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Actraphane (insulin human) – Resumo das características do medicamento - A10AD01

Updated on site: 05-Oct-2017

1.NOME DO MEDICAMENTO

Actraphane 30 40 unidades internacionais/ml suspensão injetável em frasco para injetáveis. Actraphane 30 100 unidades internacionais/ml suspensão injetável em frasco para injetáveis. Actraphane 30 Penfill 100 unidades internacionais/ml suspensão injetável em cartucho.

Actraphane 30 InnoLet 100 unidades internacionais/ml suspensão injetável em caneta pré-cheia. Actraphane 30 FlexPen 100 unidades internacionais/ml suspensão injetável em caneta pré-cheia.

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Actraphane 30 frasco para injetáveis (40 unidades internacionais/ml)

1 frasco para injetáveis contém 10 ml equivalentes a 400 unidades internacionais. 1 ml de suspensão contém 40 unidades internacionais de insulina humana* solúvel/insulina humana isofânica (NPH) na razão de 30/70 (equivalentes a 1,4 mg).

Actraphane 30 frasco para injetáveis (100 unidades internacionais/ml)

1 frasco para injetáveis contém 10 ml equivalentes a 1.000 unidades internacionais. 1 ml de suspensão contém 100 unidades internacionais de insulina humana* solúvel/insulina humana isofânica (NPH) na razão de 30/70 (equivalentes a 3,5 mg).

Actraphane 30 Penfill

1 cartucho contém 3 ml equivalentes a 300 unidades internacionais. 1 ml de suspensão contém

100 unidades internacionais de insulina humana* solúvel/insulina humana isofânica (NPH) na razão de 30/70 (equivalentes a 3,5 mg).

Actraphane 30 InnoLet/Actraphane 30 FlexPen

1 caneta pré-cheia contém 3 ml equivalentes a 300 unidades internacionais. 1 ml de suspensão contém 100 unidades internacionais de insulina humana* solúvel/insulina humana isofânica (NPH) na razão de 30/70 (equivalentes a 3,5 mg).

* A insulina humana é produzida em Saccharomyces cerevisiae por tecnologia de ADN recombinante.

Excipiente com efeito conhecido:

Actraphane 30 contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose, ou seja, Actraphane 30 é basicamente ‘isento de sódio’.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Suspensão injetável.

A suspensão é opalescente, branca e aquosa.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Actraphane está indicado no tratamento da diabetes mellitus.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A potência da insulina humana é expressa em unidades internacionais.

A dose de Actraphane é individual, sendo determinada de acordo com as necessidades do doente. As insulinas previamente misturadas são normalmente administradas uma vez ao dia ou duas vezes ao dia quando se pretende um efeito rápido inicial juntamente com um efeito mais prolongado. É recomendada a monitorização da glucose no sangue para obter um controlo glicémico otimizado.

As necessidades individuais de insulina situam-se, geralmente, entre 0,3 e 1,0 unidades internacionais/kg/dia. Pode ser necessário um ajuste da dose se os doentes aumentarem a atividade física, alterarem a sua dieta habitual ou durante uma doença concomitante.

Populações especiais

Idosos (≥ 65 anos)

Actraphane pode ser utilizado em doentes idosos.

Nos doentes idosos deverá intensificar-se a monitorização da glucose e ajustar-se a posologia da insulina a nível individual.

Compromisso renal e hepático

O compromisso renal ou hepático pode reduzir as necessidades de insulina do doente.

Nos doentes com compromisso renal ou hepático, a monitorização da glicemia deve ser intensificada e a posologia de insulina humana deve ser ajustada individualmente.

População pediátrica

Actraphane pode ser utilizado em crianças e adolescentes.

Transferência de outras insulinas

Pode ser necessário ajustar a dose de Actraphane e o horário de administração quando um doente é transferido de outras insulinas de ação intermédia ou lenta.

É recomendada a monitorização cuidadosa da glicemia durante a transferência e nas primeiras semanas após a mesma (ver secção 4.4).

Modo de administração

Actraphane é uma insulina de ação dupla. É uma formulação bifásica contendo insulina de ação rápida e lenta.

Actraphane é administrada por injeção subcutânea na coxa, na parede abdominal, na região glútea ou na região deltoide. As suspensões de insulina nunca devem ser administradas por via intravenosa. A injeção numa prega da pele minimiza o risco de injeção intramuscular não intencional.

A agulha deve permanecer sob a pele durante pelo menos 6 segundos, para se assegurar de que toda a dose foi injetada.

Os locais de injeção deverão ser alternados sempre dentro da mesma região a fim de reduzir o risco de lipodistrofia. A injeção subcutânea na parede abdominal assegura uma absorção mais rápida do que a injeção dada noutros locais de injeção. A duração da ação irá variar de acordo com a dose, o local da injeção, o fluxo sanguíneo, a temperatura e o nível de atividade física.

Nos 30 minutos que se seguem a uma injeção deve fazer-se uma refeição completa ou ligeira contendo hidratos de carbono.

As suspensões de insulina não devem ser utilizadas em bombas de perfusão de insulina.

Para instruções detalhadas sobre como utilizar, por favor consultar o folheto informativo.

Actraphane 30 frasco para injetáveis (40 unidades internacionais/ml)/Actraphane 30 frasco para injetáveis (100 unidades internacionais/ml)

Administração com uma seringa

Actraphane em frascos para injetáveis destina-se a ser utilizado com seringas de insulina com uma escala de unidades equivalente.

Actraphane 30 Penfill

Administração com um sistema de administração de insulina

Actraphane Penfill foi concebido para ser utilizado com os sistemas de administração de insulina da Novo Nordisk e com as agulhas NovoFine e NovoTwist.

Actraphane 30 InnoLet

Administração com InnoLet

Actraphane InnoLet é uma caneta pré-cheia, concebida para ser utilizada com as agulhas descartáveis NovoFine ou NovoTwist até 8 mm de comprimento. A InnoLet administra 1 a 50 unidades com aumentos de 1 unidade.

Actraphane 30 FlexPen

Administração com FlexPen

Actraphane FlexPen é uma caneta pré-cheia, concebida para ser utilizada com as agulhas descartáveis NovoFine ou NovoTwist até 8 mm de comprimento. A FlexPen administra 1 a 60 unidades com aumentos de 1 unidade.

4.3Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Antes de efetuar viagens que impliquem mudanças de fuso horário, o doente deve ser aconselhado a consultar o médico, uma vez que poderá haver alterações nas horas de administração de insulina e das refeições.

Hiperglicemia

Uma dose inadequada ou a suspensão do tratamento, especialmente na diabetes tipo 1, pode conduzir a hiperglicemia e cetoacidose diabética. Os primeiros sintomas de hiperglicemia desenvolvem-se normalmente de forma gradual, num período de horas ou dias. Podem incluir sede, aumento da frequência urinária, náuseas, vómitos, tonturas, pele seca e avermelhada, boca seca, perda de apetite, bem como hálito cetónico.

Na diabetes tipo 1, episódios hiperglicémicos não tratados podem conduzir eventualmente a uma cetoacidose diabética que é potencialmente letal.

Hipoglicemia.

A omissão de uma refeição ou a realização de exercício físico enérgico não planeado pode conduzir a hipoglicemia.

Pode ocorrer hipoglicemia se a dose de insulina exceder as necessidades. Em caso de hipoglicemia ou suspeita de hipoglicemia, Actraphane não deve ser injetado. Após a estabilização da glicemia do doente, deverá ser ponderado o ajuste da dose (ver secções 4.8 e 4.9).

Nos doentes em que o controlo da glicemia melhorou consideravelmente, por exemplo através de uma terapêutica intensiva com insulina, poderá ocorrer uma alteração nos sintomas habituais de aviso de hipoglicemia, devendo ser prevenidos deste facto. Os sintomas de aviso habituais poderão desaparecer em doentes com diabetes de longa duração.

