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Busilvex (busulfan) – Resumo das características do medicamento - L01AB01

Updated on site: 05-Oct-2017

Nome do medicamentoBusilvex
Código ATCL01AB01
Substânciabusulfan
FabricantePierre Fabre Médicament

1.NOME DO MEDICAMENTO

Busilvex 6 mg/ml concentrado para solução para perfusão

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um ml de concentrado contém 6 mg de bussulfano (60 mg em 10 ml).

Após diluição: 1 ml de solução contém 0,5 mg de bussulfano.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão (concentrado estéril).

Solução límpida e incolor.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Busilvex, seguido de ciclofosfamida (BuCy2), é indicado como tratamento condicionante antes do transplante convencional de células progenitoras hematopoiéticas (TCPH), em doentes adultos, sempre que a combinação seja considerada a melhor opção disponível.

Busilvex a seguir à fludarabina (FB) é indicado como tratamento condicionante antes do transplante de células progenitoras hematopoiéticas (TCPH), em doentes adultos que são candidatos a um regime de condicionamento de intensidade reduzida (RIC).

Busilvex, seguido de ciclofosfamida (BuCy4) ou melfalano (BuMel), é indicado como tratamento condicionante antes do transplante convencional de células progenitoras hematopoiéticas em doentes pediátricos.

4.2Posologia e modo de administração

A administração de Busilvex deverá ser supervisionada por um médico com experiência no tratamento condicionante realizado antes do transplante de células progenitoras hematopoiéticas.

Busilvex é administrado antes do transplante de células progenitoras hematopoiéticas (TCPH).

Posologia

Busilvex em combinação com ciclofosfamida ou melfalano

Em adultos

A dose recomendada e o esquema de administração é:

-0,8 mg/kg de peso corporal (PC) de bussulfano, numa perfusão de duas horas, de 6 em 6 horas, durante 4 dias consecutivos, num total de 16 doses,

-seguido por ciclofosfamida a 60 mg/kg/dia durante 2 dias iniciada pelo menos 24 horas após a 16ª dose de Busilvex (ver secção 4.5).

População pediátrica (0 aos 17 anos)

A dose recomendada de Busilvex é a seguinte:

Peso corporal atual (kg)

Dose de Busilvex (mg/kg)

< 9

1,0

9 a < 16

1,2

16 a 23

1,1

> 23 a 34

0,95

> 34

0,8

seguida de:

-4 ciclos de 50 mg/kg de peso corporal (PC) de ciclofosfamida (BuCy4) ou

-uma administração de 140 mg/m2 de melfalano (BuMel)

iniciada pelo menos 24 horas após a 16ª dose de Busilvex (ver secção 4.5).

Busilvex é administrado na forma de perfusão de 2 horas, de 6 em 6 horas, durante 4 dias consecutivos para um total de 16 doses antes da ciclofosfamida ou do melfalano e do transplante de células progenitoras hematopoiéticas (TCPH).

Doentes idosos

Doentes com mais de 50 anos de idade (n=23) foram tratados com sucesso com Busilvex sem ajuste na dose. Contudo, para uma utilização segura de Busilvex em doentes com mais de 60 anos está disponível apenas informação limitada. Deve usar-se a mesma dose (ver secção 5.2) para idosos e para adultos (< 50 anos de idade).

Busilvex em combinação com fludarabina (FB)

Em adultos

A dose recomendada e o esquema de administração é:

-fludarabina administrada numa perfusão única diária de uma hora, de 30 mg/m2 durante 5 dias consecutivos, ou de 40 mg/m2 durante 4 dias consecutivos.

-Busilvex deverá ser administrado a 3,2 mg/kg numa perfusão única diária de três horas imediatamente após a fludarabina por 2 ou 3 dias consecutivos.

População pediátrica (0 aos 17 anos)

A segurança e a eficácia de FB na população pediátrica não foram estabelecidas.

Doentes idosos

A administração de um regime de FB não foi especificamente investigado em doentes idosos. Contudo, foram relatados em publicações com regimes de condicionamento com FB mais de 500 doentes com idade ≥ 55 anos produzindo resultados de eficácia semelhantes a doentes mais jovens. Não foi considerado necessário ajuste de dose.

Doentes obesos Em adultos

Em doentes obesos, deve ser considerada a posologia baseada no peso corporal ideal ajustado (PCIA).

O peso corporal ideal (PCI) é calculado do seguinte modo:

PCI no homem (kg) = 50 0,91 (altura em cm – 152);

PCI na mulher (kg) = 45 0,91 (altura em cm – 152).

O peso corporal ideal ajustado (PCIA) deve ser calculado como se segue:

PCIA = PCI 0,25 (peso corporal real – PCI).

População pediátrica

O medicamento não é recomendado em crianças obesas e adolescentes com índice de massa corporal Peso (kg)/(m²) > 30 kg/m2 até à disponibilização de dados adicionais.

Doentes com compromisso renal

Não foram efetuados estudos em doentes com insuficiência renal; contudo, dado que o bussulfano é moderadamente excretado pela urina, não se recomenda alteração da posologia nestes doentes. Contudo, recomenda-se precaução (ver secções 4.8 e 5.2).

Doentes com afeção hepática

Busilvex, tal como o bussulfano, não foi estudado em doentes com insuficiência hepática. Recomenda-se precaução, particularmente nos doentes com insuficiência hepática grave (ver secção 4.4)

Modo de administração

Precauções a ter em conta antes de manusear ou administrar o medicamento

Busilvex deve ser diluído antes da administração. Deverá obter-se uma concentração final de aproximadamente 0,5 mg/ml de bussulfano. Busilvex deve ser administrado por perfusão intravenosa através dum cateter venoso central.

Para instruções acerca da diluição do medicamento antes da administração, ver secção 6.6.

Busilvex não deve ser administrado por injeção intravenosa rápida, em bolus ou periférica.

Todos os doentes devem ser pré-medicados com fármacos anticonvulsivantes para evitar as convulsões relacionadas com o uso de doses elevadas de bussulfano.

Recomenda-se a administração de anticonvulsivantes 12 horas antes de Busilvex e até 24 horas após a última dose de Busilvex.

Em estudos com doentes adultos e pediátricos, todos os doentes receberam tanto fenitoína como benzodiazepinas como tratamento profilático de episódios convulsivos (ver secções 4.4 e 4.5).

Os antieméticos devem ser administrados antes da primeira dose de Busilvex e continuados durante a sua administração, segundo um esquema pré-determinado, de acordo com a prática local.

4.3Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. Gravidez (ver secção 4.6).

