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Enyglid (repaglinide) – Resumo das características do medicamento - A10BX02

Updated on site: 06-Oct-2017

Nome do medicamentoEnyglid
Código ATCA10BX02
Substânciarepaglinide
FabricanteKrka, d.d., Novo mesto

1.NOME DO MEDICAMENTO

Enyglid 0,5 mg comprimidos

Enyglid 1 mg comprimidos

Enyglid 2 mg comprimidos

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Enyglid 0,5 mg comprimidos

Cada comprimido contém 0,5 mg de repaglinida.

Enyglid 1 mg comprimidos

Cada comprimido contém 1 mg de repaglinida.

Enyglid 2 mg comprimidos

Cada comprimido contém 2 mg de repaglinida.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

Enyglid 0,5 mg comprimidos

Os comprimidos são brancos, redondos e biconvexos com arestas biseladas.

Enyglid 1 mg comprimidos

Os comprimidos são amarelo castanho pálido, redondos e biconvexos com arestas biseladas e possíveis manchas escuras.

Enyglid 2 mg comprimidos

Os comprimidos são rosa, marmoreados, redondos e biconvexos com arestas biseladas e possíveis manchas escuras.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Repaglinida está indicada em adultos com diabetes mellitus tipo 2 cuja hiperglicemia já não seja satisfatoriamente controlada através de dieta, redução de peso e exercício. Repaglinida é ainda indicada, em combinação com metformina, em adultos com diabetes mellitus tipo 2, que não estejam satisfatoriamente controlados apenas com metformina.

O tratamento deve iniciar-se em combinação com dieta e exercício, para baixar a glucose sanguínea relacionada com as refeições.

4.2Posologia e modo de administração

Posologia

Repaglinida é administrada pré-prandialmente sendo cada dose ajustada individualmente de modo a otimizar o controlo glicémico. Adicionalmente à auto monitorização habitual pelo doente, dos níveis de glucose sanguínea e/ou na urina, a glucose sanguínea do doente deve ser monitorizada periodicamente pelo médico, para determinar a dose mínima eficaz no doente. Os níveis de

hemoglobina glicosilada são também avaliados na monitorização da resposta do doente à terapêutica. É necessária uma monitorização periódica para detetar uma redução inadequada da glucose sanguínea ao nível da dose máxima recomendada (isto é, no caso de uma falência primária) e para detetar a perda de resposta adequada em caso de redução da glucose sanguínea após um período inicial em que foi eficaz (isto é, no caso de uma falência secundária).

A administração de repaglinida a curto prazo pode ser suficiente durante períodos transitórios de perda do controlo em diabéticos Tipo 2 normalmente bem controlados com dieta.

Dose inicial

A dose deve ser determinada pelo médico, de acordo com as necessidades do doente.

A dose inicial recomendada é de 0,5 mg. Deve haver um intervalo de uma a duas semanas antes de cada nova determinação da dosagem a administrar (determinado pela resposta da glucose sanguínea). Se os doentes forem transferidos de outro medicamento hipoglicemiante oral, a dose inicial recomendada é de 1 mg.

Manutenção

A dose única máxima recomendada é de 4 mg, administrada com as principais refeições. A dose máxima diária total não deverá exceder os 16 mg.

Populações especiais

Idosos

Não foram realizados estudos clínicos em doentes com mais de 75 anos de idade.

Compromisso renal

A repaglinida não é afetada por alterações renais (ver secção 5.2).

Oito por cento de uma dose de repaglinida é excretada pelos rins, sendo reduzida a depuração plasmática total em doentes com insuficiência renal. Visto que a sensibilidade à insulina esta aumentada nos diabéticos insuficientes renais, deverão ter-se cuidados redobrados ao ajustar a dose.

Compromisso hepático

Não foram efetuados estudos clínicos em doentes com insuficiência hepática.

Doentes debilitados ou desnutridos

Em doentes debilitados ou desnutridos, a dosagem inicial e de manutenção devem ser conservadoras, sendo necessário um especial cuidado no ajustamento da dose, de modo a evitar reações hipoglicémicas.

