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Adrovance (alendronate sodium trihydrate / colecalciferol) – Resumo das características do medicamento - M05BB03

Updated on site: 11-Jul-2017

Nome do medicamentoAdrovance
Código ATCM05BB03
Substânciaalendronate sodium trihydrate / colecalciferol
FabricanteMerck Sharp

1.NOME DO MEDICAMENTO

ADROVANCE 70 mg/2.800 UI comprimidos

ADROVANCE 70 mg/5.600 UI comprimidos

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

ADROVANCE 70 mg/2.800 UI comprimidos

Cada comprimido contém 70 mg de ácido alendrónico (na forma de sódio tri-hidratado) e 70 microgramas (2.800 UI) de colecalciferol (vitamina D3).

Excipientes com efeito conhecido

Cada comprimido contém 62 mg de lactose (na forma de lactose anidra) e 8 mg de sacarose.

ADROVANCE 70 mg/5.600 UI comprimidos

Cada comprimido contém 70 mg de ácido alendrónico (na forma de sódio tri-hidratado) e 140 microgramas (5.600 UI) de colecalciferol (vitamina D3).

Excipientes com efeito conhecido

Cada comprimido contém 63 mg de lactose (na forma de lactose anidra) e 16 mg de sacarose.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

ADROVANCE 70 mg/2.800 UI comprimidos

Comprimidos brancos a esbranquiçados, em forma de cápsula modificada, com a gravação do contorno da imagem de um osso numa face e “710” na outra.

ADROVANCE 70 mg/5.600 UI comprimidos

Comprimidos brancos a esbranquiçados, em forma de retângulo modificado, com a gravação do contorno da imagem de um osso numa face e “270” na outra.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

ADROVANCE está indicado no tratamento da osteoporose pós-menopáusica em mulheres em risco de insuficiência em vitamina D. Reduz o risco de ocorrência de fraturas vertebrais e da anca.

4.2Posologia e modo de administração

Posologia

A dose recomendada é de um comprimido uma vez por semana.

As doentes devem ser instruídas para que, caso não tomem uma dose de ADROVANCE, deverão tomar um comprimido na manhã seguinte após se lembrarem. Não deverão tomar dois comprimidos no mesmo dia, mas devem voltar ao esquema habitual de um comprimido uma vez por semana, no dia que foi anteriormente escolhido.

Na osteoporose, devido à natureza da doença, o ADROVANCE está indicado para tratamento prolongado. Não foi estabelecida a duração adequada para o tratamento da osteoporose com bifosfonatos. A necessidade da continuação do tratamento deve ser reavaliada periodicamente de acordo com os benefícios e potenciais riscos de ADROVANCE em cada doente individualmente, particularmente após 5 ou mais anos de utilização.

As doentes deverão tomar um suplemento de cálcio, caso o aporte da alimentação seja inadequado (ver secção 4.4). Deve considerar-se uma toma adicional de vitamina D de acordo com a avaliação de cada caso individual, tomando em consideração o aporte de vitamina D resultante da toma de suplementos alimentares e vitamínicos.

ADROVANCE 70 mg/2.800 UI comprimidos

Não foi estudada a equivalência do aporte de 2.800 UI semanais de vitamina D3 do ADROVANCE com a posologia diária de 400 UI de vitamina D.

ADROVANCE 70 mg/5.600 UI comprimidos

Não foi estudada a equivalência do aporte de 5.600 UI semanais de vitamina D3 do ADROVANCE com a posologia diária de 800 UI de vitamina D.

Idosos

Em estudos clínicos, não se observaram diferenças relacionadas com a idade, nos perfis de eficácia ou de segurança do alendronato. Consequentemente, não são necessários ajustes da dose nas doentes idosas.

Compromisso renal

ADROVANCE não está recomendado nas doentes com compromisso renal com uma clearance da creatinina inferior a 35 ml/min, devido a falta de experiência clínica. Não é necessário qualquer ajuste da dose para doentes com uma clearance da creatinina superior a 35 ml/min.

População pediátrica

A segurança e eficácia de ADROVANCE em crianças com menos de 18 anos de idade não foram estabelecidas. Este medicamento não deve ser utilizado em crianças com menos de 18 anos de idade uma vez que não existem dados disponíveis para a associação ácido alendrónico/colecalciferol. Os dados atualmente disponíveis para o ácido alendrónico na população pediátrica encontram-se descritos na secção 5.1.

Modo de administração

Via oral.

Para permitir uma absorção adequada do alendronato:

ADROVANCE tem que ser tomado só com água (não mineral), pelo menos 30 minutos antes da ingestão dos primeiros alimentos, bebidas ou medicamentos do dia (incluindo antiácidos, suplementos de cálcio e vitaminas). Outras bebidas (incluindo águas minerais), alimentos e alguns medicamentos podem reduzir a absorção do alendronato (ver secção 4.5 e secção 4.8).

As seguintes instruções devem ser rigorosamente seguidas de forma a minimizar o risco de irritação esofágica e de reações adversas relacionadas (ver secção 4.4):

ADROVANCE deve ser engolido com um copo cheio de água (pelo menos 200 ml), só após o levantar de manhã.