As doenças concomitantes, especialmente infeções e estados febris, aumentam normalmente as necessidades de insulina do doente. Doenças concomitantes do rim, fígado ou que afetem as glândulas suprarrenais, pituitária ou tiroideia, podem requerer alterações da dose de insulina.

Quando os doentes são transferidos de diversos tipos de insulinas, os sintomas iniciais de aviso de hipoglicemia podem ser diferentes ou menos pronunciados que os sentidos com a insulina utilizada anteriormente.

Transferência de outras insulinas

A transferência de um doente para outro tipo ou marca de insulina deve ser feita sob rigorosa supervisão médica. As alterações na concentração, marca (fabricante), tipo, origem (insulina animal, insulina humana ou análogo de insulina) e/ou do método de fabrico (ADN recombinante versus insulina de origem animal) podem resultar na necessidade de uma alteração de dose. Os doentes transferidos de outro tipo de insulina para Actraphane poderão necessitar de aumentar o número de injeções diárias ou de uma alteração para uma dose diferente da que usavam com as suas insulinas habituais. Se for necessário um ajuste, este pode ter lugar com a primeira dose ou durante as primeiras semanas ou meses.

Reações no local de injeção

Tal como acontece em qualquer insulinoterapia, podem ocorrer reações no local de injeção, as quais incluem dor, rubor, erupção cutânea com comichão, inflamação. equimose, tumefação e prurido. A alternância contínua do local de injeção numa determinada área reduz o risco de desenvolver estas reações. De um modo geral, as reações desaparecem após alguns dias ou algumas semanas. Em ocasiões raras, as reações no local de injeção podem obrigar à interrupção do tratamento com Actraphane.

Associação de Actraphane com pioglitazona

Foram comunicados casos de insuficiência cardíaca quando a pioglitazona foi utilizada em associação com a insulina, especialmente em doentes com fatores de risco para o desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Esta situação deverá ser tida em conta quando o tratamento com a associação de pioglitazona com Actraphane for considerado. Se esta associação for usada, os doentes devem ser vigiados relativamente a sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, aumento de peso e edema. A pioglitazona deve ser descontinuada caso ocorra qualquer deterioração dos sintomas cardíacos.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Sabe-se que existem alguns medicamentos que podem interagir com o metabolismo da glucose.

As seguintes substâncias podem reduzir as necessidades de insulina do doente:

Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da monoaminoxidase (IMAO), bloqueadores beta, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), salicilatos, esteroides anabolizantes e sulfonamidas.

As seguintes substâncias podem aumentar as necessidades de insulina do doente:

Contracetivos orais, tiazidas, glucocorticoides, hormonas da tiroide, simpaticomiméticos, hormona do crescimento e danazol.

Os bloqueadores beta podem encobrir os sintomas de hipoglicemia.

O octreótido/lanreótido tanto pode aumentar como reduzir as necessidades de insulina.

O álcool pode intensificar ou reduzir o efeito hipoglicémico da insulina.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem restrições no tratamento da diabetes com insulina durante a gravidez dado que a insulina não atravessa a barreira placentária.

Tanto a hipoglicemia como a hiperglicemia, que podem ocorrer na terapêutica inadequada de controlo da diabetes, aumentam o risco de malformações e morte no útero. Recomenda-se uma intensificação do controlo da glicemia e da monitorização das mulheres grávidas com diabetes durante toda a gravidez bem como das que tencionam ficar grávidas. As necessidades de insulina diminuem geralmente durante o primeiro trimestre da gravidez, aumentando subsequentemente no segundo e no terceiro trimestres. Após o parto, as necessidades de insulina normalmente voltam rapidamente aos valores pré-gravidez.

Amamentação

Não há restrições para o tratamento com Actraphane durante a amamentação. O tratamento com insulina na mãe lactante não apresenta riscos para o bebé. No entanto, a dose de Actraphane poderá ter de ser ajustada.

Fertilidade

Os estudos de reprodução em animais com insulina humana não revelaram qualquer efeito adverso na fertilidade.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A hipoglicemia poderá condicionar a capacidade de concentração e de reação do doente. Este facto pode constituir um fator de risco em situações nas quais estas capacidades sejam de especial importância (por exemplo, conduzir um automóvel ou utilizar máquinas).

Os doentes devem ser aconselhados a tomar precauções de modo a evitar a hipoglicemia durante a condução. Tal é particularmente importante para os doentes que têm uma perceção reduzida ou que não têm consciência dos sinais de aviso de uma hipoglicemia, ou que sofrem de hipoglicemias frequentes. Nestas circunstâncias deverá avaliar-se se é aconselhável conduzir.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

A reação adversa notificada mais frequentemente durante o tratamento é a hipoglicemia. As frequências de hipoglicemia variam com a população de doentes, regimes posológicos e o nível de controlo glicémico, ver Descrição de reações adversas selecionadas abaixo.

No início do tratamento com insulina, podem ocorrer anomalias de refração, edema e reações no local de injeção (dor, rubor, erupção cutânea com comichão, inflamação, equimose, tumefação e prurido no local de injeção). Estas reações são, geralmente, de natureza transitória. A rápida melhoria do controlo da glicemia pode estar associada a neuropatia aguda dolorosa, a qual é, de uma forma geral, reversível. A intensificação da insulinoterapia com uma melhoria brusca do controlo glicémico pode estar associada a um agravamento temporário da retinopatia diabética, enquanto a melhoria do controlo glicémico prolongado diminui o risco de progressão da retinopatia diabética.

Lista tabelada das reações adversas

As reações adversas descritas abaixo baseiam-se em dados de ensaios clínicos e são classificadas de acordo com a frequência MedDRA e as Classes de Sistemas de Órgãos. As categorias de frequência são definidas de acordo com a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100 a < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100); raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito raras

(<1/10.000); desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sistema imunitário

Pouco frequentes – Urticária, erupção cutânea

 

 

 

Muito raras – Reações anafiláticas*

 

 

Doenças do metabolismo e da

Muito frequentes – Hipoglicemia*

nutrição

 

 

 

Doenças do sistema nervoso

Pouco frequentes – Neuropatia periférica (neuropatia

 

dolorosa)

 

 

Afeções oculares

Muito raras – Anomalias de refração

 

 

 

Pouco frequentes – Retinopatia diabética

 

 

Afeções dos tecidos cutâneos

Pouco frequentes – Lipodistrofia*

e subcutâneos

 

 

 

Perturbações gerais e

Pouco frequentes – Reações no local de injeção

alterações no local de

 

administração

 

 

Pouco frequentes – Edema

* ver Descrição de reações adversas selecionadas

Descrição de reações adversas selecionadas

Reações anafiláticas

A ocorrência de reações de hipersensibilidade generalizada (incluindo erupção cutânea generalizada, prurido, sudação, desconforto gastrointestinal, edema angioneurótico, dificuldade respiratória, palpitações e descida da tensão arterial) é muito rara, mas pode ser potencialmente perigosa.

Hipoglicemia

A reação adversa notificada mais frequentemente é a hipoglicemia. Pode ocorrer se a dose de insulina for superior à dose que é necessária. A hipoglicemia grave pode conduzir a inconsciência e/ou convulsões, podendo resultar em lesões temporárias ou permanentes da função cerebral ou mesmo morte. Normalmente, os sintomas de hipoglicemia ocorrem subitamente. Podem incluir suores frios, pele pálida e fria, fadiga, nervosismo ou tremores, ansiedade, sensação invulgar de cansaço ou fraqueza, confusão, dificuldade de concentração, sonolência, fome excessiva, alterações na visão, cefaleias, náuseas e palpitações.

