Portuguese
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Cinryze (C1 inhibitor (human)) – Resumo das características do medicamento - B06AC01

Updated on site: 06-Oct-2017

Nome do medicamentoCinryze
Código ATCB06AC01
SubstânciaC1 inhibitor (human)
FabricanteShire Services BVBA

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver secção 4.8.

1.NOME DO MEDICAMENTO

Cinryze 500 Unidades pó e solvente para solução injetável

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco para injetáveis de pó para utilização única contém 500 Unidades de inibidor de C1 (humano) produzido a partir do plasma de dadores humanos.

Após reconstituição, um frasco para injetáveis contém 500 unidades de inibidor de C1 (humano) por 5 ml correspondendo a uma concentração de 100 unidades/ml. Uma unidade é equivalente à quantidade média de inibidor de C1 presente em 1 ml de plasma humano normal.

O teor em proteínas totais da solução reconstituída é de 15 ± 5 mg/ml.

Excipiente com efeito conhecido:

Cada frasco para injetáveis de Cinryze contém aproximadamente 11,5 mg de sódio.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Pó e solvente para solução injetável.

Pó branco.

O solvente é uma solução límpida e incolor.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Tratamento e prevenção pré-intervenção de crises de angioedema em adultos, adolescentes e crianças (a partir dos 2 anos de idade) com angioedema hereditário (AEH).

Prevenção de rotina de crises de angioedema em adultos, adolescentes e crianças (com 6 anos de idade ou mais) com crises recorrentes e graves de angioedema hereditário (AEH), que são intolerantes ou que não são suficientemente protegidos pelos tratamentos de prevenção por via oral, ou em doentes que não são adequadamente controlados com tratamento agudo repetido.

4.2Posologia e modo de administração

A terapêutica com Cinryze deve ser iniciada sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento de doentes com angioedema hereditário (AEH).

Posologia

Adultos

Tratamento de crises de angioedema

1000 unidades de Cinryze ao primeiro sinal de início de uma crise de angioedema.

Pode administrar-se uma segunda dose de 1000 unidades se o doente não tiver respondido adequadamente após 60 minutos.

Em doentes com crises laríngeas, ou no caso de um atraso no início do tratamento, a segunda dose pode ser administrada antes de terem decorrido os 60 minutos.

Prevenção de rotina de crises de angioedema

1000 unidades de Cinryze em intervalos de 3 ou 4 dias é a dose inicial recomendada para a prevenção de rotina de crises de angioedema; o intervalo entre administrações pode ter de ser ajustado de acordo com a resposta individual. A necessidade constante de uma profilaxia regular com Cinryze deve ser revista numa base regular.

Prevenção pré-intervenção de crises de angioedema

1000 unidades de Cinryze no período de 24 horas antes de uma intervenção médica, dentária ou cirúrgica.

População pediátrica

Adolescentes

Para o tratamento, prevenção de rotina e prevenção pré-intervenção em adolescentes dos 12 aos 17 anos de idade, a dose é a mesma que a dos adultos.

Crianças

A segurança e eficácia de Cinryze em crianças com idade inferior a 2 anos não foram estabelecidas. Os dados que sustentam as recomendações posológicas em crianças com idade inferior a 6 anos são muito limitados. Os dados atualmente disponíveis encontram-se descritos nas secções 4.8, 5.1 e 5.2.

Tratamento de crises de angioedema

Prevenção pré-

Prevenção de rotina de crises

 

intervenção de crises de

de angioedema

 

angioedema

 

2 a 11 anos, >25 kg:

2 a 11 anos, >25 kg:

6 a 11 anos:

1000 unidades de Cinryze ao primeiro

1000 unidades de Cinryze

500 unidades de Cinryze em

sinal de início de uma crise aguda.

no período de 24 horas

intervalos de 3 ou 4 dias é a

 

antes de uma intervenção

dose inicial recomendada

Uma segunda dose de 1000 unidades

médica, dentária ou

para a prevenção de rotina de

pode ser administrada, se o doente não

cirúrgica.

crises de angioedema; o

tiver respondido adequadamente após

 

intervalo entre

60 minutos.

 

administrações pode ter de

2 a 11 anos, 10-25 kg:

2 a 11 anos, 10-25 kg:

ser ajustado de acordo com a

resposta individual. A

500 unidades de Cinryze ao primeiro

500 unidades de Cinryze

necessidade constante de

sinal de início de uma crise aguda.

no período de 24 horas

uma profilaxia regular com

 

antes de uma intervenção

Cinryze deve ser revista

Uma segunda dose de 500 unidades

médica, dentária ou

numa base regular.

pode ser administrada, se o doente não

cirúrgica.

 

tiver respondido adequadamente após

 

 

60 minutos.