As doentes apenas devem engolir o ADROVANCE inteiro. As doentes não devem partir ou mastigar o comprimido nem deixar que este se dissolva na boca, devido ao potencial de ulceração orofaríngea.

As doentes não devem deitar-se durante pelo menos 30 minutos após a toma de ADROVANCE e até à ingestão da primeira refeição do dia.

ADROVANCE não deve ser tomado ao deitar nem antes de levantar.

4.3Contraindicações

-Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

-Anomalias do esófago e outros fatores que atrasem o esvaziamento esofágico, tais como estenose ou acalasia.

-Incapacidade de manter a posição vertical ou sentada durante pelo menos 30 minutos.

-Hipocalcemia.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Alendronato

Reações adversas do trato gastrointestinal superior

O alendronato pode causar irritação local da mucosa gastrointestinal superior. Devido a um potencial agravamento de doença subjacente, deve administrar-se alendronato com precaução em doentes com patologia ativa da porção superior do trato gastrointestinal, tais como disfagia, doença esofágica, gastrite, duodenite, úlceras ou com história recente (no ano anterior) de doença gastrointestinal major tal como úlcera péptica, ou hemorragia gastrointestinal ativa ou cirurgia da porção superior do trato gastrointestinal com exceção de piloroplastia (ver secção 4.3). Em doentes com esófago de Barrett diagnosticado, os médicos devem considerar os benefícios e os potenciais riscos do alendronato individualmente para cada doente.

Têm sido notificadas reações esofágicas (por vezes graves e a requerer hospitalização), tais como esofagite, úlceras esofágicas e erosões esofágicas, raramente seguidas por estenose esofágica, em doentes a tomar alendronato. Os médicos devem, portanto, estar atentos a quaisquer sinais ou sintomas de uma possível reação esofágica, devendo recomendar-se às doentes que interrompam o alendronato e procurem cuidados médicos, no caso de desenvolverem sintomas de irritação esofágica, tais como disfagia, dor ao engolir ou dor retrosternal ou início de azia ou o agravamento desta (ver secção 4.8).

O risco de reações adversas esofágicas graves parece ser maior em doentes que não tomam adequadamente o alendronato e/ou que continuam a tomar alendronato após o desenvolvimento de sintomas sugestivos de irritação esofágica. É muito importante que as instruções completas de utilização sejam prestadas, e sejam compreendidas pelas doentes (ver secção 4.2). As doentes devem ser informadas de que o risco de desenvolverem problemas esofágicos pode aumentar, caso não cumpram estas instruções.

Embora não tenha sido observado um aumento de risco nos ensaios clínicos de grande dimensão com alendronato, têm sido relatados (pós-comercialização) casos raros de úlceras gástricas e duodenais, algumas das quais foram graves e com complicações (ver secção 4.8).

Osteonecrose do maxilar

Foi notificada osteonecrose do maxilar, geralmente associada a extração dentária e/ou infeção local (incluindo osteomielite), em doentes com cancro a ser tratados com regimes terapêuticos que incluíam principalmente bifosfonatos administrados por via intravenosa. A maioria destes doentes estava também em tratamento com quimioterapia e corticosteroides. Foi também notificada osteonecrose do maxilar em doentes com osteoporose tratados com bifosfonatos por via oral.

Os seguintes fatores de risco devem ser considerados ao avaliar o risco individual de desenvolver osteonecrose do maxilar:

potência do bifosfonato (maior para o ácido zoledrónico), via de administração (ver atrás) e dose cumulativa

cancro, quimioterapia, radioterapia, corticosteroides, inibidores de angiogénese, hábitos tabágicos

antecedentes de doença dentária, higiene oral insuficiente, doença periodontal, procedimentos dentários invasivos e dentaduras mal ajustadas

Deverá considerar-se a realização de um exame dentário com odontologia preventiva apropriada previamente ao tratamento com bifosfonatos por via oral em doentes com má saúde oral.

Durante o tratamento, estes doentes deverão evitar, se possível, procedimentos dentários invasivos. Em doentes que desenvolvam osteonecrose do maxilar durante o tratamento com bifosfonatos, a cirurgia dentária poderá exacerbar a situação. Caso seja necessário tratamento dentário, não há dados disponíveis sugestivos de que a interrupção do tratamento com bifosfonatos reduza o risco de osteonecrose do maxilar. O plano terapêutico de cada doente deverá ser executado com base na avaliação clínica do médico e de acordo com a avaliação benefício-risco individual.

Durante o tratamento com bifosfonatos todos os doentes devem ser encorajados a manter uma boa higiene oral, a fazer verificações dentárias de rotina e a notificar qualquer sintoma oral tais como mobilidade dentária, dor ou inchaço.