Nos ensaios clínicos, a frequência da hipoglicemia variou com a população de doentes, os regimes posológicos e o nível de controlo glicémico.

Lipodistrofia

A lipodistrofia (incluindo lipohipertrofia, lipoatrofia) pode ocorrer no local de injeção. A rotação contínua dos locais de injeção dentro de uma determinada área reduz o risco de desenvolver estas reações.

População pediátrica

Com base nas fontes de informação da pós-comercialização e nos ensaios clínicos, a frequência, tipo e gravidade das reações adversas observadas na população pediátrica não indicam quaisquer diferenças relativamente à experiência de utilização na população geral.

Outras populações especiais

Com base nas fontes de informação da pós-comercialização e nos ensaios clínicos, a frequência, tipo e gravidade das reações adversas observadas nos doentes idosos e nos doentes com compromisso renal ou hepático não indicam quaisquer diferenças relativamente à experiência de utilização na população geral.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

Não é possível definir uma sobredosagem específica de insulina; contudo, uma hipoglicemia pode desenvolver-se em várias etapas sequenciais se forem administradas doses demasiado elevadas relativamente à necessidade do doente:

As hipoglicemias ligeiras podem ser tratadas pela administração oral de glucose ou produtos açucarados. Assim, recomenda-se que os diabéticos tragam sempre consigo alimentos açucarados.

As hipoglicemias graves, em que o doente perde a consciência, podem ser tratadas com glucagom (0,5 a 1 mg) administrado por via intramuscular ou subcutânea, por uma pessoa treinada, ou com glucose administrada por via intravenosa por um profissional de saúde. A glucose deverá ser administrada por via intravenosa se o doente não responder ao glucagom num espaço de tempo de 10 a 15 minutos. Depois do doente ter recuperado a consciência, recomenda-se a administração oral de hidratos de carbono como forma de prevenção de recaídas.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos usados na diabetes. Insulinas e análogos injetáveis, ação intermédia ou lenta combinada com ação rápida, insulina (humana). Código ATC: A10AD01.

Mecanismo de ação e efeitos farmacodinâmicos

O efeito de descida da glucose sanguínea provocado pela insulina deve-se à fácil assimilação da glucose após a ligação da insulina aos recetores dos músculos e das células adiposas e à inibição simultânea da produção de glucose pelo fígado.

Actraphane é uma insulina de ação dupla.

O início da ação verifica-se no prazo de ½ hora, atinge o efeito máximo no prazo de 2 a 8 horas e a duração de ação total é de 24 horas.

5.2Propriedades farmacocinéticas

A insulina na corrente sanguínea tem uma semivida de alguns minutos. Por este motivo, o perfil tempo-ação de uma preparação de insulina é determinado unicamente pelas suas características de absorção.

Este processo é influenciado por diversos fatores (por exemplo, dose de insulina, via e local da injeção, espessura da gordura subcutânea e tipo de diabetes). A farmacocinética das insulinas é portanto afetada por variações significativas intra e inter-indivíduo.

Absorção

O perfil de absorção deve-se ao facto de o produto ser uma mistura de insulinas com uma absorção rápida e prolongada, respetivamente. A concentração plasmática máxima da insulina de ação rápida é atingida no prazo de 1,5 a 2,5 horas após administração subcutânea.

Distribuição

Não foi observada qualquer ligação profunda às proteínas do plasma, exceto aos anticorpos da insulina em circulação (se estiverem presentes).

Metabolismo

Foi referido que a insulina humana é degradada pela insulina protease ou por enzimas de degradação da insulina e, possivelmente, por dissulfito de proteína isomerase. Foram propostos vários locais de clivagem (hidrólise) na molécula de insulina humana; nenhum dos metabolitos formados após a clivagem é ativo.

Eliminação

A semivida terminal é determinada pela velocidade de absorção a partir do tecido subcutâneo. A semivida terminal (t½) é portanto uma medida da absorção e não da eliminação propriamente dita da insulina do plasma (a insulina na corrente sanguínea tem uma t½ de alguns minutos). Ensaios revelaram uma t½ de cerca de 5 a 10 horas.

5.3Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva e desenvolvimento.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Cloreto de zinco Glicerol Metacresol Fenol

Fosfato dissódico di-hidratado Hidróxido de sódio (para ajuste do pH) Ácido clorídrico (para ajuste do pH) Sulfato de protamina

Água para preparações injetáveis

6.2Incompatibilidades

As insulinas só devem ser adicionadas a componentes que sejam compatíveis com as mesmas. As suspensões de insulina não devem ser adicionadas a líquidos para perfusão.

6.3Prazo de validade

Antes da abertura inicial: 30 meses.

Actraphane 30 frasco para injetáveis (40 unidades internacionais/ml)/Actraphane 30 frasco para

injetáveis (100 unidades internacionais/ml)

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: O medicamento pode ser guardado durante um máximo de 6 semanas. Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Actraphane 30 Penfill/Actraphane 30 InnoLet/ Actraphane 30 FlexPen

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: O medicamento pode ser guardado durante um máximo de 6 semanas. Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

6.4Precauções especiais de conservação

Antes da abertura inicial: Conservar no frigorífico (2°C – 8°C). Não congelar.

Actraphane 30 frasco para injetáveis (40 unidades internacionais/ml)/Actraphane 30 frasco para injetáveis (100 unidades internacionais/ml)

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: Conservar a temperatura inferior a 25°C. Não refrigerar nem congelar.

Manter o frasco para injetáveis dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

Actraphane 30 Penfill

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: Conservar a temperatura inferior a 30°C. Não refrigerar nem congelar.

Manter o cartucho dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

Actraphane 30 InnoLet/Actraphane 30 FlexPen

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: Conservar a temperatura inferior a 30°C. Não refrigerar nem congelar.

Manter a tampa da caneta colocada na caneta para proteger da luz.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

Actraphane 30 frasco para injetáveis (40 unidades internacionais/ml)/Actraphane 30 frasco para injetáveis ( 100 unidades internacionais/ml)

Frasco para injetáveis (vidro tipo 1), fechado com um disco (bromobutilo/poli-isopreno) e uma tampa protetora de plástico inviolável, contendo 10 ml de suspensão.

Embalagens de 1 e 5 frascos para injetáveis de 10 ml ou uma embalagem múltipla de 5 embalagens de 1 frasco para injetáveis de 10 ml. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Actraphane 30 Penfill

Cartucho (vidro tipo 1) com um êmbolo (bromobutilo) e um fecho de borracha (bromobutilo/poli- isopreno), contendo 3 ml de suspensão. O cartucho contém uma esfera de vidro para facilitar a ressuspensão.

Embalagens com 1, 5 e 10 cartuchos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Actraphane 30 InnoLet/Actraphane 30 FlexPen

Cartucho (vidro tipo 1), com um êmbolo (bromobutilo) e um fecho de borracha (bromobutilo/poli- isopreno), contendo 3 ml de suspensão numa caneta multidose pré-cheia descartável em polipropileno. O cartucho contém uma esfera de vidro para facilitar a ressuspensão.

Embalagens de 1, 5 e 10 canetas pré-cheias. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Depois de retirar o frasco para injetáveis, o cartucho ou a caneta pré-cheia de Actraphane do

frigorífico, deve deixar o frasco para injetáveis, o cartucho ou a caneta pré- cheia de Actraphane atingir a temperatura ambiente antes de ressuspender a insulina de acordo com as instruções para a primeira utilização.

Não utilizar este medicamento se observar que o líquido ressuspendido não está uniformemente branco e opalescente.

Actraphane que tiver sido congelado não pode ser utilizado.

O doente deverá ser aconselhado a rejeitar a agulha e seringa após cada injeção.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

As agulhas, as seringas, os cartuchos e as canetas pré-cheias não podem ser partilhados.

