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Erbitux (cetuximab) – Resumo das características do medicamento - L01XC06

Updated on site: 06-Oct-2017

Nome do medicamentoErbitux
Código ATCL01XC06
Substânciacetuximab
FabricanteMerck KGaA

1.NOME DO MEDICAMENTO

Erbitux 5 mg/ml solução para perfusão

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml da solução para perfusão contém 5 mg de cetuximab.

Cada frasco para injetáveis de 20 ml contém 100 mg de cetuximab.

Cada frasco para injetáveis de 100 ml contém 500 mg de cetuximab.

Cetuximab é um anticorpo IgG1 monoclonal quimérico produzido a partir de uma linhagem de células de mamíferos (Sp2/0), por tecnologia de ADN recombinante.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Solução para perfusão.

Solução incolor.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Erbitux está indicado no tratamento de doentes com cancro colorretal metastático RAS não mutado, e com expressão do recetor do fator de crescimento epidérmico (EGFR)

em associação com quimioterapia à base de irinotecano,

em primeira linha em associação com FOLFOX,

em monoterapia em doentes que não responderam a tratamentos que incluíram irinotecano e/ou oxaliplatina e em intolerantes ao irinotecano.

Para mais informação, ver secção 5.1.

Erbitux está indicado para o tratamento de doentes com carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço

em associação com radioterapia para a doença localmente avançada,

em associação com quimioterapia à base de compostos de platina na doença recorrente e/ou metastática.

4.2Posologia e modo de administração

Erbitux deve ser administrado sob a supervisão de um médico experiente na utilização de medicamentos antineoplásicos. É necessária uma monitorização cuidadosa durante a perfusão e até, pelo menos, 1 hora após o final da mesma. Deve estar assegurada a disponibilidade de equipamento de reanimação.

Posologia

Antes da primeira perfusão, deve administrar-se ao doente um anti-histamínico e um corticosteroide pelo menos 1 hora antes da administração de cetuximab. Esta pré-medicação é recomendada antes de todas as perfusões seguintes.

Em todas as indicações, Erbitux é administrado uma vez por semana. A dose inicial é de 400 mg de cetuximab por m² de superfície corporal. Todas as doses semanais seguintes são de 250 mg de cetuximab por m² cada.

Cancro colorretal

Em doentes com cancro colorretal metastático, cetuximab é utilizado em associação com a quimioterapia ou em monoterapia (ver secção 5.1). É necessária evidência do estado de RAS não mutado (KRAS e NRAS) antes de se iniciar o tratamento com Erbitux. O estado mutacional deve ser determinado por um laboratório experiente, utilizando métodos de ensaio validados para deteção de mutações KRAS e NRAS (exões 2, 3 e 4) (ver secções 4.4 e 5.1).

Relativamente à posologia ou às modificações posológicas recomendadas para os citostáticos utilizados concomitantemente, recorra às informações relativas a estes medicamentos. Estes não podem ser administrados sem que tenha decorrido 1 hora após o final da perfusão com cetuximab.

Recomenda-se a continuação do tratamento com cetuximab até que se verifique progressão da doença subjacente.

Carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço

Em doentes com carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço, localmente avançado, cetuximab é utilizado concomitantemente com radioterapia. Recomenda-se que se inicie a terapêutica com cetuximab uma semana antes da radioterapia e que se continue a terapêutica com cetuximab até ao fim do período de radioterapia.

Em doentes com carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço recorrente e/ou metastático, o cetuximab é utilizado em associação com quimioterapia à base de compostos de platina seguida de cetuximab como terapêutica de manutenção até à progressão da doença (ver secção 5.1). A quimioterapia não pode ser administrada sem que tenha decorrido 1 hora após o final da perfusão com cetuximab.

Populações especiais

Até à data apenas foram estudados doentes com funções renais e hepáticas adequadas (ver secção 4.4.).

Cetuximab não foi estudado em doentes que apresentavam alterações hematológicas pré-existentes (ver secção 4.4.).

Não é necessário um ajuste da dose nos idosos, ainda que a experiência seja limitada em doentes com idade igual ou superior a 75 anos.

População pediátrica

Não existe utilização relevante de cetuximab na população pediátrica nas indicações concedidas.

Modo de administração

Erbitux 5 mg/ml deve ser administrado por via intravenosa através de: uma bomba de perfusão, um sistema de gotejamento por gravidade ou através de uma bomba de seringa (para instruções de utilização, ver secção 6.6).

A dose inicial deve ser administrada lentamente e a velocidade de perfusão não deve exceder

5 mg/min (ver secção 4.4). O tempo de perfusão recomendado é de 120 minutos. O tempo de perfusão recomendado para as doses semanais seguintes é de 60 minutos. A velocidade de perfusão não deve exceder os 10 mg/min.

4.3Contraindicações

Erbitux está contraindicado em doentes com reações de hipersensibilidade graves (grau 3 ou 4) conhecidas ao cetuximab.

A associação de Erbitux com quimioterapia contendo oxaliplatina é contraindicada em doentes com cancro colorretal metastático (CCRm) RAS mutante ou nos quais se desconhece o estado RAS do CCRm (ver também secção 4.4).

Antes de se iniciar o tratamento de associação, devem considerar-se as contraindicações dos citostáticos utilizados concomitantemente ou da radioterapia.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Reações relacionadas com a perfusão, incluindo reações anafiláticas

Podem ocorrer frequentemente reações graves relacionadas com a perfusão, incluindo reações anafiláticas, tendo em alguns casos um desfecho fatal . A ocorrência de uma reação grave relacionada com a perfusão requer a suspensão imediata e permanente da terapêutica com cetuximab, e pode necessitar de tratamento de emergência. Algumas destas reações podem ser de natureza anafilática ou anafilactóide ou representarem uma síndrome de libertação de citocinas (SLC). Os sintomas podem ocorrer durante a primeira perfusão e até várias horas depois desta ou em perfusões subsequentes. Recomenda-se que os doentes sejam alertados para a possibilidade do aparecimento tardio destes sintomas, devendo ser dadas instruções para que contactem o seu médico se ocorrerem sintomas ou sinais de uma reação relacionada com a perfusão. Os sintomas podem incluir broncospasmo, urticária, aumento ou descida da tensão arterial, perda de consciência ou choque. Em casos raros, observou-se angina de peito, enfarte do miocárdio ou paragem cardíaca.

Podem ocorrer reações anafiláticas poucos minutos após a primeira perfusão, por exemplo, devido a reação cruzada de anticorpos IgE pré-formados com o cetuximab. Estas reações estão frequentemente associadas a broncospasmo e urticária. Podem ocorrer apesar da utilização de pré-medicação.

O risco de reações anafiláticas aumenta muito em doentes com antecedentes de alergia a carne vermelha ou a picadas de carraças ou com resultados positivos de testes para deteção de anticorpos IgE contra o cetuximab (α-1-3-galactose). Nestes doentes, o cetuximab deve ser administrado apenas após uma avaliação cuidadosa da relação benefício/risco, incluindo tratamentos alternativos, e apenas sob a supervisão cuidadosa de pessoal com formação adequada, com equipamento de reanimação disponível.

