Portuguese
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Onduarp (telmisartan /amlodipine besilate) – Resumo das características do medicamento - C09DB04

Updated on site: 09-Oct-2017

Nome do medicamentoOnduarp
Código ATCC09DB04
Substânciatelmisartan /amlodipine besilate
FabricanteBoehringer Ingelheim International GmbH

1. NOME DO MEDICAMENTO

Onduarp 40 mg/5 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 40 mg de telmisartan e 5 mg de amlodipina (sob a forma de besilato de amlodipina).

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada comprimido contém 168,64 mg de sorbitol (E420).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

autorizado

 

Comprimidos azuis e brancos de forma oval com duas camadas, gravados com o código do produto A1 numa das faces e com o logotipo da companhia na outra face.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

 

não

4.1

Indicações terapêuticas

 

 

 

 

Tratamento da hipertensão essencial em adultos:

 

 

Medicamento

 

 

Terapêutica adjuvante

 

 

Onduarp é indicado em doentes adultos cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com amlodipina.

Terapêutica de substituição

Doentes adultos já tratados om telmisartan e amlodipina, em comprimidos separados, podem em vez disso ser tratados com On uarp que contém as mesmas doses dos componentes.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A dose recomendada de Onduarp é um comprimido por dia.

A dose máxima recomendada é de Onduarp 80 mg/10 mg, um comprimido por dia. Onduarp está indicado para tratamento prolongado.

A administração de amlodipina com toranja ou sumo de toranja não é recomendada, uma vez que a biodisponiblidade pode estar aumentada em alguns doentes, podendo resultar num aumento dos efeitos hipotensivos (ver secção 4.5).

Terapêutica coadjuvante

Onduarp 40 mg/5 mg pode ser utilizado em doentes cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com 5 mg de amlodipina.

É recomendado um ajuste individual da dose com os componentes (ie. amlodipina e telmisartan) antes de mudar para a associação de dose fixa. Desde que clinicamente adequado, pode ser considerada a transferência direta da monoterapia para o tratamento com combinação fixa.

Os doentes tratados com 10 mg de amlodipina que registarem quaisquer reações adversas que limitem a dose, nomeadamente edema, podem passar para Onduarp 40 mg/5 mg uma vez por dia, reduzindo a dose de amlodipina sem diminuir a resposta global anti-hipertensora esperada.

Terapêutica de substituição

Os doentes tratados com comprimidos de telmisartan e amlodipina separadamente podem, em vez disso, tomar comprimidos Onduarp contendo as mesmas doses dos componentes num só comprimido por dia, tornando o tratamento mais cómodo e aumentando a adesão .

População especial

Doentes idosos

Não é necessário ajuste da dose no doente idoso. Existe pouca informação sobre a utilização em doentes muito idosos.

Doentes com compromisso renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada. Dispõe-se de autorizado

experiência limitada em relação a doentes com insuficiência renal grave ou sujeit s a hemodiálise. Onduarp deve ser administrado com precaução a estes doentes uma vez que a amlodipina e o telmisartan não são dialisáveis (ver também secção 4.4).

O uso concomitante de telmisartan com aliscireno é contra-indicado em doentes com insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secção 4.3).

Doentes com compromisso hepático

não

Onduarp deve ser administrado com precaução a doentes c m insuficiência hepática moderada. A dose

de telmisartan para doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada não deve exceder os 40 mg

uma vez ao dia (ver secção 4.4). Onduarp está contrai dicado em doentes com insuficiência hepática

grave (ver secção 4.3).

 

População pediátricaMedicamento

A segurança e eficácia de Onduarp m crianças com menos de 18 anos de idade não foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Onduarp pode ser toma o com ou sem alimentos. Recomenda-se que Onduarp seja tomado com um pouco de líquido.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade às substâncias ativas, a derivados da di-hidropiridina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1

Segundo e terceiro trimestres da gravidez (ver secções 4.4 e 4.6)

Perturbações obstrutivas biliares e compromisso hepático grave

Choque (incluindo choque cardiogénico)

Hipotensão grave

Obstrução do trato de saída do ventriculo esquerdo (por exemplo, estenose aórtica de grau elevado)

Insuficiência cardíaca pós enfarte agudo do miocárdio, hemodinamicamente instável

O uso concomitante de telmisartan com aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secções 4.2, 4.4, 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Gravidez

Os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser iniciados durante a gravidez. Nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido, a não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa (ver secções 4.3. e 4.6.).

Insuficiência hepática

O telmisartan sofre eliminação predominantemente biliar. Poderá prever-se uma diminuição da depuração hepática do telmisartan em doentes com doenças obstrutivas biliares ou insuficiência

hepática. Além disso, como acontece com todos os antagonistas dos canais de cálcio, a semivida da

 

autorizado

amlodipina é prolongada em doentes com disfunção hepática, não tendo sido estabelecidas

recomendações sobre a posologia apropriada. Onduarp deverá ser usado com precaução nestes

doentes.

 

Hipertensão vascular renal

Existe um risco aumentado de hipotensão e insuficiência renal graves quando doentes com estenose arterial bilateral renal ou estenose da artéria para o único rim f ncionante são tratados com fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Hipovolémia intravascular

Insuficiência renal e transplante renal

 

 

Quando Onduarp é utilizado em doentes com compromisso da função renal, recomenda-se

 

 

não

monitorização periódica dos níveis séricos de pot ssio e creatinina. Não há experiência sobre a

administração de Onduarp em doentes com transplante

renal recente. O telmisartan e a amlodipina não

são dialisáveis.

Medicamento

 

 

 

 

 

Pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose em doentes com depleção do volume e/ou do sódio devido ter pêutica diurética intensiva, restrição de sal na dieta, diarreia ou vómitos. Estas condições evem ser corrigidas antes da administração de telmisartan. Se ocorrer hipotensão com Onduarp, o oente deve ser colocado em decúbito dorsal e, se necessário, deverá ser- lhe administrada uma p rfusão intravenosa de solução salina normal. O tratamento pode continuar depois de a tensão arterial estar estabilizada.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona:

O uso de telmisartan em associação com o aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secção 4.3).

Como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, têm sido notificadas hipotensão, síncope, hipercaliemia e alterações na função renal (incluindo insuficiência renal aguda) em indivíduos suscetíveis, especialmente quando são associados medicamentos que afetam este sistema. Assim, o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (ex. pela administração de telmisartan com um bloqueador do sistema renina-angiotensina-aldosterona) não é recomendado. É recomendada uma monitorização da função renal, caso a coadministração seja considerada necessária.

Outras situações com estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (p.ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença renal subjacente, incluindo estenose da artéria renal), o tratamento com fármacos que afetam este sistema foi associado a hipotensão aguda, hiperazotémia, oligúria ou, raramente, a insuficiência renal aguda (ver secção 4.8).

Aldosteronismo primário

Os doentes com aldosteronismo primário por norma não responderão a fármacos anti-hipertensores que atuam através da inibição do sistema renina-angiotensina. Assim, não é recomendado o uso de telmisartan.

Estenose das válvulas aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com outros vasodiladatores, é indicado um cuidado especial em doentes que sofrem de estenose aórtica ou da válvula mitral, ou com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Angina instável, enfarte agudo do miocárdio

autorizado

Não há dados que apoiem a utilização de Onduarp em doentes com angina instável e durante ou num prazo de um mês após enfarte do miocárdio.

Insuficiência cardíaca

Num estudo de longo prazo controlado com placebo (PRAISE-2) s b e a utilização de amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA de etiologia não-isquémica, a amlodipina foi associada a um maior número de notificações de edema pulmonar, apesar de não ter

sido registada uma diferença significativa na incidência do gr v mento da insuficiência cardíaca,

comparativamente ao placebo (ver secção 5.1).

não

 

Doentes diabéticos tratados com insulina ou com a tidiabéticos

Nestes doentes pode ocorrer hipoglicemia durante o tratamento com telmisartan. Assim, deve ser

Medicamento

sanguínea nestes doentes; um ajuste da dose de

considerada uma monitorização adequada da glucose

insulina ou dos antidiabéticos poderá ser ecessário quando indicado.

Hipercaliémia

A utilização de fármacos que fetem o sistema renina-angiotensina-aldosterona pode causar hipercaliémia. A hipercaliémia pode ser fatal em idosos, em doentes com insuficiência renal, em doentes diabéticos, em doentes que estejam a ser tratados concomitantemente com outros fármacos suscetíveis de aumentar os níveis de potássio, e/ou em doentes com acontecimentos intercorrentes.

A relação benefício/risco deve ser avaliada antes de se considerar o uso concomitante de fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Os principais fatores de risco para a hipercaliémia a ser considerados são:

Diabetes mellitus, compromisso renal, idade (>70 anos)

Associação com um ou mais fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e/ou suplementos de potássio. Os fármacos ou classes terapêuticas de fármacos que podem induzir hipercaliémia são substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio,

inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), antagonistas do recetor da angiotensina II, fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, incluindo os inibidores seletivos da COX-2), heparina, imunossupressores (ciclosporina ou tacrolimus) e trimetoprim.

-Acontecimentos intercorrentes, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica, deterioração da função renal, deterioração súbita da condição renal (por exemplo, doenças infeciosas), lise celular (por exemplo, isquémia aguda a nível dos membros, rabdomiólise, trauma extensivo).

Nestes doentes recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de potássio (ver secção 4.5).

Sorbitol

Este medicamento contém sorbitol (E420). Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose não devem tomar Onduarp.

Outros

Tal como com qualquer medicamento anti-hipertensor, a diminuição excessiva da pressão arterial em doentes com cardiomiopatia isquémica ou doença cardiovascular isquémica pode resultar num enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram observadas interações entre os dois componentes destas combinações de dose fixa nos estudos clínicos.

Interações frequentes associadas à combinação

Não foram efetuados estudos de interação.

A ser considerado na utilização concomitante

autorizado

Outros medicamentos anti-hipertensores

 

O efeito de redução da pressão arterial de Onduarp pode ser aumentado pela utilização concomitante de outros fármacos anti-hipertensores.

Medicamentos com potencial hipotensivo

Com base nas suas propriedades farmacológicas, pode esper r-se q e os seguintes fármacos potenciem

os efeitos hipotensivos de todos os anti-hipertensores incluindo Onduarp: baclofeno, amifostina,

 

 

não

neurolépticos ou antidepressivos. Adicionalmente, a hip tensão ortostática pode ser agravada pelo

álcool.

 

 

Corticosteroides (via sistémica)

 

Medicamento

 

Redução do efeito anti-hipertensor.

 

Interações associadas ao telmisartan

Contraindicações (ver secção 4.3)

Duplo bloqueio do sistema ren na-angiotensina-aldosterona (SRAA)

A associação de telmisartan com aliscireno é contra-indicada em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) e não é recomendado em outros doentes (ver secções 4.3, 4.4).

Utilizações concomitantes não recomendadas

Diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio

Os antagonistas do recetor da angiotensina II, tais como o telmisartan, atenuam a perda de potássio induzida pelos diuréticos. Os diuréticos poupadores de potássio, como por exemplo, a espironolactona, a eplerenona, o triamtereno, ou a amilorida, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio podem levar a um aumento significativo do potássio sérico. Se a administração concomitante é indicada devido a hipocaliémia documentada, estes fármacos deverão ser utilizados com precaução e o potássio sérico frequentemente monitorizado.