O cartucho não pode ser enchido novamente.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novo Nordisk A/S

Novo Allé

DK-2880 Bagsværd

Dinamarca

8.NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Actraphane 30 frasco para injetáveis (40 unidades internacionais/ml)

EU/1/02/229/001

EU/1/02/229/002

EU/1/02/229/036

Actraphane 30 frasco para injetáveis (100 unidades internacionais/ml)

EU/1/02/229/003

EU/1/02/229/004

EU/1/02/229/037

Actraphane 30 Penfill

EU/1/02/229/011

EU/1/02/229/012

EU/1/02/229/013

Actraphane 30 InnoLet

EU/1/02/229/030

EU/1/02/229/031

EU/1/02/229/032

Actraphane 30 FlexPen

EU/1/02/229/033

EU/1/02/229/034

EU/1/02/229/035

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 07 de outubro de 2002

Data da última renovação: 18 de setembro de 2007

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Actraphane 40 Penfill 100 unidades internacionais/ml suspensão injetável em cartucho.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

1 cartucho contém 3 ml equivalentes a 300 unidades internacionais. 1 ml de suspensão contém

100 unidades internacionais de insulina humana* solúvel/insulina humana isofânica (NPH) na razão de 40/60 (equivalentes a 3,5 mg).

*A insulina humana é produzida em Saccharomyces cerevisiae por tecnologia de ADN recombinante.

Excipiente com efeito conhecido:

Actraphane 40 contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose, ou seja, Actraphane 40 é basicamente ‘isento de sódio’.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Suspensão injetável.

A suspensão é opalescente, branca e aquosa.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Actraphane está indicado no tratamento da diabetes mellitus.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A potência da insulina humana é expressa em unidades internacionais.

A dose de Actraphane é individual, sendo determinada de acordo com as necessidades do doente. As insulinas previamente misturadas são normalmente administradas uma vez ao dia ou duas vezes ao dia quando se pretende um efeito rápido inicial juntamente com um efeito mais prolongado. É recomendada a monitorização da glucose no sangue para obter um controlo glicémico otimizado.

As necessidades individuais de insulina situam-se, geralmente, entre 0,3 e 1,0 unidades internacionais/kg/dia. Pode ser necessário um ajuste da dose se os doentes aumentarem a atividade física, alterarem a sua dieta habitual ou durante uma doença concomitante.

Populações especiais

Idosos (≥ 65 anos)

Actraphane pode ser utilizado em doentes idosos.

Nos doentes idosos deverá intensificar-se a monitorização da glucose e ajustar-se a posologia da insulina a nível individual.

Compromisso renal e hepático

O compromisso renal ou hepático pode reduzir as necessidades de insulina do doente.

Nos doentes com compromisso renal ou hepático, a monitorização da glicemia deve ser intensificada e a posologia de insulina humana deve ser ajustada individualmente.

População pediátrica

Actraphane pode ser utilizado em crianças e adolescentes.

Transferência de outras insulinas

Pode ser necessário ajustar a dose de Actraphane e o horário de administração quando um doente é transferido de outras insulinas de ação intermédia ou lenta.

É recomendada a monitorização cuidadosa da glicemia durante a transferência e nas primeiras semanas após a mesma (ver secção 4.4).

Modo de administração

Actraphane é uma insulina humana de ação dupla. Consiste numa formulação bifásica com insulina de ação rápida e insulina de ação lenta.

Actraphane é administrada por injeção subcutânea na coxa, na parede abdominal, na região glútea ou na região deltoide. As suspensões de insulina nunca devem ser administradas por via intravenosa.A injeção numa prega da pele minimiza o risco de injeção intramuscular não intencional.

A agulha deve permanecer sob a pele durante pelo menos 6 segundos, para se assegurar de que toda a dose foi injetada.

Os locais de injeção deverão ser alternados sempre dentro da mesma região a fim de reduzir o risco de lipodistrofia. A injeção subcutânea na parede abdominal assegura uma absorção mais rápida do que a injeção dada noutros locais de injeção. A duração da ação irá variar de acordo com a dose, o local da injeção, o fluxo sanguíneo, a temperatura e o nível de atividade física.

Nos 30 minutos que se seguem a uma injeção deve fazer-se uma refeição completa ou ligeira contendo hidratos de carbono.

As suspensões de insulina não devem ser utilizadas em bombas de perfusão de insulina.

Administração com um sistema de administração de insulina

Actraphane Penfill foi concebido para ser utilizado com os sistemas de administração de insulina da Novo Nordisk e com as agulhas NovoFine ou NovoTwist.

Actraphane Penfill contém um folheto informativo com instruções pormenorizadas para utilização que devem ser seguidas.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Antes de efetuar viagens que impliquem mudanças de fuso horário, o doente deve ser aconselhado a consultar o médico, uma vez que poderá haver alterações nas horas de administração de insulina e das refeições.

Hiperglicemia

Uma dose inadequada ou a suspensão do tratamento, especialmente na diabetes tipo 1, pode conduzir a hiperglicemia e cetoacidose diabética. Os primeiros sintomas de hiperglicemia desenvolvem-se

normalmente de forma gradual, num período de horas ou dias. Podem incluir sede, aumento da frequência urinária, náuseas, vómitos, tonturas, pele seca e avermelhada, boca seca, perda de apetite, bem como hálito cetónico.

Na diabetes tipo 1, episódios hiperglicémicos não tratados podem conduzir eventualmente a uma cetoacidose diabética que é potencialmente letal.

Hipoglicemia

A omissão de uma refeição ou a realização de exercício físico enérgico não planeado pode conduzir a hipoglicemia.

Pode ocorrer hipoglicemia se a dose de insulina exceder as necessidades. Em caso de hipoglicemia ou suspeita de hipoglicemia, Actraphane não deve ser injetado. Após a estabilização da glicemia do doente, deverá ser ponderado o ajuste da dose (ver secções 4.8 e 4.9).

Nos doentes em que o controlo da glicemia melhorou consideravelmente, por exemplo através de uma terapêutica intensiva com insulina, poderá ocorrer uma alteração nos sintomas habituais de aviso de hipoglicemia, devendo ser prevenidos deste facto.

Os sintomas de aviso habituais poderão desaparecer em doentes com diabetes de longa duração.

As doenças concomitantes, especialmente infeções e estados febris, aumentam normalmente as necessidades de insulina do doente. Doenças concomitantes do rim, fígado ou que afetem as glândulas suprarrenais, pituitária ou tiroideia, podem requerer alterações da dose de insulina.

Quando os doentes são transferidos de diversos tipos de insulinas, os sintomas iniciais de aviso de hipoglicemia podem ser diferentes ou menos pronunciados que os sentidos com a insulina utilizada anteriormente.

Transferência de outras insulinas

A transferência de um doente para outro tipo ou marca de insulina deve ser feita sob rigorosa supervisão médica. As alterações na concentração, marca (fabricante), tipo, origem (insulina animal, insulina humana ou análogo de insulina) e/ou do método de fabrico (ADN recombinante versus insulina de origem animal) podem resultar na necessidade de uma alteração de dose. Os doentes transferidos de outro tipo de insulina para Actraphane poderão necessitar de aumentar o número de injeções diárias ou de uma alteração para uma dose diferente da que usavam com as suas insulinas habituais. Se for necessário um ajuste, este pode ter lugar com a primeira dose ou durante as primeiras semanas ou meses.

Reações no local de injeção

Tal como acontece em qualquer insulinoterapia, podem ocorrer reações no local de injeção, as quais incluem dor, rubor, erupção cutânea com comichão, inflamação, equimose, tumefação e prurido. A alternância contínua do local de injeção numa determinada área reduz o risco de desenvolver estas reações. De um modo geral, as reações desaparecem após alguns dias ou algumas semanas. Em ocasiões raras, as reações no local de injeção podem obrigar à interrupção do tratamento com Actraphane.