 

 

 

 

 

Doentes idosos

Não foram efetuadas investigações especiais. Para o tratamento, prevenção de rotina e prevenção pré- intervenção em doentes idosos, com 65 ou mais anos de idade, a dose é a mesma que para adultos.

Doentes com disfunção renal ou hepática

Não foram efetuadas investigações especiais. Para o tratamento, prevenção de rotina e prevenção pré- intervenção em doentes com disfunção renal ou hepática, a dose é a mesma que para adultos.

Modo de administração

Via intravenosa.

Para instruções acerca da reconstituição do medicamento antes da administração, ver secção 6.6.

O medicamento reconstituído deve ser administrado por injeção intravenosa a um ritmo de 1 ml por minuto.

4.3Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Acontecimentos trombóticos

Foram notificados acontecimentos trombóticos em recém-nascidos e bebés submetidos a cirurgias de bypass cardíaco quando lhes foram administradas doses elevadas não aprovadas (até 500 unidades/kg) de outro inibidor de C1 para prevenção da síndrome de permeabilidade capilar. Com base num estudo em animais, existe um limiar trombogénico potencial com doses superiores a 200 Unidades/kg.

Doentes com fatores de risco conhecidos de acontecimentos trombóticos (incluindo cateteres residentes) devem ser monitorizados com frequência.

Agentes transmissíveis

As medidas padrão para prevenção de infeções resultantes da utilização de medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humanos incluem a seleção de dadores, o rastreio de doações individuais e de pools de plasma para deteção de marcadores específicos de infeção e a inclusão de etapas de produção eficazes para a inativação/remoção de vírus. Apesar destas medidas, não se pode excluir totalmente a possibilidade de transmissão de agentes infeciosos quando são administrados medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humanos. Isto também se aplica a vírus desconhecidos ou emergentes e a outros agentes patogénicos.

As medidas tomadas são consideradas eficazes para vírus com invólucro como o VIH, VHB e VHC e para os vírus sem invólucro VHA e parvovírus B19.

Deve ter-se em consideração as vacinações apropriadas (hepatite A e hepatite B) em doentes que recebem regularmente/repetidamente um inibidor de C1 derivado de plasma humano.

Recomenda-se vivamente que sempre que Cinryze for administrado a um doente, o nome e o número do lote do produto sejam registados de modo a manter-se uma ligação entre o doente e o lote do produto.

Hipersensibilidade

Como com qualquer medicamento biológico podem ocorrer reações de hipersensibilidade. As reações de hipersensibilidade podem ter sintomas semelhantes aos das crises de angioedema. Os doentes devem ser informados sobre os sinais precoces das reações de hipersensibilidade incluindo urticária, urticária generalizada, opressão no peito, respiração sibilante, hipotensão e anafilaxia. Se estes sintomas ocorrerem após a administração, devem alertar o seu médico. No caso de reações anafiláticas ou choque, deve administrar-se o tratamento médico de emergência.

Tratamento no domicílio e autoadministração

Existem dados limitados sobre a utilização deste medicamento para tratamento no domicílio ou por autoadministração. Os riscos potenciais associados ao tratamento no domicílio estão relacionados com a administração propriamente dita, assim como com o tratamento de reações adversas, especialmente hipersensibilidade. A decisão sobre a utilização de tratamento no domicílio por um doente em particular deve ser tomada pelo médico assistente que deverá assegurar que é dada a formação apropriada e que a utilização é revista periodicamente.

População pediátrica

Foram notificados acontecimentos trombóticos em recém-nascidos e lactentes submetidos a cirurgias de bypass cardíaco quando lhes foram administradas doses elevadas não aprovadas (até

500 unidades/kg) de outro inibidor de C1 para prevenção da síndrome de permeabilidade capilar.

Sódio

Cada frasco para injetáveis de Cinryze contém aproximadamente 11,5 mg de sódio. Esta informação deve ser tida em consideração em doentes com ingestão controlada de sódio.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram realizados estudos de interação.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Os dados relativos a um número limitado de gravidezes expostas não indicam quaisquer efeitos adversos do inibidor de C1 sobre a gravidez ou a saúde do feto/recém-nascido. Até à data, não estão disponíveis outros dados epidemiológicos relevantes. Em estudos da reprodução em ratos, não se observaram efeitos maternos ou embriofetais causados pelo tratamento com níveis de doses até

28 vezes a dose humana recomendada (1000 unidades) com base num peso corporal médio de adultos de 70 kg. Desconhece-se o potencial risco para o ser humano.

Portanto, Cinryze só deverá ser administrado a mulheres grávidas se for claramente indicado.

Amamentação

Desconhece-se se o inibidor de C1 é excretado no leite humano. Não pode ser excluído qualquer risco para os recém-nascidos/lactentes. Tem de ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com Cinryze tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

Fertilidade

Não foram realizados estudos específicos sobre fertilidade, desenvolvimento embrionário inicial e desenvolvimento pós-natal ou de carcinogenicidade (ver secção 5.3).