Doentes medicados com outros medicamentos hipoglicemiantes orais

Os doentes podem ser transferidos diretamente de outros medicamentos hipoglicemiantes orais para a repaglinida. No entanto, não existe nenhuma relação exata entre a dosagem de repaglinida e dos outros medicamentos hipoglicemiantes orais. A dose inicial máxima recomendada para doentes transferidos para repaglinida é de 1 mg administrado antes das principais refeições.

Repaglinida pode ser administrada em combinação com metformina, quando a glucose sanguínea está insuficientemente controlada com metformina isolada. Neste caso, a dosagem de metformina deve ser mantida, sendo repaglinida administrada concomitantemente. A dose inicial de repaglinida é de

0,5 mg, administrada antes das refeições principais; o ajuste da dose deverá ser feito de acordo com a resposta da glucose sanguínea, como no caso da monoterapia.

População pediátrica

A segurança e eficácia de repaglinida em crianças com idade inferior a 18 anos não foramestabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Repaglinida deve ser tomada antes das principais refeições (isto é, pré-prandialmente).

A administração faz-se normalmente 15 minutos antes da refeição, mas este período de tempo pode variar de imediatamente antes da refeição até 30 minutos antes desta (ou seja pré-prandialmente, 2, 3 ou 4 refeições ao dia). Os doentes que omitem uma refeição (ou que tomam uma refeição extra) devem ser informados para não tomarem (ou adicionarem) uma dose para essa refeição.

Em caso de utilização concomitante com outras substâncias ativas, ler secções 4.4 e 4.5 para avaliação da posologia.

4.3Contraindicações

Hipersensibilidade conhecida a repaglinida ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Diabetes mellitus tipo 1, com péptido-C negativo.

Cetoacidose diabética, com ou sem coma.

Alteração grave da função hepática.

Administração concomitante de gemfibrozil (ver secção 4.5).

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Aspetos gerais

Repaglinida deve apenas ser prescrita, se existir um controlo precário da glucose sanguínea e os sintomas de diabetes persistirem, apesar de tentativas de dieta, exercício e redução de peso.

Quando um doente estabilizado com qualquer medicamento hipoglicemiante oral é exposto a situações de stress como febre, traumatismo, infeção ou cirurgia, pode ocorrer uma perda do controlo glicémico. Nestas alturas, poderá ser necessário descontinuar o tratamento com repaglinida, substituindo-o temporariamente por insulina.

Hipoglicemia

Repaglinida, tal como acontece com outros estimuladores da secreção de insulina, pode provocar hipoglicemia.

Associação com outros estimuladores da secreção de insulina

O efeito de redução da glucose sanguínea dos medicamentos hipoglicemiantes orais diminui com o tempo em muitos doentes. Isto pode ser devido ao agravamento da diabetes ou à diminuição da resposta ao medicamento. A este fenómeno chama-se falência secundária, para se distinguir da falência primária, em que a substância não é eficaz num determinado doente, numa primeira administração. Deve avaliar-se o ajuste da dose e a adesão à dieta e exercício, antes de classificar um doente como tendo uma falência secundária.

A repaglinida atua num local de ligação distinto com uma curta ação nas células-ß. O uso de repaglinida no caso de falência secundária sobre os estimuladores de secreção de insulina não foi investigado em ensaios clínicos.

Não foram efetuados estudos em que se investigasse a associação com outros estimuladores da secreção de insulina.

Associação com a insulina Neutra Protamina Hagedorn (NPH) ou tiazolidenedionas

Foram efetuados estudos sobre terapêuticas combinadas com insulina NPH ou tiazolidenedionas.

Contudo, o perfil benefício-risco ainda não foi estabelecido, quando comparadas com outras terapêuticas combinadas.

Associação com metformina

O tratamento combinado com metformina está associado a um risco aumentado de hipoglicemia.

Sindrome coronário agudo

O uso de repaglinida pode estar associado a um aumento da incidência de síndrome coronário agudo (por exemplo, enfarte do miocárdio), ver secções 4.8 e 5.1.