Osteonecrose do canal auditivo externo

Têm sido notificados casos de osteonecrose do canal auditivo externo com bifosfonatos, principalmente em associação com terapêutica a longo prazo. Os possíveis fatores de risco para a osteonecrose do canal auditivo externo incluem a utilização de esteroides e quimioterapia e/ou fatores de risco locais como infeção ou trauma. A possibilidade de osteonecrose do canal auditivo externo deve ser considerada em doentes em tratamento com bifosfonatos e que apresentem sintomas do ouvido como dor ou corrimento, incluindo infeções crónicas do ouvido.

Dor musculosquelética

Foi notificada dor óssea, articular e/ou muscular em doentes a tomar bifosfonatos. Na experiência pós- comercialização, estes sintomas raramente foram graves e/ou incapacitantes (ver secção 4.8). O tempo para o aparecimento dos primeiros sintomas variou entre um dia e vários meses após o início do tratamento. A maioria das doentes teve um alívio dos sintomas após interrupção do tratamento. Um subgrupo teve uma recorrência dos sintomas quando voltou a tomar o mesmo medicamento ou outro bifosfonato.

Fraturas atípicas do fémur

Foram notificadas fraturas femorais subtrocantéricas e diafisárias atípicas com o tratamento com bifosfonatos, principalmente em doentes a receber tratamento prolongado para a osteoporose. Estas fraturas transversas ou oblíquas curtas podem ocorrer em qualquer local ao longo do fémur, desde imediatamente abaixo do pequeno trocânter até imediatamente acima da zona supracondiliana. Essas fraturas ocorrem após um traumatismo ligeiro, ou sem traumatismo, e alguns doentes sentem dor na coxa ou virilha, muitas vezes associadas às características imagiológicas de fraturas de fadiga, semanas ou meses antes de apresentarem uma fratura femoral completa. As fraturas são muitas vezes bilaterais; portanto o fémur contra lateral deve ser observado em doentes tratados com bifosfonatos que tenham sofrido uma fratura do eixo femoral. Também foi notificada cicatrização deficiente destas fraturas. Deve ser considerada a descontinuação da terapêutica com bifosfonatos em doentes com suspeita de uma fratura atípica do fémur na sequência da avaliação do doente, com base numa avaliação risco/benefício individual.

Durante o tratamento com bifosfonatos os doentes devem ser aconselhados a notificar qualquer dor na coxa, anca ou virilha e qualquer doente que apresente estes sintomas deve ser avaliado relativamente a uma fratura do fémur incompleta.

Compromisso renal

ADROVANCE não está recomendado para doentes com compromisso renal com uma clearance da creatinina inferior a 35 ml/min (ver secção 4.2).

Metabolismo mineral e ósseo

Dever-se-ão ter em consideração outras causas da osteoporose, para além da insuficiência estrogénica e do envelhecimento.

A hipocalcemia deve ser corrigida antes de iniciar a terapêutica com ADROVANCE (ver secção 4.3). Outras perturbações que afetam o metabolismo dos sais minerais (como por exemplo, carência de vitamina D e hipoparatiroidismo) deverão também ser eficazmente tratadas antes de iniciar o tratamento com este medicamento. O teor de vitamina D do ADROVANCE não é adequado para correção da carência de vitamina D. Em doentes com estas perturbações deverão ser monitorizados o cálcio sérico e os sintomas de hipocalcemia durante a terapêutica com ADROVANCE.

Devido aos efeitos positivos do alendronato no aumento da mineralização do osso, podem ocorrer diminuições no cálcio e fosfato séricos especialmente em doentes a tomar glucocorticoides, nos quais a absorção de cálcio pode estar diminuída. Estas diminuições são geralmente pequenas e assintomáticas. Contudo, existiram relatos raros de hipocalcemia sintomática, que foram ocasionalmente graves e que ocorreram geralmente em doentes com predisposição para esta situação (por exemplo, hipoparatiroidismo, carência de vitamina D e com má absorção de cálcio) (ver secção 4.8).

Colecalciferol

A vitamina D3 pode aumentar a hipercalcemia e/ou a hipercalciúria quando administrada a doentes com patologia associada a produção exagerada e desregulada de calcitriol (por ex., leucemia, linfoma, sarcoidose). Nestas doentes, deverão ser monitorizados os níveis de cálcio na urina e cálcio sérico.

As doentes com má absorção podem não absorver a vitamina D3 de forma adequada.

Excipientes

Este medicamento contém lactose e sacarose. As doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose, galactose, carência de lactase de Lapp, com má absorção de glucose-galactose ou com insuficiência em sacarase-isomaltase, não devem tomar este medicamento.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Alendronato

Quando tomados ao mesmo tempo, é provável que os alimentos e bebidas (incluindo água mineral e gaseificada), suplementos de cálcio, antiácidos e outros medicamentos de administração oral interfiram na absorção do alendronato. Por isso, as doentes deverão esperar, pelo menos 30 minutos após a ingestão de alendronato, para poderem tomar outra medicação por via oral (ver secções 4.2 e 5.2).

Uma vez que a utilização de Anti-Inflamatórios Não Esteroides (AINEs) está associada a irritação gastrointestinal, deve ser usada precaução durante a utilização concomitante com o alendronato.

