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Cinryze (C1 inhibitor (human)) - B06AC01

Updated on site: 06-Oct-2017

Nome do medicamentoCinryze
Código ATCB06AC01
SubstânciaC1 inhibitor (human)
FabricanteShire Services BVBA

Cinryze

Inibidor de C1 (humano)

Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Cinryze. O seu objetivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou o medicamento a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma Autorização de Introdução no Mercado, bem como as suas recomendações sobre as condições de utilização do Cinryze.

O que é o Cinryze e para que é utilizado?

O Cinryze é um medicamento utilizado no tratamento de crises de angioedema (inchaço) em adultos, adolescentes e crianças com mais de 2 anos de idade com angioedema hereditário. É também utilizado na prevenção de crises de angioedema que podem ser desencadeadas por intervenções médicas, dentárias ou cirúrgicas. Os doentes com angioedema hereditário sofrem crises de inchaço que podem ocorrer em qualquer parte do corpo, como no rosto ou nos membros, ou à volta do intestino, causando desconforto e dor.

O Cinryze também é utilizado na prevenção de rotina em adultos, adolescentes e crianças a partir dos 6 anos com crises graves e frequentes de angioedema nos quais a prevenção com medicamentos orais não seja adequada, ou em doentes cujas crises não estejam adequadamente tratadas.

O Cinryze contém a substância ativa inibidor de C1 (humano).

Como se utiliza o Cinryze?

O Cinryze só pode ser obtido mediante receita médica. O tratamento deve ser iniciado sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento de doentes com angioedema hereditário.

O Cinryze está disponível na forma de pó e solvente para preparação de uma solução injetável para administração intravenosa (numa veia).

No tratamento das crises de angioedema em adultos, adolescentes e crianças com mais de 2 anos e peso superior a 25 Kg, é administrada aos doentes uma dose de 1000 Unidades ao primeiro sinal de início de uma crise. Pode administrar-se uma segunda dose de 1000 Unidades se o doente não tiver

respondido adequadamente após uma hora, ou mais cedo no caso de crises na laringe (cordas vocais) ou de um atraso no início do tratamento. A dose é reduzida para 500 Unidades em crianças entre 2 e 11 anos de idade e com 10 a 25 Kg de peso.

Na prevenção antes de intervenções médicas, dentárias ou cirúrgicas em adultos, adolescentes e crianças com mais de 2 anos e peso superior a 25 Kg, o Cinryze é administrado na dose de

1000 Unidades 24 horas antes da intervenção. A dose é reduzida para 500 Unidades em crianças entre 2 e 11 anos de idade e com 10 a 25 Kg de peso.

Na prevenção de rotina em adultos e adolescentes, o Cinryze é administrado na dose de 1000 Unidades em intervalos de três ou quatro dias. Em crianças de 6 a 11 de idade, a dose é

reduzida para 500 Unidades. O médico deve rever regularmente a necessidade de prevenção de rotina, podendo ajustar a frequência das injeções ou a dose de acordo com a resposta do doente.

O médico pode decidir que os prestadores de cuidados e os doentes podem administrar a injeção, desde que tenham recebido a formação adequada.

Como funciona o Cinryze?

A substância ativa do Cinryze, o inibidor de C1 humano, é uma proteína extraída do sangue humano.

A proteína inibidora de C1 é necessária para controlar os sistemas do «complemento» e «contacto», que são conjuntos de proteínas no sangue que combatem infeções e causam inflamação. Os doentes com níveis baixos desta proteína apresentam uma atividade excessiva destes dois sistemas, que provoca os sintomas de angioedema. O Cinryze é utilizado para substituir o inibidor de C1 em falta, corrigindo a deficiência e ajudando a prevenir ou a tratar as crises de angioedema.

Quais os benefícios demonstrados pelo Cinryze durante os estudos?