A primeira dose deve ser administrada lentamente e a velocidade não deve exceder 5 mg/min, enquanto todos os sinais vitais são cuidadosamente monitorizados durante pelo menos duas horas. Se, durante a primeira perfusão ocorrer uma reação relacionada com a perfusão nos primeiros 15 minutos, a perfusão deve ser interrompida. Deve efetuar-se uma avaliação cuidadosa da relação benefício/risco incluindo ter-se em consideração a possibilidade do doente ter anticorpos IgE pré-formados, antes de ser administrada uma perfusão subsequente.

No caso de se desenvolver uma reação relacionada com a perfusão mais tarde durante a perfusão ou numa perfusão subsequente, os cuidados e tratamento adicionais dependerão da sua gravidade:

a)Grau 1: continuar a perfusão lenta sob supervisão cuidadosa

b)Grau 2: continuar a perfusão lenta e administrar imediatamente tratamento para os

sintomas

c) Graus 3 e 4:

parar imediatamente a perfusão, tratar vigorosamente os sintomas e contraindicar a utilização ulterior de cetuximab

Uma síndrome de libertação de citocinas (SLC) ocorre tipicamente no período de uma hora após a perfusão e está menos frequentemente associada a broncospasmo e urticária. A SLC é normalmente mais grave na primeira perfusão.

As reações ligeiras ou moderadas, relacionadas com a perfusão, compreendem muito frequentemente sintomas tais como febre, arrepios, tonturas ou dispneia que ocorrem numa relação temporal próxima, principalmente com a primeira perfusão com cetuximab. Se o doente apresentar uma reação ligeira ou moderada, relacionada com a perfusão, a velocidade de perfusão deve ser reduzida. Recomenda-se que a velocidade de perfusão permaneça neste valor mais baixo em todas as perfusões seguintes.

É necessária uma monitorização cuidadosa dos doentes, em particular durante a primeira administração. Recomenda-se prestar uma atenção especial aos doentes com o estado geral diminuído e com doenças cardiopulmonares pré-existentes.

Doenças respiratórias

Foram descritos casos de doença intersticial pulmonar, sendo a maioria dos doentes provenientes da população japonesa. No caso de se diagnosticar doença intersticial pulmonar, cetuximab deve ser interrompido e o doente deve ser tratado adequadamente.

Reações cutâneas

As principais reações adversas de cetuximab consistem em reações cutâneas que podem ser graves, especialmente em associação com quimioterapia. O risco de infeções secundárias (principalmente bacterianas) é maior, tendo sido notificados casos de síndrome da pele escaldada estafilocócica, fasciíte necrosante e sépsis, em alguns casos com um resultado fatal (ver secção 4.8).

As reações cutâneas são muito frequentes, podendo ser necessária a interrupção ou descontinuação do tratamento. De acordo com as orientações da prática clínica, deve ser considerada a utilização profilática de tetraciclinas orais (6 – 8 semanas) e a aplicação tópica de creme de hidrocortisona a 1% com hidratante. Para o tratamento de reações cutâneas foram utilizados corticosteroides tópicos de potência média a alta ou tetraciclinas orais.

Se um doente apresentar uma reação cutânea grave ou intolerável (≥ grau 3; Common Terminology Criteria for Adverse Events - CTCAE), a terapêutica com cetuximab deve ser interrompida. O tratamento só deve ser reiniciado se a reação tiver regredido para grau 2.

Se a reação cutânea grave tiver ocorrido pela primeira vez, o tratamento pode ser reiniciado sem qualquer alteração na dosagem.

Se ocorrerem reações cutâneas graves pela segunda ou terceira vez, a terapêutica com cetuximab deve ser interrompida novamente. O tratamento só pode ser reiniciado com uma dose mais baixa

(200 mg/m² após a segunda ocorrência e 150 mg/m² após a terceira ocorrência), somente se a reação tiver regredido para o grau 2.

Se ocorrerem reações cutâneas graves pela quarta vez ou se estas não regredirem para grau 2 durante a interrupção da terapêutica, é necessária a suspensão permanente do tratamento com cetuximab.

Perturbações eletrolíticas

Ocorrem com frequência níveis de magnésio no soro progressivamente decrescentes e podem conduzir a hipomagnesemia grave. A hipomagnesemia é reversível a seguir à suspensão de cetuximab. Além disso, pode desenvolver-se hipocaliemia em consequência da diarreia. Também pode ocorrer hipocalcemia; a frequência de hipocalcemia grave pode aumentar em particular em associação com quimioterapia à base de compostos de platina.

A determinação dos níveis de eletrólitos séricos é recomendada antes e periodicamente durante o tratamento com cetuximab. A substituição dos eletrólitos é recomendada, conforme apropriado.

Neutropenia e complicações infeciosas relacionadas

Os doentes que recebem cetuximab em associação com quimioterapia à base de compostos de platina apresentam um aumento do risco de ocorrência de neutropenia grave que pode provocar complicações infeciosas subsequentes tais como neutropenia febril, pneumonia ou sépsis. Nestes doentes recomenda-se uma monitorização cuidadosa, em particular naqueles que apresentam lesões cutâneas, mucosite ou diarreia, as quais podem facilitar a ocorrência de infeções (ver secção 4.8).

Doenças cardiovasculares

Um aumento da frequência de acontecimentos cardiovasculares graves e por vezes fatais e de mortes emergentes do tratamento foi observado no tratamento do cancro do pulmão de não pequenas células, do carcinoma de células pavimentosas da cabeça e pescoço e do carcinoma colorretal. Em alguns estudos, observou-se uma associação com idades ≥ 65 anos ou com o estado geral. Ao prescrever-se cetuximab, deve ter-se em consideração o estado cardiovascular e o estado geral dos doentes e a administração concomitante de compostos cardiotóxicos como as fluoropirimidinas.

Afeções oculares

Os doentes que apresentam sinais e sintomas agudos ou agravados sugestivos de queratite tais como: inflamação ocular, lacrimejo, sensibilidade à luz, visão turva, dor no olho e/ou olho vermelho devem ser imediatamente referenciados para um especialista em oftalmologia.

Se for confirmado o diagnóstico de queratite ulcerativa, o tratamento com cetuximab deve ser interrompido ou descontinuado. Se for diagnosticada queratite, os benefícios e riscos de continuar o tratamento devem ser cuidadosamente considerados.

Cetuximab deve ser utilizado com precaução em doentes com uma história de queratite, queratite ulcerativa ou de olho seco grave. A utilização de lentes de contato constitui também um fator de risco para a ocorrência de queratite e ulceração.

Doentes com cancro colorretal com tumores com RAS mutado

Cetuximab não deve ser utilizado no tratamento de doentes com cancro colorretal, cujos tumores têm mutações do RAS ou nos quais se desconhece o estado de RAS do tumor. Os resultados dos estudos clínicos revelam uma relação benefício-risco negativa nos tumores com mutações do RAS. Nestes doentes, em especial, os efeitos negativos sobre o tempo de sobrevivência livre de progressão (PFS) e o tempo de sobrevivência global (OS) foram observados quando o cetuximab foi administrado como complemento de FOLFOX4 (ver secção 5.1).

Também foram comunicados resultados semelhantes quando o cetuximab foi administrado como complemento de XELOX em associação com bevacizumab (CAIRO2). Contudo, neste estudo, também não se demonstraram efeitos positivos sobre a PFS ou a OS em doentes com tumores com KRAS não mutado.