Lítio

Foram notificados aumentos reversíveis das concentrações séricas de lítio e toxicidade, durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de conversão da angiotensina e com antagonistas do recetor da angiotensina II, incluindo o telmisartan. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Fármacos anti-inflamatórios não esteroides

Os AINEs (como sejam o ácido acetilsalicílico em regimes posológicos anti-inflamatórios, os inibidores da COX-2 e os AINEs não seletivos) podem diminuir o efeito anti-hipertensor dos antagonistas do recetor da angiotensina II.

Em alguns doentes com função renal comprometida (por exemplo, doentes desidratados ou idosos com função renal comprometida), a administração conjunta de antagonistas do recetor da angiotensina II e de medicamentos que inibam a ciclo-oxigenase pode resultar na deterioração posterior da função renal, incluindo possível falência renal aguda, que é geralmente reversível. Deste modo, a administração concomitante destes fármacos deve ser feita com precaução, especialmente nos idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve-se considerar a monitorização da função renal uma vez iniciada a terapêutica concomitante e, depois, periodicamente.

Ramipril

Num estudo clínico, a administração concomitante de telmisartan e am pril provocou um aumento da AUC0-24 e Cmax do ramipril e ramiprilato até 2,5 vezes. Não é conhecida a relevância clínica desta observação.

A ser considerado na utilização concomitante

não

autorizado

 

Digoxina

 

Quando o telmisartan foi co-administrado com digoxi a, foram observados aumentos médios de

digoxina no pico de concentração plasmática (49%) e na concentração mínima (20%). Ao iniciar, ajustar e suspenderMedicamentoo telmisartan, devem ser m nitorizados os níveis de digoxina de modo a manter os níveis dentro da janela terapêutica.

Interações associadas à amlodipina

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Inibidores do CYP3A4

Com a utilização concomitante com o inibidor do CYP3A4, a eritromicina em doentes jovens e diltiazem em doentes idosos, respetivamente, a concentração sérica de amlodipina aumentou 22% e 50 %, respetivamente. No entanto, a relevância clínica deste resultado não está completamente esclarecida. Não pode afastar-se a hipótese de inibidores fortes do CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir) poderem aumentar mais as concentrações séricas da amlodipina do que o diltiazem. A amlodipina deve ser utilizada com precaução quando associada a inibidores do CYP3A4. Não foram, contudo,notificados quaisquer acontecimentos adversos atribuíveis a esta interação.

Indutores do CYP3A4

Não há dados disponíveis sobre o efeito dos indutores do CYP3A4 sobre a amlodipina. A utilização concomitante de indutores do CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Hypericum perforatum) pode originar uma menor concentração sérica de amlodipina.

Toranja e sumo de toranja

A administração concomitante de 240 ml de sumo de toranja com uma dose oral única de 10 mg de amlodipina em 20 voluntários saudáveis não teve um efeito significativo sobre as propriedades farmacocinéticas da amlodipina. A utilização concomitante de amlodipina e toranja ou sumo de toranja continua a não ser recomendada, uma vez que a biodisponiblidade da amlodipina pode aumentar em alguns em doentes e pode resultar num aumento dos efeitos hipotensivos.

A ser considerado na utilização concomitante

Sinvastatina

A administração concomitante de doses múltiplas de amlodipina com sinvastatina 80 mg resultou num aumento da exposição à sinvastatina de 77%, quando comparada com a administração de apenas sinvastatina. Assim recomenda-se a limitação da dose de sinvastatina para 20 mg, em doentes que estejam em tratamento concomitante com amlodipina.

Outros

A amlodipina tem sido administrada, em segurança, com digoxina, varfarina, atorvastatina, sildenafil, antiácidos (gel de hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticona), cimetidina, ciclosporina, antibióticos e hipoglicemiantes. Quando se utilizou concomitantemente amlodipina e sildenafil, cada um dos agentes exerceu o seu efeito hipotensivo independente.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

autorizado

Gravidez

 

Não existem dados suficientes sobre a utilização de Onduarp em m lheres grávidas. Não foram

efetuados estudos de toxicidade reprodutiva em animais com Onduarp.

Telmisartan

não

 

Não se recomenda a utilização de antagonistas dosrecetores da angiotensina II durante o primeiro

Estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

trimestre da gravidezMedicamento(ver secção 4.4). A utilização de antagonistas dos recetores da angiotensina II é contraindicada durante o segundo e terceiro rimestres da gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica rel tiva ao risco de teratogenicidade após a exposição aos IECAs durante o primeiro trimestre de grav ez não é conclusiva; contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não xistem dados de estudos epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores da angiotensina II, os riscos para esta classe de fármacos poderão ser semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em seres humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliémia) (ver secção 5.3.). No caso de a exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do crânio. Os lactentes cujas mães estiveram expostas a antagonistas dos recetores da angiotensina II devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3. e 4.4.).

Amlodipina

Dados de um número limitado de mulheres grávidas expostas à amlodipina não indicam que a amlodipina ou outros antagonistas dos recetores de cálcio tenham um efeito nocivo na saúde do feto. No entanto, pode existir um risco de trabalho de parto prolongado.

Amamentação

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de telmisartan e/ou amlodipina durante a amamentação, não é recomendado o tratamento com Onduarp, sendo preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante o amamentação esteja melhor estabelecido, particularmente durante o amamentação de recém-nascidos ou prematuros.

Fertilidade

Não estão disponíveis dados de ensaios clínicos controlados com a combinação de dose fixa ou com os componentes individuais.

Não foram realizados estudos separados de toxicidade reprodutiva com a combinação de telmisartan e amlodipina.

Em ensaios pré-clínicos, não foram observados efeitos do telmisartanautorizadona fertilidade do macho ou da

fêmea. Também não foram notificados efeitos na fertilidade do macho ou da fêmea para a amlodipina (ver secção 5.3)

Foram observadas alterações bioquímicas reversíveis na secção da cabeça dos espermatozoides que podem dificultar a fecundação, em estudos pré-clínicos e in vitro com bloqueadores dos canais de cálcio. Não foi estabelecida a sua relevância clínica.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizarnãomáquinas

Onduarp tem uma influência moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes devem ser avisados de que poderão ocorrer reaçõesadversas como síncope, sonolência, tonturas ou

potencialmente perigosas, como conduzir ou operar máquinas.

vertigens durante oMedicamentotratamento (ver secção 4.8). Por isso, recomenda-se precaução, quando os doentes conduzirem ou operarem máquinas. Se os doentes tiverem reações adversas, deverão evitar tarefas

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentes incluem tonturas e edema periférico. Muito raramente pode ocorrer síncope grave (menos de 1 caso por cada 1.000 doentes).

A segurança e tolerabilidade de Onduarp foram avaliadas em cinco estudos clínicos controlados com mais de 3500 doentes, dos quais mais de 2500 foram tratados concomitantemente com telmisartan e amlodipina.

Lista em forma tabelar das reações adversas

As reações adversas foram organizadas em classes de frequência utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); raros (≥1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Classe de sistema de órgãos

Frequente

 

Pouco frequentes

Raros

Infeções e infestações

 

 

 

cistite

Perturbações do foro

 

 

 

depressão, ansiedade,

psiquiátrico

 

 

 

insónia

Doenças do sistema nervoso

tonturas

 

sonolência,

síncope

 

 

 

cefaleias, parestesias

neuropatia periférica,

 

 

 

 

hipoestesia,

 

 

 

 

disgeusia,

 

 

 

 

tremor

Afeções do ouvido e do

 

 

vertigens

 

labirinto

 

 

 

 

Cardiopatias

 

 

bradicardia,

 

 

 

 

palpitações

 

Vasculopatias

 

 

hipotensão, hipotensão

 

 

 

 

ortostática, rubor

 

Doenças respiratórias,

 

 

tosse

 

torácicas e do mediastino

 

 

 

 

Doenças gastrintestinais

 

 

dores abdominais,

vómitos, hipertrofia

 

 

 

diarreia, náuseas

gengival, dispepsia,

 

 

 

 

secura da boca

Afeções dos tecidos cutâneos e

 

 

prurido

eczema, eritema,

subcutâneos

 

 

 

erupção cutânea

 

 

 

autorizado

Afeções musculo-esqueléticas

 

 

artralgia, espasmos dor nas costas, dor nas

e dos tecidos conjuntivos

 

 

musculares (cãibras

extremidades (dores

 

 

 

as pernas), mialgia

nas pernas)

 

 

 

não

 

Doenças renais e urinárias

 

 

 

noctúria

Sistema reprodutor e

 

disfunção eréctil

 

distúrbios mamários

 

 

 

 

 

 

 

Perturbações gerais e

edema

 

Astenia, dor torácica,

mal-estar

alterações no local de

p riférico

 

fadiga, edema

 

administração

 

 

 

 

Exames complementares de

 

 

aumento das enzimas

aumento do ácido

diagnóstico

 

 

hepáticas

úrico sérico

Informações adicionaisMedicamentosobre os componentes individuais

As reações adversas anteriormente notificadas com um dos componentes individuais (telmisartan ou

amlodipina) podem ser também reações adversas potenciais com Onduarp, mesmo que não tenham sido observados em ensaios clínicos ou após a introdução no mercado.

Telmisartan

Infeções e infestações

 

Pouco frequente:

Infeção do trato respiratório superior, incluindo

 

faringite e sinusite, infeção do trato urinário,

 

incluindo cistite

Raro:

Sépsis incluindo casos fatais1

Doenças do sangue e do sistema linfático

 

Pouco frequente:

Anemia

Raro:

Trombocitopenia, eosinofilia

Doenças do sistema imunitário

 

Raro:

 

Hipersensibilidade, reação anafilática

Perturbações da nutrição e do metabolismo

 

Pouco

frequente:

Hipercaliémia

Raro:

 

Hipoglicémia (em doentes diabéticos)

Afeções oculares

 

Raro:

 

Perturbações visuais

Cardiopatias

 

 

Raro:

 

Taquicardia

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

 

Pouco

frequente:

Dispneia

Doenças gastrintestinais

 

Pouco

frequente:

Flatulência

Raro:

 

Desconforto gástrico

Doenças hepato-biliares

 

Raro:

 

Alterações da função hepática, perturbações

 

 

hepáticas2

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Hiperhidroseautorizado

Pouco

frequente:

Raro:

 

Angi edema (com resultado fatal), erupção

 

 

medicamentosa, erupção cutânea tóxica, urticária

 

 

não

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos con untivos

Raro:

Dor tendinosa (sintomas semelhantes aos de

 

Doenças renais e urinárias

tendinite)

 

Pouco

frequente:

Insuficiência renal incluindo insuficiência renal

 

 

aguda

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Raro:

 

Síndrome gripal

Exames complementaresMedicamentode diagnóstico

 

Pouco

frequente:

Elevação da creatinina sérica

Raro:

 

Elevação da creatinina fosfoquinase sérica,

 

 

diminuição da hemoglobina

1: o acontecimento pode ser um acaso ou estar relacionado com um mecanismo de ação não conhecido 2: a maioria dos casos de alterações da função hepática / perturbações hepáticas provenientes da experiência pós-comercialização com telmisartan ocorreram em doentes japoneses. Os doentes japoneses apresentam maior probabilidade de apresentar estas reações adversas.

