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Naglazyme (galsulfase) – Resumo das características do medicamento - A16AB

Updated on site: 08-Oct-2017

Nome do medicamentoNaglazyme
Código ATCA16AB
Substânciagalsulfase
FabricanteBioMarin Europe Ltd.

▼ Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver secção 4.8.

1.NOME DO MEDICAMENTO

Naglazyme 1 mg/ml concentrado para solução para perfusão.

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de solução contém 1 mg de galsulfase. Um frasco de 5 ml contém 5 mg de galsulfase.

Galsulfase é uma forma recombinante da N-acetilgalactosamina 4-sulfatase humana e é produzida por tecnologia ADN recombinante, utilizando cultura de células mamíferas de Ovário de Hamster Chinês (CHO).

Excipientes

Cada frasco para injetáveis de 5 ml contém 0,8 mmol (18,4 mg) de sódio.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão.

Uma solução transparente a ligeiramente opalescente e incolor a amarelo claro.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Naglazyme está indicado para terapêutica de substituição enzimática prolongada em doentes com diagnóstico confirmado de Mucopolissacaridose VI (MPS VI; deficiência de N-acetilgalactosamina 4- sulfatase; síndrome de Maroteaux-Lamy) (ver secção 5.1).

Uma das questões essenciais consiste em tratar crianças, com idades inferiores a 5 anos, que sofram de uma forma grave da doença, embora não tenham sido incluídos no estudo principal de fase 3 doentes com idades inferiores a 5 anos. São limitados os dados disponíveis sobre doentes com menos de 1 ano de idade (ver secção 5.1).

4.2Posologia e modo de administração

Tal como acontece com todas as perturbações lisossómicas genéticas, é da máxima importância, sobretudo nas formas mais graves, iniciar o tratamento o mais cedo possível, antes do aparecimento de manifestações clínicas irreversíveis da doença.

O tratamento com Naglazyme deve ser supervisionado por um médico com experiência no tratamento de doentes com MPS VI ou outras doenças metabólicas hereditárias. A administração de Naglazyme deve ser efetuada num ambiente clínico adequado onde esteja prontamente disponível equipamento de ressuscitação para a resolução de emergências médicas.

Posologia

O regime de dosagem recomendado para a galsulfase é de 1 mg/kg de peso corporal, uma vez por semana, administrado por perfusão intravenosa ao longo de 4 horas.

Populações especiais

Idosos

A segurança e a eficácia de Naglazyme em doentes com mais de 65 anos não foram estabelecidas. Não é possível recomendar nenhuma dosagem alternativa para estes doentes.

Insuficiência renal e afeção hepática

A segurança e a eficácia de Naglazyme em doentes com insuficiência renal e afeção hepática não foram avaliadas (ver secção 5.2). Não é possível recomendar nenhum regime posológico alternativo para estes doentes.

População pediátrica

Não existem considerações especiais no que diz respeito à administração de Naglazyme na população pediátrica. Os dados atualmente disponíveis são descritos na secção 5.1.

Modo de administração

A velocidade inicial de perfusão deve ser ajustada de modo a que aproximadamente 2,5% da solução total seja administrada durante a primeira hora e o volume restante (aproximadamente 97,5%) ao longo das 3 horas seguintes.

No caso de doentes suscetíveis a sobrecarga de volume e peso inferior a 20 kg, é de ponderar a utilização de sacos de perfusão de 100 ml; neste caso, a velocidade de perfusão (ml/min) deve ser reduzida de modo a que a duração total não seja inferior a 4 horas.

Para informações sobre o pré-tratamento, consultar a secção 4.4. e para mais instruções, ver a secção 6.6.

4.3Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Tratamento de doentes com as vias respiratórias comprometidas

O cuidado e o tratamento de doentes com vias respiratórias comprometidas por limitação deve ser feito com precaução e deve proceder-se a uma vigilância rigorosa da utilização de anti-histamínicos e outros medicamentos com ação sedativa. Deve também considerar-se a possibilidade de utilizar pressão positiva das vias respiratórias durante o sono bem como uma potencial traqueostomia em situações clinicamente apropriadas.