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

A consequência do tratamento com Busilvex, na dose e esquema posológico recomendados, é mielosupressão profunda, atingindo todos os doentes. Podem ocorrer granulocitopenia, trombocitopenia e anemia graves, ou quaisquer combinações entre estas. As contagens celulares sanguíneas totais de rotina, incluindo contagens celulares diferenciais dos glóbulos brancos e contagens do número de plaquetas devem ser monitorizadas durante o tratamento e até à recuperação. O uso profilático ou empírico de anti-infeciosos (bacterianos, fúngicos ou virais) deve ser tido em conta na prevenção e tratamento de infeções durante o período neutropénico. A administração de plaquetas e de glóbulos vermelhos, assim como o uso de fatores de crescimento tais como o fator de estimulação de colónias de granulócitos (G-CSF), podem ser utilizados, de acordo com a indicação médica.

Em adultos, ocorreram valores de contagem absoluta de neutrófilos < 0,5 109/l, em mediana 4 dias após o transplante em 100% dos doentes e a recuperação ocorreu em mediana nos 10º e 13º dias seguintes ao transplante autólogo e alogénico, respetivamente (período neutropénico mediano de 6 e 9 dias respetivamente). Registou-se trombocitopenia ( 25 109/l ou requerendo transfusão de plaquetas), numa mediana de 5-6 dias, em 98% dos doentes. Ocorreu anemia (hemoglobina 8,0 g/dl) em 69% dos doentes.

Na população pediátrica, ocorreram valores de contagem absoluta de neutrófilos < 0,5 109/l, em mediana 3 dias após o transplante, em 100% dos doentes e a recuperação ocorreu nos 5º e 18,5º dias seguintes ao transplante autólogo e alogénico, respetivamente. Em crianças, a trombocitopénia

(< 25 109/l ou necessidade de transfusão de plaquetas) ocorreu em 100% dos doentes. A anemia (hemoglobina < 8,0 g/dl) ocorreu em 100% dos doentes.

Em crianças com < 9 kg, pode-se justificar uma monitorização terapêutica, caso a caso, em particular em crianças extremamente jovens ou recém-nascidos (ver secção 5.2).

As células da anemia de Fanconi têm hipersensibilidade a agentes cruzados. A experiência clínica no uso de bussulfano como componente de um regime condicionante antes do TCPH em crianças com anemia de Fanconi é limitada. Assim, Busilvex deve ser utilizado com precaução neste tipo de doentes.

Afeção hepática

Busilvex, tal como o bussulfano, não foi estudado em doentes com insuficiência hepática. Dado que o bussulfano é principalmente metabolizado pelo fígado, deverá ter-se precaução quando Busilvex for usado em doentes com história de afeção da função hepática, principalmente nos que apresentarem insuficiência grave. Ao tratar este tipo de doentes, recomenda-se a monitorização regular das transaminases, fosfatase alcalina e bilirrubina séricas, nos 28 dias após o transplante, para a deteção precoce de hepatotoxicidade.

A doença veno-oclusiva hepáticaé uma das principais complicações que pode ocorrer durante o tratamento com Busilvex. Podem apresentar um risco superior, os doentes que anteriormente receberam tratamento de radiação, com 3 ou mais ciclos de quimioterapia, ou que já tenham recebido um transplante de células progenitoras (ver secção 4.8).

Deve ter-se precaução ao usar paracetamol antes (menos de 72 horas) ou simultaneamente com a administração de Busilvex devido a um possível decréscimo no metabolismo do bussulfano (Ver secção 4.5).

Tal como documentado nos estudos clínicos, nenhum doente tratado evidenciou tamponamento cardíaco, nem qualquer outro tipo de toxicidade cardíaca específica, relacionada com Busilvex. Contudo a função cardíaca deverá ser monitorizada regularmente em doentes a receber Busilvex (ver secção 4.8).

Nos estudos com Busilvex, foi referida a ocorrência de síndrome de dificuldade respiratória grave, com consequente paragem respiratória, associada com fibrose pulmonar intersticial, num doente que faleceu, embora a etiologia não tenha sido claramente identificada. Além disso, o bussulfano pode induzir toxicidade pulmonar, a qual pode ser aditiva aos efeitos produzidos por outros agentes citotóxicos. Portanto, deverá ter-se em consideração este parâmetro pulmonar em doentes com antecedentes de radiação pulmonar ou mediastínica (ver secção 4.8).

Durante o tratamento com Busilvex a função renal deverá ser periodicamente monitorizada (ver secção 4.8).

Registaram-se episódios convulsivos em tratamentos com doses elevadas de bussulfano. Deve ter-se cuidado quando se administra a dose recomendada de Busilvex a doentes com antecedentes de convulsões. Os doentes deverão fazer profilaxia anticonvulsivante adequada. Em estudos com doentes adultos e pediátricos, os dados com Busilvex foram obtidos com a administração concomitante de fenitoína ou de benzodiazepinas para profilaxia de episódios convulsivos. O efeito destes agentes anticonvulsivantes sobre a farmacocinética do bussulfano foi avaliado num estudo de fase II (ver secção 4.5).

Deve ser explicado ao doente o risco aumentado de uma doença maligna secundária. Com base em dados obtidos em humanos, o bussulfano foi classificado pela Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro (IARC) como carcinógenio humano. A Organização Mundial de Saúde concluiu que existe uma relação causal entre a exposição ao bussulfano e o cancro. Doentes leucémicos tratados com bussulfano desenvolveram anomalias citológicas muito diferentes, e alguns desenvolveram carcinomas. Pensa-se que o bussulfano seja leucemogénico.

Fertilidade

O bussulfano pode comprometer a fertilidade. Portanto, os homens tratados com Busilvex são aconselhados a não conceberem filhos durante o tratamento e até 6 meses após o mesmo, e a aconselharem-se sobre a crio-conservação de esperma antes do tratamento, dada a possibilidade de infertilidade irreversível, durante o tratamento com Busilvex. Em doentes pré-menopáusicas ocorrem usualmente supressão ovárica e amenorreia com sintomas menopáusicos. Nas raparigas pré- adolescentes, o tratamento com bussulfano impede o início da puberdade, devido a insuficiência ovárica. Em doentes do sexo masculino foram referidas impotência, esterilidade, azoospermia e atrofia testicular. O solvente dimetilacetamida (DMA) também pode comprometer a fertilidade. O DMA diminui a fertilidade em fêmeas e machos roedores (ver secções 4.6 e 5.3).

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não se realizaram estudos clínicos específicos para avaliar a interação medicamentosa entre o bussulfano intravenoso e o itraconazol. Foram publicados estudos em adultos, que descrevem que a administração de itraconazole a doentes que recebem doses elevadas de bussulfano pode resultar numa diminuição da depuração do bussulfano. Os doentes deverão ser monitorizados relativamente aos sintomas de toxicidade provocada pelo bussulfano, sempre que com o bussulfano intravenoso seja usado o itraconazole, como profilaxia antifúngica.