Populações especiais

Até à data, apenas foram estudados doentes com funções renais e hepáticas adequadas (creatinina sérica ≤ 1,5 vezes, transaminases ≤ 5 vezes e bilirrubina ≤ 1,5 vezes o limite superior normal).

Cetuximab não foi estudado em doentes que apresentavam um ou mais dos seguintes parâmetros laboratoriais:

hemoglobina < 9 g/dl

contagem de leucócitos < 3.000/mm³

contagem absoluta de neutrófilos < 1.500/mm³

contagem de plaquetas < 100.000/mm³

A experiência do uso do cetuximab em associação com a radioterapia para o cancro colorretal é limitada.

População pediátrica

A eficácia de cetuximab em doentes pediátricos com menos de 18 anos de idade não foi estabelecida. Não foram identificados novos sinais de segurança em doentes pediátricos, de acordo com o notificado a partir de um estudo de fase I.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Em associação com a quimioterapia à base de compostos de platina, a frequência de leucopenia grave ou neutropenia grave pode aumentar, o que pode provocar uma taxa mais elevada de complicações infeciosas tais como neutropenia febril, pneumonia e sépsis comparativamente a quimioterapia à base de compostos de platina por si só (ver secção 4.4).

Em associação com fluoropirimidinas, a frequência de isquemia cardíaca incluindo enfarte do miocárdio e insuficiência cardíaca congestiva, assim como a frequência da síndrome mãos-pés (eritrodisestesia palmo-plantar) aumentaram relativamente à perfusão apenas com fluoropirimidinas.

Em associação com capecitabina e oxaliplatina (XELOX), a frequência da diarreia grave pode estar aumentada.

Um estudo formal de interações mostrou que as características farmacocinéticas do cetuximab permanecem inalteradas após a coadministração de uma dose única de irinotecano (350 mg/m² de superfície corporal). Do mesmo modo, a coadministração do cetuximab não alterou a farmacocinética do irinotecano.

Não foram realizados outros estudos formais de interação com o cetuximab em humanos.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

EGFR está envolvido no desenvolvimento fetal. Observações limitadas em animais são indicativas de uma transferência placentar de cetuximab e verificou-se que outros anticorpos IgG1 atravessam a barreira placentária. Dados em animais não revelaram qualquer evidência de teratogenicidade. Contudo, foi observada um aumento da incidência de abortos, dependente da dose (ver secção 5.3). Não estão disponíveis dados suficientes sobre a utilização em mulheres grávidas ou em fase de aleitamento.

É altamente recomendado que o Erbitux seja apenas administrado durante a gravidez ou a qualquer mulher que não utilize um método de contraceção adequado se o potencial benefício para a mãe compensar o potencial risco para o feto.

Amamentação

Recomenda-se que as mulheres não amamentem durante o tratamento com Erbitux, nem durante 2 meses após a última dose, uma vez que não se sabe se o cetuximab é excretado no leite materno.

Fertilidade

Não existem dados sobre o efeito do cetuximab na fertilidade humana. Os efeitos sobre a fertilidade masculina e feminina não foram avaliados no contexto de estudos formais em animais (ver secção 5.3).

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Se os doentes apresentarem sintomas relacionados com o tratamento que afetem a sua capacidade de concentração e de reação, recomenda-se que não conduzam nem utilizem máquinas até ao desaparecimento dos sintomas.

4.8Efeitos indesejáveis

Os principais efeitos indesejáveis do cetuximab são reações cutâneas que ocorrem em mais de 80% dos doentes, hipomagnesemia que ocorre em mais de 10% dos doentes e reações relacionadas com a perfusão que ocorrem com sintomas ligeiros a moderados em mais de 10% dos doentes e com sintomas graves em mais de 1% dos doentes.

As seguintes definições aplicam-se à terminologia de frequência utilizada doravante:

Muito frequentes (≥ 1/10) Frequentes (≥ 1/100, < 1/10)

Pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100)

Raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000) Muito raros (< 1/10.000)

Frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

Um asterisco (*) indica que as informações adicionais sobre o respetivo efeito indesejável são apresentadas a seguir à tabela.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes:

Hipomagnesemia (ver secção 4.4).

Frequentes:

Desidratação, em particular secundária a diarreia ou mucosite;

 

hipocalcemia (ver secção 4.4); anorexia que pode causar perda de

 

peso.

Doenças do sistema nervoso

 

Frequentes:

Cefaleias.

Frequência desconhecida:

Meningite asséptica.

Afeções oculares

 

Frequentes:

Conjuntivite.

Pouco frequentes:

Blefarite, queratite.

Vasculopatias

 

Pouco frequentes:

Trombose venosa profunda.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes:

Embolia pulmonar, doença intersticial pulmonar.

Doenças gastrointestinais

 

Frequentes:

Diarreia, náuseas, vómitos.

 

Afeções hepatobiliares

 

Muito frequentes:

Aumento dos níveis das enzimas hepáticas (AST, ALT, fosfatase

 

alcalina).

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Muito frequentes:

Reações cutâneas*.

Muito raros:

Síndrome de Stevens-Johnson/Necrólise epidérmica tóxica.

Frequência desconhecida:

Superinfeção de lesões cutâneas*.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Muito frequentes:

Reações relacionadas com a perfusão ligeiras ou moderadas (ver

 

secção 4.4); mucosite, em alguns casos grave. A mucosite pode

 

causar epistaxe.

Frequentes:

Reações graves relacionadas com a perfusão, em alguns casos com

 

um desfecho fatal (ver secção 4.4); fadiga.

Informações adicionais

De um modo geral não se observaram diferenças clinicamente relevantes entre os sexos.

Reações cutâneas

Podem desenvolver-se reações cutâneas em mais de 80% dos doentes e que se manifestam principalmente como erupção cutânea tipo acneiforme e/ou, menos frequentemente, como prurido, pele seca, descamação, hipertricose ou alterações nas unhas (por ex., paroníquia). Aproximadamente 15% das reações cutâneas são graves, incluindo casos isolados de necrose da pele. A maioria das reações cutâneas desenvolve-se durante as três primeiras semanas de tratamento. Estas geralmente desaparecem com o tempo, sem deixar sequelas, após a interrupção do tratamento, se forem seguidos os ajustes de dose recomendados (ver secção 4.4).

As lesões da pele induzidas pelo cetuximab podem predispor os doentes para superinfeções (p. ex. com S. aureus), que podem provocar complicações subsequentes, p. ex. celulite, erisipela ou, potencialmente com resultado fatal, síndrome de pele escaldada estafilocócica, fasciíte necrosante ou sépsis.

Tratamento de associação

Quando o cetuximab é utilizado em associação com citostáticos, consulte também as respetivas informações dos medicamentos.

Em associação com quimioterapia à base de compostos de platina, a frequência de leucopenia grave ou neutropenia grave pode aumentar, o que pode provocar uma taxa mais elevada de complicações infeciosas tais como neutropenia febril, pneumonia e sépsis comparativamente a quimioterapia à base de compostos de platina por si só (ver secção 4.4).