Poderá ser necessário adiar a administração da perfusão de Naglazyme em doentes que apresentem doença febril ou respiratória aguda.

Tratamento de reações associadas à perfusão

Doentes tratados com Naglazyme desenvolveram reações associadas à perfusão, definidas como quaisquer reações adversas ocorridas durante a perfusão ou até ao fim do dia da perfusão (ver secção 4.8).

Com base em dados obtidos durante os ensaios clínicos de Naglazyme, prevê-se que a maioria dos doentes venha a desenvolver anticorpos IgG à galsulfase num período de 4 a 8 semanas após o início do tratamento.

Nos ensaios clínicos de Naglazyme, as reações associadas à perfusão foram geralmente contornáveis pela interrupção ou abrandamento da velocidade da perfusão e por (pré-) tratamento dos doentes com anti-histamínicos e/ou antipiréticos (paracetamol), permitindo assim que o doente prosseguisse o tratamento.

Como há uma experiência reduzida na retoma do tratamento após interrupção prolongada, esta deve ser feita com precaução tendo em conta o risco teoricamente acrescido de uma reação de hipersensibilidade.

Com a administração de Naglazyme, recomenda-se que sejam administrados aos doentes medicamentos de pré-tratamento (anti-histamínicos com ou sem antipiréticos) aproximadamente 30 a 60 minutos antes do início da perfusão, por forma a minimizar a potencial ocorrência de reações associadas à perfusão.

No caso de reações ligeiras ou moderadas associadas à perfusão, deve considerar-se o tratamento com anti-histamínicos e paracetamol e/ou uma diminuição da velocidade da perfusão para metade da velocidade a que ocorreu a reação.

No caso de uma única reação grave associada à perfusão, a perfusão deve ser suspensa até os sintomas estarem resolvidos, devendo considerar-se o tratamento com anti-histamínicos e paracetamol. A perfusão pode ser retomada com uma diminuição da velocidade de perfusão para 50 a 25% da velocidade a que ocorreu a reação.

Em caso de recorrência de reação moderada à perfusão ou de repetição do desafio após uma única reação grave à perfusão, deve considerar-se a utilização de pré-tratamento (anti-histamínicos e paracetamol e/ou corticosteroides) e uma diminuição da velocidade da perfusão para 50 a 25% da velocidade a que ocorreu a reação anterior.

Tal como acontece com qualquer medicamento proteico intravenoso, são possíveis reações graves de hipersensibilidade do tipo alérgico. Se ocorrer este tipo de reações, recomenda-se a suspensão imediata de Naglazyme, devendo iniciar-se um tratamento médico adequado. Devem cumprir-se as normas médicas em vigor para tratamento de emergência. Em doentes que manifestaram reações alérgicas durante a perfusão com Naglazyme, é necessário tomar precauções após a repetição da exposição; durante as perfusões, deve estar disponível pessoal devidamente preparado e equipamento para ressuscitação de emergência (incluindo epinefrina). A hipersensibilidade grave ou potencialmente fatal é uma contraindicação para a repetição da exposição, se a hipersensibilidade não for controlável. Ver também secção 4.3.

Este medicamento contém 0,8 mmol (18,4 mg) de sódio por frasco e é administrado sob a forma de uma solução injetável de cloreto de sódio de 9 mg/ml (ver secção 6.6), dado que deverá ser tido em conta no caso de doentes sujeitos a uma dieta com controlo de sal.

Compressão da espinal medula ou medula cervical

A compressão da espinal medula/medula cervical (SCC) com a mielopatia daí resultante é uma complicação conhecida e grave que pode dever-se a MPS VI. Houve notificações pós- comercialização de doentes tratados com Naglazyme que sentiram o início ou o agravamento de SCC exigindo cirurgia de descompressão. Os doentes devem ser monitorizados relativamente aos sinais e sintomas de compressão da espinal medula/medula cervical (incluindo dores nas costas, paralisia dos membros abaixo do nível de compressão, incontinência urinária e fecal), devendo ser tratados da forma adequada.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram realizados estudos de interação.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Para Naglazyme, não se encontram disponíveis dados clínicos relativos a gravidezes expostas a este tratamento. Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos diretos ou indiretos sobre a gravidez ou o desenvolvimento embrio-fetal (ver secção 5.3). Naglazyme não deverá ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.