Amlodipina

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raro:

Leucocitopenia, trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

 

Muito raro:

Hipersensibilidade

Perturbações da nutrição e do metabolismo

 

 

Muito raro:

Hiperglicémia

 

 

Perturbações do foro psiquiátrico

 

 

 

Pouco frequente:

Alterações do humor

 

Raro:

Confusão

 

 

Doenças do sistema nervoso

 

 

 

Muito raro:

Síndrome extrapiramidal

 

Afeções oculares

 

 

 

Pouco frequente:

Perturbação visual

 

Afeções do ouvido e do labirinto

 

 

 

Pouco frequente:

Zumbidos

 

 

Cardiopatias

 

 

 

Muito raro:

Enfarte do miocárdio, arritmia, taquicardia ventricular, fibrilhação

Vasculopatias

auricular

 

autorizado

 

 

Muito raro:

Vasculite

 

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

 

Pouco frequente:

Dispneia, rinite

 

Doenças gastrintestinais

 

 

 

 

 

Pouco frequente:

Alterações dos hábitos intestinais

Muito raro:

Pancreatite, gastrite

 

Afeções hepatobiliares

não

 

 

 

Muito raro:

 

 

Hepati e, ic erícia, aumento das enzimas hepáticas (principalmente

 

relacio ado com colestase)

 

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

 

 

Pouco frequente:

Alopécia, púrpura, descoloração da pele, hiperidrose

Muito raro:

Angioedema, eritema multiforme, urticária, dermatite exfoliativa,

 

síndrome de Stevens-Johnson, fotossensibilidade

Doenças renais e urinárias

 

 

 

Pouco frequente:MedicamentoMictúria, polaquiúria

 

Doenças dos orgãos genitais e da mama

 

 

Pouco frequente:

Ginecomastia

 

 

Perturbações gerais e alterações no local de administração

 

Pouco frequente:

Dor

 

 

Exames complementares de diagnóstico

 

 

Pouco frequente:

Aumento de peso, perda de peso

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Espera-se que os sinais e sintomas de sobredosagem estejam em linha com uma exacerbação dos efeitos farmacológicos. As manifestações mais proeminentes de sobredosagem com telmisartan serão previsivelmente hipotensão e taquicardia; também têm sido notificados bradicardia, tonturas, aumento da creatinina sérica e insuficiência renal aguda.

A sobredosagem com amlodipina pode provocar vasodilatação periférica excessiva e possivelmente taquicardia reflexa. Foi notificada uma acentuada e provavelmente prolongada hipotensão sistémica, incluindo choque fatal.

Tratamento

O doente deverá ser objeto de uma monitorização rigorosa e a terapêutica deverá ser sintomática e de suporte. A abordagem depende do período de tempo desde a ingestão e da gravidade dos sintomas. Entre as medidas sugeridas incluem-se a indução do vómito e/ou lavagem gástrica. O carvão ativado pode ser útil no tratamento da sobredosagem quer com telmisartan, quer com amlodipina.

Os eletrólitos séricos e os níveis de creatinina deverão ser monitorizados com frequência. Se ocorrer

hipotensão, o doente deverá ser deitado em decúbito dorsal com elevação das extremidades, procedendo-se à administração rápida de suplementos de sal eautorizadovolume. Deve ser instituído tratamento de suporte. O gluconato de cálcio intravenoso pode ser benéfico na resolução os efeitos do bloqueio

dos canais de cálcio. O telmisartan e a amlodipina não são removidos por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: Agentes que atuam sobrenãoo sistema da renina-angiotensina, antagonistas da angiotensina II e bloqueadores dos canais dec lcio, Código ATC: C09DB04.

Onduarp combina doisMedicamentocompostos anti-hipertensores com mecanismos complementares de controlo da

pressão arterial em doentes com hiperte são essencial: um antagonista do recetor da angiotensina II, o telmisartan, e um bloqueador dos canais de cálcio dihidropiridínico, a amlodipina.

A combinação destas duas substâncias t m um efeito anti-hipertensor aditivo, diminuindo a pressão arterial em maior grau do que qu lquer um dos componentes isoladamente.

Onduarp uma vez por dia provo uma diminuição efetiva e consistente da pressão arterial ao longo do intervalo terapêutico de 24 horas.

Telmisartan

O telmisartan é um antagonista ativo e específico do recetor da angiotensina II (tipo AT1) por via oral. O telmisartan desloca a angiotensina II com elevada afinidade do seu local de ligação ao recetor do subtipo AT1, que é responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O telmisartan não apresenta nenhuma atividade agonista parcial sobre o recetor AT1. O telmisartan liga-se seletivamente ao recetor AT1. A ligação é prolongada. O telmisartan não revela afinidade para outros recetores, incluindo o AT2 e outros recetores AT menos caracterizados. O papel funcional destes recetores não é conhecido, nem o efeito da sua possível sobrestimulação pela angiotensina II, cujos níveis são aumentados pelo telmisartan. Os níveis plasmáticos da aldosterona são diminuídos pelo telmisartan. O telmisartan não inibe a renina plasmática humana nem bloqueia os canais iónicos. O telmisartan não inibe a enzima de conversão da angiotensina (quininase II), a enzima que também degrada a bradiquinina. Assim, não se espera que potencie as reações adversas mediados pela bradiquinina.

Nos seres humanos, uma dose de 80 mg de telmisartan inibe quase completamente o aumento da pressão arterial provocado pela angiotensina II. O efeito inibitório mantém-se durante 24 horas e ainda se pode medir até às 48 horas.

Após a administração da primeira dose de telmisartan, o início da atividade anti-hipertensora ocorre gradualmente dentro de 3 horas. A redução máxima da pressão arterial é geralmente atingida 4 a 8 semanas após o início do tratamento e mantém-se durante uma terapêutica prolongada.

O efeito anti-hipertensor permanece ao longo de 24 horas após a dose e inclui as últimas 4 horas antes da administração seguinte, como demonstram as medições da pressão arterial realizadas em ambulatório. Isto é confirmado por razões da concentração mínima até ao pico consistentemente acima de 80%, observados após uma dose de 40 e 80 mg de telmisartan em estudos clínicos controlados por placebo. Existe uma tendência aparente para uma relação entre a dose e o tempo de recuperação da pressão arterial sistólica (PAS) inicial. A este respeito os dados que se referem à pressão arterial diastólica (PAD) são inconsistentes.

Em doentes com hipertensão, o telmisartan reduz a pressão sanguínea sistólica e diastólica sem afetar a pulsação. A contribuição do efeito diurético e natriurético do fármaco para a sua atividade hipotensora ainda tem de ser definida. A eficácia anti-hipertensora do telmisartan é comparável à de agentes representativos de outras classes de fármacos anti-hipertensores (demonstrado em ensaios clínicos comparando o telmisartan à amlodipina, atenolol, enalapril, hidroclorotiazida e lisinopril).

Após interrupção abrupta do tratamento com telmisartan, a pressão arterial volta gradualmente aos valores anteriores ao tratamento ao longo de um período de vários dias, sem evi ências de exacerbação da hipertensão.

Em ensaios clínicos, a incidência de tosse seca foi significativamen e menor em doentes tratados com telmisartan do que nos tratados com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, comparando diretamente os dois tratamentos antihipertensores.

Amlodipina

não

autorizado

A amlodipina é um inibidor do fluxo iónico do cálcio (bloqueador dos canais lentos do cálcio ou

antagonista do ião cálcio) e inibe o influxo transmembranar dos iões para as células miocárdica e muscular lisa vascular. O mecanismo da ação anti-hipertensora da amlodipina é devido a um efeito

relaxante direto sobreMedicamentoa musculatura lisa vascular, originando uma diminuição da resistência vascular

periférica e da pressão arterial. Dados experimentais sugerem que a amlodipina se liga aos locais de ligação da dihidropiridina e não-dihidropiridina. A amlodipina é relativamente seletiva para os vasos, tendo um efeito mais acentuado sobre as células da musculatura lisa vascular do que sobre as células do músculo cardíaco.

Nos doentes com hipertensão, a toma única diária proporciona reduções clinicamente significativas da pressão arterial tanto na posição de decúbito como na de pé ao longo das 24 horas. Em virtude de a ação se manifestar lentam nte, a hipotensão aguda não é uma característica da administração da amlodipina.

Em doentes com hipertensão com função renal normal, doses terapêuticas de amlodipina provocaram uma diminuição da resistência vascular renal e um aumento da taxa de filtração glomerular e do fluxo renal plasmático efetivo, sem alterarem a fração de filtração ou proteinúria.

A amlodipina não tem sido associada a efeitos metabólicos adversos nem a alterações nos lípidos plasmáticos, sendo adequado o seu emprego em doentes com asma, diabetes e gota.

Uso em doentes com insuficiência cardíaca

Estudos hemodinâmicos e ensaios clínicos controlados que utilizaram o esforço, em doentes com insuficiência cardíaca das classes II-IV da NYHA mostraram que a amlodipina não causa deterioração clínica, avaliada pela tolerância ao esforço, fração de ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.

Um estudo controlado com placebo (PRAISE) concebido para avaliar doentes com insuficiência cardíaca das classes III-IV da NYHA, tratados com digoxina, diuréticos e inibidores da ECA, mostrou

que a amlodipina não aumentou o risco de mortalidade ou mortalidade e morbilidade combinadas, nos doentes com insuficiência cardíaca.

Num estudo de seguimento, de longo prazo e controlado por placebo (PRAISE-2) sobre a utilização da amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA, sem sintomas clínicos ou sinais objetivos sugestivos de doença isquémica subjacente, com doses estáveis de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), digitálicos e diuréticos, a amlodipina não exerceu efeito sobre a mortalidade cardiovascular total. Nesta mesma população, a amlodipina foi associada a um maior número de notificações de edema pulmonar, apesar de não ter sido registada uma diferença significativa na incidência de agravamento da insuficiência cardíaca, comparativamente ao placebo.

Telmisartan/Amlodipina

Num estudo fatorial multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação, controlado com placebo e com um grupo paralelo, com a duração de 8 semanas, em 1461 doentes com hipertensão ligeira a grave (pressão diastólica média na posição sentado ≥95 e <110 mmHg), o tratamento com cada dose

combinada de Onduarp originou reduções significativamente maiores da pressão diastólica e sistólica e maiores taxas de controlo do que a monoterapia com os respetivos componentes.

O efeito anti-hipertensor foi obtido, na maioria dos casos, noautorizadoesp ço de 2 semanas após o início da terapêutica. Num sub-conjunto de 1050 doentes com hipertensão moderada a grave (PAD ≥100

Onduarp mostrou reduções da pressão diastólica e sistólica relacionadas com a ose para todo o

intervalo de doses de -21,8/-16,5 mmHg (40 mg/5 mg), -22,1/-18,2 mmHg (80 mg/5 mg), -24,7/-20,2

mmHg (40 mg/10 mg) e -26,4/-20,1 mmHg (80 mg/10 mg). A diminu ção da pressão arterial diastólica <90 mmHg foi obtida em 71,6%, 74,8%, 82,1% e 85,3% dos doen es, espetivamente. Os valores foram ajustados por linha de base e país.

mmHg) 32,7 – 51,8% tiveram uma resposta suficie te à monoterapia com telmisartan ou amlodipina.

As variações médias observadas na pressão sistólica/diastólica com a terapêutica combinada com

não

amlodipina 5 mg (-22,2/-17,2 mmHg com 40 mg/5 mg; -22,5/-19,1 mmHg com 80 mg/5 mg) foram

comparáveis ou maiores do que as que foram bservadas

com amlodipina 10 mg (-21,0/-17,6 mmHg)

Medicamento

 

e ficaram associadas a uma taxa significa ivamente menor de edema (1,4% com 40 mg/5 mg; 0,5% com 80 mg/5 mg; 17,6% com amlodipi a 10 mg).

A monitorização por medições da pressão arterial realizadas em ambulatório (MAPA) realizadas num sub-conjunto de 562 doentes onfirmou os resultados observados com diminuições das medições clínicas da pressão arterial s stólica e diastólica consistentes ao longo de todo o período da dose (24 horas).