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Com base nos dados clínicos atualmente disponíveis, os efeitos de Cinryze sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

A única reação adversa frequente observada após a perfusão de Cinryze em estudos clínicos foi exantema cutâneo; as descrições das características do exantema cutâneo foram de tipo não específico, mas geralmente foram descritas como envolvendo as extremidades superiores, tórax, abdómen ou local de injeção. Nenhum dos exantemas cutâneos foi grave e nenhum levou à suspensão do medicamento. Podem ocorrer reações de hipersensibilidade (ver secção 4.4).

Lista tabelada das reações adversas

A frequência das reações adversas foi calculada principalmente com base na soma de acontecimentos adversos únicos relacionados com Cinryze que foram notificados nos 8 estudos clínicos completos em indivíduos com AEH. Estes incluem dados de dois estudos controlados com placebo, de três estudos abertos, três indivíduos em uso compassivo e relatórios pós-comercialização. Nestes estudos, houve um total de 385 exposições de indivíduos que envolveram mais de 14.500 perfusões de Cinryze.

As reações adversas ao tratamento com Cinryze são classificadas de acordo com as Classes de Sistemas de Órgãos e frequência absoluta do MedDRA na Tabela 1. Dentro de cada classe de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade. As frequências são definidas como muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100), raros (≥1/10.000, <1/1.000), muito raros (<1/10.000) e desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 1.

Reações adversas notificadas em estudos clínicos e em relatórios pós-comercialização

Classe de sistemas de órgãos

Frequência:

Reação adversa medicamentosa

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido:

Hipersensibilidade

Doenças do metabolismo e da

Pouco frequentes:

Hiperglicemia

nutrição

 

 

 

Doenças do sistema nervoso

Pouco frequentes:

Tonturas, cefaleias

Vasculopatias

 

Pouco frequentes:

Trombose venosa, flebite, ardor

 

 

 

venoso, afrontamentos

Doenças respiratórias, torácicas e

Pouco frequentes:

Tosse

do mediastino

 

 

 

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes:

Náuseas, vómitos, diarreia, dor

 

 

 

abdominal

Afeções dos tecidos cutâneos e

Frequentes:

Exantema cutâneo

subcutâneos

 

Pouco frequentes:

Dermatite de contacto, eritema, prurido

Afeções musculosqueléticas e dos

Pouco frequentes:

Edema das articulações, artralgia,

tecidos conjuntivos

 

mialgia

Perturbações gerais e alterações no

Pouco frequentes:

Exantema/eritema cutâneo no local de

local de administração

 

injeção, dor no local de perfusão,

 

 

 

desconforto no tórax, pirexia.

Descrição de reações adversas selecionadas

De entre as notificações de trombose venosa, o fator de risco subjacente mais frequente foi a presença de um cateter residente.

As reações locais no local de injeção foram pouco frequentes. Em estudos clínicos, as reações locais (descritas como dor, equimose ou exantema cutâneo no local de injeção/do cateter, ardor venoso ou flebite) ocorreram em associação com aproximadamente 0,2% das perfusões.

População pediátrica

Em estudos clínicos, foram incluídos um total de 61 indivíduos pediátricos, que foram expostos a mais de 2500 perfusões de Cinryze (2-5 anos, n=3; 6-11 anos, n=32; 12-17 anos, n=26). Nestas crianças, as únicas reações adversas com Cinryze incluíram cefaleias, náuseas, pirexia e eritema no local de perfusão. Nenhuma destas reações adversas foi grave e nenhuma levou à suspensão do medicamento. No global, a segurança e a tolerabilidade de Cinryze são semelhantes em crianças, adolescentes e adultos.

Sobre segurança no que respeita a agentes transmissíveis ver a secção 4.4.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

Não foram notificados casos de sobredosagem.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: medicamentos utilizados no angioedema hereditário, inibidor de C1, derivado do plasma, código ATC: B06AC01.

Mecanismo de ação

O inibidor de C1 é um membro dos inibidores das proteases de serina ou serpinas, uma superfamília de proteínas. A principal função das serpinas é a regulação da atividade das proteases de serina. O inibidor de C1 é uma glicoproteína de cadeia única existente no plasma que, no seu estado maduro, é constituída por 478 aminoácidos com um peso molecular aparente de 105 kD.