Amamentação

Não se sabe se a galsulfase é excretada no leite materno, pelo que a amamentação deverá ser suspensa durante o tratamento com Naglazyme.

Fertilidade

Foram realizados estudos da reprodução em ratazanas e em coelhos com doses até

3 mg/kg/dia, os quais não forneceram evidência de redução da fertilidade ou de lesões para o embrião ou para o feto causadas por Naglazyme.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8Efeitos indesejáveis

Devido ao baixo número de doentes nos ensaios clínicos, os dados relativos aos acontecimentos adversos (AA) de todos os estudos de Naglazyme foram reunidos e analisados numa única análise de segurança dos ensaios clínicos.

Todos os doentes tratados com NAGLAZYME (59/59) notificaram pelo menos um AA. A maioria (42/59; 71%) dos doentes manifestou pelo menos uma reação adversa ao medicamento. As reações adversas mais frequentes foram pirexia, erupção cutânea, comichão, urticária, arrepios/calafrios, náuseas, dores de cabeça, dor abdominal, vómitos e dispneia. As reações adversas graves incluíram edema laríngeo, apneia, pirexia, urticária, insuficiência respiratória, angioedema, asma e reação anafilactóide.

Foram observadas reações à perfusão, definidas como reações adversas ocorridas durante as perfusões de Naglazyme ou até ao final do dia da perfusão, em 33 (56%) dos 59 doentes tratados com Naglazyme em cinco estudos clínicos. As reações à perfusão tiveram início logo na Semana 1 e chegaram mesmo a ocorrer na Semana 146 do tratamento com Naglazyme, e ocorreram durante múltiplas perfusões embora nem sempre em semanas consecutivas. Os sintomas muito frequentes destas reações à perfusão foram pirexia, arrepios/calafrios, erupção cutânea, urticária e dispneia. Os sintomas frequentes das reações à perfusão foram comichão, vómitos, dor abdominal, náuseas, hipertensão, dores de cabeça, dor no peito, eritema, tosse, hipotensão, angioedema, insuficiência respiratória, tremor, conjuntivite, mal-estar, broncospasmo e artralgia.

As reações adversas estão indicadas no Quadro 1 por classe de sistema de órgãos.

As reações estão indicadas segundo a convenção de frequência da MedDRA. Reações adversas muito frequentes são aquelas que registam uma frequência > 1/10. As reações frequentes têm uma frequência situada entre > 1/100 e < 1/10. Devido à reduzida população de doentes, uma reação adversa num único doente é classificada como frequente.

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

As reações adversas notificadas durante o período pós-comercialização são incluídas numa categoria de frequência de “desconhecido”.

Em geral, foi registado um caso de apneia do sono em todos os estudos clínicos.

Quadro 1: Frequência de reações adversas ao medicamento com Naglazyme

MedDRA

MedDRA

Frequência

Classe de sistemas de órgãos

Termo preferencial

 

Doenças do sistema imunitário

Anafilaxia, choque

Desconhecido

 

 

 

Infeções e infestações

Faringite1, gastroenterite1

Muito frequentes

 

 

 

Doenças do sistema nervoso

Arreflexia1, dores de cabeça

Muito frequentes

 

Tremor

Frequentes

 

Parestesia

Desconhecido

Afeções oculares

Conjuntivite1, opacidade da córnea1

Muito frequentes

Cardiopatias

Bradicardia, taquicardia, cianose

Desconhecido

Afeções do ouvido e do labirinto

Dor de ouvidos1, audição afetada1

Muito frequentes

Vasculopatias

Hipertensão1

Muito frequentes

 

Hipotensão

Frequentes

 

Palidez

Desconhecido

Doenças respiratórias, torácicas e do

Dispneia1, congestão nasal1

Muito frequentes

mediastino

 

 

 

 

 

 

Apneia1, tosse, insuficiência

Frequentes

 

respiratória, asma, broncospasmo

 

 