Num outro estudo multicêntrico, aleatoriizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 1097 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 5 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/5 mg ou 80 mg/5 mg) ou só com amlodipina (5 mg ou 10 mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, a ambas as doses da monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial sistólica e diastólica (-13,6/-9,4 mmHg, -15,0/-10,6 mmHg com 40 mg/5 mg,

80 mg/5 mg versus -6,2/-5,7 mmHg, -11,1/-8,0 mmHg com amlodipina 5 mg e 10 mg e foram obtidas taxas mais elevadas de controlo da pressão diastólica em comparação com as respetivas monoterapias (56,7%, 63,8% com 40mg/5mg e 80mg/5mg versus 42%, 56,7% com amlodipina 5 mg e 10 mg). As taxas de edema foram significativamente menores com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg do que com amlodipina 10 mg (4,4% versus 24,9%, respetivamente).

Num outro estudo multicêntrico, randomizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 947 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 10 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/10 mg ou 80 mg/10 mg) ou só amlodipina (10 mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, à monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial diastólica e sistólica (-11,1/-9,2 mmHg, -11,3/ -9,3 mmHg com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus -

7,4/-6,5 mmHg com amlodipina 10 mg) e e foram obtidas taxas mais elevadas de normalização da pressão diastólica em comparação com a monoterapia (63,7%, 66,5% com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus 51,1% com amlodipina 10 mg).

Em dois estudos correspondentes de follow-up, abertos e de longo prazo, realizados ao longo de um período superior a 6 meses, o efeito de Onduarp manteve-se ao longo de todo o período do ensaio. Foi igualmente observado que alguns doentes não adequadamente controlados com Onduarp 40 mg/10 mg conseguiam uma diminuição adicional da pressão arterial com a titulação para Onduarp 80 mg/10 mg.

A incidência global de reações adversas com Onduarp no programa de ensaios clínicos foi baixa, com apenas 12,7% dos doentes tratados a registarem reações adversas. As reações adversas mais frequentes foram edema periférico e tonturas (ver também secção 4.8). As reações adversas notificadas estavam de acordo com as que eram esperadas tendo em conta os perfis de segurança dos componentes telmisartan e amlodipina. Não foram observadas reações adversas novas ou mais graves. Os acontecimentos relacionados com edema (edema periférico, edema generalizado e edema) foram consistentemente menores em doentes tratados com Onduarp do que em doentes tratados com amlodipina 10 mg. No ensaio de desenho fatorial, as taxas de edema foram de 1,3 % com Onduarp 40

mg/5 mg e 80 mg/5 mg, 8,8 % com Onduarp 40 mg/10 mg e 80 mg/10 mg e 18,4% com amlodipina autorizado

10 mg. Nos doentes não controlados com amlodipina 5 mg, as taxas de edema f ram de 4,4% com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg e 24,9% com amlodipina 10 mg.

O efeito anti-hipertensor de Onduarp foi semelhante independentemente da idade e sexo, e também semelhante em doentes com e sem diabetes.

Onduarp não foi estudado em nenhuma população a não ser dos doentes com hipertensão.

Telmisartan foi estudado num estudo de grande dimensão com 25.620 doentes com elevado risco de

 

não

acontecimentos cardiovasculares (ONTARGET). A aml dipina foi estudada em doentes com angina

crónica estável, angina vasospástica e doença coro ária documentada por angiografia.

População pediátrica

 

Medicamento

 

A Agência Europeia de Medicamentos dispensu a obrigação de submissão dos resultados dos estudos

com Onduarp em todos os sub-grupos da população pediátrica na hipertensão (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Farmacocinética da combinação de dose fixa (CDF)

A velocidade e extensão a absorção de Onduarp são equivalentes à biodisponibilidade do telmisartan e da amlodipina, quando administrados como comprimidos separados.

Absorção

A absorção do telmisartan é rápida, apesar de variar a quantidade absorvida. A biodisponibilidade absoluta média para o telmisartan é de cerca de 50%. Quando o telmisartan é tomado com alimentos, a redução na área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC0-∞) do telmisartan varia desde aproximadamente 6% (dose de 40 mg) até aproximadamente 19% (dose de 160 mg). Três horas após a administração, as concentrações plasmáticas são semelhantes quer o telmisartan seja tomado em jejum ou com alimentos.

Após a administração oral de doses terapêuticas, a amlodipina é bem absorvida com picos séricos entre 6-12 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta varia entre 64 e 80%. A biodisponibilidade da amlodipina não é afetada pelos alimentos.

Distribuição

O telmisartan liga-se extensamente às proteínas plasmáticas (>99,5 %), principalmente à albumina e à glicoproteína ácida alfa-1. O volume de distribuição médio aparente no estado estacionário (Vdss) é aproximadamente de 500 l.

O volume de distribuição da amlodipina é aproximadamente de 21 l/kg. Estudos in vitro mostraram que aproximadamente 97,5% da amlodipina circulante estão ligados às proteínas plasmáticas em doentes hipertensos.

Biotransformação

O telmisartan é metabolizado por conjugação no glucuronido do composto inicial. Não se demonstrou nenhuma atividade farmacológica para o conjugado.

A amlodipina é extensivamente (cerca de 90%) metabolizada pelo fígado em metabolitos inativos.

Eliminação

O telmisartan é caracterizado por uma farmacocinética com diminuição biexponencial, com uma semivida terminal de eliminação >20 horas. A concentração plasmática máxima (Cmax) e, em menor grau, a área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC) aumentam despr porcionalmente com a dose. Não existe evidência clínicamente relevante de acumulação de telmisartan tomado nas doses recomendadas. As concentrações plasmáticas foram superiores no sexo feminino do que no masculino, sem influência relevante sobre a eficácia.

Após administração oral (e intravenosa), o telmisartan é quase excl sivamente excretado nas fezes, principalmente sob a forma inalterada. A excreção urinária cum lativa é <1 % da dose. A depuração

A eliminação da amlopidina do plasma é bifásica, com uma semivida plasmática terminal

plasmática total (Cltot) é elevada (aproximadamente 1.000 ml/min) quando comparada com o fluxo

sanguíneo hepático (cerca de 1.500 ml/min).

não

autorizado

 

 

 

aproximadamente de 30 a 50 horas e está conformecom a dose de uma única toma ao dia. Os níveis

Linearidade/não-linearidade:

plasmáticos no estadoMedicamentoestacionário são alcançados ao fim de 7-8 dias de terapêutica consecutiva. Dez por cento da amlodipina e 60% dos metaboli os da amlodipina são excretados pela urina.

Não se espera que a pequena redução da AUC do telmisartan provoque uma redução da eficácia terapêutica. Não existe uma rel ção linear entre as doses e os níveis plasmáticos. A Cmax e, em menor grau, a AUC aumentam desproporcionalmente com doses acima dos 40 mg.

A amlodipina tem uma farmacocinética linear.

Populações especiais

População pediátrica (com menos de 18 anos de idade)

Não estão disponíveis dados farmacocinéticos na população pediátrica.

Género

Foram observadas diferenças na concentração plasmática de telmisartan, sendo a Cmax e a AUC aproximadamente 3 e 2 vezes superiores, respetivamente, em indivíduos do sexo feminino em comparação com o sexo masculino.

Idosos

A farmacocinética do telmisartan não difere entre doentes jovens e doentes idosos.

O tempo necessário para atingir o pico sérico de amlodipina é idêntico nos idosos e nos indivíduos mais jovens. Nos doentes idosos a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento na AUC e na semivida de eliminação.

Insuficiência renal

Foi observada a duplicação das concentrações plasmáticas de telmisartan em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado e grave. No entanto, foram observadas concentrações plasmáticas mais baixas em doentes com compromisso renal que faziam diálise. O telmisartan liga-se altamente às proteínas plasmáticas em doentes com compromisso renal e não pode ser removido por diálise. A semivida de eliminação não é alterada em doentes com compromisso renal. A farmacocinética da amlodipina não é significativamente influenciada pela insuficiência renal.

Insuficiência hepática

Estudos farmacocinéticos em doentes com insuficiência hepática demonstraram um aumento da biodisponibilidade absoluta de telmisartan até perto de 100%. A semivida de eliminação de telmisartan não é alterada em doentes com insuficiência hepática. Os doentes com insuficiência hepática a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento de cerca de 40-60% na AUC.

5.3 Dados de segurança

pré-clínica

Uma vez que os perfis de toxicidade não-clínica do telmisartan e da amlodipina não se sobrepõem, não se esperava uma exacerbação da toxicidade com a combinação, o q e foi confirmado num estudo de

toxicologia sub-crónica (13 semanas) em ratos em que foram testadas doses de 3,2/0,8, 10/2,5 e 40/10

mg/kg de telmisartan e amlodipina.

 

 

autorizado

 

 

 

Os dados pré-clínicos disponíveis para os compone tes desta combinação de dose fixa são

apresentados a seguir:

não

 

 

Medicamento

 

 

Telmisartan

 

 

 

Em estudos de segurança pré-clínica, dos s que originavam uma exposição comparável à do intervalo terapêutico clínico provocaram uma diminuição dos parâmetros dos glóbulos vermelhos (eritrócitos, hemoglobina, hematócrito), alter ções da hemodinâmica renal (aumento da ureia nitrogenada e creatinina), bem como um aumento do potássio sérico em animais normotensos. No cão, foi observada dilatação e atrofia dos túbulos renais. Também se observaram lesões na mucosa gástrica (erosão, úlceras ou inflamação) no rato e no cão. Estes efeitos indesejáveis mediados farmacologicamente, conhecidos de estudos pré-clínicos realizados com IECAs e antagonistas do recetor da angiotensina II, foram evitados com um suplemento oral salino. Em ambas as espécies, foi observado um aumento da atividade da renina plasmática e hipertrofia/hiperplasia das células justaglomerulares renais. Estas alterações, também um efeito da classe dos IECAs e outros antagonistas do recetor da angiotensina II, não parecem ter significado clínico.

Não existe uma evidência clara de um efeito teratogénico. Contudo, foi observado com doses tóxicas de telmisartan, um efeito no desenvolvimento pós-natal da ninhada tais como baixo peso corporal e atraso na abertura dos olhos.

Não houve evidência de mutagenicidade e de atividade clastogénica relevante em estudos in vitro, nem evidência de carcinogenicidade no rato e no ratinho.

Amlodipina

Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de administração reiterada, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos estudos de toxicidade de reprodução em ratos, observaram-se com doses elevadas parto tardio, prolongamento do trabalho de parto e menor sobrevivência fetal e das crias. A amlodipina não evidenciou qualquer efeito sobre a fertilidade de ratos tratados por via oral com maleato de amlodipina (os machos durante 64 dias e as fêmeas durante 14 dias antes do acasalamento) com doses até 10 mg

amlodipina/kg/dia (cerca de 10 vezes a dose máxima recomendada no ser humano de 10 mg/dia numa base de mg/m2).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Sílica coloidal anidra

 

 

 

Azul brilhante FCF (E 133)

 

 

 

Óxido de ferro negro (E172)

 

 

 

Óxido de ferro amarelo (E172)

 

 

 

Estearato de magnésio

 

 

 

Amido de milho

 

 

 

Meglumina

 

 

 

Celulose microcristalina

 

 

 

Povidona (K25)

 

 

 

Amido pré-gelificado

 

 

autorizado

Hidróxido de sódio

 

 

 

 

 

Sorbitol (E420)

 

 

 

6.2

Incompatibilidades

 

 

 

Não aplicável.