Uso concomitante

A repaglinida deve ser usada com precaução ou evitada a sua utilização em doentes a receberem tratamento com medicamentos que influenciem o metabolismo da repaglinida (ver secção 4.5). Se o uso concomitante for necessário, deve ser feita uma monitorização cuidadosa da glucose sanguínea e um controlo clínico rigoroso.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Sabe-se que uma série de medicamentos influencia o metabolismo da repaglinida. Assim, deverão ser consideradas pelo médico possíveis interações:

Os estudos in vitro indicam que repaglinida é principalmente metabolizada pelo CYP2C8, embora também seja metabolizada pelo CYP3A4. Os dados clínicos obtidos em voluntários saudáveis confirmam que o CYP2C8 é a enzima mais importante envolvida no metabolismo de repaglinida e que o CYP3A4 tem um papel menos importante, podendo esta contribuição relativa aumentar se o CYP2C8 for inibido. Consequentemente, o metabolismo, e desta forma também a clearance de repaglinida, podem ser alterados por substâncias que influenciem estas enzimas do citocromo P-450, quer por inibição quer por indução. Deve haver especial cuidado quando os inibidores de CYP2C8 e 3A4 são administrados em simultâneo com repaglinida.

Com base nos dados in vitro, a repaglinida parece ser o substrato para o aporte hepático ativo (anião orgânico de transporte da proteína OATP1B1). As substâncias que inibem o OATP1B1 podem, da mesma forma, ter potencial para aumentar as concentrações plasmáticas de repaglinida, tal como foi demonstrado para a ciclosporina (ver abaixo).

As seguintes substâncias podem aumentar e/ou prolongar o efeito hipoglicemiante de repaglinida: Gemfibrozil, claritromicina, itraconazol, cetoconazol, trimetoprim, ciclosporina, deferasirox, clopidogrel, outras substâncias antidiabéticas, inibidores da monoaminoxidase (IMAO), substâncias - bloqueantes não-seletivas, inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA), salicilatos, anti- inflamatórios não esteroides (AINES), octreótido, álcool e esteroides anabolizantes.

A administração concomitante de gemfibrozil (600 mg duas vezes por dia), um inibidor de CYP2C8 e repaglinida (uma dose única de 0,25 mg), aumentou a AUC de repaglinida em 8,1 vezes e a Cmax em 2,4 vezes em voluntários saudáveis. A semivida foi prolongada de 1,3 horas para 3,7 horas, resultando, possivelmente, num efeito maior e prolongado de repaglinida na redução da glucose sanguínea, e a concentração plasmática de repaglinida de 7 horas aumentou 28,6 vezes devido à administração de gemfibrozil. A utilização concomitante de gemfibrozil e de repaglinida é contraindicada (ver secção 4.3).

A administração concomitante de trimetoprim (160 mg duas vezes por dia), um inibidor moderado de CYP2C8, e repaglinida (uma dose única de 0,25 mg) aumentou a AUC, a Cmax e o t½ da repaglinida (1,6 vezes; 1,4 vezes e 1,2 vezes, respetivamente), sem efeitos estatisticamente significativos nos níveis de glucose sanguínea. Esta ausência de efeito farmacodinâmico foi observada com uma dose

sub-terapêutica de repaglinida. Uma vez que o perfil de segurança desta associação não foi estabelecido com doses superiores a 0,25 mg de repaglinida e 320 mg de trimetoprim, o uso concomitante de trimetoprim e repaglinida deve ser evitado. Se o uso concomitante for necessário, deve ser feita uma monitorização cuidadosa da glucose sanguínea e um controlo clínico rigoroso (ver secção 4.4).

A rifampicina, um potente indutor de CYP3A4 e também de CYP2C8, age simultaneamente como indutor e como inibidor do metabolismo de repaglinida. Um tratamento inicial de sete dias com rifampicina (600 mg), seguido de uma administração concomitante de repaglinida (uma dose única de 4 mg) no sétimo dia de tratamento, resultou numa AUC 50% mais baixa (efeito combinado de uma indução e uma inibição). Quando a repaglinida foi administrada 24 horas após a última dose de rifampicina, observou-se uma redução de 80% da AUC de repaglinida (efeito de indução apenas).