Edema laríngeo, hipoxia, taquipnéia

Desconhecido

Doenças gastrointestinais

Dor abdominal1, hérnia umbilical1,

Muito frequentes

 

vómitos, náuseas

 

Doenças dos tecidos cutâneos e

Angioeodema1, erupção cutânea1,

Muito frequentes

subcutâneos

urticária, comichão

 

 

Eritema

Frequentes

Perturbações gerais e alterações no

Dor1, dor no peito1, calafrios1, mal-

Muito frequentes

local de administração

estar1, pirexia

 

Afeções musculosqueléticas e dos

Artralgia

Muito frequentes

tecidos conjuntivos

 

 

1Reações notificadas com mais frequência no braço ativo do estudo controlado por placebo do que no braço do placebo; frequência determinada com base em 39 doentes do estudo cego da Fase 3.

Outras reações de frequência conhecida foram notificadas por 59 doentes tratados com Naglazyme provenientes dos cinco ensaios clínicos.

Foram notificadas reações de frequência desconhecida no período pós-comercialização.

Em quatro doentes com menos de 1 ano de idade, o perfil global de segurança de uma dose superior (2 mg/kg/semana) não diferiu de forma clinicamente significativa do da dose recomendada de

1 mg/kg/semana, tendo-se mostrado compatível com o perfil de segurança de Naglazyme em crianças com mais idade.

Imunogenicidade

Entre os 59 doentes tratados com Naglazyme nos estudos clínicos, 54 fizeram análises de anticorpos IgG. 53/54 doentes (98%) obtiveram resultados positivos relativamente a anticorpos IgG contra a galsulfase.

Foi realizada uma análise de anticorpos abrangente em 48 doentes com base em dados de três estudos clínicos.

Embora uma maior proporção de indivíduos com títulos de anticorpos totais altos tenha sofrido reações recorrentes às perfusões, não foi possível prever a frequência nem a gravidade com base no título de anticorpos antigalsulfase. Da mesma forma, o desenvolvimento de anticorpos não é sinal de diminuição de eficácia embora indivíduos com resposta limitada em parâmetros de endurance ou glicosaminoglicanos na urina (GAGs) tenham tido tendência para títulos de antigalsulfase de pico mais altos do que aqueles com resposta boa.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

Vários doentes receberam a respetiva dose total de Naglazyme a uma velocidade de perfusão aproximadamente duas vezes superior à recomendada, sem acontecimentos adversos aparentes.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Outros produtos para o aparelho digestivo e metabolismo – enzimas, código ATC: A16AB08.

As perturbações do armazenamento de mucopolissacarídeos são provocadas pela deficiência de enzimas lisossómicas específicas para o catabolismo de glicosaminoglicanos (GAGs). A MPS VI é uma perturbação heterogénea e multissistémica caracterizada pela deficiência de N- acetilgalactosamina 4-sulfatase, uma hidrolase lisossómica que catalisa a hidrólise da estrutura de base de sulfato de glicosaminoglicano, sulfato de dermatano. Atividade reduzida ou inexistente da N-acetil galactosamina 4-sulfatase resulta na acumulação de sulfato de dermatano em muitos tipos de células e tecidos.

A fundamentação lógica para a terapêutica de substituição enzimática é restaurar um nível de atividade enzimática suficiente para hidrolisar o substrato acumulado e evitar mais acumulação.

Galsulfase purificada, uma forma recombinante de N-acetilgalactosamina 4-sulfatase humana, é uma glicoproteína com um peso molecular de aproximadamente 56 kD. A galsulfase é constituída por 495 aminoácidos após clivagem do terminal N. A molécula contém 6 locais de alteração de oligossacarídeo ligado a N. Após perfusão intravenosa, a galsulfase é rapidamente retirada da circulação e absorvida pelas células em lisossomas, mais provavelmente através de recetores de manose-6-fosfato.

Três estudos clínicos realizados com Naglazyme incidiram na avaliação das manifestações sistémicas da MPS VI como resistência, mobilidade das articulações, dor e rigidez nas articulações, obstrução das vias respiratórias superiores, destreza manual e acuidade visual.