O inibidor de C1 inibe o sistema do complemento através da ligação de C1r e C1s, duas das subunidades enzimáticas ativas do primeiro componente do sistema do complemento (C1) na via clássica, assim como através da ligação às proteases de serina associadas à lectina de ligação à manose na via das lectinas. O principal substrato da enzima C1 ativada é C4; a C1 não inibida resulta numa diminuição dos níveis de C4. A C1 é o inibidor mais importante da ativação de contacto e regula o sistema de contacto e a via de coagulação intrínseca através da ligação e inativação da calicreína e do fator XIIa. Como estas vias fazem parte das cascatas de amplificação enzimática, a ativação espontânea ou induzida por um estímulo destas vias sem o inibidor de C1, pode causar ativação sem oposição e intumescimento.

Efeitos farmacodinâmicos

Em estudos clínicos, a administração intravenosa de Cinryze resultou num aumento significativo dos níveis sistémicos de inibidor de C1 antigénico e funcional no período de 1 hora após a administração. A administração do inibidor de C1 aumenta os níveis séricos do inibidor de C1 e restabelece temporariamente a regulação natural dos sistemas de contacto, do complemento e fibrinolítico, controlando deste modo o intumescimento ou a tendência para intumescer.

Níveis séricos baixos de C4 estão muitas vezes correlacionados com crises de AEH. O tratamento com Cinryze resultou numa elevação dos níveis de C4 ao fim de 12 horas. Observou-se uma diferença estatisticamente significativa (p=0,0017) nas alterações dos valores médios em relação aos valores iniciais entre grupos de tratamento às 12 horas, demonstrando a associação do tratamento de Cinryze com um aumento da atividade de C4 (Cinryze + 2,9 mg/dl versus placebo + 0,1 mg/dl).

Eficácia e segurança clínicas

Os dados de dois estudos aleatorizados, com dupla ocultação, controlados com placebo (LEVP 2005- 1/A e LEVP 2005-1/B), os dados de dois estudos abertos (LEVP 2006-1 e LEVP 2006-4) e de dois estudos clínicos pediátricos (0624-203 e 0624-301) demonstraram a eficácia de Cinryze no tratamento e prevenção de crises de angioedema em indivíduos com AEH.

Cinryze para o tratamento de crises de AEH

O estudo LEVP 2005-1/A utilizou um desenho aleatorizado, com dupla ocultação, controlado com placebo, em grupos paralelos; foram aleatorizados 71 indivíduos com crises agudas de AEH (36 com Cinryze, 35 com placebo). O estudo demonstrou que o tratamento com Cinryze, no período de 4 horas após o início de uma crise de AEH, resultou numa diminuição mais de 2 vezes superior do tempo até ao início do alívio inequívoco do sintoma definido da crise de AEH em comparação com o placebo (mediana de 2 horas com Cinryze vs. >4 horas com o placebo, p=0,048). O tratamento com Cinryze também resultou numa diminuição mais de 2 vezes superior do tempo até à resolução completa da crise de AEH em comparação com o placebo (mediana de 12,3 horas vs. 31,6 horas, p=0,001). A percentagem de indivíduos com início de alívio inequívoco do sintoma definido no período de 4 horas após a administração do tratamento foi de 60% com Cinryze e de 42% com placebo (p=0,062). Dos 15 indivíduos tratados com Cinryze sem ocultação para crises laríngeas de AEH, nenhum exigiu intubação.

No estudo aberto LEVP 2006-1, 101 indivíduos foram tratados para um total de 609 crises agudas de AEH (mediana de 3 ataques por indivíduo; intervalo: 1-57). No período de 4 horas após a administração de Cinryze, 87% das crises obtiveram o alívio inequívoco do sintoma definido. Em 95% das crises, observou-se alívio clínico e/ou os indivíduos tiveram alta ao fim de 4 horas. No caso de indivíduos com >1 crise, a proporção das crises que responderam no período de 4 horas após a administração de Cinryze e o tempo até à resposta foi comparável independentemente do número de crises tratadas. Das 84 crises laríngeas de AEH separadas, nenhuma exigiu intubação após o tratamento com Cinryze.

Cinryze para a prevenção de rotina de crises de AEH

O estudo LEVP 2005-1/B utilizou um desenho aleatorizado, com dupla ocultação, controlado com placebo, com cruzamento; 22 indivíduos foram considerados avaliáveis quanto à eficácia (aleatorizados e tratados nos dois períodos de cruzamento). O estudo demonstrou que a profilaxia com Cinryze resultou numa diminuição mais de 2 vezes superior do número de crises de AEH, em comparação com o placebo (média de 6,3 crises com Cinryze vs. 12,8 crises com o placebo, p<0,0001). As crises de angioedema também foram menos graves durante a terapêutica profilática com Cynrize em comparação com o placebo (índice de gravidade médio de 1,3 vs. 1,9 ou uma diminuição de 32%, p=0,0008) e com uma duração mais curta (média de 2,1 dias vs. 3,4 dias ou uma diminuição de 38%, p=0,0004). O número total de dias de intumescimento durante a terapêutica profilática com Cinryze diminuiu em comparação com o placebo (média de 10,1 dias vs. 29,6 dias ou uma diminuição de 66%, p<0,0001). Além disso, foram necessárias menos perfusões com Cinryze sem ocultação para o tratamento de crises de AEH durante a terapêutica com Cinryze em comparação com o placebo (média de 4,7 perfusões vs. 15,4 perfusões ou uma diminuição de 70%, p<0,0001).