Estudos publicados, em adultos, descrevem que a cetobemidona (analgésico) pode estar associada a níveis plasmáticos elevados de bussulfano. Portanto recomenda-se especial cuidado ao associar estes dois compostos.

Em adultos, para o regime BuCy2 foi referido que o intervalo de tempo entre a última administração oral de bussulfano e a primeira administração de ciclofosfamida pode influenciar o desenvolvimento de toxicidades. Observou-se uma redução na incidência de Doença Veno-Oclusiva Hepática (DVOH) e de outras formas de toxicidade relacionadas com o regime, em doentes em que o tempo de espera entre a última dose de bussulfano oral e a primeira dose de ciclofosfamida foi > 24 horas.

Não existe via metabólica comum entre o bussulfano e a fludarabina.

Em adultos, para o regime de FB, não há relatos em estudos publicados de qualquer interação mútua fármaco-fármaco entre bussulfano intravenoso e fludarabina.

Na população pediátrica, para o regime BuMel foi referido que a administração de melfalano antes de 24 horas após a última administração oral de bussulfano pode influenciar o desenvolvimento de toxicidades.

Está descrito que o paracetamol reduz os níveis de glutationa no sangue e nos tecidos, pelo que pode reduzir a depuração do bussulfano, quando usado em combinação (ver secção 4.4).

Procedeu-se à administração tanto de fenitoína como de benzodiazepinas, para profilaxia de convulsões, em doentes que participavam em ensaios clínicos conduzidos com o bussulfano intravenoso (ver secções 4.2 e 4.4). A administração sistémica concomitante de fenitoína a doentes a fazer doses elevadas de bussulfano por via oral tem sido relacionada com o aumento da depuração do bussulfano, devido à indução da glutationa-S-transferase, enquanto que não foi relatada qualquer interação com a utilização de benzodiazepinas como o diazepam, clonazepam, ou lorazepam na prevenção de convulsões provocadas por doses elevadas de bussulfano.

Nos dados com Busilvex, não existe evidência de um efeito de indução da fenitoína. Foi realizado um ensaio clínico de fase II para avaliar a influência do tratamento profilático de episódios convulsivos

sobre a farmacocinética do bussulfano intravenoso. Neste estudo, 24 doentes adultos receberam clonazepan (0,025-0,03 mg/kg/dia na forma de perfusão IV contínua) como terapêutica anticonvulsivante e os dados farmacocinéticos destes doentes foram comparados com os dados históricos recolhidos em doentes tratados com fenitoína. A análise dos dados através de um método de farmacocinética da população indicou não haver diferenças na depuração do bussulfano intravenoso entre a terapêutica com fenitoína e clonazepan, e por conseguinte, foram obtidas exposições plasmáticas de bussulfano semelhantes independentemente do tipo de profilaxia de episódios convulsivos.

Não se observou qualquer interação quando o bussulfano foi utilizado em combinação com o fluconazole (agente antifúngico) ou com os anti-eméticos 5-HT3, tais como o ondasetron ou o granisetron.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

O TCPH está contraindicado na mulher grávida; portanto Busilvex está contraindicado durante a gravidez. Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (mortalidade embriofetal e malformações). (ver secção 5.3).

A quantidade de dados sobre a utilização de bussulfano ou de DMA em mulheres grávidas, é limitada ou inexistente. Foram referidos alguns casos de anomalias congénitas com doses baixas orais de bussulfano, não necessariamente atribuíveis à substância ativa, e a exposição no terceiro trimestre pode estar associada a alteração do crescimento intrauterino.

Mulheres em idade fértil

As mulheres em idade fértil deverão usar uma contraceção eficaz durante o tratamento e até 6 meses após o mesmo.

Amamentação

Desconhece-se se o bussulfano e o DMA são excretados através do leite humano. Atendendo ao potencial de tumorigenicidade revelado pelo bussulfano, em estudos em animais e no homem, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento com bussulfano.

Fertilidade

O bussulfano e o DMA podem afetar a fertilidade no homem ou na mulher. Consequentemente, é aconselhável conceberem filhos durante o tratamento e até 6 meses após o tratamento e procurar aconselhamento sobre a crio-conservação de esperma antes do tratamento, dada a possibilidade de infertilidade irreversível (ver secção 4.4).

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Bulsivex em combinação com ciclofosfamida e melfalano

Em adultos

As informações sobre eventos adversos provêm de dois estudos clínicos (n=103) de Busilvex. As toxicidades graves envolvendo os sistemas respiratório, hepático e hematológico foram

consideradas como consequências esperadas do regime condicionante e do processo de transplante. Incluíram infeção e doença do hospedeiro contra o enxerto (GVHD) que, embora não diretamente relacionadas, foram as principais causas de mortalidade e morbilidade, especialmente nos TCPH alogeneicos.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

A mielosupressão e a imunosupressão foram os efeitos terapêuticos desejados do regime condicionante. Portanto todos os doentes apresentaram citopenia profunda: leucopenia em 96%, trombocitopenia em 94% e anemia em 88%. O tempo mediano para a neutropenia foi de 4 dias, quer para doentes autólogos quer para alogeneicos. A duração mediana da neutropenia foi de 6 dias e

9 dias, para doentes alogeneicos e autólogos.

Doenças do sistema imunitário:

Os dados de incidência da doença aguda do hospedeiro contra o enxerto (a-GVHD) foram recolhidos do estudo OMC-BUS-4 (alogeneico) (n=61). Um total de 11 doentes (18%) sofreu a-GVHD. A incidência de a-GVHD dos graus I-II foi de 13% (8/61), e a incidência de graus III-IV foi de 5% (3/61). O GVHD agudo foi classificado como grave em 3 doentes. Foi referido como crónico o GVHD (c-GVHD) se foi grave ou causa de morte, e foi referido como causa de morte em 3 doentes.

Infeções e infestações:

39% dos doentes (40/103) sofreram um ou mais episódios de infeção, dos quais 83% (33/40) foram classificados como ligeiros ou moderados. Em 1% dos doentes (1/103) a pneumonia foi fatal e em 3% foi ameaçadora da vida. Outras infeções foram consideradas graves em 3% dos doentes. Foi referida febre em 87% dos doentes e classificada como ligeira/moderada em 84% e grave em 3%. 47% dos doentes sentiu arrepios que foram ligeiros/moderados em 46% e graves em 1%.

Afeções hepatobiliares:

15% das eventos adversos graves (EAG) envolveram toxicidade hepática. A DVOH é uma reconhecida potencial complicação do tratamento condicionante após o transplante. Seis de

103 doentes (6%) experimentaram DVOH. A DVOH ocorreu em 8,2% (5/61) dos doentes alogeneicos (fatal em 2 doentes) e em 2,5% (1/42) dos doentes autólogos. Também se observaram aumentos de bilirrubina (n=3) e de AST (n=1). Dois dos quatro doentes acima referidos com hepatotoxicidade sérica grave situavam-se entre os doentes com DVOH diagnosticada.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Nos estudos com Busilvex, um doente apresentou um caso fatal de estado de dificuldade respiratória grave, com subsequente paragem respiratória associada a fibrose pulmonar intersticial.