Associação de Actraphane com pioglitazona

Foram comunicados casos de insuficiência cardíaca quando a pioglitazona foi utilizada em associação com a insulina, especialmente em doentes com fatores de risco para o desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Esta situação deverá ser tida em conta quando o tratamento com a associação de pioglitazona com Actraphane for considerado. Se esta associação for usada, os doentes devem ser vigiados relativamente a sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, aumento de peso e edema. A pioglitazona deve ser descontinuada caso ocorra qualquer deterioração dos sintomas cardíacos.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Sabe-se que existem alguns medicamentos que podem interagir com o metabolismo da glucose.

As seguintes substâncias podem reduzir as necessidades de insulina do doente:

Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da monoaminoxidase (IMAO), bloqueadores beta, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), salicilatos, esteroides anabolizantes e sulfonamidas.

As seguintes substâncias podem aumentar as necessidades de insulina do doente:

Contracetivos orais, tiazidas, glucocorticoides, hormonas da tiroide, simpaticomiméticos, hormona do crescimento e danazol.

Os bloqueadores beta podem encobrir os sintomas de hipoglicemia.

O octreótido/lanreótido tanto pode aumentar como reduzir as necessidades de insulina.

O álcool pode intensificar ou reduzir o efeito hipoglicémico da insulina.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem restrições no tratamento da diabetes com insulina durante a gravidez dado que a insulina não atravessa a barreira placentária.

Tanto a hipoglicemia como a hiperglicemia, que podem ocorrer na terapêutica inadequada de controlo da diabetes, aumentam o risco de malformações e morte no útero. Recomenda-se uma intensificação do controlo da glicemia e da monitorização das mulheres grávidas com diabetes durante toda a gravidez bem como das que tencionam ficar grávidas. As necessidades de insulina diminuem geralmente durante o primeiro trimestre da gravidez, aumentando subsequentemente no segundo e no terceiro trimestres. Após o parto, as necessidades de insulina normalmente voltam rapidamente aos valores pré-gravidez.

Amamentação

Não há restrições para o tratamento com Actraphane durante a amamentação. O tratamento com insulina na mãe lactante não apresenta riscos para o bebé. No entanto, a dose de Actraphane poderá ter de ser ajustada.

Fertilidade

Os estudos de reprodução em animais com insulina humana não revelaram qualquer efeito adverso na fertilidade.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A hipoglicemia poderá condicionar a capacidade de concentração e de reação do doente. Este facto pode constituir um fator de risco em situações nas quais estas capacidades sejam de especial importância (por exemplo, conduzir um automóvel ou utilizar máquinas).

Os doentes devem ser aconselhados a tomar precauções de modo a evitar a hipoglicemia durante a condução. Tal é particularmente importante para os doentes que têm uma perceção reduzida ou que não têm consciência dos sinais de aviso de uma hipoglicemia, ou que sofrem de hipoglicemias frequentes. Nestas circunstâncias deverá avaliar-se se é aconselhável conduzir.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

A reação adversa notificada mais frequentemente durante o tratamento é a hipoglicemia. As frequências de hipoglicemia variam com a população de doentes, regimes posológicos e o nível de controlo glicémico, ver Descrição de reações adversas selecionadas abaixo.

No início do tratamento com insulina, podem ocorrer anomalias de refração, edema e reações no local de injeção (dor, rubor, erupção cutânea com comichão, inflamação, equimose, tumefação e prurido no local de injeção). Estas reações são, geralmente, de natureza transitória. A rápida melhoria do controlo da glicemia pode estar associada a neuropatia aguda dolorosa, a qual é, de uma forma geral, reversível. A intensificação da insulinoterapia com uma melhoria brusca do controlo glicémico pode estar associada a um agravamento temporário da retinopatia diabética, enquanto a melhoria do controlo glicémico prolongado diminui o risco de progressão da retinopatia diabética.

Lista tabelada das reações adversas

As reações adversas descritas abaixo baseiam-se em dados de ensaios clínicos e são classificadas de acordo com a frequência MedDRA e as Classes de Sistemas de Órgãos. As categorias de frequência são definidas de acordo com a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100 a < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100); raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito raras

(< 1/10.000); desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sistema imunitário

Pouco frequentes – Urticária, erupção cutânea

 

 

 

Muito raras – Reações anafiláticas*

 

 

Doenças do metabolismo e da

Muito frequentes – Hipoglicemia*

nutrição

 

 

 

Doenças do sistema nervoso

Pouco frequentes – Neuropatia periférica (neuropatia

 

dolorosa)

 

 

Afeções oculares

Muito raras – Anomalias de refração

 

 

 

Pouco frequentes – Retinopatia diabética

 

 

Afeções dos tecidos cutâneos

Pouco frequentes – Lipodistrofia*

e subcutâneos

 

 

 

Perturbações gerais e

Pouco frequentes – Reações no local de injeção

alterações no local de

 

administração

 

 

Pouco frequentes – Edema

 

 

* ver Descrição de reações adversas selecionadas

Descrição de reações adversas selecionadas

Reações anafiláticas

A ocorrência de reações de hipersensibilidade generalizada (incluindo erupção cutânea generalizada, prurido, sudação, desconforto gastrointestinal, edema angioneurótico, dificuldade respiratória, palpitações e descida da tensão arterial) é muito rara, mas pode ser potencialmente perigosa.

Hipoglicemia

A reação adversa notificada mais frequentemente é a hipoglicemia. Pode ocorrer se a dose de insulina for superior à dose que é necessária. A hipoglicemia grave pode conduzir a inconsciência e/ou

convulsões, podendo resultar em lesões temporárias ou permanentes da função cerebral ou mesmo morte. Normalmente, os sintomas de hipoglicemia ocorrem subitamente. Podem incluir suores frios, pele pálida e fria, fadiga, nervosismo ou tremores, ansiedade, sensação invulgar de cansaço ou fraqueza, confusão, dificuldade de concentração, sonolência, fome excessiva, alterações na visão, cefaleias, náuseas e palpitações.

Nos ensaios clínicos, a frequência da hipoglicemia variou com a população de doentes, os regimes posológicos e o nível de controlo glicémico.

Lipodistrofia

A lipodistrofia (incluindo lipohipertrofia, lipoatrofia) pode ocorrer no local de injeção. A rotação contínua dos locais de injeção dentro de uma determinada área reduz o risco de desenvolver estas reações.

População pediátrica

Com base nas fontes de informação da pós-comercialização e nos ensaios clínicos, a frequência, tipo e gravidade das reações adversas observadas na população pediátrica não indicam quaisquer diferenças relativamente à experiência de utilização na população geral.

Outras populações especiais

Com base nas fontes de informação da pós-comercialização e nos ensaios clínicos, a frequência, tipo e gravidade das reações adversas observadas nos doentes idosos e nos doentes com compromisso renal ou hepático não indicam quaisquer diferenças relativamente à experiência de utilização na população geral.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9 Sobredosagem

Não é possível definir uma sobredosagem específica de insulina; contudo, uma hipoglicemia pode desenvolver-se em várias etapas sequenciais se forem administradas doses demasiado elevadas relativamente à necessidade do doente:

As hipoglicemias ligeiras podem ser tratadas pela administração oral de glucose ou produtos açucarados. Assim, recomenda-se que os diabéticos tragam sempre consigo alimentos açucarados.

As hipoglicemias graves, em que o doente perde a consciência, podem ser tratadas com glucagom (0,5 a 1 mg) administrado por via intramuscular ou subcutânea, por uma pessoa treinada, ou com glucose administrada por via intravenosa por um profissional de saúde. A glucose deverá ser administrada por via intravenosa se o doente não responder ao glucagom num espaço de tempo de 10 a 15 minutos. Depois do doente ter recuperado a consciência, recomenda-se a administração oral de hidratos de carbono como forma de prevenção de recaídas.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos usados na diabetes. Insulinas e análogos injetáveis, ação intermédia ou lenta combinada com ação rápida, insulina (humana). Código ATC: A10AD01.