Em associação com fluoropirimidinas, a frequência de isquemia cardíaca incluindo enfarte do miocárdio e insuficiência cardíaca congestiva, assim como a frequência da síndrome mãos-pés (eritrodisestesia palmo-plantar) aumentaram relativamente à perfusão apenas com fluoropirimidinas.

Em associação com a radioterapia aplicada na zona da cabeça e pescoço os efeitos indesejáveis adicionais, foram os típicos da radioterapia (tais como mucosite, dermatite da radiação, disfagia e leucopenia, principalmente apresentada como linfocitopenia). Num estudo clínico aleatorizado controlado, com 424 doentes, as taxas de notificação de dermatite e mucosite graves agudas por radiação, assim como de acontecimentos tardios relacionados com a radioterapia foram ligeiramente

mais elevadas em doentes a receberem radioterapia em combinação com cetuximab do que em doentes a receberem apenas radioterapia.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

Existe uma experiência limitada com doses únicas superiores a 400 mg/m² de superfície corporal até à data ou com administrações semanais de doses superiores a 250 mg/m² de superfície corporal. Em estudos clínicos com doses até 700 mg/m² de superfície corporal administradas em intervalos de

2 semanas, o perfil de segurança foi consistente com o que foi descrito na secção 4.8.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: agentes antineoplásicos, anticorpos monoclonais, código ATC: L01XC06

Mecanismo de ação

Cetuximab é um anticorpo IgG1 monoclonal quimérico que é direcionado especificamente contra o recetor do fator de crescimento epidérmico (EGFR).

As vias de sinalização do EGFR estão implicadas no controlo da sobrevivência celular, progressão do ciclo celular, angiogénese, migração celular e invasão/metástase celular.

O cetuximab liga-se ao EGFR com uma afinidade aproximadamente 5 a 10 vezes superior à dos ligandos endógenos. O cetuximab bloqueia a ligação dos ligandos endógenos ao EGFR, o que provoca a inibição da função do recetor. Além disso induz a internalização do EGFR, o que pode levar à diminuição dos recetores disponíveis na superfície celular. Cetuximab também dirige as células efetoras imunitárias citotóxicas para as células tumorais que expressam EGFR (Citotoxicidade mediada por células dependente do anticorpo, ADCC).

Cetuximab não se liga a outros recetores pertencentes à família HER.

O produto proteico do proto-oncogene RAS (sarcoma murino) é um transdutor de sinal central a jusante do EGFR. Em tumores, a ativação do RAS pelo EGFR contribui para o aumento da proliferação mediada pelo EGFR, para a sobrevivência e para a produção de fatores pró-angiogénicos.

RAS é uma das famílias de oncogenes mais frequentemente ativadas em cancros humanos. As mutações dos genes RAS em certos pontos preferenciais de mutação nos exões 2, 3 e 4 resultam na ativação constitutiva de proteínas RAS independentemente da sinalização pelo EGFR.

Efeitos farmacodinâmicos

Tanto nos ensaios in vitro como in vivo, o cetuximab inibe a proliferação e induz a apoptose das células tumorais humanas que expressam o EGFR. In vitro, o cetuximab inibe a produção de fatores angiogénicos pelas células tumorais e bloqueia a migração celular endotelial. In vivo, o cetuximab inibe a expressão de fatores angiogénicos pelas células tumorais e provoca uma redução na neo- vascularização e metástases tumorais.

Imunogenicidade

O desenvolvimento de anticorpos antiquiméricos humanos (Human Anti-Chimeric Antibodies, HACA)

éum efeito da classe dos anticorpos quiméricos monoclonais. Os dados disponíveis sobre o desenvolvimento dos HACA são limitados. De um modo geral, foram registados títulos mensuráveis de HACA em 3,4% dos doentes estudados, com incidências variáveis entre 0% a 9,6% nos estudos da indicação estabelecida. Até à data não existem dados conclusivos sobre o efeito neutralizante dos HACA sobre o cetuximab. O aparecimento de HACA não está relacionado com a ocorrência de reações de hipersensibilidade ou com quaisquer outros efeitos indesejáveis do cetuximab.

Cancro colorretal

Foi utilizado um teste de diagnóstico (EGFR pharmDx) para a deteção imuno-histoquímica da expressão do EGFR no material tumoral. Considerou-se que o tumor expressava EGFR desde que pudesse ser identificada uma célula corada. Aproximadamente 75% dos doentes com cancro colorretal metastático, selecionados para os ensaios clínicos, apresentavam um tumor que expressava o EGFR e foram, portanto, considerados elegíveis para o tratamento com cetuximab. A eficácia e a segurança do cetuximab não têm sido documentadas em doentes com tumores nos quais não se detetou EGFR.

Dados de estudos demonstram que é altamente improvável que doentes com o cancro colorretal metastático e mutações de ativação de RAS beneficiem do tratamento com cetuximab ou com uma associação de cetuximab com a quimioterapia e, como complemento do FOLFOX4, verificou-se um efeito negativo significativo no tempo de sobrevivência livre de progressão (PFS).

O cetuximab em monoterapia ou em associação com a quimioterapia foi investigado em 5 estudos clínicos controlados e aleatorizados e em vários estudos com diferentes características. Os 5 estudos aleatorizados investigaram um total de 3.734 doentes com cancro colorretal metastático, nos quais a expressão do EGFR era detetável e tinham um estado geral segundo o ECOG ≤ 2. A maioria dos doentes incluídos tinha um estado geral segundo o ECOG ≤ 1. Em todos os estudos, o cetuximab foi administrado como se descreve na secção 4.2.

O KRAS no exão 2 foi reconhecido como um fator preditivo para o tratamento com cetuximab em 4 dos estudos controlados aleatorizados (EMR 62 202-013, EMR 62 202-047, CA225006 e CA225025). O KRAS foi avaliado em 2.072 doentes. Foram realizadas análises post-hoc adicionais para os estudos EMR 62 202-013 e EMR 62 202-047, nas quais também foram determinadas mutações nos genes RAS (NRAS e KRAS), além da mutação KRAS no exão 2. Não foi possível uma análise post-hoc apenas no estudo EMR 62 202-007.

Adicionalmente, cetuximab foi investigado em associação com quimioterapia num estudo da iniciativa do investigador, aleatorizado, controlado, de fase III (COIN, COntinuous chemotherapy plus cetuximab or INtermittent chemotherapy). Neste estudo, a expressão do EGFR não constituiu um critério de inclusão. Amostras de tumores de aproximadamente 81% dos doentes foram analisadas retrospectivamente no que respeita à expressão do KRAS.

FIRE-3, um estudo clínico de fase III, estudo da iniciativa do investigador, comparou o tratamento de FOLFIRI em associação com cetuximab ou com bevacizumab no tratamento de primeira linha de doentes com CCRm KRAS não mutado no exão 2. Foram avaliadas análises post-hoc adicionais sobre outras mutações nos genes RAS além das mutações de KRAS no exão 2.