População pediátrica

A informação de eventos adversos deriva do ensaio clínico em pediatria (n=55). Toxicidade grave envolvendo os sistemas hepático e respiratório foi considerada como consequência esperada do regime condicionante e do processo de transplante.

Doenças do Sistema imunitário:

Os dados de incidência da doença aguda do hospedeiro contra o enxerto (a-GVHD) foram recolhidos em doentes alogénicos (n=28). Um total de 14 doentes (50%) sofreu a-GVHD. A incidência de a- GVHD dos graus I-II foi de 46,4% (13/28), enquanto a incidência de graus III-IV foi de 3,6% (1/28). A GVHD crónica foi somente referida no caso de ser a causa de morte: um doente morreu 13 meses após o transplante.

Infeções e infestações:

Ocorreram infeções (neutropenia febril documentada e não documentada) em 89% dos doentes (49/55). Foi referida febre ligeira/moderada em 76% dos doentes.

Afeções hepatobiliares:

A elevação de Grau 3 das transaminases foi notificada em 24% dos doentes.

A doença veno-oclusiva (DVO) foi relatada em 15% (4/27) e 7% (2/28) dos transplantes autólogo e alogénico, respetivamente.

A DVO observada não foi nem fatal nem grave e resolveu-se em todos os casos.

Bulsivex em combinação com fludarabina (FB)

Em adultos

O perfil de segurança de Busilvex, em combinação com fludarabina (FB), foi analisado através de uma revisão de eventos adversos relatados em dados publicados de ensaios clínicos em regime RIC. Nestes estudos, um total de 1574 doentes receberam FB em regime de condicionamento de intensidade reduzida (RIC) antes do transplante de células progenitoras hematopoiéticas.

A mielosupressão e a imunossupressão foram os efeitos terapêuticos desejados do regime de condicionamento e consequentemente não foram considerados efeitos indesejáveis.

Infeções e infestações:

A ocorrência de episódios de infeção ou reativação de agentes infeciosos oportunistas reflete sobretudo o estado imunológico do doente a receber um regime de condicionamento.

As reações adversas infeciosas mais frequentes foram a reativação do Citomegalovírus (CMV) [variação: 30,7% - 80,0%], reativação do vírus Epstein-Barr (EBV) [variação: 2,3% - 61%], infeções bacterianas [variação: 32,0% - 38,9%] e infeções virais [variação: 1,3% - 17,2%].

Doenças gastrointestinais

A frequência mais elevada de náuseas e vómitos foi de 59,1% e a frequência mais elevada de estomatite foi de 11%.

Doenças renais e urinárias

Tem sido sugerido que os regimes de condicionamento contendo fludarabina foram associados a uma maior incidência de infeções oportunistas após o transplante, devido ao efeito imunossupressor da fludarabina. Cistites hemorrágicas tardias que ocorrem 2 semanas após o transplante estão provavelmente relacionadas com a reativação/infeção viral. Foi relatada cistite hemorrágica incluindo cistite hemorrágica induzida por infeção viral num intervalo entre 16% e 18,1%.

Afeções hepatobiliares

Foi relatada DVO num intervalo entre 3,9% e 15,4%.

A mortalidade relacionada com o tratamento/ mortalidade não relacionada com a recaída (TRM/NRM) relatada até ao dia 100 após o transplante foi também analisada através da revisão de dados publicados de ensaios clínicos. Estas foram consideradas como mortes que podiam ser atribuídas a efeitos secundários após TCPH e não relacionadas com a recaída/progressão da doença maligna hematológica subjacente.

As causas mais frequentes de relatos de TRM/NRM foram infeção/sepsis, GVHD, doenças pulmonares e falência de órgãos.

Resumo tabelado das reações adversas

As frequências são definidas do seguinte modo: muito frequentes (1/10), frequentes (1/100,

< 1/10), pouco frequentes (1/1000, < 1/100) ou desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Os efeitos indesejáveis provenientes de pesquisas pós-comercialização foram incluídos nas tabelas com incidência “desconhecido”.

Bulsivex em combinação com ciclofosfamida e melfalano

As reações adversas em adultos e em doentes pediátricos, reportadas como mais do que um caso isolado estão listadas em seguida, por classes de sistemas de órgãos e por frequência. Dentro de cada agrupamento de frequência, os eventos adversos são apresentados por ordem de gravidade decrescente.

Classes de sistemas

Muito frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Desconhecido

de órgãos

 

 

 

 

Infeções e

Rinite

 

 

 

infestações

Faringite

 

 

 

 

 

 

 

 

Doenças do sangue e

Neutropenia

 

 

 

do sistema linfático

Trombocitopenia

 

 

 

 

Neutropenia febril

 

 

 

 

Anemia

 

 

 

 

Pancitopenia

 

 

 

 

 

 

 

 

Doenças do sistema

Reação alérgica

 

 

 

imunitário

 

 

 

 

Doenças endócrinas

 

 

 

Hipogonadismo**

Doenças do

Anorexia

Hiponatremia

 

 

metabolismo e da

Hiperglicemia

 

 

 

nutrição

Hipocalcemia

 

 

 

 

Hipocaliemia

 

 

 

 

Hipomagnesemia

 

 

 

 

Hipofosfatemia

 

 

 

Perturbações do foro

Ansiedade

Confusão

Delírio

 

psiquiátrico

Depressão

 

Nervosismo

 

 

Insónias

 

Alucinações

 

 

 

 

Agitação

 

Doenças do sistema

Dores de cabeça

 

Convulsão

 

nervoso

Tonturas

 

Encefalopatia

 

 

 

 

Hemorragia

 

 

 

 

cerebral

 

Afeções oculares

 

 

 

Catarata

 

 

 

 

Diminuição da

 

 

 

 

espessura da

 

 

 

 

córnea

 

 

 

 

Doenças do

 

 

 

 

cristalino

 

 

 

 

***

Cardiopatias

Taquicardia

Arritmia

Extrasistoles

 

 

 

Fibrilhação

ventriculares

 

 

 

auricular

Bradicardia

 

 

 

Cardiomegalia

 

 

 

 

Derrame

 

 

 

 

pericárdico

 

 

 

 

Pericardite

 

 

 

 

 

 

 

Vasculopatias

Hipertensão

 

Trombose da

 

 

Hipotensão

 

artéria femoral

 

 

Trombose

 

Síndroma do

 

 

Vasodilatação

 

derrame capilar

 

Doenças

Dispneia

Hiperventilação

Hipóxia

Doença pulmonar

respiratórias,

Epistaxis

Paragem

 

intersticial**

torácicas e do

Tosse

respiratória

 