Mecanismo de ação e efeitos farmacodinâmicos

O efeito de descida da glucose sanguínea provocado pela insulina deve-se à fácil assimilação da glucose após a ligação da insulina aos recetores dos músculos e das células adiposas e à inibição simultânea da produção de glucose pelo fígado.

Actraphane é uma insulina de ação dupla.

O início da ação verifica-se no prazo de ½ hora, atinge o efeito máximo no prazo de 2 a 8 horas e a duração de ação total é de 24 horas.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A insulina na corrente sanguínea tem uma semivida de alguns minutos. Por este motivo, o perfil tempo-ação de uma preparação de insulina é determinado unicamente pelas suas características de absorção.

Este processo é influenciado por diversos fatores (por exemplo, dose de insulina, via e local da injeção, espessura da gordura subcutânea e tipo de diabetes). A farmacocinética das insulinas é portanto afetada por variações significativas intra e inter-indivíduo.

Absorção

O perfil de absorção deve-se ao facto de o produto ser uma mistura de insulinas com uma absorção rápida e prolongada, respetivamente. A concentração plasmática máxima da insulina de ação rápida é atingida no prazo de 1,5 a 2,5 horas após administração subcutânea.

Distribuição

Não foi observada qualquer ligação profunda às proteínas do plasma, exceto aos anticorpos da insulina em circulação (se estiverem presentes).

Metabolismo

Foi referido que a insulina humana é degradada pela insulina protease ou por enzimas de degradação da insulina e, possivelmente, por dissulfito de proteína isomerase. Foram propostos vários locais de clivagem (hidrólise) na molécula de insulina humana; nenhum dos metabolitos formados após a clivagem é ativo.

Eliminação

A semivida terminal é determinada pela velocidade de absorção a partir do tecido subcutâneo. A semivida terminal (t½) é portanto uma medida da absorção e não da eliminação propriamente dita da insulina do plasma (a insulina na corrente sanguínea tem uma t½ de alguns minutos). Ensaios revelaram uma t½ de cerca de 5 a 10 horas.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva e desenvolvimento.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Cloreto de zinco Glicerol Metacresol Fenol

Fosfato dissódico di-hidratado Hidróxido de sódio (para ajuste do pH) Ácido clorídrico (para ajuste do pH) Sulfato de protamina

Água para preparações injetáveis

6.2 Incompatibilidades

As insulinas só devem ser adicionadas a componentes que sejam compatíveis com as mesmas. As suspensões de insulina não devem ser adicionadas a líquidos para perfusão.

6.3 Prazo de validade

Antes da abertura inicial: 30 meses.

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: O medicamento pode ser guardado durante um máximo de 6 semanas. Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

6.4 Precauções especiais de conservação

Antes da abertura inicial: Conservar no frigorífico (2°C – 8°C). Não congelar.

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: Conservar a temperatura inferior a 30°C. Não refrigerar nem congelar.

Manter o cartucho dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Cartucho (vidro tipo 1), com um êmbolo (bromobutilo) e um fecho de borracha (bromobutilo/poli- isopreno), contendo 3 ml de suspensão. O cartucho contém uma esfera de vidro para facilitar a ressuspensão.

Embalagens de 1, 5 e 10 cartuchos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

As agulhas e Actraphane Penfill não podem ser partilhados. O cartucho não pode ser enchido novamente.

Depois de retirar Actraphane Penfill do frigorífico, deve deixar Actraphane Penfill atingir a temperatura ambiente antes de ressuspender a insulina de acordo com as instruções para a primeira utilização.

Não utilizar este medicamento se observar que o líquido ressuspendido não está uniformemente branco e opalescente.

Actraphane que tiver sido congelado não pode ser utilizado.

O doente deverá ser aconselhado a rejeitar a agulha após cada injeção.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novo Nordisk A/S

Novo Allé

DK-2880 Bagsværd

Dinamarca

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/02/229/014

EU/1/02/229/015

EU/1/02/229/016

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 07 de outubro de 2002

Data da última renovação: 18 de setembro de 2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Actraphane 50 Penfill 100 unidades internacionais/ml suspensão injetável em cartucho.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

1 cartucho contém 3 ml equivalentes a 300 unidades internacionais. 1 ml de suspensão contém

100 unidades internacionais de insulina humana* solúvel/insulina humana isofânica (NPH) na razão de 50/50 (equivalentes a 3,5 mg).

*A insulina humana é produzida em Saccharomyces cerevisiae por tecnologia de ADN recombinante.

Excipiente com efeito conhecido:

Actraphane 50 contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose, ou seja, Actraphane 50 é basicamente ‘isento de sódio’.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Suspensão injetável.

A suspensão é opalescente, branca e aquosa.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Actraphane está indicado no tratamento da diabetes mellitus.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A potência da insulina humana é expressa em unidades internacionais.

A dose de Actraphane é individual, sendo determinada de acordo com as necessidades do doente. As insulinas previamente misturadas são normalmente administradas uma vez ao dia ou duas vezes ao dia quando se pretende um efeito rápido inicial juntamente com um efeito mais prolongado. É recomendada a monitorização da glucose no sangue para obter um controlo glicémico otimizado.

As necessidades individuais de insulina situam-se, geralmente, entre 0,3 e 1,0 unidades internacionais/kg/dia. Pode ser necessário um ajuste da dose se os doentes aumentarem a atividade física, alterarem a sua dieta habitual ou durante uma doença concomitante.

Populações especiais

Idosos (≥ 65 anos)

Actraphane pode ser utilizado em doentes idosos.

Nos doentes idosos deverá intensificar-se a monitorização da glucose e ajustar-se a posologia da insulina a nível individual.

Compromisso renal e hepático

O compromisso renal ou hepático pode reduzir as necessidades de insulina do doente.

Nos doentes com compromisso renal ou hepático, a monitorização da glicemia deve ser intensificada e a posologia de insulina humana deve ser ajustada individualmente.

População pediátrica

Actraphane pode ser utilizado em crianças e adolescentes.

Transferência de outras insulinas

Pode ser necessário ajustar a dose de Actraphane e o horário de administração quando um doente é transferido de outras insulinas de ação intermédia ou lenta.

É recomendada a monitorização cuidadosa da glicemia durante a transferência e nas primeiras semanas após a mesma (ver secção 4.4).

Modo de administração

Actraphane é uma insulina humana de ação dupla. Consiste numa formulação bifásica com insulina de ação rápida e insulina de ação lenta.

Actraphane é administrada por injeção subcutânea na coxa, na parede abdominal, na região glútea ou na região deltoide. As suspensões de insulina nunca devem ser administradas por via intravenosa. A injeção numa prega da pele minimiza o risco de injeção intramuscular não intencional.

A agulha deve permanecer sob a pele durante pelo menos 6 segundos, para se assegurar de que toda a dose foi injetada.

Os locais de injeção deverão ser alternados sempre dentro da mesma região a fim de reduzir o risco de lipodistrofia. A injeção subcutânea na parede abdominal assegura uma absorção mais rápida do que a injeção dada noutros locais de injeção. A duração da ação irá variar de acordo com a dose, o local da injeção, o fluxo sanguíneo, a temperatura e o nível de atividade física.

Nos 30 minutos que se seguem a uma injeção deve fazer-se uma refeição completa ou ligeira contendo hidratos de carbono.

As suspensões de insulina não devem ser utilizadas em bombas de perfusão de insulina.