Colecalciferol

O olestra, os óleos minerais, o orlistato e os sequestrantes dos ácidos biliares (por ex., colestiramina, colestipol) podem impedir a absorção de vitamina D. Os anticonvulsivantes, a cimetidina e as tiazidas podem aumentar o catabolismo da vitamina D. Pode considerar-se em cada caso, individualmente analisado, a administração de outros suplementos de vitamina D.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

O ADROVANCE está indicado apenas em mulheres pós-menopáusicas, por isso não deve ser utilizado durante a gravidez ou em mulheres a amamentar.

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de alendronato em mulheres grávidas, é limitada ou inexistente. Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva. O alendronato administrado durante a gravidez, em ratos, provocou distocia relacionada com hipocalcemia (ver secção 5.3). Estudos em animais demonstraram hipercalcemia e toxicidade reprodutiva com doses elevadas de vitamina D (ver secção 5.3). ADROVANCE não deve ser utilizado durante a gravidez.

Amamentação

Desconhece-se se o alendronato/metabolitos são excretados no leite humano. Não pode ser excluído qualquer risco para os recém-nascidos/lactentes. O colecalciferol e alguns dos seus metabolitos ativos passam para o leite materno. ADROVANCE não deve ser utilizado durante a amamentação.

Fertilidade

Os bifosfonatos estão incorporados na matriz óssea, da qual são gradualmente libertados durante um período de anos. A quantidade de bifosfonatos incorporados no osso adulto, e consequentemente, a quantidade disponível para ser libertada de volta para a circulação sistémica, está diretamente relacionada com a dose e duração da utilização do bifosfonato (ver secção 5.2). Não há dados sobre risco fetal nos humanos. No entanto, existe um risco teórico de efeitos prejudiciais no feto, predominantemente esqueléticos, se uma mulher engravidar após completar o curso da terapêutica com bifosfonatos. O impacto das variáveis no risco tais como o tempo entre a suspensão da terapêutica com bifosfonatos e a conceção, o bifosfonato específico utilizado e a via de administração (intravenosa versus oral) não foi estudado.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de ADROVANCE sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis. Os doentes podem apresentar algumas reações adversas (por exemplo visão turva, tonturas e dor grave nos ossos, músculos ou articulações (ver secção 4.8)) que poderão influenciar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentemente notificadas são as do trato gastrointestinal superior incluindo dor abdominal, dispepsia, úlcera esofágica, disfagia, distensão abdominal e regurgitação ácida (> 1 %).

Lista tabelada de reações adversas

Foram notificadas as seguintes reações adversas durante os estudos clínicos e/ou na utilização pós- comercialização do alendronato.

Não se identificaram reações adversas adicionais para a associação de alendronato e colecalciferol.

As frequências são definidas como: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100, < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100), raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000), muito raros (< 1/10.000)

Classes de sistemas de

Frequência

Reações adversas

órgãos

 

 

Doenças do sistema

Raros

reações de hipersensibilidade incluindo urticária e

imunitário

 

angioedema

Doenças do metabolismo

Raros

hipocalcemia sintomática, normalmente em

e da nutrição

 

associação com condições predisponentes para esta

 

 

situação.§

Doenças do sistema

Frequentes

cefaleia, tonturas

nervoso

Pouco frequentes

disgeusia

Afeções oculares

Pouco frequentes

inflamação dos olhos (uveíte, esclerite ou episclerite)

Afeções do ouvido e do

Frequentes

vertigens

labirinto

Muito raros

osteonecrose do canal auditivo externo (reação

 

 

adversa de classe aos bifosfonatos)

Doenças

Frequentes

dor abdominal, dispepsia, obstipação, diarreia,

gastrointestinais

 

flatulência, úlcera esofágica*, disfagia*, distensão

 

 

abdominal, regurgitação ácida

 

Pouco frequentes

náuseas, vómitos, gastrite, esofagite*, erosões

 

 

esofágicas*, melena

 

Raros

estenose esofágica*, ulceração orofaríngea*, PUHs

 

 

(perfurações, úlceras, hemorragias) da porção

 

 

superior do trato gastrointestinal§

Afeções dos tecidos

Frequentes

alopecia, prurido

cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes

exantema, eritema

 

Raros

exantema com fotossensibilidade, reações cutâneas

 

 

graves incluindo síndrome de Stevens-Johnson e

 

 

necrólise epidérmica tóxica

Afeções

Muito frequentes

dor musculosquelética (osso, músculo ou

musculosqueléticas e do

 

articulação) por vezes grave†§

tecido conjuntivo

Frequentes

tumefação articular

 

Raros

osteonecrose do maxilar‡§; fraturas femorais

 

 

subtrocantéricas e diafisárias atípicas (reação adversa

 

 

da classe dos bifosfonatos)

Perturbações gerais e

Frequentes

astenia, edema periférico

alterações no local de

Pouco frequentes

sintomas transitórios semelhantes a uma resposta de

administração

 

fase aguda (mialgia, mal-estar geral e raramente

 

 

febre), habitualmente em associação com o início do

 

 

tratamento

§Ver secção 4.4

Nos Ensaios Clínicos a frequência foi idêntica no grupo de tratamento e no grupo do placebo. *Ver secções 4.2 e 4.4

Esta reação adversa foi identificada através da vigilância pós-comercialização. A frequência rara foi estimada com base nos ensaios clínicos relevantes

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

Alendronato

Sintomas

Podem resultar da sobredosagem por via oral: hipocalcemia, hipofosfatemia e reações adversas da porção superior do trato gastrointestinal, tais como indisposição gástrica, azia, esofagite, gastrite ou úlcera.

