados com epoetina alfa versus 69% dos doentes tratados com terapêutica padrão).

5.2Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após injeção subcutânea, os níveis séricos de epoetina alfa atingiram um pico entre 12 e 18 horas pós- dose. Não houve acumulação após a administração de doses múltiplas de 600 UI/kg administradas semanalmente por via subcutânea.

A biodisponibilidade absoluta da injeção subcutânea de epoetina alfa é de aproximadamente 20% em indivíduos saudáveis.

Distribuição

O volume de distribuição médio foi de 49,3 ml/kg após doses intravenosas de 50 e 100 UI/kg em indivíduos saudáveis. Após administração intravenosa de epoetina alfa em indivíduos com insuficiência renal crónica, o volume de distribuição variou desde 57-107 ml/kg após administração única (12 UI/kg) até 42-64 ml/kg após administração múltipla (48-192 UI/kg), respetivamente. Portanto, o volume de distribuição é ligeiramente superior ao espaço plasmático.

Eliminação

A semivida da epoetina alfa após a administração intravenosa de doses múltiplas é de aproximadamente 4 horas em indivíduos saudáveis.

Calcula-se que a semivida para a via subcutânea seja de aproximadamente 24 horas em indivíduos saudáveis.

As CL/F médias nos regimes de 150 UI/kg 3 vezes por semana e de 40.000 UI uma vez por semana em indivíduos saudáveis foram de 31,2 e de 12,6 ml/h/kg, respetivamente. As CL/F médias nos regimes de 150 UI/kg 3 vezes por semana e de 40.000 UI uma vez por semana nos indivíduos oncológicos com anemia foram de 45,8 e de 11,3 ml/h/kg, respetivamente. Na maioria dos doentes oncológicos com anemia submetidos a quimioterapia cíclica, a CL/F foi mais baixa após doses subcutâneas de 40.000 UI uma vez por semana e de 150 UI/kg 3 vezes por semana em comparação com os valores em indivíduos saudáveis.

Linearidade/não linearidade

Em indivíduos saudáveis, observou-se um aumento proporcional à dose das concentrações séricas da epoetina alfa após administração intravenosa de 150 e de 300 UI/kg, 3 vezes por semana. A administração de doses únicas de epoetina alfa de 300 a 2.400 UI/kg resultou numa relação linear entre a Cmax média e a dose e entre a AUC média e a dose. Observou-se uma relação inversa entre a depuração aparente e a dose em indivíduos saudáveis.

Em estudos que exploraram o prolongamento do intervalo de administração (40.000 UI uma vez por semana e 80.000, 100.000, e 120.000 UI duas vezes por semana), observou-se um relação linear mas não proporcional à dose entre a Cmax média e a dose, e entre a AUC média e a dose no estado de equilíbrio.

Relações farmacocinéticas/farmacodinâmicas

A epoetina alfa tem um efeito relacionado com a dose sobre os parâmetros hematológicos, o qual é independente da via de administração.

População pediátrica

Foi notificada uma semivida de aproximadamente 6,2 a 8,7 horas em indivíduos pediátricos com insuficiência renal crónica após administração intravenosa de doses múltiplas de epoetina alfa. O perfil farmacocinético da epoetina alfa em crianças e adolescentes parece ser semelhante ao dos adultos.

Os dados farmacocinéticos em recém-nascidos são limitados.

Um estudo realizado com 7 recém-nascidos prematuros de muito baixo peso e 10 adultos saudáveis que receberam eritropoietina i.v. sugeriu que o volume de distribuição foi aproximadamente 1,5 a 2 vezes superior nos recém-nascidos prematuros do que nos adultos saudáveis, e a depuração foi aproximadamente 3 vezes superior nos recém-nascidos prematuros do que nos adultos saudáveis.

Compromisso renal

Em doentes com insuficiência renal, a semivida da epoetina alfa administrada por via intravenosa é ligeiramente prolongada, aproximadamente 5 horas, em comparação com indivíduos saudáveis.

5.3Dados de segurança pré-clínica

Em estudos toxicológicos de dose repetida em cães e ratos, mas não em macacos, a terapêutica com epoetina alfa foi associada a fibrose da medula óssea subclínica. A fibrose da medula óssea é uma complicação conhecida da insuficiência renal crónica no ser humano e pode estar relacionada com hiperparatiroidismo secundário ou fatores desconhecidos. A incidência de fibrose da medula óssea não aumentou num estudo com doentes em hemodiálise que foram tratados com epoetina alfa durante

3 anos em comparação com um grupo de controlo de doentes em diálise que não foram tratados com epoetina alfa.

A epoetina alfa não induz mutação de genes em bactérias (teste de Ames), aberrações cromossómicas em células de mamífero, no micronúcleo em ratinhos ou mutação de genes no loco HGPRT.

Não foram realizados estudos prolongados de carcinogenicidade. Descrições contraditórias na literatura, baseadas em resultados in vitro a partir de amostras de tumores humanos, sugerem que as eritropoietinas podem desempenhar um papel como fatores de proliferação de tumores. A sua importância é duvidosa na situação clínica.

Em culturas celulares de células de medula óssea humana, a epoetina alfa estimula especificamente a eritropoiese e não afeta a leucopoiese. Não foi possível detetar ações citotóxicas da epoetina alfa sobre as células da medula óssea.