 

 

 

6.3

Prazo de validade

 

não

 

3 anos

 

 

 

6.4 Precauções especiais de conservação

 

 

 

Medicamento

 

 

 

Este medicamento não requer quaisquer precauções especiais de conservação. Guardar na embalagem original para prot ger da luz e da humidade.

Retire o comprimido do blister apenas imediatamente antes de o tomar.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de alumínio/alumínio (PA/Al/PVC/Al) numa embalagem com 28 comprimidos.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Boehringer Ingelheim International GmbH

Binger Str. 173

D-55216 Ingelheim am Rhein

Alemanha

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/11/729/001 (28 comprimidos)

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 novembro 2011

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no site da Agência Europeia do Medicamento (EMA) http://www.ema.europa.eu/.

 

 

não

autorizado

 

 

Medicamento

 

 

 

 

 

1. NOME DO MEDICAMENTO

Onduarp 40 mg/10 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 40 mg de telmisartan e 10 mg de amlodipina (sob a forma de besilato de amlodipina).

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada comprimido contém 168,64 mg de sorbitol (E420).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

autorizado

 

Comprimidos azuis e brancos de forma oval com duas camadas, gravados com o código do produto A2 numa das faces e com o logotipo da companhia na outra face.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

 

não

4.1

Indicações terapêuticas

 

 

 

 

Tratamento da hipertensão essencial em adultos:

 

 

Medicamento

 

 

Terapêutica adjuvante

 

 

Onduarp é indicado em doentes adultos cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com amlodipina.

Terapêutica de substituição

Doentes adultos já tratados om telmisartan e amlodipina, em comprimidos separados, podem em vez disso ser tratados com On uarp que contém as mesmas doses dos componentes.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A dose recomendada de Onduarp é um comprimido por dia.

A dose máxima recomendada é de Onduarp 80 mg/10 mg, um comprimido por dia. Onduarp está indicado para tratamento prolongado.

A administração de amlodipina com toranja ou sumo de toranja não é recomendada, uma vez que a biodisponiblidade pode estar aumentada em alguns doentes, podendo resultar num aumento dos efeitos hipotensivos (ver secção 4.5).

Terapêutica coadjuvante

Onduarp 40 mg/10 mg pode ser utilizado em doentes cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com 10 mg de amlodipina.

É recomendado um ajuste individual da dose com os componentes (ie. amlodipina e telmisartan) antes de mudar para a associação de dose fixa. Desde que clinicamente adequado, pode ser considerada a transferência direta da monoterapia para o tratamento com combinação fixa.

Os doentes tratados com 10 mg de amlodipina que registarem quaisquer reações adversas que limitem a dose, nomeadamente edema, podem passar para Onduarp 40 mg/5 mg uma vez por dia, reduzindo a dose de amlodipina sem diminuir a resposta global anti-hipertensora esperada.

Terapêutica de substituição

Os doentes tratados com comprimidos de telmisartan e amlodipina separadamente podem, em vez disso, tomar comprimidos Onduarp contendo as mesmas doses dos componentes num só comprimido por dia, tornando o tratamento mais cómodo e aumentando a adesão .

População especial

autorizado

Doentes idosos

 

Não é necessário ajuste da dose no doente idoso. Existe pouca informação sobre a utilização em doentes muito idosos.

Doentes com compromisso renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada. Dispõe-se de experiência limitada em relação a doentes com insuficiência ren l grave ou sujeitos a hemodiálise. Onduarp deve ser administrado com precaução a estesnãod entes uma vez que a amlodipina e o telmisartan não são dialisáveis (ver também secção 4.4).

Doentes com compromisso hepático

O uso concomitante de telmisartan com aliscirenoé contra-indicado em doentes com insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73Medicamentom2) (ver secção 4.3).

Onduarp deve ser administrado com pr caução a doentes com insuficiência hepática moderada. A dose de telmisartan para doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada não deve exceder os 40 mg uma vez ao dia (ver secção 4.4). Onduarp está contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave (ver secção 4.3).

População pediátrica

A segurança e eficácia de Onduarp em crianças com menos de 18 anos de idade não foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Onduarp pode ser tomado com ou sem alimentos. Recomenda-se que Onduarp seja tomado com um pouco de líquido.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade às substâncias ativas, a derivados da di-hidropiridina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1

Segundo e terceiro trimestres da gravidez (ver secções 4.4 e 4.6)

Perturbações obstrutivas biliares e compromisso hepático grave

Choque (incluindo choque cardiogénico)

Hipotensão grave

Obstrução do trato de saída do ventriculo esquerdo (por exemplo, estenose aórtica de grau elevado)

Insuficiência cardíaca pós enfarte agudo do miocárdio hemodinamicamente instável 4.4

O uso concomitante de telmisartan com aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secções 4.2, 4.4, 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Gravidez

Os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser iniciados durante a gravidez. NAS doentes que planeiam engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo o perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido, a não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa (ver secções 4.3. e 4.6.).

Insuficiência hepática

autorizado

 

O telmisartan sofre eliminação predominantemente biliar. Poderá prever-se uma iminuição da depuração hepática do telmisartan em doentes com doenças obstrutivas bili res ou insuficiência hepática. Além disso, como acontece com todos os antagonistas dos cana s de cálcio, a semivida da amlodipina é prolongada em doentes com disfunção hepática, não endo sido estabelecidas recomendações sobre a posologia apropriada.

Onduarp deverá ser usado com precaução nestes doentes.

Hipertensão vascular renal

não

 

Existe um risco aumentado de hipotensão e insuficiê cia renal graves quando doentes com estenose

 

arterial bilateral renal ou estenose da artéria para o único rim funcionante são tratados com fármacos

que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Medicamento

 

Insuficiência renal e transplante renal

Quando Onduarp é utilizado em do nt s com compromisso da função renal, recomenda-se monitorização periódica dos níveis séricos de potássio e creatinina. Não há experiência sobre a administração de Onduarp em doentes com transplante renal recente.

O telmisartan e a amlodipina não são dialisáveis.

Hipovolémia intravascular

Pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose em doentes com depleção do volume e/ou do sódio devido a terapêutica diurética intensiva, restrição de sal na dieta, diarreia ou vómitos. Estas condições devem ser corrigidas antes da administração de telmisartan. Se ocorrer hipotensão com Onduarp, o doente deve ser colocado em decúbito dorsal e, se necessário, deverá ser- lhe administrada uma perfusão intravenosa de solução salina normal. O tratamento pode continuar depois de a tensão arterial estar estabilizada.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona

O uso de telmisartan em associação com o aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secção 4.3).

Como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, têm sido notificadas hipotensão, síncope, hipercaliemia e alterações na função renal (incluindo insuficiência renal aguda) em indivíduos suscetíveis, especialmente quando são associados medicamentos que afetam este sistema. Assim, o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (ex. pela administração de telmisartan com um bloqueador do sistema renina-angiotensina-aldosterona) não é recomendado. É recomendada uma monitorização da função renal, caso a coadministração seja considerada necessária.

Outras situações com estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (p.ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença renal subjacente, incluindo estenose da artéria renal), o tratamento com fármacos que afetam este sistema foi associado a hipotensão aguda, hiperazotémia, oligúria ou, raramente, a insuficiência renal aguda (ver secção 4.8).

Aldosteronismo primário

Os doentes com aldosteronismo primário por normal não responderão a fármacos anti-hipertensores que atuam através da inibição do sistema renina-angiotensina. Assim, não é recomendado o uso de telmisartan.

Estenose das válvulas aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com outros vasodiladatores, é indicado um cuidado especial em doentes que sofrem de estenose aórtica ou da válvula mitral, ou com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Angina instável, enfarte agudo do miocárdio

autorizado

Não há dados que apoiem a utilização de Onduarp em doentes com angina instável e durante ou num prazo de um mês após enfarte do miocárdio.

Insuficiência cardíaca

Num estudo de longo prazo controlado com placebo (PRAISE-2) s b e a utilização de amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA de etiologia não-isquémica, a amlodipina foi associada a um maior número de notificações de edema pulmonar, apesar de não ter

sido registada uma diferença significativa na incidência do gr v mento da insuficiência cardíaca,

comparativamente ao placebo (ver secção 5.1).

não

 

Doentes diabéticos tratados com insulina ou com a tidiabéticos

Nestes doentes pode ocorrer hipoglicemia durante o tratamento com telmisartan. Assim, deve ser

Medicamento

sanguínea nestes doentes; um ajuste da dose de

considerada uma monitorização adequada da glucose

insulina ou dos antidiabéticos poderá ser ecessário quando indicado.

Hipercaliémia

A utilização de fármacos que fetem o sistema renina-angiotensina-aldosterona pode causar hipercaliémia. A hipercaliémia pode ser fatal em idosos, em doentes com insuficiência renal, em doentes diabéticos, em doentes que estejam a ser tratados concomitantemente com outros fármacos suscetíveis de aumentar os níveis de potássio, e/ou em doentes com acontecimentos intercorrentes.

A relação benefício/risco deve ser avaliada antes de se considerar o uso concomitante de fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Os principais fatores de risco para a hipercaliémia a ser considerados são:

Diabetes mellitus, compromisso renal, idade (>70 anos)

Associação com um ou mais fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e/ou suplementos de potássio. Os fármacos ou classes terapêuticas de fármacos que podem induzir hipercaliémia são substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio,

inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), antagonistas do recetor da angiotensina II, fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, incluindo os inibidores seletivos da COX-2), heparina, imunossupressores (ciclosporina ou tacrolimus) e trimetoprim.

-Acontecimentos intercorrentes, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica, deterioração da função renal, deterioração súbita da condição renal (por exemplo, doenças infeciosas), lise celular (por exemplo, isquémia aguda a nível dos membros, rabdomiólise, trauma extensivo).

Nestes doentes recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de potássio (ver secção 4.5).

Sorbitol

Este medicamento contém sorbitol (E420). Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose não devem tomar Onduarp.

Outros

Tal como com qualquer medicamento anti-hipertensor, a diminuição excessiva da pressão arterial em doentes com cardiomiopatia isquémica ou doença cardiovascular isquémica pode resultar num enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram observadas interações entre os dois componentes destas combinações de dose fixa nos estudos clínicos.

Interações frequentes associadas à combinação

Não foram efetuados estudos de interação.

A ser considerado na utilização concomitante

autorizado

Outros medicamentos anti-hipertensores

 

O efeito de redução da pressão arterial de Onduarp pode ser aumentado pela utilização concomitante de outros fármacos anti-hipertensores.

Medicamentos com potencial hipotensivo

Com base nas suas propriedades farmacológicas, pode esper r-se q e os seguintes fármacos potenciem

os efeitos hipotensivos de todos os anti-hipertensores incluindo Onduarp: baclofeno, amifostina,

 

 

não

neurolépticos ou antidepressivos. Adicionalmente, a hip tensão ortostática pode ser agravada pelo

álcool.

 

 

Corticosteroides (via sistémica)

 

Medicamento

 

Redução do efeito anti-hipertensor.

 

Interações associadas ao telmisartan

Contraindicações (ver secção 4.3)

Duplo bloqueio do sistema ren na-angiotensina-aldosterona (SRAA)

A associação de telmisartan com aliscireno é contra-indicada em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) e não é recomendado em outros doentes (ver secções 4.3, 4.4).

Utilizações concomitantes não recomendadas

Diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio

Os antagonistas do recetor da angiotensina II, tais como o telmisartan, atenuam a perda de potássio induzida pelos diuréticos. Os diuréticos poupadores de potássio, como por exemplo, a espironolactona, a eplerenona, o triamtereno, ou a amilorida, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio podem levar a um aumento significativo do potássio sérico. Se a administração concomitante é indicada devido a hipocaliémia documentada, estes fármacos deverão ser utilizados com precaução e o potássio sérico frequentemente monitorizado.