Tratamento

Não se dispõe de informação específica sobre o tratamento da sobredosagem com alendronato. Em caso de sobredosagem com ADROVANCE, deverão ser administrados leite ou antiácidos como adsorventes do alendronato. Devido ao risco de irritação esofágica, não deve ser induzido o vómito e a doente deve manter-se na posição vertical.

Colecalciferol

Não foi documentada toxicidade da vitamina D durante a terapêutica crónica em adultos, geralmente saudáveis, em doses inferiores a 10.000 UI/dia. Num estudo clínico com adultos saudáveis, uma dose diária de 4.000 UI de vitamina D3 administrada num período até cinco meses, não foi associada a hipercalciúria ou hipercalcemia.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Fármacos para o tratamento de doenças ósseas, Bifosfonatos, associações, Código ATC: M05BB03

Mecanismo de ação

Alendronato

O alendronato sódico é um bifosfonato que inibe a reabsorção óssea osteoclástica, sem afetar diretamente a formação óssea. Estudos pré-clínicos demonstraram a localização preferencial do alendronato nos locais de reabsorção ativa. A atividade dos osteoclastos é inibida, mas a sua mobilização ou capacidade de ligação não são afetadas. O osso formado durante o tratamento com alendronato é de qualidade normal.

Colecalciferol (vitamina D3)

A vitamina D3 é produzida na pele por conversão do 7-dihidrocolesterol em vitamina D3 por ação de luz ultravioleta. Na ausência de exposição adequada à luz solar, a vitamina D3 é um nutriente essencial da dieta. A vitamina D3 é convertida em 25-hidroxivitamina D3 no fígado, e armazenada até ser necessária. A conversão em hormona ativa mobilizadora de cálcio, 1,25-dihidroxivitamina D3 (calcitriol) no rim, é estreitamente regulada. A principal ação da 1,25-dihidroxivitamina D3 é o aumento da absorção intestinal de cálcio e de fosfato, assim como a regulação do cálcio sérico, da excreção renal de cálcio e de fosfato e formação e reabsorção ósseas.

A vitamina D3 é necessária para a formação normal do osso. Desenvolve-se insuficiência em vitamina D quando são inadequadas, quer a exposição à luz solar, quer a dieta. A insuficiência está associada ao balanço negativo de cálcio, a perda óssea, e ao aumento do risco de fratura óssea. Em casos graves, a deficiência resulta em hiperparatiroidismo secundário, hipofosfatemia, fraqueza muscular proximal e osteomalacia, com aumento adicional do risco de quedas e de fraturas em indivíduos com osteoporose. A administração suplementar de Vitamina D reduz estes riscos e a suas consequências.

A osteoporose é definida como uma densidade mineral óssea (DMO) na coluna ou na anca de 2,5 desvios padrão (DP) abaixo do valor médio de uma população jovem normal, ou como prévia fratura de fragilidade, independentemente da DMO.

Eficácia e segurança clínicas

Estudos com ADROVANCE

O efeito da dose mais baixa de ADROVANCE (70 mg de alendronato/2.800 UI de vitamina D3) no estádio de vitamina D foi demonstrado num estudo multinacional de 15 semanas, que envolveu 682 mulheres pós-menopáusicas com osteoporose (valor inicial de 25-hidroxivitamina D sérica: média, 56 nmol/l [22,3 ng/ml]; intervalo, 22,5-225 nmol/l [9-90 ng/ml]). As doentes receberam a dose mais baixa (70 mg/2.800 UI) de ADROVANCE (n=350) ou 70 mg de FOSAMAX (alendronato) (n=332) uma vez por semana; foi proibida a utilização de outros suplementos de vitamina D. Após 15 semanas

de tratamento, a média dos valores de 25-hidroxivitamina D sérica foi significativamente mais elevada (26 %) no grupo do ADROVANCE (70 mg/2.800 UI) (56 nmol/l [23 ng/ml]) que no grupo do alendronato em monoterapia (46 nmol/l [18,2 ng/ml]). A percentagem de doentes com insuficiência de vitamina D (25-hidroxivitamina D sérica < 37,5 nmol/l [< 15 ng/ml]) foi significativamente reduzida em 62,5 % com ADROVANCE (70 mg/2.800 UI) vs. alendronato em monoterapia (respetivamente, 12 % vs 32 %), até à semana 15. A percentagem de doentes com carência de vitamina D (25- hidroxivitamina D sérica < 22,5 nmol/l [< 9 ng/ml]) foi significativamente reduzida em 92 % com ADROVANCE (70 mg/2.800 UI) vs. alendronato em monoterapia (respetivamente, 1 % vs 13 %). Neste estudo, os valores médios iniciais de 25-hidroxivitamina D sérica em doentes com insuficiência de vitamina D (25-hidroxivitamina D, 22,5 a 37,5 nmol/l [9 a < 15 ng/ml]) aumentaram de 30 nmol/l