Cetuximab em associação com a quimioterapia:

EMR 62 202-013: Este estudo aleatorizado em doentes com cancro colorretal metastático que não tinham recebido tratamento prévio para doença metastática, comparou a associação de cetuximab com irinotecano mais 5-fluorouracilo/ácido folínico (FOLFIRI) em perfusão

(599 doentes) com a mesma combinação de citostáticos sem cetuximab (599 doentes). A proporção de doentes com tumores KRAS não mutado na população de doentes avaliáveis para KRAS foi de 63%. Na avaliação do estado de RAS, foram determinadas outras mutações, além

das mutações no exão 2 do gene KRAS, em todas as amostras de tumores avaliáveis na população com KRAS não mutado no exão 2 (65%). A população com RAS mutado consiste em doentes com mutações conhecidas de KRAS no exão 2, assim como outras mutações de RAS identificadas.

Os dados de eficácia gerados por este estudo estão resumidos na tabela abaixo:

 

População com RAS não mutado

População com RAS mutado

Variável/estatística

Cetuximab +

FOLFIRI

Cetuximab +

FOLFIRI

 

FOLFIRI

 

FOLFIRI

 

OS

(N=178)

(N=189)

(N=246)

(N=214)

 

 

 

 

mediana em meses

28,4

20,2

16,4

17,7

(IC 95%)

(24,7; 31,6)

(17,0; 24,5)

(14,9; 18,4)

(15,4; 19,6)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,69 (0,54; 0,88)

1,05 (0,86; 1,28)

valor p

0,0024

 

0,6355

 

PFS

 

 

 

 

mediana em meses

11,4

8,4

7,4

7,5

(IC 95%)

(10,0; 14,6)

(7,4; 9,4)

(6,4; 8,0)

(7,2; 8,5)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,56 (0,41; 0,76)

1,10 (0,85; 1,42)

valor p

0,0002

 

0,4696

 

ORR

 

 

 

 

%

66,3

38,6

31,7

36,0

(IC 95%)

(58,8; 73,2)

(31,7; 46,0)

(25,9; 37,9)

(29,6; 42,8)

Razão de probabilidades (IC 95%)

3,1145 (2,0279; 4,7835)

0,8478 (0,5767; 1,2462)

valor p

<0,0001

 

0,3970

 

IC = intervalo de confiança (confidence interval), FOLFIRI = irinotecano mais 5-FU/FA em perfusão, ORR = taxa de resposta objetiva (objective response rate) (doentes com resposta completa ou resposta parcial), OS = tempo de sobrevivência global (overall survival time), PFS = tempo de sobrevivência livre de progressão (progression-free survival time)

EMR 62 202-047: Este estudo aleatorizado em doentes com cancro colorretal metastático que não tinham recebido tratamento prévio para doença metastática, comparou a associação de cetuximab com oxaliplatina mais 5-fluorouracilo/ácido folínico (FOLFLOX4) em perfusão contínua (169 doentes) com a mesma combinação de citostáticos sem cetuximab (168 doentes). A proporção de doentes com tumores KRAS não mutado na população de doentes avaliáveis para KRAS foi de 57%. Na avaliação do estado de RAS, foram determinadas outras mutações, além das mutações no exão 2 do gene KRAS, em todas as amostras de tumores avaliáveis na população com KRAS não mutado no exão 2. A população com RAS mutado consiste em doentes com mutações conhecidas de KRAS no exão 2, assim como outras mutações de RAS identificadas.

Os dados de eficácia gerados por este estudo estão resumidos na tabela abaixo:

 

População com RAS não mutado

População com RAS mutado

Variável/estatística

Cetuximab +

FOLFOX4

Cetuximab +

FOLFOX4

 

FOLFOX4

 

FOLFOX4

 

OS

(N=38)

(N=49)

(N=92)

(N=75)

 

 

 

 

mediana em meses

19,87

17,8

13,5

17,8

(IC 95%)

(16,6; 25,4)

(13,8; 23,9)

(12,1; 17,7)

(15,9; 23,6)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,94 (0,56; 1,56)

1,29 (0,91; 1,84)

valor p

0,8002

 

0,1573

 

PFS

 

 

 

 

mediana em meses

12,0

5,8

5,6

7,8

(IC 95%)

(5,8; NE)

(4,7; 7,9)

(4,4; 7,5)

(6,7; 9,3)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,53 (0,27; 1,04)

1,5 (1,04; 2,29)

valor p

0,0615

 

0,0309

 

ORR

 

 

 

 

%

57,9

28,6

37,0

50,7

(IC 95%)

(40,8; 73,7)

(16,6; 43,3)

(27,1; 47,7)

(38,9; 62,4)

Razão de probabilidades (IC 95%)

3,3302 (1,375; 8,172)

0,580 (0,311; 1,080)

valor p

0,0084

 

0,0865

 

IC = intervalo de confiança (confidence interval), FOLFOX4 = oxaliplatina mais 5-FU/FA por perfusão contínua, ORR = taxa de resposta objetiva (objective response rate) (doentes com resposta completa ou resposta parcial), OS = tempo de sobrevivência global (overall survival time), PFS = tempo de sobrevivência livre de progressão

(progression-free survival time), NE = não estimável

Foi observado, em particular, um efeito negativo do complemento de cetuximab na população com RAS mutado.

COIN: Tratou-se de um estudo aberto, aleatorizado, de 3 braços em 2.445 doentes com cancro colorretal metastático ou locoregional inoperável que não tinham recebido tratamento prévio para doença metastática e comparou oxaliplatina mais fluoropirimidinas (5-fluorouracilo/ácido folínico em perfusão [OxMdG] ou capecitabina [XELOX] em associação com cetuximab com o mesmo regime de quimioterapia isolada. O terceiro braço experimental utilizou um regime intermitente de OxMdG ou XELOX sem cetuximab. Os dados relativos ao regime de XELOX e ao terceiro braço experimental não são apresentados.

As amostras dos tumores de aproximadamente 81% dos doentes foram analisadas retrospectivamente no que respeita à expressão do KRAS, das quais 55% foram de KRAS não mutado. Destes, 362 doentes receberam cetuximab e oxaliplatina mais fluoropirimidinas (117 doentes OxMdG e 245 doentes XELOX) e 367 doentes receberam oxaliplatina mais

fluoropirimidinas em monoterapia (127 doentes OxMdG e 240 doentes XELOX). Da população com KRAS mutado, 297 doentes receberam cetuximab e oxaliplatina mais fluoropirimidinas (101 doentes OxMdG e 196 doentes XELOX) e 268 doentes receberam oxaliplatina mais fluoropirimidinas em monoterapia (78 doentes OxMdG e 190 doentes XELOX).

Os dados de eficácia sobre o regime de OxMdH gerados por este estudo estão resumidos na tabela abaixo:

 

População com KRAS não mutado

População com KRAS mutado

Variável/estatística

Cetuximab +

OxMdG

Cetuximab +

OxMdG

 

OxMdG

 

OxMdG

 

OS

(N=117)

(N=127)

(N=101)

(N=78)

 

 

 

 

mediana em meses

16,3

18,2

13,1

14,6

(IC 95%)

(10,3; 32,2)

(9,8; 27,5)

(8,0; 23,9)

(9,5; 22,0)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,93 (0,72; 1,19)

0,99 (0,75; 1,30)

valor p

0,617

 

0,931

 

PFS

 

 

 

 

mediana em meses

9,0

9,2

6,8

8,5

(IC 95%)

(5,8; 15,5)

(5,8; 12,7)

(5,0; 10,7)

(3,4; 10,8)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,77 (0,59; 1,01)

1,05 (0,77; 1,41)

valor p

0,056

 

0,78

 

Melhor taxa de resposta global

 

 

 

 

%

(IC 95%)

(58; 76)

(50; 68)

(37; 57)

(40; 63)

Razão de probabilidades

1,44 (0,85; 2,43)

0,83 (0,46; 1,49)

(IC 95%)

 

 

 

 

valor p

0,171

 

0,529

 

IC = intervalo de confiança (confidence interval), OxMdG = oxaliplatina mais 5-FU/FA em perfusão, OS = tempo de sobrevivência global (overall survival time), PFS = tempo de sobrevivência livre de progressão (progression-free survival time)

Nos critérios de avaliação (endpoints) relacionados com o tempo, não foi possível demonstrar tendências indicadoras de benefício clínico para os doentes que receberam cetuximab em associação com o regime de XELOX.