Demonstrou-se, em estudos em animais, que a epoetina alfa diminui o peso fetal, atrasa a ossificação e aumenta a mortalidade fetal quando administrada em doses semanais aproximadamente 20 vezes a dose semanal humana recomendada. Estas alterações são interpretadas como sendo secundárias à diminuição do ganho de peso materno e a sua significância para o ser humano é desconhecida dados os níveis de doses terapêuticas.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Di-hidrogeno fosfato de sódio di-hidratado Fosfato dissódico di-hidratado

Cloreto de sódio Glicina Polissorbato 80

Água para preparações injectáveis Ácido clorídrico (para ajuste do pH) Hidróxido de sódio (para ajuste do pH)

6.2Incompatibilidades

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos.

6.3Prazo de validade

2 anos

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar e transportar refrigerado (2°C - 8°C). Este intervalo de temperaturas deve ser rigorosamente mantido até à administração ao doente.

Para utilização em ambulatório, o medicamento pode ser retirado do frigorífico, sem ser novamente colocado no mesmo, durante um período máximo de 3 dias, a uma temperatura não superior a 25 °C. Se o medicamento não tiver sido utilizado no fim deste período, o mesmo deve ser eliminado.

Não congelar ou agitar.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

Seringas pré-cheias (vidro tipo I), com ou sem uma proteção de segurança para a agulha, com uma rolha tipo êmbolo (borracha com face em Teflon) seladas num blister.

Abseamed 1.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,5 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 2.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 1 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 3.000 UI/0,3 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,3 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 4.000 UI/0,4 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,4 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 5.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,5 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 6.000 UI/0,6 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,6 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 7.000 UI/0,7 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,7 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 8.000 UI/0,8 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,8 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 9.000 UI/0,9 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,9 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 10.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 1 ml de solução.

Embalagens de 1 ou 6 seringas.

Abseamed 20.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,5 ml de solução.

Embalagens de 1, 4 ou 6 seringas.

Abseamed 30.000 UI/0,75 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 0,75 ml de solução.

Embalagens de 1, 4 ou 6 seringas.

Abseamed 40.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Cada seringa pré-cheia contém 1 ml de solução.

Embalagens de 1, 4 ou 6 seringas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Abseamed não deve ser utilizado e ser eliminado

-se o líquido apresentar coloração ou se conseguir observar partículas a flutuarem,

-se o selo estiver quebrado,

-se souber ou achar que pode ter sido congelado acidentalmente ou se tiver havido um problema no frigorífico.

As seringas pré-cheias estão prontas a utilizar (ver secção 4.2). A seringa pré-cheia não deve ser agitada. As seringas estão gravadas em relevo com anéis de graduação para facilitar a utilização parcial, caso seja necessário. Cada anel de graduação corresponde a um volume de 0,1 ml. O medicamento destina-se exclusivamente a utilização única. Retire apenas uma dose de Abseamed de cada seringa eliminando a solução não desejada antes da injeção.

Utilização da seringa pré-cheia com uma proteção de segurança da agulha

A proteção de segurança da agulha cobre a agulha após a injeção para prevenir lesões por picada. Isto não afeta a operação normal da seringa. Prima o êmbolo lenta e continuamente até ter sido administrada a dose completa e o êmbolo não poder ser mais premido. Enquanto mantém a pressão no êmbolo, remova a seringa do doente. A proteção de segurança da agulha irá cobrir a agulha quando libertar o êmbolo.

Utilização da seringa pré-cheia sem uma proteção de segurança da agulha

Administrar a dose de acordo com o protocolo padrão.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Medice Arzneimittel Pütter GmbH & Co. KG

Kuhloweg 37

D-58638 Iserlohn

Alemanha

8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Abseamed 1.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/001

EU/1/07/412/002

EU/1/07/412/027

EU/1/07/412/028

Abseamed 2.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/003

EU/1/07/412/004

EU/1/07/412/029

EU/1/07/412/030

Abseamed 3.000 UI/0,3 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/005

EU/1/07/412/006

EU/1/07/412/031

EU/1/07/412/032

Abseamed 4.000 UI/0,4 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/007

EU/1/07/412/008

EU/1/07/412/033

EU/1/07/412/034

Abseamed 5.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/009

EU/1/07/412/010

EU/1/07/412/035

EU/1/07/412/036

Abseamed 6.000 UI/0,6 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/011

EU/1/07/412/012

EU/1/07/412/037

EU/1/07/412/038

Abseamed 7.000 UI/0,7 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/017

EU/1/07/412/018

EU/1/07/412/039

EU/1/07/412/040

Abseamed 8.000 UI/0,8 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/013

EU/1/07/412/014

EU/1/07/412/041

EU/1/07/412/042

Abseamed 9.000 UI/0,9 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/019

EU/1/07/412/020

EU/1/07/412/043

EU/1/07/412/044

Abseamed 10.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/015

EU/1/07/412/016

EU/1/07/412/045

EU/1/07/412/046

Abseamed 20.000 UI/0,5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/021

EU/1/07/412/022

EU/1/07/412/047

EU/1/07/412/053

EU/1/07/412/048

Abseamed 30.000 UI/0,75 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/023

EU/1/07/412/024

EU/1/07/412/049

EU/1/07/412/054

EU/1/07/412/050

Abseamed 40.000 UI/1 ml solução injetável em seringa pré-cheia

EU/1/07/412/025

EU/1/07/412/026

EU/1/07/412/051

EU/1/07/412/055

EU/1/07/412/052

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 28 de agosto de 2007

Data da última renovação: 18 de junho de 2012

10.DATA DE REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

Comentários

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