 

mediastino

Soluços

Hemorragias

 

 

 

 

alveolares

 

 

 

 

Asma

 

 

 

 

Atelectasia

 

 

 

 

Derrame pleural

 

 

 

 

 

 

Doenças

Estomatite

Hematemese

Hemorragia

 

gastrointestinais

Diarreia

Ileus

gastrointestinal

 

 

Dor abdominal

Esofagite

 

 

 

Náusea

 

 

 

 

Vómitos

 

 

 

 

Dispepsia

 

 

 

 

Ascite

 

 

 

 

Obstipação

 

 

 

 

Desconforto do

 

 

 

 

ânus

 

 

 

Afeções

Hepatomegalia

Doença veno-

 

 

hepatobiliares

Icterícia

oclusiva hepática

 

 

 

 

*

 

 

Afeções dos tecidos

Exantema

Descamação da

 

 

cutâneos e

Prurido

pele

 

 

subcutâneos

Alopecia

Eritema

 

 

 

 

Afeções de

 

 

 

 

pigmentação

 

 

Afeções

Mialgia

 

 

 

musculosqueléticas e

Dor de costas

 

 

 

dos tecidos

Artralgia

 

 

 

conjuntivos

 

 

 

 

Doenças renais e

Disúria

Hematúria

 

 

urinárias

Oligúria

Insuficiência renal

 

 

 

 

moderada

 

 

Doenças dos órgãos

 

 

 

Menopausa

genitais e da mama

 

 

 

prematura

 

 

 

 

Falência

 

 

 

 

ovárica**

Perturbações gerais

Astenia

 

 

 

e alterações no local

Arrepios

 

 

 

de administração

Febre

 

 

 

 

Dor no tórax

 

 

 

 

Edema

 

 

 

 

Edema

 

 

 

 

generalizado

 

 

 

 

Dor

 

 

 

 

Dor ou inflamação

 

 

 

 

no local da injeção

 

 

 

 

Mucosite

 

 

 

Exames

Aumento das

Aumento BUN

 

 

complementares de

transaminases

Diminuição da

 

 

diagnóstico

Aumento da

fração de ejecção

 

 

 

bilirrubina

 

 

 

 

Aumento de GGT

 

 

 

 

Aumento da

 

 

 

 

fosfatase alcalina

 

 

 

 

Aumento de peso

 

 

 

 

Sons respiratórios

 

 

 

 

anormais

 

 

 

 

Aumento dos níveis

 

 

 

 

de creatinina

 

 

 

*A doença veno-oclusiva hepática é mais frequente na população pediátrica.

**reportado com bussulfano IV após comercialização

***reportado com bussulfano oral após comercialização

Bulsivex em combinação com fludarabina (FB)

A incidência de cada reação adversa apresentada na tabela seguinte foi definida de acordo com a incidência mais elevada observada em ensaios clínicos publicados, em regime RIC, para o qual a população tratada com FB estava claramente identificada, sejam quais forem os esquemas de administração de bussulfano e os endpoints. As reações adversas relatadas como sendo mais do que um caso isolado são listadas em baixo, por classes de sistemas de órgãos e por frequência.

Classes de sistemas de

Muito frequentes

Frequentes

Desconhecido*

órgãos

 

 

 

Infeções e infestações

Infeção viral

Infeção fúngica

Abcesso cerebral

 

Reativação do CMV

invasiva

Celulite

 

Reativação do EBV

Infeção pulmonar

Sepsis

 

Infeção bacteriana

 

 

 

 

 

 

Doenças do sangue e do

 

 

Neutropenia febril

sistema linfático

 

 

 

Doenças do

Hipoalbuminemia

 

Anorexia

metabolismo e da

Disturbio electrolítico

 

 

nutrição

Hiperglicemia

 

 

Perturbações do foro

 

 

Agitação

psiquiátrico

 

 

Confusão

 

 

 

Alucinações

Doenças do sistema

 

Cefaleia

Hemorragia

nervoso

 

Doenças do sistema

cerebral

 

 

nervoso [não

Encefalopatia

 

 

classificadas noutra

 

 

 

categoria]

 

Cardiopatias

 

 

Fibrilhação

 

 

 

auricular

Vasculopatias

 

Hipertensão

 

 

 

 

 

Doenças respiratórias,

 

Hemorragia

Falência

torácicas e do

 

pulmonar

respiratória

mediastino

 

 

 

Doenças

Náusea

 

Hemorragia

gastrointestinais

Vómitos

 

gastrointestinal

 

Diarreia

 

 

 

Estomatite

 

 

 

 

 

 

Afeções hepatobiliares

Doença veno-oclusiva hepática

 

Icterícia

 

 

 

Afecções do fígado

Afeções dos tecidos

 

Exantema

 

cutâneos e subcutâneos

 

 

 

Doenças renais e

Cistite hemorrágica**

Doença renal

Oligúria

urinárias

 

 

 

Perturbações gerais e

 

 

Astenia

alterações no local de

Mucosite

 

Edema

administração

 

 

Dor

Exames

Aumento das transaminases

Aumento dos níveis

Aumento da lactato

complementares de

Aumento da bilirrubina

de creatinina

desidrogenase

diagnóstico

Aumento da fosfatase alcalina

 

sérica

 

 

 

Aumento de ácido

 

 

 

úrico sérico

 

 

 

Aumento da ureia

 

 

 

sérica

Aumento de GTT Aumento de peso

*relatado na experiência após comercialização

**inclui cistite hemorrágica induzida por infeção viral

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

O principal efeito tóxico é uma profunda mieloablação e pancitopenia, mas podem ser afetados o sistema nervoso central, o fígado, os pulmões e o tracto gastrointestinal.

Não existe antídoto conhecido para Busilvex a não ser o transplante de células progenitoras hematopoiéticas. Na ausência de transplante de células progenitoras hematopoiéticas, a dose recomendada de Busilvex constituirá uma sobredosagem de bussulfano. O estado hematológico deverá ser estritamente monitorizado em caso de sobredosagem e, devem ser instituídas fortes medidas de suporte, de acordo com a indicação médica.

No caso de sobredosagem deve considerar-se a diálise, dado que houve dois relatos de que o bussulfano é dialisável. Uma vez que o bussulfano é metabolisado por conjugação com a glutationa, a administração de glutationa deve ser considerada.

Deve ter-se em atenção que a sobredosagem de Busilvex também aumenta a exposição ao DMA. No homem, os principais efeitos tóxicos foram a hepatotoxicidade e efeitos ao nível do sistema nervoso central (SNC). As alterações do SNC precedem alguns dos mais graves efeitos indesejáveis. Não se conhece nenhum antídoto específico para a sobredosagem de DMA. Em caso de sobredosagem, deverão ser implementados cuidados de suporte geral.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Sulfonatos de alquilo, código ATC: L01AB01

Mecanismo de ação

O bussulfano é um agente citotóxico potente e um agente alquilante bifuncional. Em meio aquoso, a libertação dos grupos metanosulfonato produz iões de carbono que podem alquilar o ADN, o que se pensa ser um importante mecanismo biológico para o seu efeito citotóxico.