Houve reduções da dose significativas e atrasos na administração de capecitabina ou oxaliplatina principalmente devido a uma frequência mais elevada de diarreia no braço contendo cetuximab. Além disso, significativamente menos doentes tratados com cetuximab receberam tratamento de segunda linha.

FIRE-3 (Associação de primeira linha de cetuximab com FOLFIRI): o ensaio FIRE-3 consistiu num estudo de fase III, aleatorizado, multicêntrico, que investigou numa comparação direta o 5-FU, ácido folínico e irinotecano (FOLFIRI) associado com o cetuximab ou com o bevacizumab em doentes com cancro colorretal metastático (CCRm) KRAS não mutado no exão 2. O estado de RAS foi avaliado em amostras de tumores de 407 doentes com KRAS não mutado no exão 2, refletindo 69% da população global de doentes com KRAS não mutado no exão 2 (592 doentes). Destes, 342 doentes tinham tumores RAS não mutado, enquanto que as mutações de RAS foram identificadas em 65 doentes. A população com RAS mutado inclui estes 65 doentes juntamente com 113 doentes com tumores KRAS mutado no exão 2 tratados antes da inclusão no estudo ter sido restrita a doentes com CCRm KRAS não mutado no exão 2.

Os dados de eficácia gerados por este estudo estão resumidos na tabela abaixo:

 

População com RAS não mutado

População com RAS mutado

Variável/estatística

Cetuximab +

Bevacizumab +

Cetuximab +

Bevacizumab +

 

FOLFIRI

FOLFIRI

FOLFIRI

FOLFIRI

 

(N=171)

(N=171)

(N=92)

(N=86)

OS

 

 

 

 

mediana em meses

33,1

25,6

20,3

20,6

(IC 95%)

(24,5; 39,4)

(22,7; 28,6)

(16,4; 23,4)

(17,0; 26,7)

Razão de causalidade

0,70 (0,53; 0,92)

1,09 (0,78; 1,52)

(IC 95%)

 

 

 

 

valor p

 

0,011

 

0,60

PFS

 

 

 

 

mediana em meses

10,4

10,2

7,5

10,1

(IC 95%)

(9,5; 12,2)

(9,3; 11,5)

(6,1; 9,0)

(8,9; 12,2)

Razão de causalidade

0,93 (0,74; 1,17)

1,31 (0,96; 1,78)

(IC 95%)

 

 

 

 

valor p

 

0,54

 

0,085

ORR

 

 

 

 

%

65,5

59,6

38,0

51,2

(IC 95%)

(57,9; 72,6)

(51,9; 67,1)

(28,1; 48,8)

(40,1; 62,1)

Razão de probabilidades

1,28 (0,83; 1,99)

0,59 (0,32; 1,06)

(IC 95%)

 

 

 

 

valor p

 

0,32

 

0,097

IC = intervalo de confiança (confidence interval), FOLFIRI = irinotecano mais 5-FU/FA em perfusão, ORR = taxa de resposta objetiva (objective response rate) (doentes com resposta completa ou resposta parcial), OS = tempo de sobrevivência global (overall survival time), PFS = tempo de sobrevivência livre de progressão (progression-free survival time)

Na população com KRAS não mutado do estudo CALGB/SWOG 80405 (n=1.137), a superioridade de cetuximab mais quimioterapia relativamente a bevacizumab mais quimioterapia não foi demonstrada com base numa análise preliminar. São necessárias análises da população com RAS não mutado para avaliar estes dados de forma apropriada.

CA225006: Este estudo aleatorizado em doentes com cancro colorretal metastático que tinham recebido tratamento de associação inicial com oxaliplatina mais fluoropirimidina para doença metastática comparou a associação de cetuximab com irinotecano (648 doentes) vs. irinotecano em monoterapia (650 doentes). Após progressão da doença, o tratamento com agentes dirigidos ao EGFR foi iniciado em 50% dos doentes do braço de irinotecano em monoterapia.

Na população geral, independentemente do estado do KRAS, os resultados comunicados para cetuximab mais irinotecano (648 doentes) versus irinotecano em monoterapia (650 doentes) foram: tempo de sobrevivência global mediana (OS) 10,71 versus 9,99 meses (HR 0,98), tempo de sobrevivência livre de progressão mediana (PFS) 4,0 versus 2,6 meses (HR 0,69) e taxa de resposta objetiva (ORR) 16,4% versus 4,2%.

No que respeita o estado geral de KRAS, só ficaram disponíveis amostras de tumores de 23% dos doentes (300 de 1.298). Da população avaliada para KRAS, 64% dos doentes (192) apresentavam tumores com KRAS não mutado e 108 doentes apresentavam mutações do KRAS. Com base nestes dados, e uma vez que não foi efetuada uma análise independente dos dados de imagiologia, a relação entre os resultados e o estado da mutação são considerados não interpretáveis.

EMR 62 202-007: Este estudo aleatorizado em doentes com cancro colorretal metastático após insucesso de um tratamento à base irinotecano para a doença metastática como último tratamento antes da entrada no estudo, comparou a associação de cetuximab e irinotecano (218 doentes) com o cetuximab em monoterapia (111 doentes).

A adição de cetuximab ao irinotecano em comparação com o cetuximab em monoterapia reduziu o risco global de progressão da doença em 46% e aumentou significativamente a taxa de resposta objetiva. No ensaio aleatorizado, a melhoria do tempo de sobrevivência global não atingiu uma significância estatística; contudo, no tratamento de seguimento, quase 50% dos doentes do grupo de cetuximab em monoterapia receberam uma associação de cetuximab e irinotecano após progressão da doença, o que pode ter influenciado o tempo de sobrevivência global.

Cetuximab em monoterapia

CA225025: Este estudo aleatorizado em doentes com cancro colorretal metastático que tinham recebido um tratamento prévio à base de oxaliplatina, irinotecano e fluoropirimidina para a doença metastática comparou cetuximab em monoterapia com os melhores cuidados de suporte (BSC) (287 doentes) relativamente aos melhores cuidados de suporte (285 doentes). A proporção de doentes com tumores KRAS não mutado na população de doentes avaliáveis para KRAS foi de 58%.