A utilização concomitante de rifampicina e repaglinida pode, assim, induzir a necessidade de ajustamento da dose de repaglinida, a qual deverá basear-se na monitorização cuidadosa das concentrações de glucose sanguínea no início do tratamento com rifampicina (inibição aguda), na dose seguinte (efeito misto de inibição e indução), na suspensão (só indução) e até aproximadamente duas semanas após a suspensão da rifampicina, quando já não se verifica o seu efeito indutor. Não pode ser excluída a hipótese de outros indutores, como por exemplo a fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e Erva de S. João, poderem ter um efeito semelhante.

O efeito de cetoconazole, um protótipo de inibidores potentes e competitivos de CYP3A4, na farmacocinética de repaglinida foi estudado em indivíduos saudáveis. A administração concomitante de 200 mg de cetoconazole aumentou a repaglinida (AUC e Cmax) 1,2 vezes, com perfis de concentração de glucose sanguínea alterados em menos de 8%, quando administrados concomitantemente (repaglinida administrada numa dose única de 4 mg). A administração concomitante de 100 mg de itraconazol, um inibidor do CYP3A4, também foi investigada em voluntários saudáveis, e aumentou a AUC 1,4 vezes. Não foi observado qualquer efeito significativo no nível da glucose em voluntários saudáveis. Num estudo de interação em voluntários saudáveis, a administração concomitante de 250 mg de claritromicina, um potente inibidor de CYP3A4, aumentou ligeiramente a AUC de repaglinida 1,4 vezes e a Cmax 1,7 vezes; aumentou também a AUC média de insulina sérica 1,5 vezes e a concentração máxima 1,6 vezes. O mecanismo exato desta interação não é claro.

Num estudo realizado em voluntários saudáveis, a administração concomitante de repaglinida (uma dose única de 0,25 mg) e ciclosporina (dose repetida de 100 mg), aumentou a AUC e a Cmax da repaglinida em cerca de 2,5 e 1,8 vezes, respetivamente. Uma vez que não foi estabelecida a interação com doses superiores a 0,25 mg de repaglinida, a utilização concomitante de ciclosporina com repaglinida deve ser evitada. Se a associação for necessária, deverá ser feita uma cuidadosa monitorização clínica e da glicose sanguínea (ver secção 4.4).

Num estudo de interação com voluntários saudáveis, a administração concomitante de deferasirox (30 mg/kg/dia, 4 dias), um inibidor moderado do CYP2C8 e CYP3A4, e repaglinida (dose única de 0,5 mg) resultou num aumento de 2,3 vezes a exposição sistémica à repaglinida (AUC) (90% CI [2,03- 2,63]) em comparação com o grupo de controlo, um aumento de 1,6 vezes (90% CI [1,42-1,84]) da Cmax e uma diminuição pequena, mas significativa dos valores da glicemia. Uma vez que não foi estabelecida a interação com doses superiores a 0,5 mg de repaglinida, a utilização concomitante de deferasirox com repaglinida deve ser evitada. Se a associação for aparentemente necessária, deverá ser feita uma monitorização cuidadosa quer a nível clínico quer dos níveis de glicemia (ver secção 4.4).

Num estudo de interação com voluntários saudáveis, a administração concomitante de clopidogrel (dose de carga de 300 mg), um inibidor do CYP2C8, aumentou 5,1 vezes a exposição à repaglinida (AUC0–∞) e a administração continuada (dose diária de 75 mg) aumentou 3,9 vezes a exposição à repaglinida (AUC0–∞). Foi observada uma diminuição pequena, mas significativa, dos valores da glicemia.

Os medicamentos -bloqueantes podem encobrir os sintomas de hipoglicemia.

A administração concomitante de cimetidina, nifedipina, estrogénio ou simvastatina com repaglinida, todos substratos de CYP3A4, não alterou significativamente os parâmetros farmacocinéticos de repaglinida.