Lítio

Foram notificados aumentos reversíveis das concentrações séricas de lítio e toxicidade, durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de conversão da angiotensina e com antagonistas do recetor da angiotensina II, incluindo o telmisartan. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Fármacos anti-inflamatórios não esteroides

Os AINEs (como sejam o ácido acetilsalicílico em regimes posológicos anti-inflamatórios, os inibidores da COX-2 e os AINEs não seletivos) podem diminuir o efeito anti-hipertensor dos antagonistas do recetor da angiotensina II.

Em alguns doentes com função renal comprometida (por exemplo, doentes desidratados ou idosos com função renal comprometida), a administração conjunta de antagonistas do recetor da angiotensina II e de medicamentos que inibam a ciclo-oxigenase pode resultar na deterioração posterior da função renal, incluindo possível falência renal aguda, que é geralmente reversível. Deste modo, a administração concomitante destes fármacos deve ser feita com precaução, especialmente nos idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve-se considerar a monitorização da função renal uma vez iniciada a terapêutica concomitante e, depois, periodicamente.

Ramipril

Num estudo clínico, a administração concomitante de telmisartan e am pril provocou um aumento da AUC0-24 e Cmax do ramipril e ramiprilato até 2,5 vezes. Não é conhecida a relevância clínica desta observação.

A ser considerado na utilização concomitante

autorizado

 

Digoxina

 

Quando o telmisartan foi co-administrado com digoxi a, foram observados aumentos médios de

 

não

digoxina no pico de concentração plasmática (49%) e na concentração mínima (20%). Ao iniciar,

ajustar e suspender o telmisartan, devem ser m nitorizados os níveis de digoxina de modo a manter os

níveis dentro da janela terapêutica.

 

Medicamento

 

Interações associadas à amlodipina

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Inibidores do CYP3A4

Com a utilização concomitante com o inibidor do CYP3A4, a eritromicina em doentes jovens e diltiazem em doentes idosos, respetivamente, a concentração sérica de amlodipina aumentou 22% e 50 %, respetivamente. No entanto, a relevância clínica deste resultado não está completamente esclarecida. Não pode afastar-se a hipótese de inibidores fortes do CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir) poderem aumentar mais as concentrações séricas da amlodipina do que o diltiazem. A amlodipina deve ser utilizada com precaução quando associada a inibidores do CYP3A4. Não foram, contudo, notificados quaisquer acontecimentos adversos atribuíveis a esta interação.

Indutores do CYP3A4

Não há dados disponíveis sobre o efeito dos indutores do CYP3A4 sobre a amlodipina. A utilização concomitante de indutores do CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Hypericum perforatum) pode originar uma menor concentração sérica de amlodipina.

Toranja e sumo de toranja

A administração concomitante de 240 ml de sumo de toranja com uma dose oral única de 10 mg de amlodipina em 20 voluntários saudáveis não teve um efeito significativo sobre as propriedades farmacocinéticas da amlodipina. A utilização concomitante de amlodipina e toranja ou sumo de toranja continua a não ser recomendada, uma vez que a biodisponiblidade da amlodipina pode aumentar em alguns em doentes e pode resultar num aumento dos efeitos hipotensivos.

A ser considerado na utilização concomitante

Sinvastatina

A administração concomitante de doses múltiplas de amlodipina com sinvastatina 80 mg resultou num aumento da exposição à sinvastatina de 77%, quando comparada com a administração de apenas sinvastatina. Assim recomenda-se a limitação da dose de sinvastatina para 20 mg, em doentes que estejam em tratamento concomitante com amlodipina.

Outros

A amlodipina tem sido administrada, em segurança, com digoxina, varfarina, atorvastatina, sildenafil, antiácidos (gel de hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticona), cimetidina, ciclosporina, antibióticos e hipoglicemiantes. Quando se utilizou concomitantemente amlodipina e sildenafil, cada um dos agentes exerceu o seu efeito hipotensivo independente.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

autorizado

Gravidez

 

Não existem dados suficientes sobre a utilização de Onduarp em m lheres grávidas. Não foram

efetuados estudos de toxicidade reprodutiva em animais com Onduarp.

Telmisartan

não

 

Não se recomenda a utilização de antagonistas dosrecetores da angiotensina II durante o primeiro

Estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

trimestre da gravidezMedicamento(ver secção 4.4). A utilização de antagonistas dos recetores da angiotensina II é contraindicada durante o segundo e terceiro rimestres da gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica rel tiva ao risco de teratogenicidade após a exposição aos IECAs durante o primeiro trimestre de grav ez não é conclusiva; contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não xistem dados de estudos epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores da angiotensina II, os riscos para esta classe de fármacos poderão ser semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em seres humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliémia) (ver secção 5.3.). No caso de a exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do crânio. Os lactentes cujas mães estiveram expostas a antagonistas dos recetores da angiotensina II devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3. e 4.4.).

Amlodipina

Dados de um número limitado de mulheres grávidas expostas à amlodipina não indicam que a amlodipina ou outros antagonistas dos recetores de cálcio tenham um efeito nocivo na saúde do feto. No entanto, pode existir um risco de trabalho de parto prolongado.

Amamentação

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de telmisartan e/ou amlodipina durante a amamentação, não é recomendado o tratamento com Onduarp, sendo preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante a amamentação esteja melhor estabelecido, particularmente durante a amamentação de recém-nascidos ou prematuros.

Fertilidade

Não estão disponíveis dados de ensaios clínicos controlados com a combinação de dose fixa ou com os componentes individuais.

Não foram realizados estudos separados de toxicidade reprodutiva com a combinação de telmisartan e

amlodipina.

autorizado

Em ensaios pré-clínicos, não foram observados efeitos do telmisartan na fertilidade do macho ou da fêmea. Também não foram notificados efeitos na fertilidade do macho ou da fêmea para a amlodipina (ver secção 5.3)

Foram observadas alterações bioquímicas reversíveis na secção da cabeça dos espermatozoides que podem dificultar a fecundação, em estudos pré-clínicos e in vitro, com bloqueadores dos canais de cálcio. Não foi estabelecida a sua relevância clínica.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizarnãomáquinas

Onduarp tem uma influência moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes devem ser avisados de que poderão ocorrer reaçõesadversas como síncope, sonolência, tonturas ou

potencialmente perigosas, como conduzir ou operar máquinas.

vertigens durante oMedicamentotratamento (ver secção 4.8). Por isso, recomenda-se precaução, quando os doentes conduzirem ou operarem máquinas. Se os doentes tiverem reações adversas, deverão evitar tarefas

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentes incluem tonturas e edema periférico. Muito raramente pode ocorrer síncope grave (menos de 1 caso por cada 1.000 doentes).

A segurança e tolerabilidade de Onduarp foram avaliadas em cinco estudos clínicos controlados com mais de 3500 doentes, dos quais mais de 2500 foram tratados concomitantemente com telmisartan e amlodipina.

Lista em forma tabelar das reações adversas

As reações adversas foram organizadas em classes de frequência utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); raros (≥1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Classe de sistema de

Frequentes

 

 

Pouco frequentes

Raros

órgãos

 

 

 

 

 

 

Infeções e infestações

 

 

 

 

cistite

Perturbações do foro

 

 

 

 

depressão, ansiedade,

psiquiátrico

 

 

 

 

 

insónia

Doenças do sistema

tonturas

 

 

sonolência,

síncope

nervoso

 

 

 

 

cefaleias, parestesias

neuropatia periférica,

 

 

 

 

 

 

hipoestesia,

 

 

 

 

 

 

disgeusia,

 

 

 

 

 

 

tremor

Afeções do ouvido e

 

 

 

vertigens

 

do labirinto

 

 

 

 

 

 

Cardiopatias

 

 

 

 

bradicardia,

 

 

 

 

 

 

palpitações

 

Vasculopatias

 

 

 

 

hipotensão, hipotensão

eczema, eritema,

Afeções dos tecidos

 

 

 

prurido autorizado

 

 

 

 

 

ortostática, rubor

 

Doenças respiratórias,

 

 

 

tosse

 

torácicas e do

 

 

 

 

 

 

mediastino

 

 

 

 

 

 

Doenças

 

 

 

 

dores abdominais,

vómitos, hipertrofia

gastrintestinais

 

 

 

 

diarreia, ná seas

gengival, dispepsia,

 

 

 

 

 

 

secura da boca

cutâneos e subcutâneos

 

 

não

erupção cutânea

 

 

 

 

Afeções musculo-

 

 

artralgia, espasmos

dor nas costas, dor nas

esqueléticas e dos

 

 

 

musculares (cãibras

extremidades (dores

 

 

 

 

tecidos conjuntivos

 

 

 

nas pernas), mialgia,

nas pernas)

Doenças renais e

 

Medicamento

 

 

 

noctúria

 

 

 

 

 

urinárias

 

 

 

 

 

 

Sistema reprodutor e

 

 

 

disfunção eréctil

 

distúrbios mamários

 

 

 

 

 

Perturbações gerais e

edema periférico

 

 

Astenia, dor torácica,

mal-estar

alterações no local de

 

 

 

fadiga, edema

 

administração

 

 

 

 

 

 

Exames

 

 

 

 

aumento das enzimas

aumento do ácido

complementares de

 

 

 

hepáticas

úrico sérico

diagnóstico

 

 

 

 

 

 

Informações adicionais sobre os componentes individuais

As reações adversas anteriormente notificadas com um dos componentes individuais (telmisartan ou amlodipina) podem ser também reações adversas potenciais com Onduarp, mesmo que não tenham sido observados em ensaios clínicos ou após a introdução no mercado.

Telmisartan

 

Infeções e infestações

 

Pouco frequente:

Infeção do trato respiratório superior, incluindo

 

faringite e sinusite, infeção do trato urinário,

 

incluindo cistite

Raro:

Sépsis incluindo casos fatais1

Exames complementares de diagnóstico Pouco frequente:
Raro:

Doenças do sangue e do sistema linfático

 

 

 

Pouco frequente:

 

 

Anemia

Raro:

 

 

Trombocitopenia, eosinofilia

Doenças do sistema imunitário

 

 

 

Raro:

 

 

Hipersensibilidade, reação anafilática

Perturbações da nutrição e do metabolismo

 

 

Pouco frequente:

 

 

Hipercaliémia

Raro:

 

 

Hipoglicémia (em doentes diabéticos)

Afeções oculares

 

 

 

Raro:

 

 

Perturbações visuais

Cardiopatias

 

 

 

Raro:

 

 

Taquicardia

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

autorizado

 

Pouco frequente:

 

 

Dispneia

Doenças gastrintestinais

 

 

 

Pouco frequente:

 

 

Flatulência

Raro:

 

 

Desconforto gástrico

Doenças hepato-biliares

 

 

 

Raro:

 

Alterações da função hepática, perturbações

Doenças renais e urináriasMedicamento

nãohepáticas2

 

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâne

s

 

 

Pouco frequente:

 

 

Hiperhidrose

Raro:

 

 

Angioedema (com resultado fatal), erupção

 

 

 

medicamentosa, erupção cutânea tóxica, urticária

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Raro:

 

 

Dor tendinosa (sintomas semelhantes aos de

 

 

 

tendinite)

Pouco frequente:

 

 

Insuficiência renal incluindo insuficiência renal

 

 

 

aguda

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Raro:

 

 

Síndrome gripal

Elevação da creatinina sérica

Elevação da creatinina fosfoquinase sérica Diminuição da hemoglobina

1: o acontecimento pode ser um acaso ou estar relacionado com um mecanismo de ação não conhecido 2: a maioria dos casos de alterações da função hepática / perturbações hepáticas provenientes da experiência pós-comercialização com telmisartan ocorreram em doentes japoneses. Os doentes japoneses apresentam maior probabilidade de apresentar estas reações adversas.

Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequente:
Raro:

Amlodipina

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raro:

Leucocitopenia, trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

 

Muito raro:

Hipersensibilidade

Perturbações da nutrição e do metabolismo

Muito raro:

Hiperglicémia

Alterações do humor

Confusão

Doenças do sistema nervoso

 

 

 

Muito raro:

 

Síndrome extrapiramidal

Afeções oculares

 

 

 

 

Pouco frequente:

Perturbação visual

Afeções do ouvido e do labirinto

 

 

 

Pouco frequente:

Zumbidos

 

 

Cardiopatias

 

Enfarte do miocárdio, arritmia,autorizadotaquicardia ventricular, fibrilhação

Muito raro:

 

Vasculopatias

 

auricular

 

não

 

 

Muito raro:

 

Vasculite

 

 

 

 

 

 

Doenças respiratórias, torácicas e do medias ino

 

Pouco frequente:

Disp eia, rinite

 

Doenças gastrintestinais

 

 

 

Pouco frequente:

Alterações dos hábitos intestinais

Muito raro:

 

Pancreatite, gastrite

Afeções hepatobiliar s

 

 

 

Muito raro:

 

Hepatite, icterícia, aumento das enzimas hepáticas (principalmente

 

Medicamentorelacionado com colestase)

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

 

 

Pouco frequente:

Alopécia, púrpura, descoloração da pele, hiperidrose

Muito raro:

 

Angioedema, eritema multiforme, urticária, dermatite exfoliativa,

 

 

síndrome de Stevens-Johnson, fotossensibilidade

Doenças renais e urinárias

 

 

 

Pouco frequente:

Mictúria, polaquiúria

Doenças dos orgãos genitais e da mama

 

 

Pouco frequente:

Ginecomastia

 

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequente:

Dor

 

 

Exames complementares de diagnóstico

Pouco frequente: Aumento de peso, perda de peso

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Espera-se que os sinais e sintomas de sobredosagem estejam em linha com uma exacerbação dos efeitos farmacológicos. As manifestações mais proeminentes de sobredosagem com telmisartan serão previsivelmente hipotensão e taquicardia; também têm sido notificados bradicardia, tonturas, aumento da creatinina sérica e insuficiência renal aguda.

A sobredosagem com amlodipina pode provocar vasodilatação periférica excessiva e possivelmente taquicardia reflexa. Foi notificada uma acentuada e provavelmente prolongada hipotensão sistémica, incluindo choque fatal.

Tratamento

O doente deverá ser objeto de uma monitorização rigorosa e a terapêutica deverá ser sintomática e de suporte. A abordagem depende do período de tempo desde a ingestão e da gravidade dos sintomas. Entre as medidas sugeridas incluem-se a indução do vómito e/ou lavagem gástrica. O carvão ativado pode ser útil no tratamento da sobredosagem quer com telmisartan, quer com mlodipina.

Os eletrólitos séricos e os níveis de creatinina deverão ser monitorizados com frequência. Se ocorrer hipotensão, o doente deverá ser deitado em decúbito dorsal com elevação das extremidades, procedendo-se à administração rápida de suplementos de sal e volume. Deve ser instituído tratamento

de suporte. O gluconato de cálcio intravenoso pode ser benéfico na resolução dos efeitos do bloqueio

dos canais de cálcio. O telmisartan e a amlodipina não são removidos por hemodiálise.

 

 

 

não

autorizado

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

 

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

 

 

 

Grupo Farmacoterapêutico:MedicamentoAgentes que a uam sobre o sistema da renina-angiotensina, antagonistas da angiotensina II e bloqueadores dos ca ais de cálcio, Código ATC: C09DB04.

Onduarp combina dois compostos nti-hipertensores com mecanismos complementares de controlo da pressão arterial em doentes om hipertensão essencial: um antagonista do recetor da angiotensina II, o telmisartan, e um bloquea or dos canais de cálcio dihidropiridínico, a amlodipina.

A combinação destas duas substâncias tem um efeito anti-hipertensor aditivo, diminuindo a pressão arterial em maior grau do que qualquer um dos componentes isoladamente.

Onduarp uma vez por dia provoca uma diminuição efetiva e consistente da pressão arterial ao longo do intervalo terapêutico de 24 horas.

Telmisartan

O telmisartan é um antagonista ativo e específico do recetor da angiotensina II (tipo AT1) por via oral. O telmisartan desloca a angiotensina II com elevada afinidade do seu local de ligação ao recetor do subtipo AT1, que é responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O telmisartan não apresenta nenhuma atividade agonista parcial sobre o recetor AT1. O telmisartan liga-se seletivamente ao recetor AT1. A ligação é prolongada. O telmisartan não revela afinidade para outros recetores, incluindo o AT2 e outros recetores AT menos caracterizados. O papel funcional destes recetores não é conhecido, nem o efeito da sua possível sobrestimulação pela angiotensina II, cujos níveis são aumentados pelo telmisartan. Os níveis plasmáticos da aldosterona são diminuídos pelo telmisartan. O telmisartan não inibe a renina plasmática humana nem bloqueia os canais iónicos. O telmisartan não inibe a enzima de conversão da angiotensina (quininase II), a enzima que também degrada a bradiquinina. Assim, não se espera que potencie as reações adversas mediados pela bradiquinina.

Nos seres humanos, uma dose de 80 mg de telmisartan inibe quase completamente o aumento da pressão arterial provocado pela angiotensina II. O efeito inibitório mantém-se durante 24 horas e ainda se pode medir até às 48 horas.

Após a administração da primeira dose de telmisartan, o início da atividade anti-hipertensora ocorre gradualmente dentro de 3 horas. A redução máxima da pressão arterial é geralmente atingida 4 a 8 semanas após o início do tratamento e mantém-se durante uma terapêutica prolongada.

O efeito anti-hipertensor permanece ao longo de 24 horas após a dose e inclui as últimas 4 horas antes da administração seguinte, como demonstram as medições da pressão arterial realizadas em ambulatório. Isto é confirmado por razões da concentração mínima até ao pico consistentemente acima de 80%, observados após uma dose de 40 e 80 mg de telmisartan em estudos clínicos controlados por placebo. Existe uma tendência aparente para uma relação entre a dose e o tempo de recuperação da pressão arterial sistólica (PAS) inicial. A este respeito os dados que se referem à pressão arterial diastólica (PAD) são inconsistentes.

Em doentes com hipertensão, o telmisartan reduz a pressão sanguínea sistólica e diastólica sem afetar a

representativos de outras classes de fármacos anti-hipertensores (demonstra o em ensaios clínicos comparando o telmisartan à amlodipina, atenolol, enalapril, hidroclorotia ida e lisinopril).

pulsação. A contribuição do efeito diurético e natriurético do fármaco para a sua atividade hipotensora ainda tem de ser definida. A eficácia anti-hipertensora do telmisartanautorizadoé comparável à de agentes

Após interrupção abrupta do tratamento com telmisartan, a pressão a te ial volta gradualmente aos valores anteriores ao tratamento ao longo de um período de vários dias, sem evidências de exacerbação da hipertensão.

telmisartan do que nos tratados com inibidores da e zima de conversão da angiotensina, comparando diretamente os dois tratamentos antihipertensores.

Em ensaios clínicos, a incidência de tosse seca foi significativamentenão menor em doentes tratados com

Amlodipina

Medicamento

 

A amlodipina é um inibidor do fluxo ió ico do cálcio (bloqueador dos canais lentos do cálcio ou antagonista do ião cálcio) e inibe o influxo transmembranar dos iões para as células miocárdica e muscular lisa vascular. O mecanismo da ação anti-hipertensora da amlodipina é devido a um efeito relaxante direto sobre a muscul tura lisa vascular, originando uma diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial. D dos experimentais sugerem que a amlodipina se liga aos locais de ligação da dihidropiridina e não-dihidropiridina. A amlodipina é relativamente seletiva para os vasos, tendo um efeito mais ac ntua o sobre as células da musculatura lisa vascular do que sobre as células do músculo cardíaco.

Nos doentes com hipertensão, a toma única diária proporciona reduções clinicamente significativas da pressão arterial tanto na posição de decúbito como na de pé ao longo das 24 horas. Em virtude de a ação se manifestar lentamente, a hipotensão aguda não é uma característica da administração da amlodipina.

Em doentes com hipertensão com função renal normal, doses terapêuticas de amlodipina provocaram uma diminuição da resistência vascular renal e um aumento da taxa de filtração glomerular e do fluxo renal plasmático efetivo, sem alterarem a fração de filtração ou proteinúria.

A amlodipina não tem sido associada a efeitos metabólicos adversos nem a alterações nos lípidos plasmáticos, sendo adequado o seu emprego em doentes com asma, diabetes e gota.

Uso em doentes com insuficiência cardíaca:

Estudos hemodinâmicos e ensaios clínicos controlados que utilizaram o esforço, em doentes com insuficiência cardíaca das classes II-IV da NYHA mostraram que a amlodipina não causa deterioração clínica, avaliada pela tolerância ao esforço, fração de ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.

Um estudo controlado com placebo (PRAISE) concebido para avaliar doentes com insuficiência cardíaca das classes III-IV da NYHA, tratados com digoxina, diuréticos e inibidores da ECA, mostrou que a amlodipina não aumentou o risco de mortalidade ou mortalidade e morbilidade combinadas, nos doentes com insuficiência cardíaca.

Num estudo de follow-up, de longo prazo e controlado por placebo (PRAISE-2) sobre a utilização da amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA, sem sintomas clínicos ou sinais objetivos sugestivos de doença isquémica subjacente, com doses estáveis de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), digitálicos e diuréticos, a amlodipina não exerceu efeito sobre a mortalidade cardiovascular total. Nesta mesma população, a amlodipina foi associada a um maior número de relatos de edema pulmonar, apesar de não ter sido registada uma diferença significativa na incidência de agravamento da insuficiência cardíaca, comparativamente ao placebo.

Telmisartan/Amlodipina

Num estudo fatorial multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação, controlado com placebo e com um grupo paralelo, com a duração de 8 semanas, em 1461 doentes com hipertensão ligeira a grave (pressão diastólica média na posição sentado ≥95 e <110 mmHg), o tratamento c m cada dose combinada de Onduarp originou reduções significativamente maiores da pressão diastólica e sistólica e maiores taxas de controlo do que a monoterapia com os respetivos componentes.

Onduarp mostrou reduções da pressão diastólica e sistólica relaci nadas com a dose para todo o intervalo de doses de -21,8/-16,5 mmHg (40 mg/5 mg), -22,1/-18,2 mmHg (80 mg/5 mg), -24,7/-20,2

mmHg (40 mg/10 mg) e -26,4/-20,1 mmHg (80 mg/10 mg). A diminuição da pressão arterial diastólica

<90 mmHg foi obtida em 71,6%, 74,8%, 82,1% e 85,3% dos doentes, respetivamente. Os valores

foram ajustados por linha de base e país.

não

autorizado

 

 

 

O efeito anti-hipertensor foi obtido, na maioria dos casos, no espaço de 2 semanas após o início da terapêutica. Num sub-conjunto de 1050 doentes com hipertensão moderada a grave (PAD ≥100

Medicamento

à monoterapia com telmisartan ou amlodipina.

mmHg) 32,7 – 51,8% tiveram uma resposta suficiente

As variações médias observadas na pressão sistólica/diastólica com a terapêutica combinada com amlodipina 5 mg (-22,2/-17,2 mmHg com 40 mg/5 mg; -22,5/-19,1 mmHg com 80 mg/5 mg) foram comparáveis ou maiores do que as que foram observadas com amlodipina 10 mg (-21,0/-17,6 mmHg) e ficaram associadas a uma taxa significativamente menor de edema (1,4% com 40 mg/5 mg; 0,5% com 80 mg/5 mg; 17,6% com mlodipina 10 mg).