Eficácia e segurança clínicas

Busilvex em combinação com ciclofosfamida Em adultos

A documentação sobre a segurança e a eficácia de Busilvex em combinação com a ciclofosfamida no regime BuCy2, antes do TCPH convencional alogénico e/ou autólogo, deriva de dois ensaios clínicos (OMC-BUS-4 e OMC-BUS-3).

Foram realizados dois estudos prospectivos de fase II não controlados, de braço único e abertos, em doentes com doença do sistema hematológico, a maioria dos quais em estado avançado.

As doenças incluídas foram a leucemia aguda após a primeira remissão, no primeiro relapso ou relapsos subsequentes, na primeira remissão (alto risco), ou insucessos de indução; leucemia melógena

crónica em fase crónica ou avançada; doença de Hodgkin refractária primária ou recidiva resistente ou linfoma não-Hodgkin, e doença mielodisplástica.

Os doentes receberam doses de 0,8 mg/kg de bussulfano, de 6 em 6 horas, por perfusão, num total de 16 doses, seguidas de 60 mg/kg de ciclofosfamida, uma vez por dia, durante dois dias (regime BuCy2).

Nestes estudos, os parâmetros de eficácia primária foram a mieloablação, o enxerto, a recidiva e a sobrevivência.

Em ambos os estudos, todos os doentes foram tratados com um regime de dose de Busilvex de 16/16. Não houve doentes em que o tratamento foi descontinuado devido a reações adversas relacionadas com Busilvex.

Todos os doentes apresentaram uma profunda mielosupressão. O tempo para a Contagem de Neutrófilos Absoluta (CNA) superior a 0,5 109/l foi de 13 dias (variação 9-29 dias) nos doentes alogénicos (OMC-BUS 4), e 10 dias (variação 8-19 dias) nos doentes autólogos (OMC-BUS 3). Todos os doentes avaliados foram transplantados. Não houve rejeição primária, nem secundária ao transplante. A mortalidade geral e a mortalidade na não-recidiva mais de 100 dias pós transplante foi de 13% (8/61) e de 10% (6/61) nos doentes alotransplantados, respetivamente. Durante o mesmo período não se registaram mortes nos recetores autólogos.

População pediátrica

A documentação sobre a segurança e a eficácia de Busilvex em combinação com a ciclofosfamida no regime BuCy4 ou com melfalano no regime BuMel, antes do TCPH convencional alogénico e/ou autólogo, deriva do ensaio clínico F60002 IN 101 G0.

Os doentes receberam a dose mencionada na secção 4.2.

Todos os doentes apresentaram uma profunda mielosupressão. O tempo para a Contagem de Neutrófilos Absoluta (CNA) superior a 0,5 109/l foi de 21 dias (variação 12-47 dias) nos doentes alogénicos, e 11 dias (variação 10-15 dias) nos doentes autólogos. Todas as crianças avaliadas foram transplantadas. Não houve rejeição primária, nem secundária ao transplante. 93% dos doentes alogénicos mostraram quimerismo completo. Não ocorreu morte relacionada com o regime durante os primeiros 100 dias após o transplante, nem até um ano após o transplante.

Busilvex em combinação com fludarabina Em adultos

A documentação sobre a segurança e a eficácia de Busilvex em combinação com a fludarabina (FB) antes do TCPH alogénico, deriva da revisão da literatura de 7 estudos publicados envolvendo

731 doentes com malignidades mielóides e linfóides que relatam a utilização de perfusão intravenosa de bussulfano uma vez por dia em vez de quatro doses por dia.

Os doentes receberam o regime de condicionamento baseado na administração de fludarabina imediatamente seguido por uma dose única diária de 3,2 mg/kg de bussulfano durante 2 ou 3 dias consecutivos. A dose total de bussulfano por doente esteve entre 6,4 mg/kg e 9,6 mg/kg.

A combinação de FB permitiu mieloablação suficiente, modulada pela intensidade do regime de condicionamento através da variação do número de dias de perfusão de bussulfano. Foram relatadas na maioria dos estudos taxas de enxerto rápido e completo em 80-100% dos doentes. A maioria das publicações relatou quimerismo completo do dador no dia 30 em 90-100% dos doentes. Os resultados a longo-termo confirmaram que a eficácia foi mantida sem efeitos inesperados.

Ficaram disponíveis dados de um estudo de fase 2, multicêntrico, prospectivo, recentemente concluído, incluindo 80 doentescom idades entre os 18 e os 65 anos de idade, com diagnóstico de diferentes doenças hematológicas malignas que foram submetidos a um TCH alogénico com um regime de condicionamento de intensidade reduzida de FB (3 dias de Busilvex). Neste estudo, todos os doentesenxertados, menos um, numa mediana de 15 dias (variação, 10-23) após o TCH alogénico. A incidência cumulativa de recuperação de neutrófilos ao dia 28 foi de 98,8% (IC 95%, 85,7%-99,9%). O enxerto de plaquetas ocorreu numa mediana de 9 dias (variação, 1-16) após o TCH alogénico.

A taxa de sobrevida global (SG) aos 2 anos foi de 61,9% (IC 95%, 1-72,7%). Aos 2 anos, a incidência cumulativa de NRM foi de 11,3% (IC 95%, 5,5-19,3%), e porrecaída ou progressão de um TCH alogénico foi de 43,8% (IC 95%, 31,1-55,7%). A estimativa de Kaplan-Meier de sobrevida livre de doença (DFS) aos 2 anos foi de 49,9% (IC 95%, 32,6-72,7).

5.2Propriedades farmacocinéticas

Foi estudada a farmacocinética de Busilvex. A informação apresentada sobre o biotrasformação e a eliminação baseiam-se no bussulfano oral.

Farmacocinética em adultos

Absorção

A farmacocinética do bussulfano intravenoso foi estudada em 124 doentes avaliáveis, após perfusão intravenosa de 2 horas, num total de 16 doses, durante quatro dias. Obtém-se uma disponibilidade completa e imediata da dose, após a perfusão intravenosa de bussulfano. Observou-se uma exposição do sangue similar ao comparar as concentrações plasmáticas em doentes que receberam bussulfano oral e intravenoso, nas doses de 1 mg/kg e 0,8 mg/kg, respetivamente. Através de uma análise farmacocinética de população realizada em 102 doentes, demonstrou-se existir uma baixa variabilidade inter (CV=21%) e intra (CV=12%) doentes relativamente à exposição ao bussulfano.