Repaglinida não teve efeito clínico relevante nas propriedades farmacocinéticas da digoxina, teofilina ou varfarina em estado de equilíbrio, quando administrado regularmente a voluntários saudáveis. Portanto, não parece ser necessário o ajuste da dosagem destes compostos na sua administração concomitante com repaglinida.

As seguintes substâncias podem reduzir o efeito hipoglicemiante de repaglinida:

Contracetivos orais, rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, tiazidas, corticosteroides, danazol, hormonas tiroideias e simpaticomiméticos.

Quando estes medicamentos são administrados ou descontinuados num doente tratado com repaglinida, o doente deve ser vigiado relativamente a alterações da glicemia.

Quando repaglinida é tomada concomitantemente com outros medicamentos, principalmente secretados pela bílis como repaglinida, deverá ser considerada qualquer interação potencial.

População pediátrica

Não foram efetuados estudos de interação em crianças.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não foram efetuados estudos com repaglinida em mulheres grávidas. A repaglinida deve ser evitada durante a gravidez.

Amamentação

Não foram realizados estudos em mulheres a amamentar. A repaglinida não deve ser utilizada por mulheres que amamentam.

Fertilidade

Os dados de estudos em animais, que investigaram os efeitos no desenvolvimento embriofetal e nas crias, bem como a excreção no leite, são descritos na secção 5.3.

.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Enyglid não tem influência direta sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, mas pode causar uma hipoglicemia.

Os doentes devem ser aconselhados no sentido de tomarem precauções para evitar a hipoglicemia enquanto conduzem. Isto é especialmente importante nos doentes com reduzida perceção, ou sem perceção dos sinais de aviso de hipoglicemia ou que têm episódios frequentes de hipoglicemia. Nestas circunstâncias, deverá considerar-se se é aconselhável a condução.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas notificadas mais frequentemente são as alterações dos níveis de glicemia, ou seja,

hipoglicemia. A ocorrência destas reações depende de fatores individuais, tais como hábitos de dieta, posologia, exercício e stress.

Lista tabelada das reações adversas

Com base na experiência com repaglinida e outros medicamentos hipoglicemiantes orais, podem observar-se as seguintes reações adversas: As frequências são definidas como: frequentes ( 1/100 a <1/10); pouco frequentes ( 1/1.000 a <1/100); raras ( 1/10.000 a <1/1.000); muito raras (<1/10.000) e desconhecida (não pode ser calculada com base nos dados disponíveis).

Doenças do sistema imunitário

Reações alérgicas*

Muito rara

Doenças do metabolismo e da

Hipoglicemia

Frequente

nutrição

Coma hipoglicémico e

Desconhecida

 

perda de consciência por

 

 

hipoglicemia

 

Afeções oculares

Distúrbios da refração*

Muito rara

Cardiopatias

Doença cardiovascular

Rara

Doenças gastrointestinais

Dor abdominal, diarreia

Frequente

 

Vómitos, obstipação

Muito frequente

 

Náuseas

Desconhecida

Afeções hepatobiliares

Afeção da função hepática,

Muito rara

 

aumento das enzimas

 

 

hepáticas*

 

Afeções dos tecidos cutâneos e

Hipersensibilidade*

Desconhecida

subcutâneos

 

 

* ver abaixo a secção Descrição de

reações adversas selecionadas

 

Descrição de reações adversas selecionadas

Reações alérgicas

Reações de hipersensibilidade generalizada (p. ex. reação anafilática) ou reações imunológicas, tais como vasculite.

Distúrbios da refração

Sabe-se que as alterações nos níveis de glucose sanguínea podem resultar em perturbações transitórias da visão, especialmente no início do tratamento. Tais alterações foram apenas notificadas em poucos casos, após início do tratamento com repaglinida. Nenhum destes casos levou à interrupção do tratamento com repaglinida, nos ensaios clínicos.

Afeção da função hepática, aumento das enzimas hepáticas

Foram notificados casos isolados de aumento das enzimas hepáticas durante o tratamento com repaglinida. A maioria dos casos foram ligeiros e transitórios e muito poucos doentes interromperam o tratamento devido ao aumento das enzimas hepáticas. Em casos muito raros, foi comunicada disfunção hepática grave.