(12,1 ng/ml) para 40 nmol/l (15,9 ng/ml) até à semana 15, no grupo do ADROVANCE

(70 mg/2.800 UI) (n=75) e diminuíram do valor inicial de 30 nmol/l (12,0 ng/ml) para 26 nmol/l (10,4 ng/ml) até à semana 15, no grupo do alendronato em monoterapia (n=70). Não houve diferenças nos valores médios do cálcio e do fosfato séricos, ou no cálcio na urina às 24 horas entre os grupos de tratamento.

Foi demonstrado o efeito da dose mais baixa de ADROVANCE (70 mg de alendronato/2.800 UI de vitamina D3) mais uma dose adicional de 2.800 UI de vitamina D3 num total de 5.600 UI (a quantidade de vitamina D3 da dose mais alta de ADROVANCE) uma vez por semana, numa extensão de 24 semanas de um estudo, que envolveu 619 mulheres pós-menopáusicas com osteoporose. As doentes no grupo da vitamina D3 2.800 receberam ADROVANCE (70 mg/2.800 UI) (n=299) e as doentes no grupo da vitamina D3 5.600 receberam ADROVANCE (70 mg/2.800 UI) mais uma dose adicional de 2.800 UI de vitamina D3 (n=309) uma vez por semana; foram permitidos suplementos adicionais de vitamina D. Após 24 semanas de tratamento, a média dos valores de 25-hidroxivitamina D sérica foi significativamente mais elevada no grupo da vitamina D3 5.600 (69 nmol/l [27,6 ng/ml]) do que no grupo da vitamina D3 2.800 (64 nmol/l [25,5 ng/ml]). A percentagem de doentes com insuficiência de vitamina D foi de 5,4 % no grupo da vitamina D3 2.800 vs. 3,2 % no grupo da vitamina D3 5.600 ao longo da extensão de 24 semanas. A percentagem de doentes com carência de vitamina D foi de 0,3 % no grupo da vitamina D3 2.800 vs. zero no grupo da vitamina D3 5.600. Não houve diferenças nos valores médios do cálcio e do fosfato séricos, ou no cálcio na urina às 24 horas entre os grupos de tratamento. A percentagem de doentes com hipercalciúria no fim da extensão de 24 semanas não foi estatisticamente diferente entre os grupos de tratamento.

Estudos com alendronato

Foi demonstrada a equivalência terapêutica da dose semanal de alendronato 70 mg (n=519) e da dose de 10 mg por dia de alendronato (n=370) num estudo multicêntrico, com duração de um ano, em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose. Os aumentos médios em relação aos valores iniciais da DMO da coluna lombar, ao fim do primeiro ano, foram de 5,1 % (IC 95 %: 4,8; 5,4 %) no grupo a tomar 70 mg uma vez por semana e de 5,4 % (IC 95 %: 5,0; 5,8 %) no grupo a tomar 10 mg diários. Nos grupos a tomar 70 mg semanais e 10 mg diários, os aumentos médios da DMO foram, respetivamente, de 2,3 % e de 2,9 % no colo do fémur e de 2,9 % e de 3,1 % na totalidade da anca. Os dois grupos de tratamento foram também semelhantes no que respeita aos aumentos da DMO noutros locais do esqueleto.

Os efeitos de alendronato na massa óssea e na incidência de fraturas em mulheres pós-menopáusicas foram examinados em dois estudos iniciais sobre eficácia de conceção semelhante (n=994), bem como no estudo “Fracture Intervention Trial” (FIT: n=6.459).

Nos estudos iniciais sobre eficácia, os aumentos médios da DMO com 10 mg por dia de alendronato, ao fim de três anos, foram, respetivamente, de 8,8 %, 5,9 % e 7,8 %, na coluna, colo do fémur e trocânter, em relação ao placebo. A DMO corporal total também aumentou significativamente. Houve uma diminuição de 48 % (3,2 % para o alendronato vs 6,2 % para o placebo) na proporção de doentes tratadas com alendronato, que tiveram uma ou mais fraturas vertebrais, em relação às que receberam placebo. Na extensão de dois anos destes estudos, a DMO na coluna e no trocânter continuou a aumentar e a DMO no colo do fémur e na totalidade do corpo manteve-se.

O ensaio clínico FIT consistiu em dois estudos, controlados com placebo, utilizando alendronato diariamente (5 mg diários durante dois anos e 10 mg diários durante um ano ou durante mais dois anos):

FIT 1: Um estudo de três anos, em 2.027 doentes, que tinham já, pelo menos, uma fratura (compressão) vertebral. Neste estudo o alendronato diário reduziu a incidência de 1 nova fratura vertebral, em cerca de 47 % (7,9 % para o alendronato vs. 15,0 % para o placebo). Adicionalmente, foi observada uma redução estatisticamente significativa na incidência das fraturas da anca (1,1 % vs. 2,2 %, uma redução de 51 %).