No estudo aberto LEVP 2006-4, 146 indivíduos receberam Cinryze sob a forma de profilaxia do AEH durante períodos que variaram desde 8 dias a aproximadamente 32 meses (mediana de 8 meses). Antes da inclusão, os indivíduos comunicaram uma taxa mensal mediana de crises de AEH de 3,0 (intervalo: 0,08-28,0); durante a terapêutica com Cinryze profilático esta taxa foi de 0,21 (intervalo: 0-4,56), e

86% dos indivíduos tiveram uma média de ≤1 crise por mês. Nos indivíduos submetidos a profilaxia com Cinryze durante pelo menos 1 ano, a taxa mensal de crises por indivíduo permaneceu consistentemente baixa (0,34 crises por mês) em relação às taxas anteriores ao estudo.

Cinryze para a prevenção pré-intervenção de crises de AEH

Cinryze sem ocultação foi administrado 24 horas antes de um total de 91 intervenções médicas, dentárias ou cirúrgicas que abrangeram todo o programa clínico (40 intervenções em crianças e 51 intervenções em adultos). Em 98% das intervenções não foram notificadas crises de AEH no período de 72 horas após a dose de Cinryze.

População pediátrica

Grupo etário 6 – 11 anos:

Tratamento:

Estudo LEVP 2006-1: 22 crianças foram tratadas em 121 crises agudas de AEH. A proporção de crises de AEH que obtêm um alívio inequívoco do sintoma definido em 4 horas após o tratamento com Cinryze foi comparável entre as 22 crianças incluídas (faixa etária: 2-17) e os adultos, respetivamente com 89% e 86% das crises a obterem alívio.

Estudo 0624-203: 9 crianças (faixa etária: 6 - 11 anos) foram incluídas no estudo e receberam uma dose única de Cinryze: 3 crianças (10 - 25 kg) receberam 500 unidades, 3 crianças (>25 kg) receberam 1000 unidades e 3 crianças (>25 kg) receberam 1500 unidades. Todas as 9 (100%) crianças atingiram um início inequívoco de alívio do sintoma definido no período de 4 horas após o início do tratamento com Cinryze. O intervalo mediano foi de 0,5 horas (0,25 - 2,5 horas): 1,25, 0,25 e 0,5 horas nos grupos de 500 , 1000 e 1500 unidades de Cinryze, respetivamente. O intervalo mediano para a resolução completa da crise de AEH para as 9 crianças foi de 13,6 horas (intervalo: 1,6 - 102,3 horas).

Prevenção:

Estudo LEVP 2006-4: Antes da inclusão, 23 crianças (faixa etária: 3 a 17 anos) comunicaram uma taxa mensal mediana de crises de AEH de 3,0 (intervalo: 0,5-28,0). Durante o estudo, enquanto submetidas à profilaxia com Cinryze (1000 unidades a cada 3 a 7 dias; com a exceção de uma criança de 3 anos que recebeu 500 unidades a cada 3 a 7 dias), as crianças dos vários subgrupos etários tiveram taxas mensais medianas de crises de AEH de 0,4 (intervalo: 0-3,4) e 87% das crianças comunicaram uma média de ≤1 crise por mês; estes resultados foram comparáveis aos observados em adultos.

Estudo 0624-301: 6 crianças (6 a 11 anos de idade) foram incluídas e distribuídas de forma aleatória para receberem uma posologia duas vezes por semana, durante 12 semanas, em 2 sequências de tratamento (500/1000 unidades ou 1000/500 unidades de Cinryze). Ambas as doses resultaram numa redução similar da frequência das crises e demonstraram benefício clínicos relativamente à gravidade, duração e necessidade de tratamento agudo das crises.

Grupo etário <6 anos:

Para os 3 indivíduos com menos de 6 anos, a administração de Cinryze (500 unidades ou

1000 unidades) esteve associada a aumentos nos níveis de C1 INH e da eficácia clínica no tratamento agudo e prevenção de crises. Globalmente, a administração de Cinryze foi bem tolerada.

Em todos os estudos, a administração de Cinryze resultou em aumentos pós-perfusão dos níveis antigénico e funcional do inibidor de C1, em comparação com os valores pré-perfusão, tanto em crianças como em adultos.