Hipersensibilidade

Podem ocorrer reações de hipersensibilidade da pele, tais como eritema, prurido, erupções e urticária. Não há razão para suspeitar de alergia cruzada com sulfonilureias devido à diferença na sua estrutura química.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V*.

4.9Sobredosagem

Sintomas

Repaglinida foi administrada semanalmente com doses crescentes de 4 a 20 mg, quatro vezes por dia, durante um período de 6 semanas. Não foram levantadas questões quanto à segurança. Visto que, neste estudo, foi evitada a hipoglicemia através de um aumento da ingestão de calorias, uma sobredosagem relativa pode resultar num efeito exagerado de diminuição da glucose com desenvolvimento de sintomas hipoglicémicos (tonturas, suores, tremores, dor de cabeça, etc.).

Tratamento

Se estes sintomas ocorrerem, devem ser tomadas as medidas adequadas para corrigir os baixos níveis de glucose sanguínea (hidratos de carbono por via oral). Os casos mais graves de hipoglicemia com apoplexia, inconsciência ou coma devem ser tratados com injeções de glucose por via intravenosa.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos usados no tratamento da diabetes, outros medicamentos para redução da glicose sanguínea, excl. insulinas. Código ATC: A10B X02.

Mecanismo de ação

Repaglinida é um secretagogo oral de curta ação. Repaglinida reduz acentuadamente os níveis de glucose sanguínea, estimulando a libertação de insulina do pâncreas, um efeito que depende do funcionamento das células-ß nos ilhéus pancreáticos.

Repaglinida fecha os canais de potássio dependentes de ATP na membrana da célula-ß, através de uma proteína alvo diferente dos outros secretagogos. Isto despolariza a célula-ß, resultando na abertura dos canais de cálcio. O resultante aumento do influxo de cálcio induz a secreção de insulina pela célula-ß.

Efeitos farmacodinâmicos

Nos diabéticos Tipo 2, a resposta insulinotrópica a uma refeição ocorreu dentro de 30 minutos após uma dose oral de repaglinida. Isto resultou num efeito de redução da glucose sanguínea durante o período da refeição. Os níveis elevados de insulina não permaneceram para além do tempo da refeição. Os níveis plasmáticos de repaglinida desceram rapidamente, e observaram-se concentrações baixas no plasma dos diabéticos Tipo 2, 4 horas após a administração.

Eficácia e segurança clínicas

Deu-se uma descida da glucose sanguínea dependente da dose, nos diabéticos Tipo 2, após administração de doses entre os 0,5 mg e os 4 mg de repaglinida.

Resultados obtidos em ensaios clínicos indicaram que repaglinida tem uma dose ótima quando relacionada com as refeições principais (posologia pré-prandial).

A administração faz-se normalmente 15 minutos antes da refeição, mas este período de tempo pode variar de imediatamente antes da refeição até 30 minutos antes desta.

Um estudo epidemiológico sugeriu um aumento do risco de síndrome coronário agudo nos doentes tratados com repaglinida, comparativamente aos doentes tratados com sulfonilureias (ver secções 4.4 e 4.8).

5.2Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Repaglinida é rapidamente absorvida no trato gastrintestinal, o que conduz a um rápido aumento na concentração plasmática da substância ctiva. O pico plasmático ocorre uma hora após a administração. Após alcançar o pico máximo, o nível plasmático diminui rapidamente.

A farmacocinética de repaglinida é caracterizada por uma biodisponibilidade média absoluta de 63% (CV 11%).

Não foram detetadas diferenças clínicas relevantes na farmacocinética de repaglinida, quando administrada 0, 15 ou 30 minutos antes de uma refeição ou em jejum.

Nos ensaios clínicos efetuados, foi detetada uma grande variabilidade interindividual (60%) nas concentrações plasmáticas de repaglinida. A variabilidade intraindividual é baixa a moderada (35%), e dado que repaglinida deve ser doseada de acordo com a resposta clínica, a sua eficácia não é afetada pela variabilidade interindividual.