Distribuição

O volume terminal de distribuição Vz variou entre 0,62 e 0,85 l/kg.

As concentrações de bussulfano no líquido cerebrospinal são comparáveis às do plasma, embora estas concentrações sejam provavelmente insuficientes para a atividade anti-neoplásica.

A ligação reversível às proteínas plasmáticas foi cerca de 7%, ao passo que a ligação irreversível, principalmente à albumina, foi cerca de 32%.

Biotransformação

O bussulfano é metabolizado principalmente por conjugação com a glutationa (espontânea e mediada pela glutationa-S-transferase). O conjugado de glutationa é então metabolizado no fígado por oxidação. Pensa-se que nenhum dos metabolitos contribui significativamente quer para a eficácia, quer para a toxicidade.

Eliminação

A depuração total no plasma variou entre 2,25 – 2,74 ml/min/kg. A semi-vida terminal variou de 2,8 a 3,9 horas.

Aproximadamente 30% da dose administrada é excretada na urina, durante 48 horas, com 1% de fármaco sob a forma de bussulfano inalterado. A eliminação fecal é insignificante. A ligação irreversível às proteínas pode explicar a sua incompleta recuperação. Não está excluída a contribuição de metabolitos de longa-duração.

Linearidade

Demonstrou-se um aumento proporcional da dose de exposição ao bussulfano após a administração intravenosa de bussulfano até 1 mg/kg.

Em comparação com o regime de quatro vezes ao dia, o regime de uma vez por dia é caracterizado por um pico de concentração mais elevado, sem acumulação de fármaco e por um período de “lavagem” (sem concentração de bussulfano circulante) entre administrações consecutivas. A revisão da literatura permite uma comparação de séries farmacocinéticas realizadas, quer dentro do mesmo estudo quer entre estudos e demostrou parâmetros farmacocinéticos, independentes da dose, inalterados independentemente da dosagem ou do esquema de administração. Parece que a dose intravenosa recomendada de bussulfano, administrada quer como uma perfusão individual (3,2 mg/kg) quer dividida por 4 perfusões (0,8 mg/kg), forneceu exposições plasmáticas diárias equivalentes com variabilidade semelhante inter e intra doentes. Como resultado, o controlo pela AUC do bussulfano intravenoso dentro da janela terapêutica não é modificado, tendo mostrado um desempenho de segmentação semelhante entre os dois esquemas.

Relações farmacodinâmicas/farmacocinéticas

A literatura sobre bussulfano sugere uma janela terapêutica AUC entre 900 e 1500 mol/l.minuto por administração (equivalente a uma exposição diária entre 3600 e 6000 mol/l.minuto). Durante os ensaios clínicos com o bussulfano intravenoso administrado a 0,80 mg/kg quatro vezes por dia, 90% das AUC’s dos doentes permaneceram inferiores ao limite superior de AUC (1500 mol/l.minuto) e pelo menos 80% ficaram dentro da janela terapêutica alvo (900-1500 mol/l.minuto). É alcançada uma taxa de segmentação semelhante dentro de uma exposição diária de 3600 - 6000 mol/l.minuto após a administração de bussulfano intravenoso 3,2 mg/kg um vez por dia.

Populações especiais

Compromisso hepático ou renal

Não foram avaliados os efeitos da disfunção renal sobre a disponibilidade do bussulfano intravenoso. Não foram avaliados os efeitos da disfunção hepática sobre a disponibilidade do bussulfano intravenoso. Contudo, o risco de toxicidade hepática poderá estar aumentado nesta população.

Nos dados disponíveis sobre a administração de bussulfano intravenoso em doentes com mais de 60 anos, não se evidenciou nenhum efeito da idade na depuração do bussulfano.

População pediátrica

Foi estabelecida uma variação contínua da depuração oscilando de 2,49 a 3,92 ml/minuto/kg em crianças de < 6 meses até aos 17 anos de idade. A semi-vida terminal oscilou entre 2,26 e 2,52 h. A variabilidade inter e intra doentes, à exposição plasmática foi menor que 20% e menor que 10%, respetivamente.

Foi realizado uma análise farmacocinética populacional num coorte de 205 crianças adequadamente distribuídas em relação ao seu peso corporal (3,5 a 62,5 kg), características biológicas e doenças (malignas e não malignas), portanto, representativa da elevada heterogeneidade das crianças submetidas a TCPH. Mais do que a área de superfície corporal ou a idade, este estudo demonstrou que o peso corporal foi a covariável predominante para explicar a variabilidade farmacocinética do bussulfano em crianças.

A posologia recomendada para crianças, tal como detalhado na secção 4.2, permitiu que mais de 70% até 90% das crianças ≥ 9 kg atingisse a janela terapêutica (900-1500 µmol/l.minuto). No entanto, foi observada uma maior variabilidade em crianças com menos de 9 kg levando a que 60% das crianças atingisse a janela terapêutica (900-1500 µmol/l.minuto). Para os 40% de crianças < 9 kg, fora do alvo, a AUC foi distribuída uniformemente tanto abaixo como acima dos limites alvo; ou seja, 20% cada

< 900 e > 1500 µmol/l.min após 1 mg/kg. A este respeito, para crianças < 9 kg, um acompanhamento das concentrações plasmáticas do bussulfano (monitorização terapêutica) para o ajuste da dose pode melhorar o desempenho da segmentação do bussulfano, especialmente em crianças muito jovens e recém-nascidos.

Relação Farmacocinética/Farmacodinâmica:

O sucesso do enxerto, alcançado em todos os doentes durante os ensaios de fase II, sugere a adequabilidade das AUCs alvo. A ocorrência de DVO não foi relacionada com a sobre-exposição. A relação Farmacocinética/Farmacodinâmica foi observada entre estomatites e AUCs em doentes autólogos e entre o aumento de bilirrubina e AUCs em análises combinadas de doentes autólogos e alogénicos.

5.3Dados de segurança pré-clínica

O bussulfano é mutagénico e clastogénico. O bussulfano foi mutagénico na Salmonella typhimurium, na Drosophila melanogaster e barley. O bussulfano induziu aberrações cromossómicas in vitro (células humanas e de roedores) e in vivo (humanos e roedores). Observaram-se várias aberrações cromossómicas em células de doentes que receberam bussulfano oral.

O bussulfano pertence a uma classe de substâncias que são potencialmente carcinogénicas , com base no seu mecanismo de ação. Com base em dados obtidos com humanos, o bussulfano foi classificado

pelo IARC como carcinógeno humano. A OMS concluiu que existe uma relação causal entre a exposição ao bussulfano e o cancro. Os dados disponíveis em animais apoiam o potencial carcinogénico do bussulfano. A administração intravenosa de bussulfano, a ratinhos, aumentou significativamente a incidência de tumores ováricos e tímicos.