5.2Propriedades farmacocinéticas

Um estudo farmacocinético aberto, aleatorizado, em grupos paralelos de Cinryze foi realizado em indivíduos com AEH assintomático. Os indivíduos receberam uma dose intravenosa única de 1000 unidades ou uma dose de 1000 unidades seguida de uma segunda dose de 1000 unidades

60 minutos mais tarde. Os parâmetros farmacocinéticos médios do inibidor de C1 funcional derivados de dados corrigidos em relação aos valores iniciais são apresentados na Tabela 2.

Tabela 2. Parâmetros farmacocinéticos médios do inibidor de C1 funcional após administração de Cinryze

Parâmetro:

Dose única

Dose dupla

 

(1000 unidades*)

(dose de 1000 unidades seguida

 

 

de uma segunda dose de

 

 

1000 unidades 60 minutos mais

 

 

tarde)

Cinicial (U/ml)

0,31 ± 0,20 (n = 12)

0,33 ± 0,20 (n = 12)

Cmax (U/ml)

0,68 ± 0,08 (n = 12)

0,85 ± 0,12 (n = 13)

Cmax corrigida em relação

0,37 ± 0,15 (n =12)

0,51 ± 0,19 (n =12)

aos valores iniciais (U/ml)

 

 

tmax (h) [mediana

[1,2 (0,3 – 26,0)] (n = 12)

[2,2 (1,0 – 7,5)] (n = 13)

(intervalo)]

 

 

AUC(0-t) (U*h/ml)

74,5 ± 30,3 (n = 12)

95,9 ± 19,6 (n = 13)

AUC(0-t) corrigida em

24,5 ± 19,1 (n =12)

39,1 ± 20,0 (n =12)

relação aos valores iniciais

 

 

(U*h/ml)

 

 

CL (ml/min)

0,85 ± 1,07 (n = 7)

1,17 ± 0,78 (n = 9)

Semi-vida de eliminação

56 ± 35 (n = 7)

62 ± 38 (n = 9)

(h)

 

 

n = número de indivíduos avaliados.

*Uma Unidade é equivalente à quantidade média de inibidor de C1 presente em 1 ml de plasma humano normal.

Após a administração intravenosa de uma dose única de Cinryze a indivíduos com AEH, a concentração sérica do inibidor de C1 funcional duplicou em 1 a 2 horas. A concentração sérica máxima (Cmax) e a área sob a curva concentração sérica-tempo (AUC) pareceram aumentar da dose única para a dose dupla, embora o aumento não fosse proporcional à dose. A semi-vida de eliminação média do inibidor de C1 funcional após a administração de Cinryze foi de 56 horas após uma dose única e de 62 horas após a dose dupla.

Como o inibidor de C1 é uma proteína plasmática humana endógena, não é sujeita a metabolismo pelas isoenzimas do Citocromo P450, a excreção ou a interações medicamentosas farmacocinéticas exibidas por muitos compostos de baixo peso molecular. A consequência prevista do metabolismo de uma glicoproteína é por degradação em pequenos péptidos e aminoácidos individuais. Portanto, não é de prever que a farmacocinética e a excreção de Cinryze sejam alteradas pela insuficiência renal ou hepática.

População pediátrica

A atividade funcional do inibidor de C1 foi determinada em crianças em dois estudos abertos (ver secção 5.1). Os aumentos médios em relação aos valores iniciais da atividade funcional do inibidor de C1 determinados 1 hora pós-dose em crianças com 2 a <18 anos de idade variou entre 20% e 88% no Estudo LEVP 2006-1 (tratamento) e entre 22% e 46% no Estudo LEVP 2006-4 (prevenção) em comparação com 21% a 66% e 25% a 32% em adultos, respetivamente. Dois estudos adicionais avaliaram os níveis plasmáticos em crianças (6-11 anos).

No estudo 0624-203, o antígeno de C1 INH e a atividade funcional no plasma de 9 doentes foram obtidos após uma dose única IV de 500, 1000 ou 1500 unidades de Cinryze, com base no peso corporal (ver secção 5.1). Foram demonstrados aumentos nos níveis de antígeno de C1 INH e de atividade funcional acima dos valores basais 1 hora e 24 horas pós-dose.

No Estudo 0624-301, procedeu-se à medição do antígeno de C1 INH e da atividade funcional no plasma de 6 doentes pré-dose e 1 hora após uma administração IV de dois níveis posológicos de Cinryze (500 e 1000 unidades) a cada 3 ou 4 dias, durante 12 semanas. Ambas as doses de Cinryze resultaram em níveis plasmáticos relevantes do antígeno de C1 INH e da atividade funcional.