Distribuição

A farmacocinética da repaglinida é caracterizada por um baixo volume de distribuição, 30 litros (consistentes com a distribuição no fluído intracelular) e está fortemente ligada às proteínas nos seres humanos (superior a 98%).

Eliminação

A repaglinida é rapidamente eliminada do sangue em 4 - 6 horas. A semivida de eliminação plasmática é de, aproximadamente, 1 hora.

Repaglinida é quase completamente metabolizada, e não foram identificados até ao momento metabolitos com efeito hipoglicemiante clinicamente relevante.

Os metabolitos da repaglinida são primariamente eliminados através da bílis. Uma pequena fração (inferior a 8%) da dose administrada aparece na urina, principalmente sob forma de metabolitos. Menos de 1% da repaglinida é recuperado nas fezes.

Grupos especiais de doentes

A exposição a repaglinida aumenta nos doentes com insuficiência hepática e nos diabéticos tipo 2 idosos. A AUC (SD) após exposição a uma dose única de 2 mg (4 mg nos doentes com insuficiência hepática) foi de 31,4 ng/ml x h (28,3) em voluntários saudáveis, 304,9 ng/ml x h (228,0) em doentes com insuficiência hepática, e 117,9 ng/ml x h (83,8) nos diabéticos tipo 2 idosos.

Depois de 5 dias de tratamento com repaglinida (2 mg x 3/dia) em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina: 20-39 ml/min),os resultados apresentam um aumento significativo de 2 vezes de exposição (AUC) e semivida (t1/2) comparativamente a doentes com função renal normal.

População pediátrica

Não existem dados disponíveis.

5.3Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Em estudos animais, a repaglinida demonstrou não ser teratogénica. Embriotoxicidade, desenvolvimento anormal dos membros em fetos de ratos e em crias recém-nascidas foram observados em fêmeas de ratos expostas a uma dose elevada durante a última fase da gravidez e durante o período de amamentação. A repaglinida foi detetada no leite de animais.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista dos excipientes

Celulose microcristalina (E460) Hidrogenofosfato de cálcio, anidro Croscarmelose sódica

Povidona K25 Glicerol

Estearato de magnésio Meglumina Poloxamero

Óxido de ferro amarelo (E172) - só nos comprimidos de 1 mg Óxido de ferro vermelho (E172) - só nos comprimidos de 2 mg

6.2Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3Prazo de validade

3 anos.

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de (OPA/Alu/PVC-Alu) em caixas de 30, 60, 90, 120, 180, 270 e 360 comprimidos É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

KRKA, d.d., Novo mesto, Šmarješka cesta 6, 8501 Novo mesto, Eslovénia

8.NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Enyglid 0,5 mg comprimidos

30 comprimidos: EU/1/09/580/001

60 comprimidos: EU/1/09/580/002

90 comprimidos: EU/1/09/580/003

120 comprimidos: EU/1/09/580/004

180 comprimidos: EU/1/09/580/019

270 comprimidos: EU/1/09/580/005

360 comprimidos: EU/1/09/580/006

Enyglid 1 mg comprimidos

30 comprimidos: EU/1/09/580/007

60 comprimidos: EU/1/09/580/008

90 comprimidos: EU/1/09/580/009

120 comprimidos: EU/1/09/580/010

180 comprimidos: EU/1/09/580/020

270 comprimidos: EU/1/09/580/011

360 comprimidos: EU/1/09/580/012

Enyglid 2 mg comprimidos

30 comprimidos: EU/1/09/580/013

60 comprimidos: EU/1/09/580/014

90 comprimidos: EU/1/09/580/015

120 comprimidos: EU/1/09/580/016

180 comprimidos: EU/1/09/580/021

270 comprimidos: EU/1/09/580/017

360 comprimidos: EU/1/09/580/018

9.DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 14 de outubro de 2009

Data da última renovação: 22 de agosto de 2014

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no site da Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) http://www.emea.europa.eu/.

Comentários

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