O bussulfano é teratogénico em ratos, ratinhos e coelhos. As malformações e anomalias incluíram alterações significativas do sistema musculosquelético, aumento de peso corporal e do tamanho. Em ratos fêmeas prenhes, o bussulfano provocou esterilidade na descendência, quer feminina, quer masculina, devido à ausência de células germinais nos testículos e nos ovários. O bussulfano mostrou causar esterilidade em roedores. O bussulfano provocou deplecção de oócitos em ratos fêmeas e induziu esterilidade em ratos machos e no hamster.

Doses repetidas de DMA produziram sintomas de toxicidade hepática, sendo o primeiro o aumento de enzimas séricas, seguido de alterações histopatológicas nos hepatócitos. Doses mais elevadas podem provocar necrose hepática e podem observar-se alterações hepáticas, após exposição a doses únicas elevadas.

O DMA é teratogénico em ratos. A administração de doses de 400 mg/kg/dia de DMA, durante a organogénese, causou anomalias do desenvolvimento significativas. As malformações incluíram graves anomalias cardíacas e/ou dos vasos de grande calibre: arteriose do tronco comum e sem arteriose dos canais arteriais, coartação do tronco pulmonar e das artérias pulmonares, deficiências intraventriculares cardíacas. Outras anomalias frequentes incluem fenda palatina, anasarca e anomalias esqueléticas das vértebras e costelas. O DMA reduz a fertilidade em roedores machos e fêmeas. Uma dose única s.c. de 2,2 g/kg, administrada ao 4º dia de gestação, terminou a gravidez em 100% dos hamster testados. A administração de uma dose diária de DMA de 450 mg/kg, a ratos, durante nove dias, causou espermatogénese inativa.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Dimetilacetamida

Macrogol 400.

6.2Incompatibilidades

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, exceto com os mencionados na secção 6.6.

Não usar seringas de policarbonato com Busilvex.

6.3Prazo de validade

Frascos para injetáveis: 3 anos

Solução diluída:

Foi demonstrada a estabilidade física e química após diluição em solução injetável de glucose 5% ou solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%), para:

-8 horas (tempo de perfusão incluído) após diluição, quando conservado a 20 ºC 5 ºC.

-12 horas após diluição, quando conservado a 2 ºC – 8 ºC, seguido de 3 horas de conservação a 20 ºC 5 ºC (tempo de perfusão incluído).

Do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser usado imediatamente após diluição. Se não for usado imediatamente, os tempos e as condições de conservação, antes do uso, são da responsabilidade do utilizador e, em condições normais, não deverão ser superiores às condições acima referidas, se a diluição tiver sido efetuada em condições assépticas controladas e validadas.

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2 ºC – 8 ºC).

Não congelar a solução diluída.

Condições de conservação do medicamento após diluição, ver secção 6.3.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

10 ml de concentrado para solução para perfusão em frascos para injetáveis de vidro (tipo I) incolor, com uma rolha de borracha de butilo coberta por um vedante de alumínio flip-off de cor púrpura. Embalagem múltipla contendo 8 (2 embalagens de 4) frascos para injetáveis.

6.6Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Preparação de Busilvex

Devem ser considerados os procedimentos para o correto manuseamento e eliminação dos medicamentos anticancerígenos.

Todos os procedimentos de transferência requerem o cumprimento estrito de técnicas assépticas, usando de preferência o fluxo laminar vertical de segurança.

Tal como com outros compostos citotóxicos, deve ter-se cuidado no manuseamento e na preparação da solução de Busilvex:

-Recomenda-se o uso de luvas e de vestuário de proteção.

-Se Busilvex ou a solução de Busilvex diluída contactar com a pele ou com as mucosas, lavar imediata e cuidadosamente com água abundante.

Cálculo da quantidade de Busilvex a ser diluída e de diluente

Busilvex deve ser diluído previamente numa solução injetável de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) ou solução injetável de glucose a 5%.

A quantidade de diluente deve ser 10 vezes o volume de Busilvex garantindo que a concentração final de bussulfano permaneça em aproximadamente 0,5 mg/ml. Por exemplo:

A quantidade de Busilvex e diluente a ser administrada deverá ser calculada do seguinte modo: para um doente com Y kg de peso corporal:

Quantidade de Busilvex:

Y (kg) D (mg/kg)

_________________ = A ml de Busilvex a ser diluído 6 (mg/ml)

Y: peso corporal do doente em kg

D:dose de Busilvex (ver secção 4.2)

Quantidade de diluente:

(A ml Busilvex) (10) = B ml de diluente

Para preparar a solução final para perfusão, juntar (A) ml de Busilvex a (B) ml de diluente (solução injetável de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) ou solução injetável de glucose a 5%).

Preparação da solução para perfusão

Busilvex tem de ser preparado por um profissional de saúde usando técnicas de transferência asséptica.

Usando uma seringa sem policarbonato equipada com uma agulha:

-O volume calculado de Busilvex tem de ser removido do frasco para injetáveis.

-O conteúdo da seringa tem de ser vertido para um saco para administração intravenosa (ou seringa) que já contém a quantidade calculada do diluente selecionado. Busilvex tem de ser sempre adicionado ao diluente e não o diluente ao Busilvex. Busilvex não pode ser colocado num saco para administração intravenosa que não contenha solução injetável de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) ou solução injetável de glucose a 5%.

A solução diluída tem de ser cuidadosamente misturada invertendo várias vezes.

Após a diluição, 1 ml da solução para perfusão contém 0,5 mg de bussulfano.

Busilvex diluído é uma solução límpida e incolor.

Instruções de utilização

Antes e após cada perfusão, lave o interior do cateter com aproximadamente 5 ml de solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%) ou solução injetável de glucose (5%).

Não deve ser forçada a passagem de produto residual para o sistema de administração dado que a perfusão rápida de Busilvex não foi testada e não é recomendada.

A dose total de Busilvex prescrita deve ser administrada durante duas ou três horas dependendo do regime de condicionamento.

Podem ser administrados pequenos volumes durante 2 horas usando uma bomba perfusora. Neste caso o conjunto de perfusão deve ser usado com o menor volume de enchimento possível (por exemplo, 0,3-0,6 ml), volume este repleto de solução de medicamento antes de começar a perfusão com Busilvex e depois lavado com a solução injetável de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) ou solução injetável de glucose (5%).

Busilvex não deve ser perfundido concomitantemente com outra solução intravenosa.

As seringas de policarbonato não podem ser utilizadas com Busilvex.

Apenas para dose única. Só deverá ser utilizada uma solução límpida sem quaisquer partículas.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais para medicamentos citotóxicos.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Pierre Fabre Médicament

45, Place Abel Gance

F-92654 Boulogne Billancourt Cedex

França

8.NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/03/254/002

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 09 julho 2003

Data da última renovação: 08 julho 2008

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

{MM/AAAA}

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu.

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