5.3Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade geral e toxicidade reprodutiva. Não se efetuaram estudos de genotoxicidade dado que é pouco provável que a substância ativa interaja diretamente com o ADN ou com outro material cromossómico. Não se realizaram estudos sobre fertilidade, desenvolvimento embrionário inicial e pós-natal ou de carcinogenicidade porque é de prever que a administração crónica a animais esteja associada ao desenvolvimento de anticorpos neutralizantes contra a proteína humana.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Pó:

Cloreto de sódio

Sacarose

Citrato de sódio

L-valina

L-alanina

L-treonina

Solvente:

Água para preparações injetáveis

6.2Incompatibilidades

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, exceto os mencionados na secção 6.6.

Utilize apenas uma seringa sem silicone (fornecida na embalagem) para administração do medicamento.

6.3Prazo de validade

2 anos.

Após reconstituição, o medicamento deve ser utilizado imediatamente. Contudo, a estabilidade química e física em uso foi demonstrada durante 3 horas à temperatura ambiente (15°C - 25°C).

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25°C. Não congelar. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. Condições de conservação do medicamento após reconstituição, ver secção 6.3.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

500 unidades de inibidor de C1 num frasco para injetáveis de vidro incolor (Tipo I), fechado com uma rolha de borracha (Tipo I) e um selo de alumínio com uma cápsula de fecho de destacar de plástico.

5 ml de água para preparações injetáveis num frasco para injetáveis de vidro incolor (Tipo I), fechado com uma rolha de borracha (Tipo I) e um selo de alumínio com uma cápsula de fecho de destacar de plástico.

Cada embalagem contém:

Dois frascos para injetáveis de pó.

Dois frascos para injetáveis de solvente.

2 dispositivos de transferência com filtro, 2 seringas descartáveis de 10 ml, 2 conjuntos para punção venosa e 2 tapetes de proteção.

6.6Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Cada kit contém material para uma dose de 1000 unidades ou duas doses de 500 unidades.

Reconstituição e administração de Cinryze

A reconstituição, administração do medicamento e manuseamento do conjunto de administração e das agulhas devem ser efetuados com precaução.

Utilize o dispositivo de transferência com filtro fornecido com Cinryze ou uma agulha de duas pontas, disponível no mercado.

Preparação e manuseamento

Cinryze destina-se a administração intravenosa após reconstituição com água para preparações injetáveis.

O frasco para injetáveis de Cinryze é apenas para utilização única.

Reconstituição

É necessário 1 frasco para injetáveis de pó, 1 frasco para injetáveis de solvente, 1 dispositivo de transferência com filtro, 1 seringa descartável de 10 ml, 1 conjunto para punção venosa e 1 tapete de proteção para preparar uma dose de 500 unidades.

São necessários 2 frascos para injetáveis de pó, 2 frascos para injetáveis de solvente, 2 dispositivos de transferência com filtro, 1 seringa descartável de 10 ml, 1 conjunto para punção venosa e 1 tapete de proteção para preparar uma dose de 1000 unidades.

Cada frasco para injetáveis de medicamento deve ser reconstituído com 5 ml de água para preparações injetáveis.

Um frasco para injetáveis de Cinryze reconstituído corresponde a uma dose de 500 unidades.

Dois frascos para injetáveis de Cinryze reconstituído corresponde a uma dose de 1000 unidades. Por conseguinte, dois frascos para injetáveis são combinados para dar uma dose de 1000 unidades.

1.Trabalhe sobre o tapete fornecido e lave as mãos antes de efetuar os seguintes procedimentos.

2.Deve utilizar-se uma técnica asséptica durante o procedimento de reconstituição.

3.Certifique-se de que o frasco para injetáveis de pó e o frasco para injetáveis de solvente estão à temperatura ambiente (15ºC - 25ºC).

4.Retire o rótulo do frasco para injetáveis de pó puxando pela tira perfurada indicada pelo triângulo invertido.

5.Remova as tampas de plástico dos frascos para injetáveis de pó e de solvente.

6.Limpe as rolhas com uma compressa para desinfeção e deixe-as secar antes de utilizar.

7.Remova a cobertura protetora do topo da embalagem do dispositivo de transferência. Não remova o dispositivo da embalagem.

8.Nota: o dispositivo de transferência deve ser preso ao frasco para injetáveis de solvente antes de ser preso ao frasco para injetáveis de pó, para que não se perca o vácuo no interior deste frasco para injetáveis. Coloque o frasco para injetáveis de solvente numa superfície plana e introduza a extremidade azul do dispositivo de transferência no frasco para injetáveis de solvente, pressionando até o espigão penetrar através do centro da rolha do frasco e o dispositivo encaixar na posição devida. O dispositivo de transferência deve estar na vertical antes de penetrar através da rolha.

9.Remova a embalagem de plástico do dispositivo de transferência e elimine-a. Tome precauções para não tocar na extremidade exposta do dispositivo de transferência.