A segurança e a eficácia de Naglazyme foi avaliada num estudo de Fase 3, randomizado, duplamente cego e controlado por placebo, realizado com 39 doentes de MPS VI com idades compreendidas entre os 5 e os 29 anos. A maioria dos doentes eram de estatura baixa, apresentavam resistência deficiente e sintomas musculo-esqueléticos. Foram inscritos no estudo doentes que, na linha de base, conseguiam andar mais de 5 metros (m) mas menos de 250 m em 6 minutos de um teste de caminhada de 12 minutos, ou menos de 400 m no ponto de tempo de 12 minutos.

Os doentes receberam 1 mg/kg de galsulfase ou placebo todas as semanas durante um total de 24 semanas. O ponto final primário de eficácia foi o número de metros percorridos em 12 minutos na Semana 24 em comparação com o número de metros percorrido na linha de base. Os pontos finais secundários de eficácia foram a quantidade de degraus subidos em três minutos e a excreção de glicosaminoglicano na urina dos doentes tratados em comparação com placebo na Semana 24. Trinta e oito doentes foram subsequentemente inscritos num estudo de etiqueta aberta de prolongamento em que receberam 1 mg/kg de galsulfase todas as semanas.

Após 24 semanas de terapêutica, os doentes tratados com Naglazyme revelaram uma melhoria de 92 ± 40 na distância percorrida em 12 minutos, relativamente a doentes tratados com placebo

(p = 0,025). Doentes tratados revelaram uma melhoria de 5,7 degraus por minuto numa subida de escadas de 3 minutos, relativamente a doentes tratados com placebo. Os doentes tratados também revelaram uma descida média da excreção de glicosaminoglicano na urina de 238 ± 17,8 μg/mg de creatinina ( Erro Padrão [SE]) após 24 semanas de tratamento, relativamente a doentes tratados com placebo. Os resultados GAG aproximaram-se dos valores normais para a idade no grupo de tratamento de Naglazyme.

Num estudo adicional de Fase 4, randomizado, de duas dosagens, quatro doentes de MPS VI com menos de 1 ano de idade foram tratados com 1 ou 2 mg/kg/semana durante 53 a 153 semanas.

Embora limitadas pelo reduzido número de doentes que participaram no estudo, as conclusões que é possível retirar deste estudo são as seguintes:

O tratamento com Naglazyme revelou melhoria, ou ausência de agravamento, do dismorfismo facial. Não impediu a progressão da displasia esquelética e o desenvolvimento de hérnias, nem impediu a progressão do enevoamento da córnea. A taxa de crescimento permaneceu normal durante este reduzido período de seguimento. Observou-se melhoria da audição em pelo menos um dos ouvidos em todos os quatro doentes. Os níveis de GAG na urina diminuíram em mais de 70%, o que é concordante com os resultados obtidos em doentes mais velhos.

A Autorização de Introdução no Mercado deste medicamento foi concedida mediante “Circunstâncias Excecionais”.

Isto significa que não foi possível obter informação detalhada sobre este medicamento devido à raridade da doença.

A Agência Europeia de Medicamentos irá rever anualmente qualquer nova informação que possa vir a ser disponibilizada sobre o medicamento e este RCM será atualizado se necessário.

5.2Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética da galsulfase foi avaliada em 13 doentes com MPS VI que receberam 1 mg/kg de galsulfase sob a forma de uma perfusão de 4 horas. Após 24 semanas de tratamento a concentração plasmática máxima (Cmax) média ( Desvio Padrão [DP]) foi 2.357 (± 1.560) ng/ml e a média ( DP) da área abaixo da curva de concentração plasmática-tempo (AUC0-t) foi 5.860 ( 4.184) h ng/ml. O volume médio de distribuição (Vz) ( DP) foi 316 ( 752) ml/kg e a clearance plasmática (CL) média

( DP) foi 7,9 ( 14,7) ml/min/kg. A média da semivida (t1/2) de eliminação ( DP) foi 22,8 ( 10,7) minutos na Semana 24.

Os parâmetros farmacocinéticos em doentes de Fase 1 permaneceram estáveis ao longo de um período prolongado (ao longo de pelo menos 194 semanas).