FIT 2: Um estudo de quatro anos, em 4.432 doentes com baixa massa óssea mas sem fratura vertebral inicial. Neste estudo, foi observada uma diferença significativa na análise do subgrupo de mulheres osteoporóticas (37 % da população global que corresponde à anterior definição de osteoporose) na incidência das fraturas da anca (1,0 % para o alendronato vs. 2,2 % para o placebo, uma redução de 56 %) e na incidência de 1 fratura vertebral (2,9 % vs. 5,8 %, uma redução de 50 %).

Resultados dos testes laboratoriais

Foram observadas, em estudos clínicos, diminuições transitórias, ligeiras e assintomáticas do cálcio e do fosfato séricos em aproximadamente 18 % e 10 %, respetivamente, das doentes a tomar 10 mg/dia de alendronato versus aproximadamente 12 % e 3 % das que receberam placebo. Contudo, as incidências das diminuições do cálcio sérico para valores < 8,0 mg/dl (2,0 mmol/l) e do fosfato sérico para valores 2,0 mg/dl (0,65 mmol/l) foram semelhantes em ambos os grupos de tratamento.

População pediátrica

O alendronato de sódio foi estudado num pequeno número de doentes com idade inferior a 18 anos com osteogénese imperfeita. Os resultados são insuficientes para suportar a sua utilização na população pediátrica com osteogénese imperfeita.

5.2Propriedades farmacocinéticas

Alendronato

Absorção

Relativamente a uma dose intravenosa de referência, a biodisponibilidade oral média do alendronato, nas mulheres, foi de 0,64 % para doses entre 5 e 70 mg, quando administradas após jejum noturno e duas horas antes de um pequeno-almoço padronizado. Quando o alendronato foi administrado uma hora ou meia hora antes do pequeno-almoço padronizado, a biodisponibilidade diminuiu igualmente para valores estimados de 0,46% e 0,39%. Nos estudos de osteoporose, o alendronato foi eficaz quando administrado pelo menos 30 minutos antes da primeira refeição ou bebida do dia.

O componente alendronato no comprimido da associação medicamentosa ADROVANCE

(70 mg/2.800 UI) e ADROVANCE (70 mg/5.600 UI) é bioequivalente ao alendronato do comprimido de 70 mg.

A biodisponibilidade revelou-se insignificante, quer o alendronato tenha sido administrado com o pequeno-almoço padronizado, quer até duas horas após esta refeição. A administração concomitante de alendronato com café ou sumo de laranja reduziu-lhe a biodisponibilidade em aproximadamente 60 %.

Em indivíduos saudáveis, a prednisona por via oral (20 mg três vezes por dia, durante cinco dias), não produziu uma alteração clinicamente significativa na biodisponibilidade oral do alendronato (um aumento médio que variou entre 20 % e 44 %).

Distribuição

Estudos em ratos mostram que o alendronato se distribui transitoriamente pelos tecidos moles, após a administração intravenosa de 1 mg/kg, mas depois é rapidamente redistribuído para o osso ou excretado na urina. O volume de distribuição médio no estado estacionário, exclusivo do osso, é de pelo menos 28 litros, no ser humano. As concentrações do alendronato no plasma, após administração de doses terapêuticas orais, são demasiado baixas para deteção laboratorial (< 5 ng/ml). A ligação às proteínas plasmáticas no homem é de aproximadamente 78 %.

Biotransformação

Não existem evidências de que o alendronato seja metabolizado, nos animais ou nos seres humanos.

Eliminação

Após a administração de uma dose única intravenosa de [14C]-alendronato, cerca de 50 % da radioatividade foi excretada na urina, em 72 horas, e pouca ou nenhuma radioatividade foi detetada nas fezes. Após a administração de uma dose única intravenosa de 10 mg de alendronato, a sua depuração renal foi de 71 ml/min e a depuração sistémica não excedeu 200 ml/min. As concentrações plasmáticas desceram mais de 95 %, em seis horas, após administração intravenosa. A semivida terminal, no ser humano, está estimada como excedendo 10 anos, refletindo a libertação do alendronato, a partir do esqueleto. O alendronato não é excretado através dos sistemas de transporte acídico ou alcalino do rim no rato, não se prevendo assim que, no ser humano, interfira na excreção de outros medicamentos, através desses sistemas.

Colecalciferol

Absorção

Em indivíduos adultos saudáveis (homens e mulheres) após a administração de ADROVANCE

70 mg/2.800 UI comprimidos após jejum noturno e duas horas antes de uma refeição padrão, a área média sob a curva concentração-sérica-tempo (AUC0-120 h) para a vitamina D3 (não ajustada para valores endógenos de vitamina D3) foi de 296,4 ng-h/ml. A concentração sérica máxima média (Cmax) de vitamina D3 foi de 5,9 ng/ml e a mediana do tempo para a concentração sérica máxima (Tmax) foi de 12 horas. A biodisponibilidade de 2.800 UI de vitamina D3 do ADROVANCE é semelhante à de 2.800 UI de vitamina D3 administrada em monoterapia.