10.Coloque o frasco para injetáveis de pó numa superfície plana. Inverta o dispositivo de transferência e o frasco para injetáveis de solvente contendo água para preparações injetáveis e introduza a extremidade transparente do dispositivo de transferência no frasco para injetáveis de pó, pressionando até o espigão penetrar através da rolha de borracha e o dispositivo de transferência encaixar na posição devida. O dispositivo de transferência deve estar na vertical antes de penetrar através da rolha do frasco para injetáveis de pó. O vácuo existente no frasco para injetáveis de pó aspirará o solvente. Se não existir vácuo no frasco para injetáveis, não utilize o medicamento.

11.Rode cuidadosamente o frasco para injetáveis de pó até este estar completamente dissolvido. Não agite o frasco para injetáveis de pó. Certifique-se de que todo o pó está completamente dissolvido.

12.Separe o frasco para injetáveis de solvente rodando-o no sentido anti-horário. Não remova a extremidade transparente do dispositivo de transferência do frasco para injetáveis de pó.

Um frasco para injetáveis de Cinryze reconstituído contém 500 unidades de inibidor de C1 em 5 ml, resultando numa concentração de 100 unidades/ml. Avance para a administração se os doentes receberem uma dose de 500 unidades.

Dois frascos para injetáveis de pó de Cinryze devem ser reconstituídos para perfazer uma dose (1000 unidades/10 ml). Por conseguinte, repita as instruções de 1 a 12 acima utilizando outra

embalagem contendo um dispositivo de transferência para reconstituir o segundo dos dois frascos para injetáveis de pó. Não reutilize o dispositivo de transferência. Após a reconstituição dos dois frascos para injetáveis, avance para a administração de uma dose de 1000 unidades.

Processo de administração de uma dose de 500 unidades

1.Deve utilizar-se uma técnica asséptica durante o procedimento de administração.

2.Após a reconstituição, as soluções de Cinryze são incolores a ligeiramente azuis e límpidas. Não utilize o medicamento se as soluções estiverem turvas ou apresentarem descoloração.

3.Utilizando uma seringa de 10 ml estéril, descartável, recue o êmbolo até introduzir aproximadamente 5 ml de ar na seringa.

4.Prenda a seringa no topo da extremidade transparente do dispositivo de transferência rodando-a no sentido horário.

5.Inverta cuidadosamente o frasco para injetáveis e injete ar na solução e depois extraia lentamente a solução reconstituída de Cinryze para a seringa.

6.Retire a seringa do frasco para injetáveis rodando-a no sentido anti-horário e desprendendo-a da extremidade transparente do dispositivo de transferência.

7.Inspecione a solução reconstituída de Cinryze quanto à presença de partículas antes da administração; não injete se forem observadas partículas.

8.Introduza o conjunto para punção venosa na seringa que contém a solução de Cinryze e injete por via intravenosa no doente. Administre 500 unidades (reconstituídas em 5 ml de água para preparações injetáveis) de Cinryze por injeção intravenosa a uma taxa de 1 ml por minuto durante 5 minutos.

Processo de administração de uma dose de 1000 unidades

1.Deve utilizar-se uma técnica asséptica durante o procedimento de administração.

2.Após a reconstituição, as soluções de Cinryze são incolores a ligeiramente azuis e límpidas. Não utilize o medicamento se as soluções estiverem turvas ou apresentarem descoloração.

3.Utilizando uma seringa de 10 ml estéril, descartável, recue o êmbolo até introduzir aproximadamente 5 ml de ar na seringa.

4.Prenda a seringa no topo da extremidade transparente do dispositivo de transferência rodando-a no sentido horário.

5.Inverta cuidadosamente o frasco para injetáveis e injete ar na solução e depois extraia lentamente a solução reconstituída de Cinryze para a seringa.

6.Retire a seringa do frasco para injetáveis rodando-a no sentido anti-horário e desprendendo-a da extremidade transparente do dispositivo de transferência.

7.Utilizando a mesma seringa, repita os passos 3 a 6 com um segundo frasco para injetáveis de Cinryze reconstituído para perfazer uma dose completa de 10 ml.

8.Inspecione a solução reconstituída de Cinryze quanto à presença de partículas antes da administração; não injete se forem observadas partículas.

9.Introduza o conjunto para punção venosa na seringa que contém a solução de Cinryze e injete por via intravenosa no doente. Administre 1000 unidades (reconstituídas em 10 ml de água para preparações injetáveis) de Cinryze por injeção intravenosa a uma taxa de 1 ml por minuto durante 10 minutos.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Shire Services BVBA

Rue Montoyer 47

B - 1000 Brussels

Bélgica

8.NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/11/688/001

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 15 de junho de 2011

Data da última renovação: 26 Pode 2016

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

Comentários

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
  • Ajuda
  • Get it on Google Play
  • Acerca
  • Info on site by:

  • Presented by RXed.eu

  • 27558

    Medicamentos para prescrição listados