Os dados de eficácia gerados por este estudo estão resumidos na tabela abaixo:

 

População com KRAS não mutado

População com KRAS mutado

Variável/estatística

Cetuximab + BSC

BSC

Cetuximab + BSC

BSC

OS

(N=117)

(N=113)

(N=81)

(N=83)

 

 

 

 

mediana em meses

9,5

4,8

4,5

4,6

(IC 95%)

(7,7; 10,3)

(4,2; 5,5)

(3,8; 5,6)

(3,6; 5,5)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,552 (0,408; 0,748)

0,990 (0,705; 1,389)

valor p

<0,0001

 

0,9522

 

PFS

 

 

 

 

mediana em meses

3,7

1,9

1,8

1,8

(IC 95%)

(3,1; 5,1)

(1,8; 2,0)

(1,7; 1,8)

(1,7; 1,8)

Razão de causalidade (IC 95%)

0,401 (0,299; 0,536)

1,002 (0,732; 1,371)

valor p

<0,0001

 

0,9895

 

ORR

 

 

 

 

%

12,8

1,2

(IC 95%)

(7,4; 20,3)

(-)

(0,0; 6,7)

(-)

valor p

<0,001

 

0,314

 

BSC = melhores cuidados de suporte (best supportive care), IC = intervalo de confiança (confidence interval),

ORR = taxa de resposta objetiva (objective response rate) (doentes com resposta completa ou resposta parcial), OS = tempo de sobrevivência global (overall survival time), PFS = tempo de sobrevivência livre de progressão (progression-free survival time)

Carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço

Não se efetuou a deteção imuno-histoquímica da expressão do EGFR, já que mais de 90% dos doentes com carcinomas pavimentocelular da cabeça e pescoço têm tumores que expressam o EGFR.

Cetuximab em associação com radioterapia para a doença localmente avançada

EMR 62 202-006: Este estudo aleatorizado comparou a associação de cetuximab e radioterapia (211 doentes) com radioterapia isolada (213 doentes) em doentes com carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço, localmente avançado. Cetuximab foi iniciado uma semana antes da radioterapia e administrado nas doses descritas na secção 4.2 até ao fim do período de radioterapia.

Os dados de eficácia gerados por este estudo estão resumidos na tabela abaixo:

Variável/estatística

Radioterapia +

Radioterapia isolada

 

cetuximab

 

 

Controlo locoregional

 

(N=211)

(N=213)

 

 

 

 

 

mediana em meses (IC 95%)

24,4

(15,7; 45,1)

14,9

(11,8; 19,9)

Razão de causalidade (IC 95%)

 

0,68 (0,52; 0,89)

 

valor p

 

 

0,005

 

OS

 

 

 

 

mediana em meses (IC 95%)

49,0

(32,8; 69,5+)

29,3

(20,6; 41,4)

Razão de causalidade (IC 95%)

 

0,73 (0,56; 0,95)

 

valor p

 

 

0, 018

 

mediana do tratamento de

 

60,0

60,1

 

seguimento em meses

 

 

 

 

taxa de OS de 1 ano, % (IC 95%)

77,6 (71,4; 82,7)

73,8 (67,3; 79,2)

taxa de OS de 2 anos, % (IC

62,2 (55,2; 68,4)

55,2 (48,2; 61,7)

95%)

 

 

 

 

taxa de OS de 3 anos, % (IC

54,7 (47,7; 61,2)

45,2 (38,3; 51,9)

95%)

 

 

 

 

taxa de OS de 5 anos, % (IC

45,6 (38,5; 52,4)

36,4 (29,7; 43,1)

95%)

 

 

 

 

IC = intervalo de confiança (confidence interval), OS = tempo de sobrevivência global (overall survival time), um '+' denota que o limite superior não foi atingido no ponto de corte

Doentes com bom prognóstico, como indicado pelo estádio do tumor, pelo nível de desempenho de Karnofsky (KPS) e pela idade, tiveram um benefício mais pronunciado quando cetuximab foi adicionado a radioterapia. Não pode ser demonstrado nenhum benefício clínico em doentes com KPS ≤ 80 e com idade igual ou superior a 65 anos.

O uso de cetuximab em combinação com quimiorradioterapia não foi investigado adequadamente. Deste modo, o balanço benefício/risco ainda não foi estabelecido para esta combinação.

Cetuximab em associação com a quimioterapia à base de compostos de platina na doença recorrente e/ou metastática

EMR 62 202-002: Este estudo aleatorizado em doentes com carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço recorrente e/ou metastático que não tinham recebido a quimioterapia prévia para esta doença comparou a associação de cetuximab e cisplatina ou carboplatina mais 5- fluorouracilo em perfusão (222 doentes) com a mesma quimioterapia isolada (220 doentes). O tratamento no grupo de cetuximab consistiu em até 6 ciclos a quimioterapia à base de compostos de platina em associação com cetuximab seguida de cetuximab como terapêutica de manutenção até à progressão da doença.

Os dados de eficácia gerados por este estudo estão resumidos na tabela abaixo:

Variável/estatística

Cetuximab + CTX

CTX

OS

(N=222)

(N=220)

 

 

mediana em meses (IC 95%)

10,1 (8,6; 11,2)

7,4 (6,4; 8,3)

Razão de causalidade (IC 95%)

 

0,797 (0,644; 0,986)

valor p

 

0,0362

PFS

 

 

mediana em meses (IC 95%)

5,6 (5,0; 6,0)

3,3 (2,9; 4,3)

Razão de causalidade (IC 95%)

 

0,538 (0,431; 0,672)

valor p

 

< 0,0001

ORR

 

 

% (IC 95%)

35,6 (29,3; 42,3)

19,5 (14,5; 25,4)

valor p

 

0,0001

IC = intervalo de confiança (confidence interval), CTX = quimioterapia à base de compostos de platina, ORR = taxa de resposta objetiva (objective response rate), OS = tempo de sobrevivência global (overall survival time),

PFS = tempo de sobrevivência livre de progressão (progression-free survival time)

Doentes com bom prognóstico, como indicado pelo estádio do tumor, pelo nível de desempenho de Karnofsky (KPS) e pela idade, tiveram um benefício mais pronunciado quando cetuximab foi adicionado a quimioterapia à base de compostos de platina. Em contraste com o tempo de sobrevivência livre de progressão, não pode ser demonstrado nenhum benefício no tempo de sobrevivência global em doentes com KPS ≤ 80 e com idade igual ou superior a 65 anos.

População pediátrica

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos resultados dos estudos com cetuximab em todos os subgrupos da população pediátrica nas indicações adenocarcinoma do cólon e do reto e carcinoma orofaríngeo, laríngeo ou do epitélio nasal (excluindo carcinoma nasofaríngeo ou linfoepitelioma, ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética do cetuximab foi estudada em ensaios clínicos, quando o cetuximab foi administrado em monoterapia ou em associação com a quimioterapia ou radioterapia. A perfusão intravenosa de cetuximab apresentou uma farmacocinética dose-dependente, quando administrado em doses semanais que variaram entre 5 a 500 mg/m² de superfície corporal.

Quando o cetuximab foi administrado numa dose inicial de 400 mg/m² de superfície corporal, o volume de distribuição médio foi aproximadamente equivalente ao espaço vascular (2,9 l/m², com um intervalo de 1,5 a 6,2 l/m²). A Cmax média (± desvio padrão) foi de 185±55 microgramas por ml. A depuração média foi de 0,022 l/h por m² de superfície corporal. A semivida de eliminação do cetuximab é prolongada, com valores que variam de 70 a 100 horas, na dose estabelecida.