O Cinryze foi mais eficaz do que o placebo no tratamento e na prevenção de crises de angioedema em dois estudos principais que incluíram doentes com angioedema hereditário, a maioria dos quais adultos. No primeiro estudo, foram utilizados o Cinryze ou um placebo (um tratamento simulado) no tratamento de crises de angioedema em 71 doentes. O principal parâmetro de eficácia neste estudo foi o tempo decorrido até ao início da melhoria dos sintomas. Mais de 50 % dos doentes que receberam o Cinryze começaram a apresentar melhorias nas duas horas seguintes ao tratamento, em comparação com 33 % dos doentes aos quais foi administrado o placebo.

O segundo estudo, que incluiu 24 doentes do primeiro estudo, investigou o número de crises durante períodos de 12 semanas em que os doentes receberam o Cinryze ou um placebo como tratamento de prevenção. Os doentes selecionados para o segundo estudo foram os que apresentavam crises frequentes (pelo menos duas crises por mês, em média). O número médio de crises nos doentes tratados com o Cinryze foi de 6,1 num período de 12 semanas, em comparação com 12,7 nos doentes que receberam o placebo.

A empresa forneceu dados sobre a utilização do Cinryze em 91 doentes adultos e crianças com angioedema hereditário na prevenção de crises antes de intervenções médicas, cirúrgicas ou dentárias. O Cinryze foi eficaz na prevenção de crises desencadeadas por intervenções médicas, cirúrgicas ou dentárias: em 98 % das intervenções não ocorreram crises no período de 72 horas.

Foram também conduzidos dois estudos principais que incluíram crianças de 6 a 11 anos de idade. No primeiro estudo, o Cinryze foi usado para tratar crises de angioedema em 9 crianças com angioedema hereditário. O principal parâmetro de eficácia foi o tempo decorrido até ao início da melhoria dos

sintomas. Todos os doentes receberam o Cinryze e começaram a sentir melhorias quatro horas após o tratamento.

No segundo estudo, o Cinryze foi administrado como tratamento de prevenção em 6 crianças com angioedema hereditário. O número médio de crises num período de 12 semanas de tratamento com Cinryze foi menor em comparação com o período antes do tratamento com o Cinryze e as crises foram de menor gravidade, duraram menos tempo e necessitaram de menos tratamento.

Foram também fornecidos dados que suportam a eficácia do Cinryze em crianças de 2 a 5 anos de idade.

Quais são os riscos associados ao Cinryze?

O único efeito secundário frequente observado nos estudos com o Cinryze (observado em 1 a 10 doentes em cada 100) foi erupção cutânea sem gravidade e envolvendo geralmente os braços, o peito, o abdómen ou o local da injeção. Para a lista completa de todos os efeitos secundários e de restrições relativamente ao Cinryze, consulte o Folheto Informativo.

Por que foi aprovado o Cinryze?

Com base na evidência dos estudos, o CHMP concluiu que os benefícios do Cinryze são superiores aos seus riscos e recomendou a sua aprovação para utilização na UE.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz do Cinryze?

A empresa que fabrica o Cinryze irá assegurar que os profissionais de saúde de todos os Estados- Membros que se espera venham a prescrever o Cinryze recebem material educacional que os informe sobre a necessidade de garantir que os prestadores de cuidados e os doentes que administrem o medicamento em casa recebem a formação adequada. Existirá também um folheto de formação para os doentes, que estes devem guardar no domicílio.

Além disso, a empresa manterá um registo de doentes a fim de obter dados adicionais sobre a segurança a longo prazo e sobre a utilização do medicamento na prática.

Foram também incluídas no Resumo das Características do Medicamento e no Folheto Informativo as recomendações e precauções apropriadas a observar pelos profissionais de saúde e pelos doentes para a utilização segura e eficaz do Cinryze.

Outras informações sobre o Cinryze

Em 15 de junho de 2011, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Cinryze.

O EPAR completo relativo ao Cinryze pode ser consultado no sítio Internet da Agência em: ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European Public Assessment Reports. Para mais informações sobre o tratamento com o Cinryze, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR), ou contacte o seu médico ou farmacêutico.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 01-2017.

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