Administração com um sistema de administração de insulina

Actraphane Penfill foi concebido para ser utilizado com os sistemas de administração de insulina da Novo Nordisk e com as agulhas NovoFine ou NovoTwist

Actraphane Penfill contém um folheto informativo com instruções pormenorizadas para utilização que devem ser seguidas.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Antes de efetuar viagens que impliquem mudanças de fuso horário, o doente deve ser aconselhado a consultar o médico, uma vez que poderá haver alterações nas horas de administração de insulina e das refeições.

Hiperglicemia

Uma dose inadequada ou a suspensão do tratamento, especialmente na diabetes tipo 1, pode conduzir a hiperglicemia e cetoacidose diabética. Os primeiros sintomas de hiperglicemia desenvolvem-se

normalmente de forma gradual, num período de horas ou dias. Podem incluir sede, aumento da frequência urinária, náuseas, vómitos, tonturas, pele seca e avermelhada, boca seca, perda de apetite, bem como hálito cetónico.

Na diabetes tipo 1, episódios hiperglicémicos não tratados podem conduzir eventualmente a uma cetoacidose diabética que é potencialmente letal.

Hipoglicemia

A omissão de uma refeição ou a realização de exercício físico enérgico não planeado pode conduzir a hipoglicemia.

Pode ocorrer hipoglicemia se a dose de insulina exceder as necessidades. Em caso de hipoglicemia ou suspeita de hipoglicemia, Actraphane não deve ser injetado. Após a estabilização da glicemia do doente, deverá ser ponderado o ajuste da dose (ver secções 4.8 e 4.9).

Nos doentes em que o controlo da glicemia melhorou consideravelmente, por exemplo através de uma terapêutica intensiva com insulina, poderá ocorrer uma alteração nos sintomas habituais de aviso de hipoglicemia, devendo ser prevenidos deste facto. Os sintomas de aviso habituais poderão desaparecer em doentes com diabetes de longa duração.

As doenças concomitantes, especialmente infeções e estados febris, aumentam normalmente as necessidades de insulina do doente. Doenças concomitantes do rim, fígado ou que afetem as glândulas suprarrenais, pituitária ou tiroideia, podem requerer alterações da dose de insulina.

Quando os doentes são transferidos de diversos tipos de insulinas, os sintomas iniciais de aviso de hipoglicemia podem ser diferentes ou menos pronunciados que os sentidos com a insulina utilizada anteriormente.

Transferência de outras insulinas

A transferência de um doente para outro tipo ou marca de insulina deve ser feita sob rigorosa supervisão médica. As alterações na concentração, marca (fabricante), tipo, origem (insulina animal, insulina humana ou análogo de insulina) e/ou do método de fabrico (ADN recombinante versus insulina de origem animal) podem resultar na necessidade de uma alteração de dose. Os doentes transferidos de outro tipo de insulina para Actraphane poderão necessitar de aumentar o número de injeções diárias ou de uma alteração para uma dose diferente da que usavam com as suas insulinas habituais. Se for necessário um ajuste, este pode ter lugar com a primeira dose ou durante as primeiras semanas ou meses.

Reações no local de injeção

Tal como acontece em qualquer insulinoterapia, podem ocorrer reações no local de injeção, as quais incluem dor, rubor, erupção cutânea com comichão, inflamação, equimose, tumefação e prurido. A alternância contínua do local de injeção numa determinada área reduz o risco de desenvolver estas reações. De um modo geral, as reações desaparecem após alguns dias ou algumas semanas. Em ocasiões raras, as reações no local de injeção podem obrigar à interrupção do tratamento com Actraphane.

Associação de Actraphane com pioglitazona

Foram comunicados casos de insuficiência cardíaca quando a pioglitazona foi utilizada em associação com a insulina, especialmente em doentes com fatores de risco para o desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Esta situação deverá ser tida em conta quando o tratamento com a associação de pioglitazona com Actraphane for considerado. Se esta associação for usada, os doentes devem ser vigiados relativamente a sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, aumento de peso e edema. A pioglitazona deve ser descontinuada caso ocorra qualquer deterioração dos sintomas cardíacos.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Sabe-se que existem alguns medicamentos que podem interagir com o metabolismo da glucose.

As seguintes substâncias podem reduzir as necessidades de insulina do doente:

Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da monoaminoxidase (IMAO), bloqueadores beta, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), salicilatos, esteroides anabolizantes e sulfonamidas.

As seguintes substâncias podem aumentar as necessidades de insulina do doente:

Contracetivos orais, tiazidas, glucocorticoides, hormonas da tiroide, simpaticomiméticos, hormona do crescimento e danazol.

Os bloqueadores beta podem encobrir os sintomas de hipoglicemia.

O octreótido/lanreótido tanto pode aumentar como reduzir as necessidades de insulina.

O álcool pode intensificar ou reduzir o efeito hipoglicémico da insulina.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem restrições no tratamento da diabetes com insulina durante a gravidez dado que a insulina não atravessa a barreira placentária.

Tanto a hipoglicemia como a hiperglicemia, que podem ocorrer na terapêutica inadequada de controlo da diabetes, aumentam o risco de malformações e morte no útero. Recomenda-se uma intensificação do controlo da glicemia e da monitorização das mulheres grávidas com diabetes durante toda a gravidez bem como das que tencionam ficar grávidas. As necessidades de insulina diminuem geralmente durante o primeiro trimestre da gravidez, aumentando subsequentemente no segundo e no terceiro trimestres. Após o parto, as necessidades de insulina normalmente voltam rapidamente aos valores pré-gravidez.

Amamentação

Não há restrições para o tratamento com Actraphane durante a amamentação. O tratamento com insulina na mãe lactante não apresenta riscos para o bebé. No entanto, a dose de Actraphane poderá ter de ser ajustada.

Fertilidade

Os estudos de reprodução em animais com insulina humana não revelaram qualquer efeito adverso na fertilidade.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A hipoglicemia poderá condicionar a capacidade de concentração e de reação do doente. Este facto pode constituir um fator de risco em situações nas quais estas capacidades sejam de especial importância (por exemplo, conduzir um automóvel ou utilizar máquinas).

Os doentes devem ser aconselhados a tomar precauções de modo a evitar a hipoglicemia durante a condução. Tal é particularmente importante para os doentes que têm uma perceção reduzida ou que não têm consciência dos sinais de aviso de uma hipoglicemia, ou que sofrem de hipoglicemias frequentes. Nestas circunstâncias deverá avaliar-se se é aconselhável conduzir.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

A reação adversa notificada mais frequentemente durante o tratamento é a hipoglicemia. As frequências de hipoglicemia variam com a população de doentes, regimes posológicos e o nível de controlo glicémico, ver Descrição de reações adversas selecionadas abaixo.

No início do tratamento com insulina, podem ocorrer anomalias de refração, edema e reações no local de injeção (dor, rubor, erupção cutânea com comichão, inflamação, equimose, tumefação e prurido no local de injeção). Estas reações são, geralmente, de natureza transitória. A rápida melhoria do controlo da glicemia pode estar associada a neuropatia aguda dolorosa, a qual é, de uma forma geral, reversível. A intensificação da insulinoterapia com uma melhoria brusca do controlo glicémico pode estar associada a um agravamento temporário da retinopatia diabética, enquanto a melhoria do controlo glicémico prolongado diminui o risco de progressão da retinopatia diabética.