A galsulfase é uma proteína e prevê-se que seja metabolicamente degradada através de hidrólise péptica. Consequentemente, não é de esperar que a função hepática deficiente afete a farmacocinética da galsulfase de forma clinicamente significativa. A eliminação renal da galsulfase é considerada uma via menor para a clearance (ver secção 4.2).

5.3Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose única, toxicidade de dose repetida ou no desempenho da reprodução em geral ou no desenvolvimento embrio-fetal em ratos ou coelhos. Não foi investigada a toxicidade peri e pós-natal. Não se prevê qualquer potencial genotóxico e carcinogénico.

Não é conhecida a causa de relevância clínica da toxicidade hepática (hiperplasia do canal biliar/inflamação periportal), observada com doses clinicamente relevantes no estudo de toxicidade de doses repetidas em macacos.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Cloreto de sódio,

Fosfato monossódico, mono-hidrato, Fosfato dissódico, hepta-hidrato, Polissorbato 80,

Água para preparações injetáveis.

6.2Incompatibilidades

Este medicamento não deve ser misturado com outros, exceto os mencionados na secção 6.6.

6.3Prazo de validade

Frascos não abertos: 3 anos.

Soluções diluídas: A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante um máximo de 4 dias à temperatura ambiente (23 C - 27 C).

De um ponto de vista de segurança microbiológica, Naglazyme deve ser utilizado imediatamente. Caso não seja utilizado imediatamente, os tempos e condições de conservação em utilização são da responsabilidade do utilizador e não devem, normalmente, exceder 24 horas a 2 C a 8 C, seguindo-se um máximo de 24 horas à temperatura ambiente (23 C a 27 C) durante a administração.

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2°C - 8°C).

Não congelar.

Condições de conservação do medicamento diluído, ver secção 6.3.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco para injetáveis (vidro de tipo I) com um tampão (borracha de clorobutilo siliconizado) e um vedante (alumínio com uma tampa extraível (polipropileno).

Tamanho das embalagens: 1 e 6 frascos para injetáveis.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Cada frasco para injetáveis de Naglazyme destina-se a uma única utilização. O concentrado para solução para perfusão tem que ser diluído com solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) para perfusão, utilizando técnica asséptica. Recomenda-se que a solução de Naglazyme diluída seja administrada aos doentes utilizando um conjunto para perfusão equipado com um filtro em linha de 0,2 µm.

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Preparação da perfusão de Naglazyme (deve utilizar-se técnica asséptica)

O número de frascos para injetáveis a serem diluídos, com base no peso individual de cada doente, tem que ser determinado e retirado do frigorífico aproximadamente 20 minutos antes, para permitir que atinjam a temperatura ambiente.

Antes da diluição, cada frasco para injetáveis deve ser inspecionado relativamente a partículas e descoloração. A solução transparente a ligeiramente opalescente e incolor a amarelo claro tem que estar isenta de partículas visíveis.

De um saco de perfusão de 250 ml, deverá retirar e eliminar um volume de solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) igual ao volume total de Naglazyme a ser adicionado. Para doentes suscetíveis a sobrecarga do volume de fluido e com peso inferior a 20 kg, deve considerar-se a possibilidade de utilizar sacos de perfusão de 100 ml; neste caso, a velocidade de perfusão (ml/min) deve ser reduzida de forma a que a duração total não seja inferior a 4 horas. Quando se utilizam sacos de 100 ml, o volume de Naglazyme deve ser diretamente adicionado ao saco de perfusão.

O volume de Naglazyme deve ser adicionado lentamente à solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) para a perfusão.

A solução deve ser misturada ligeiramente antes da perfusão.

A solução deve ser inspecionada visualmente relativamente a partículas, antes da utilização. Só devem ser utilizadas soluções transparentes e incolores sem partículas visíveis.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

BioMarin Europe Limited,

10 Bloomsbury Way

London, WC1A 2SL

Reino Unido

8.NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/05/324/001

EU/1/05/324/002

9.DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 janeiro 2006

Data da última renovação: 26 de janeiro de 2011

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Pode encontrar informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio Web da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu

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