Em indivíduos adultos saudáveis (homens e mulheres), após a administração de ADROVANCE 70 mg/5.600 UI após jejum noturno e duas horas antes de uma refeição padrão, a área média sob a

curva concentração-sérica-tempo (AUC0-80 h) para a vitamina D3 (não ajustada para valores endógenos de vitamina D3) foi de 490,2 ng-h/ml. A concentração sérica máxima média (Cmax) de vitamina D3 foi de 12,2 ng/ml e a mediana do tempo para a concentração sérica máxima (Tmax) foi de 10,6 horas. A biodisponibilidade de 5.600 UI de vitamina D3 do ADROVANCE é semelhante à de 5.600 UI de vitamina D3 administrada em monoterapia.

Distribuição

Após a absorção, a vitamina D3 entra na corrente sanguínea como parte dos quilomícrons. A vitamina D3 é rapidamente distribuída principalmente para o fígado, onde é metabolizada em 25- hidroxivitamina D3, a principal forma de armazenamento. Menores quantidades são distribuídas para os tecidos adiposo e muscular, sendo armazenados como vitamina D3 nestes locais, para serem mais tarde libertados para a circulação. A vitamina D3 circulante liga-se à proteína de ligação da vitamina D.

Biotransformação

A vitamina D3 é rapidamente metabolizada por hidroxilação no fígado em 25-hidroxivitamina D3, e subsequentemente metabolizada no rim em 1,25-dihidroxivitamina D3, que representa a sua forma biologicamente ativa. Antes da eliminação ocorre ainda outra hidroxilação. Uma pequena percentagem de vitamina D3 sofre glucoronidação antes da eliminação.

Eliminação

Quando se administrou vitamina D3 radioativa a indivíduos saudáveis, a excreção urinária média de radioatividade após 48 horas foi de 2,4 %, e a excreção fecal média de radioatividade após 4 dias foi de 4,9 %. Em ambos os casos, a radioatividade foi excretada quase exclusivamente na forma de metabolitos do fármaco original. A semivida média da vitamina D3 no soro após a administração de uma dose oral de ADROVANCE (70 mg/2.800 UI) é de, aproximadamente, 24 horas.

Compromisso renal

Os estudos pré-clínicos mostram que o alendronato não depositado no osso é rapidamente excretado na urina. Não se encontrou evidência de saturação da captação óssea após medicação crónica com doses intravenosas cumulativas até 35 mg/kg, em animais. Embora não haja informação clínica disponível, é provável que, tal como nos animais, a eliminação do alendronato por via renal esteja

diminuída em doentes com insuficiência renal. Por isso, poderá esperar-se uma acumulação algo maior de alendronato nos ossos, em doentes insuficientes renais (ver secção 4.2).

5.3Dados de segurança pré-clínica

Não foram realizados estudos não-clínicos com a associação de alendronato e colecalciferol.

Alendronato

Os dados não-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico. Os estudos em ratos demonstraram que o tratamento com alendronato durante a gravidez, estava associado a distocia nas progenitoras durante o parto, a qual estava relacionada com hipocalcemia. Em estudos, demonstrou-se o aumento da incidência de ossificação fetal incompleta em ratos aos quais foram administradas doses elevadas. É desconhecida a relevância para o ser humano.

Colecalciferol

Em doses muito acima do intervalo terapêutico, foi observada toxicidade reprodutiva nos estudos em animais.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Celulose microcristalina (E460)

Lactose anidra

Triglicéridos de cadeia média

Gelatina

Croscarmelose sódica

Sacarose

Dióxido de sílica coloidal

Estearato de magnésio (E572)

Butil-hidroxitolueno (E321)

Amido modificado (milho)

Silicato de sódio e alumínio (E554)

6.2Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3Prazo de validade

18 meses.

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar no blister de origem para proteger da humidade e da luz.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

ADROVANCE 70 mg/2.800 UI comprimidos

Blisters de alumínio/alumínio em embalagens exteriores contendo 2, 4, 6 ou 12 comprimidos.

ADROVANCE 70 mg/5.600 UI comprimidos

Blisters de alumínio/alumínio em embalagens exteriores contendo 2, 4 ou 12 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Merck Sharp & Dohme Ltd

Hertford Road, Hoddesdon

Hertfordshire EN11 9BU

Reino Unido

8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ADROVANCE 70 mg/2.800 UI comprimidos

EU/1/06/364/001 – 2 comprimidos

EU/1/06/364/002 – 4 comprimidos

EU/1/06/364/003 – 6 comprimidos

EU/1/06/364/004 – 12 comprimidos

ADROVANCE 70 mg/5.600 UI comprimidos

EU/1/06/364/006 – 2 comprimidos

EU/1/06/364/007 – 4 comprimidos

EU/1/06/364/008 – 12 comprimidos

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 4 de janeiro de 2007

Data da última renovação:21 de novembro de 2011

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu.

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