Lista tabelada das reações adversas

As reações adversas descritas abaixo baseiam-se em dados de ensaios clínicos e são classificadas de acordo com a frequência MedDRA e as Classes de Sistemas de Órgãos. As categorias de frequência são definidas de acordo com a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100 a < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100); raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito raras (<1/10.000); desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sistema imunitário

Pouco frequentes – Urticária, erupção cutânea

 

 

 

Muito raras – Reações anafiláticas*

 

 

Doenças do metabolismo e da

Muito frequentes – Hipoglicemia*

nutrição

 

 

 

Doenças do sistema nervoso

Pouco frequentes – Neuropatia periférica (neuropatia

 

dolorosa)

 

 

Afeções oculares

Muito raras – Anomalias de refração

 

 

 

Pouco frequentes – Retinopatia diabética

 

 

Afeções dos tecidos cutâneos

Pouco frequentes – Lipodistrofia*

e subcutâneos

 

 

 

Perturbações gerais e

Pouco frequentes – Reações no local de injeção

alterações no local de

 

administração

 

 

Pouco frequentes – Edema

* ver Descrição de reações adversas selecionadas

Descrição de reações adversas selecionadas

Reações anafiláticas

A ocorrência de reações de hipersensibilidade generalizada (incluindo erupção cutânea generalizada, prurido, sudação, desconforto gastrointestinal, edema angioneurótico, dificuldade respiratória, palpitações e descida da tensão arterial) é muito rara, mas pode ser potencialmente perigosa.

Hipoglicemia

A reação adversa notificada mais frequentemente é a hipoglicemia. Pode ocorrer se a dose de insulina for superior à dose que é necessária. A hipoglicemia grave pode conduzir a inconsciência e/ou convulsões, podendo resultar em lesões temporárias ou permanentes da função cerebral ou mesmo morte. Normalmente, os sintomas de hipoglicemia ocorrem subitamente. Podem incluir suores frios, pele pálida e fria, fadiga, nervosismo ou tremores, ansiedade, sensação invulgar de cansaço ou fraqueza, confusão, dificuldade de concentração, sonolência, fome excessiva, alterações na visão, cefaleias, náuseas e palpitações.

Nos ensaios clínicos, a frequência da hipoglicemia variou com a população de doentes, os regimes posológicos e o nível de controlo glicémico.

Lipodistrofia

A lipodistrofia (incluindo lipohipertrofia, lipoatrofia) pode ocorrer no local de injeção. A rotação contínua dos locais de injeção dentro de uma determinada área reduz o risco de desenvolver estas reações.

População pediátrica

Com base nas fontes de informação da pós-comercialização e nos ensaios clínicos, a frequência, tipo e gravidade das reações adversas observadas na população pediátrica não indicam quaisquer diferenças relativamente à experiência de utilização na população geral.

Outras populações especiais

Com base nas fontes de informação da pós-comercialização e nos ensaios clínicos, a frequência, tipo e gravidade das reações adversas observadas nos doentes idosos e nos doentes com compromisso renal ou hepático não indicam quaisquer diferenças relativamente à experiência de utilização na população geral.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9 Sobredosagem

Não é possível definir uma sobredosagem específica de insulina; contudo, uma hipoglicemia pode desenvolver-se em várias etapas sequenciais se forem administradas doses demasiado elevadas relativamente à necessidade do doente:

As hipoglicemias ligeiras podem ser tratadas pela administração oral de glucose ou produtos açucarados. Assim, recomenda-se que os diabéticos tragam sempre consigo alimentos açucarados.

As hipoglicemias graves, em que o doente perde a consciência, podem ser tratadas com glucagom (0,5 a 1 mg) administrado por via intramuscular ou subcutânea, por uma pessoa treinada, ou com glucose administrada por via intravenosa por um profissional de saúde. A glucose deverá ser administrada por via intravenosa se o doente não responder ao glucagom num espaço de tempo de 10 a 15 minutos. Depois do doente ter recuperado a consciência, recomenda-se a administração oral de hidratos de carbono como forma de prevenção de recaídas.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos usados na diabetes. Insulinas e análogos injetáveis, ação intermédia ou lenta combinada com ação rápida, insulina (humana). Código ATC: A10AD01.

Mecanismo de ação e efeitos farmacodinâmicos

O efeito de descida da glucose sanguínea provocado pela insulina deve-se à fácil assimilação da glucose após a ligação da insulina aos recetores dos músculos e das células adiposas e à inibição simultânea da produção de glucose pelo fígado.

Actraphane é uma insulina de ação dupla.

O início da ação verifica-se no prazo de ½ hora, atinge o efeito máximo no prazo de 2 a 8 horas e a duração de ação total é de 24 horas.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A insulina na corrente sanguínea tem uma semivida de alguns minutos. Por este motivo, o perfil tempo-ação de uma preparação de insulina é determinado unicamente pelas suas características de absorção.

Este processo é influenciado por diversos fatores (por exemplo, dose de insulina, via e local da injeção, espessura da gordura subcutânea e tipo de diabetes). A farmacocinética das insulinas é portanto afetada por variações significativas intra e inter-indivíduo.

Absorção

O perfil de absorção deve-se ao facto de o produto ser uma mistura de insulinas com uma absorção rápida e prolongada, respetivamente. A concentração plasmática máxima da insulina de ação rápida é atingida no prazo de 1,5 a 2,5 horas após administração subcutânea.

Distribuição

Não foi observada qualquer ligação profunda às proteínas do plasma, exceto aos anticorpos da insulina em circulação (se estiverem presentes).

Metabolismo

Foi referido que a insulina humana é degradada pela insulina protease ou por enzimas de degradação da insulina e, possivelmente, por dissulfito de proteína isomerase. Foram propostos vários locais de clivagem (hidrólise) na molécula de insulina humana; nenhum dos metabolitos formados após a clivagem é ativo.

Eliminação

A semivida terminal é determinada pela velocidade de absorção a partir do tecido subcutâneo. A semivida terminal (t½) é portanto uma medida da absorção e não da eliminação propriamente dita da insulina do plasma (a insulina na corrente sanguínea tem uma t½ de alguns minutos). Ensaios revelaram uma t½ de cerca de 5 a 10 horas.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva e desenvolvimento.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Cloreto de zinco Glicerol Metacresol Fenol

Fosfato dissódico di-hidratado Hidróxido de sódio (para ajuste do pH) Ácido clorídrico (para ajuste do pH) Sulfato de protamina

Água para preparações injetáveis

6.2 Incompatibilidades

As insulinas só devem ser adicionadas a componentes que sejam compatíveis com as mesmas. As suspensões de insulina não devem ser adicionadas a líquidos para perfusão.

6.3 Prazo de validade

Antes da abertura inicial: 30 meses.

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: O medicamento pode ser guardado durante um máximo de 6 semanas. Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

6.4 Precauções especiais de conservação

Antes da abertura inicial: Conservar no frigorífico (2°C – 8°C). Não congelar.

Durante a utilização ou quando transportado como sobresselente: Conservar a temperatura inferior a 30°C. Não refrigerar nem congelar.

Manter o cartucho dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Cartucho (vidro tipo 1), com um êmbolo (bromobutilo) e um fecho de borracha (bromobutilo/poli- isopreno), contendo 3 ml de suspensão. O cartucho contém uma esfera de vidro para facilitar a ressuspensão.

Embalagens de 1, 5 e 10 cartuchos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

As agulhas e Actraphane Penfill não podem ser partilhados. O cartucho não pode ser enchido novamente.

Depois de retirar Actraphane Penfill do frigorífico, deve deixar Actraphane Penfill atingir a temperatura ambiente antes de ressuspender a insulina de acordo com as instruções para a primeira utilização.

Não utilizar este medicamento se observar que o líquido ressuspendido não está uniformemente branco e opalescente.

Actraphane que tiver sido congelado não pode ser utilizado.

O doente deverá ser aconselhado a rejeitar a agulha após cada injeção.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novo Nordisk A/S

Novo Allé

DK-2880 Bagsværd

Dinamarca

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/02/229/017

EU/1/02/229/018

EU/1/02/229/019

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 07 de outubro de 2002

Data da última renovação: 18 de setembro de 2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

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