As concentrações plasmáticas de cetuximab alcançaram níveis estáveis após 3 semanas de monoterapia. As médias das concentrações máximas de cetuximab foram de 155,8 microgramas por ml na semana 3 e 151,6 microgramas por ml na semana 8, enquanto que as correspondentes médias das concentrações mínimas foram respetivamente, 41,3 e 55,4 microgramas por ml. Num estudo em que o cetuximab foi administrado em associação com o irinotecano, a média dos níveis mínimos foi de 50,0 microgramas por ml na semana 12 e de 49,4 microgramas por ml na semana 36.

Foram descritas várias vias que podem contribuir para o metabolismo dos anticorpos. Todas estas vias envolvem a biodegradação do anticorpo em moléculas mais pequenas, i.e. péptidos pequenos ou aminoácidos.

Farmacocinética em populações especiais

Uma análise integrada de todos os estudos clínicos mostrou que as características farmacocinéticas do cetuximab não são influenciadas pela raça, idade, sexo, estado renal ou hepático.

Até à data, apenas foram estudados doentes com funções renais e hepáticas adequadas (creatinina sérica ≤ 1,5 vezes, transaminases ≤ 5 vezes e bilirrubina ≤ 1,5 vezes o limite superior normal).

População pediátrica

Num estudo de fase I em doentes pediátricos (1-18 anos) com tumores sólidos refratários, o cetuximab foi administrado em associação com o irinotecano. Os resultados farmacocinéticos foram comparáveis aos obtidos em adultos.

5.3Dados de segurança pré-clínica

Alterações cutâneas dependentes da dose, com início em níveis de doses equivalentes aos níveis utilizados no ser humano foram o principal sintoma observado em estudos de toxicidade com macacos Cynomolgus (estudo de toxicidade crónica de dose repetida e estudo do desenvolvimento embriofetal).

Um estudo da toxicidade embriofetal em macacos Cynomolgus não revelou sinais de teratogenicidade. Contudo, observou-se um aumento da incidência de abortos, dependente da dose.

Os dados não clínicos de genotoxicidade e tolerância local incluindo administração acidental por outras vias diferentes da perfusão, não revelaram risco especial para o ser humano.

Não foram realizados estudos formais em animais para determinar o potencial carcinogénico do cetuximab, nem para determinar os seus efeitos na fertilidade feminina e masculina.

Não foram realizados estudos de toxicidade com a coadministração de cetuximab e agentes quimioterapêuticos.

Não se dispõe, até à data, de dados não clínicos sobre o efeito do cetuximab na cicatrização de feridas. Contudo, em modelos pré-clínicos de cicatrização de feridas os inibidores EGFR seletivos da tirosina cinase mostraram retardar a cicatrização de feridas.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Cloreto de sódio Glicina Polissorbato 80

Ácido cítrico mono-hidratado Hidróxido de sódio

Água para preparações injetáveis

6.2Incompatibilidades

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, exceto os mencionados no secção 6.6.

6.3Prazo de validade

4 anos.

Foi demonstrada a estabilidade física e química do Erbitux 5 mg/ml durante o seu uso por 48 horas a 25°C, se a solução for preparada como descrito na secção 6.6.

Erbitux não contém qualquer conservante antimicrobiano ou agente bacteriostático. Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser utilizado imediatamente após a sua abertura. Se não for usado imediatamente, o tempo e as condições de armazenagem são da responsabilidade do utilizador e normalmente não devem ser superiores a 24 horas entre 2°C e 8°C, a menos que a abertura tenha sido efetuada num local com condições assépticas controladas e validadas.

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2°C - 8°C).

Condições de conservação após abertura, ver secção 6.3.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

20 ml ou 100 ml de solução num frasco para injetáveis (vidro tipo I) com uma rolha (borracha de halobutilo) e um selo (alumínio/polipropileno).

Embalagem de 1 frasco para injetáveis.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Erbitux pode ser administrado por um sistema de gotejamento por gravidade, por uma bomba de perfusão, ou uma bomba de seringa. Deve ser utilizada uma linha de perfusão independente, que deve ser lavada com uma solução injetável de cloreto de sódio a 0,9% (9 mg/ml) estéril, no final da perfusão.

Erbitux 5 mg/ml é compatível

com sacos de polietileno (PE), acetato de etilvinilo (EVA) ou cloreto de polivinilo (PVC),

com sistemas de perfusão de polietileno (PE), poliuretano (PUR), acetato de etilvinilo (EVA), poliolefino termoplástico (TP) ou cloreto de polivinilo (PVC),

com seringas de polipropileno (PP) para bomba de seringa.

Devem ser tomadas precauções de modo a assegurar a preparação asséptica da perfusão.

Erbitux 5 mg/ml deve ser preparado do seguinte modo:

Para a administração com bomba de perfusão ou um sistema de gotejamento por gravidade (diluído com solução de cloreto de sódio a 0,9% (9 mg/ml) estéril): Use um saco de perfusão de tamanho adequado de solução de cloreto de sódio a 0,9% (9 mg/ml) estéril. Calcule o volume necessário de Erbitux. Remova um volume adequado de solução de cloreto de sódio do saco de perfusão utilizando uma seringa estéril apropriada, com uma agulha adequada. Use uma seringa estéril apropriada e adapte uma agulha adequada. Retire de um frasco o volume necessário de Erbitux. Transfira o Erbitux para o saco de perfusão preparado. Repita este procedimento até obter o volume calculado. Ligue o sistema de perfusão e carregue-o, de modo a que este fique totalmente cheio com Erbitux diluído antes de iniciar a perfusão. Use um sistema de gotejamento por gravidade ou uma bomba de perfusão para a administração. Acerte e controle a velocidade de perfusão de acordo com a secção 4.2.

Para a administração com bomba de perfusão ou um sistema de gotejamento por gravidade (não diluído): Calcule o volume necessário de Erbitux. Use uma seringa estéril apropriada (mínimo de 50 ml) e adapte uma agulha adequada. Retire de um frasco o volume necessário de Erbitux. Transfira o Erbitux para um recipiente ou saco estéreis e preparados sob vácuo. Repita este procedimento até obter o volume calculado. Ligue o sistema de perfusão e carregue-o, de modo a que este fique totalmente cheio com Erbitux antes de iniciar a perfusão. Acerte e controle a velocidade de perfusão de acordo com a secção 4.2.

Para a administração com bomba de seringa: Calcule o volume necessário de Erbitux. Use uma seringa estéril apropriada e adapte uma agulha adequada. Retire de um frasco o volume necessário de solução de Erbitux. Remova a agulha e adapte a seringa à bomba de perfusão da seringa. Ligue o sistema de perfusão à seringa, acerte e controle a velocidade de acordo com a secção 4.2 e inicie a perfusão, depois de carregar completamente o sistema com Erbitux ou com solução de cloreto de sódio a 0,9% (9 mg/ml) estéril. Caso seja necessário, repita este procedimento até que o volume calculado tenha sido administrado.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Merck KGaA

64271 Darmstadt

Alemanha

8.NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/04/281/003

EU/1/04/281/005

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 29/06/2004

Data da renovação: 29/06/2009

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

MM/AAAA

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu/.

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