A monitorização por m ições da pressão arterial realizadas em ambulatório (MAPA) realizadas num sub-conjunto de 562 do nt s confirmou os resultados observados com diminuições das medições clínicas da pressão arterial sistólica e diastólica consistentes ao longo de todo o período da dose (24 horas).

Num outro estudo multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 1097 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 5 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/5 mg ou 80 mg/5 mg) ou só com amlodipina (5 mg ou 10 mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, a ambas as doses da monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial sistólica e diastólica (-13,6/-9,4 mmHg, -15,0/-10,6 mmHg com 40 mg/5 mg,

80 mg/5 mg versus -6,2/-5,7 mmHg, -11,1/-8,0 mmHg com amlodipina 5 mg e 10 mg e foram obtidas taxas mais elevadas de controlo da pressão diastólica em comparação com as respetivas monoterapias (56,7%, 63,8% com 40mg/5mg e 80mg/5mg versus 42%, 56,7% com amlodipina 5 mg e 10 mg). As taxas de edema foram significativamente menores com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg do que com amlodipina 10 mg (4,4% versus 24,9%, respetivamente).

Num outro estudo multicêntrico, randomizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 947 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 10 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/10 mg ou 80 mg/10 mg) ou só amlodipina (10

mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, à monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial diastólica e sistólica (-11,1/-9,2 mmHg, -11,3/ -9,3 mmHg com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus - 7,4/-6,5 mmHg com amlodipina 10 mg) e e foram obtidas taxas mais elevadas de normalização da pressão diastólica em comparação com a monoterapia (63,7%, 66,5% com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus 51,1% com amlodipina 10 mg).

Em dois estudos correspondentes de follow-up, abertos e de longo prazo, realizados ao longo de um período superior a 6 meses, o efeito de Onduarp manteve-se ao longo de todo o período do ensaio. Foi igualmente observado que alguns doentes não adequadamente controlados com Onduarp 40 mg/10 mg conseguiam uma diminuição adicional da pressão arterial com a titulação para Onduarp 80 mg/10 mg.

A incidência global de reações adversas com Onduarp no programa de ensaios clínicos foi baixa, com apenas 12,7% dos doentes tratados a registarem reações adversas. As reações adversas mais frequentes foram edema periférico e tonturas (ver também secção 4.8). As reações adversas notificadas estavam de acordo com as que eram esperadas tendo em conta os perfis de segurança dos componentes telmisartan e amlodipina. Não foram observadas reações adversas novas ou mais graves. Os

acontecimentos relacionados com edema (edema periférico, edema generalizado e edema) foram consistentemente menores em doentes tratados com Onduarpautorizadodo que em doentes tratados com

amlodipina 10 mg. No ensaio de desenho fatorial, as taxas de edema foram e 1,3 % com Onduarp 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg, 8,8 % com Onduarp 40 mg/10 mg e 80 mg/10 mg e 18,4% com amlodipina 10 mg. Nos doentes não controlados com amlodipina 5 mg, as taxas de edema foram de 4,4% com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg e 24,9% com amlodipina 10 mg.

O efeito anti-hipertensor de Onduarp foi semelhante independentemente da idade e sexo, e também semelhante em doentes com e sem diabetes.

Onduarp não foi estudado em nenhuma população anãoo ser a dos doentes com hipertensão. Telmisartan foi estudado num estudo de grande dime são com 25.620 doentes com elevado risco de

População pediátrica

acontecimentos cardiovasculares (ONTARGET). A amlodipina foi estudada em doentes com angina crónica estável, anginaMedicamentovasospástica e doença c ronária documentada por angiografia.

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos resultados dos estudos com Onduarp em todos os sub-grupos da população pediátrica na hipertensão (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Farmacocinética da combinação de dose fixa (CDF)

A velocidade e extensão da absorção de Onduarp são equivalentes à biodisponibilidade do telmisartan e da amlodipina, quando administrados como comprimidos separados.

Absorção

A absorção do telmisartan é rápida, apesar de variar a quantidade absorvida. A biodisponibilidade absoluta média para o telmisartan é de cerca de 50%. Quando o telmisartan é tomado com alimentos, a redução na área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC0-∞) do telmisartan varia desde aproximadamente 6% (dose de 40 mg) até aproximadamente 19% (dose de 160 mg). Três horas após a administração, as concentrações plasmáticas são semelhantes quer o telmisartan seja tomado em jejum ou com alimentos.

Após a administração oral de doses terapêuticas, a amlodipina é bem absorvida com picos séricos entre 6-12 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta varia entre 64 e 80%. A biodisponibilidade da amlodipina não é afetada pelos alimentos.

Distribuição

O telmisartan liga-se extensamente às proteínas plasmáticas (>99,5 %), principalmente à albumina e à glicoproteína ácida alfa-1. O volume de distribuição médio aparente no estado estacionário (Vdss) é aproximadamente de 500 l.

O volume de distribuição da amlodipina é aproximadamente de 21 l/kg. Estudos in vitro mostraram que aproximadamente 97,5% da amlodipina circulante estão ligados às proteínas plasmáticas em doentes hipertensos.

Biotransformação

O telmisartan é metabolizado por conjugação no glucuronido do composto inicial. Não se demonstrou nenhuma atividade farmacológica para o conjugado.

A amlodipina é extensivamente (cerca de 90%) metabolizada pelo fígado em metabolitos inativos.

Eliminação

O telmisartan é caracterizado por uma farmacocinética com diminuição biexponencial, com uma semivida terminal de eliminação >20 horas. A concentração plasmática máxima (Cmax) e, em menor grau, a área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC) aumentam despr porcionalmente com a dose. Não existe evidência clinicamente relevante de acumulação de telmisartan tomado nas doses recomendadas. As concentrações plasmáticas foram superiores no sexo feminino do que no masculino, sem influência relevante sobre a eficácia.

Após administração oral (e intravenosa), o telmisartan é quase excl sivamente excretado nas fezes, principalmente sob a forma inalterada. A excreção urinária cum lativa é <1 % da dose. A depuração

A eliminação da amlopidina do plasma é bifásica, com uma semivida plasmática terminal

plasmática total (Cltot) é elevada (aproximadamente 1.000 ml/min) quando comparada com o fluxo

sanguíneo hepático (cerca de 1.500 ml/min).

não

autorizado

 

 

 

aproximadamente de 30 a 50 horas e está conformecom a dose de uma única toma ao dia. Os níveis

Linearidade/não-linearidade

plasmáticos no estadoMedicamentoestacionário são alcançados ao fim de 7-8 dias de terapêutica consecutiva. Dez por cento da amlodipina e 60% dos metaboli os da amlodipina são excretados pela urina.

Não se espera que a pequena redução da AUC do telmisartan provoque uma redução da eficácia terapêutica. Não existe uma rel ção linear entre as doses e os níveis plasmáticos. A Cmax e, em menor grau, a AUC aumentam desproporcionalmente com doses acima dos 40 mg.

A amlodipina tem uma farmacocinética linear.

Populações especiais

População pediátrica (com menos de 18 anos de idade)

Não estão disponíveis dados farmacocinéticos na população pediátrica.

Género

Foram observadas diferenças na concentração plasmática de telmisartan, sendo a Cmax e a AUC aproximadamente 3 e 2 vezes superiores, respetivamente, em indivíduos do sexo feminino em comparação com o sexo masculino.

Idosos

A farmacocinética do telmisartan não difere entre doentes jovens e doentes idosos.

O tempo necessário para atingir o pico sérico de amlodipina é idêntico nos idosos e nos indivíduos mais jovens. Nos doentes idosos a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento na AUC e na semivida de eliminação.

Insuficiência renal

Foi observada a duplicação das concentrações plasmáticas de telmisartan em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado e grave. No entanto, foram observadas concentrações plasmáticas mais baixas em doentes com compromisso renal que faziam diálise. O telmisartan liga-se altamente às proteínas plasmáticas em doentes com compromisso renal e não pode ser removido por diálise. A semivida de eliminação não é alterada em doentes com compromisso renal. A farmacocinética da amlodipina não é significativamente influenciada pela insuficiência renal.

Insuficiência hepática

Estudos farmacocinéticos em doentes com insuficiência hepática demonstraram um aumento da biodisponibilidade absoluta de telmisartan até perto de 100%. A semivida de eliminação de telmisartan não é alterada em doentes com insuficiência hepática. Os doentes com insuficiência hepática a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento de cerca de 40-60% na AUC.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Uma vez que os perfis de toxicidade não-clínica do telmisartan e da amlodipina não se sobrepõem, não se esperava uma exacerbação da toxicidade com a combinação, o q e foi confirmado num estudo de

toxicologia sub-crónica (13 semanas) em ratos em que foram testadas doses de 3,2/0,8, 10/2,5 e 40/10

mg/kg de telmisartan e amlodipina.

 

 

autorizado

 

 

 

Os dados pré-clínicos disponíveis para os compone tes desta combinação de dose fixa são

apresentados a seguir:

não

 

 

Medicamento

 

 

Telmisartan

 

 

 

Em estudos de segurança pré-clínica, dos s que originavam uma exposição comparável à do intervalo terapêutico clínico provocaram uma diminuição dos parâmetros dos glóbulos vermelhos (eritrócitos, hemoglobina, hematócrito), alter ções da hemodinâmica renal (aumento da ureia nitrogenada e creatinina), bem como um aumento do potássio sérico em animais normotensos. No cão, foi observada dilatação e atrofia dos túbulos renais. Também se observaram lesões na mucosa gástrica (erosão, úlceras ou inflamação) no rato e no cão. Estes efeitos indesejáveis mediados farmacologicamente, conhecidos de estudos pré-clínicos realizados com IECAs e antagonistas do recetor da angiotensina II, foram evitados com um suplemento oral salino. Em ambas as espécies, foi observado um aumento da atividade da renina plasmática e hipertrofia/hiperplasia das células justaglomerulares renais. Estas alterações, também um efeito da classe dos IECAs e outros antagonistas do recetor da angiotensina II, não parecem ter significado clínico.

Não existe uma evidência clara de um efeito teratogénico. Contudo, foi observado um efeito com doses tóxicas de telmisartan no desenvolvimento pós-natal da ninhada, tais como baixo peso corporal e atraso na abertura dos olhos.

Não houve evidência de mutagenicidade e de atividade clastogénica relevante em estudos in vitro, nem evidência de carcinogenicidade no rato e no ratinho.

Amlodipina

Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de administração reiterada, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos estudos de toxicidade de reprodução em ratos, observaram-se com doses elevadas parto tardio, prolongamento do trabalho de parto e menor sobrevivência fetal e das crias. A amlodipina não evidenciou qualquer efeito sobre a fertilidade de ratos tratados por via oral com maleato de amlodipina (os machos durante 64 dias e as fêmeas durante 14 dias antes do acasalamento) com doses até 10 mg

amlodipina/kg/dia (cerca de 10 vezes a dose máxima recomendada no ser humano de 10 mg/dia numa base de mg/m2).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista dos excipientes

Sílica coloidal anidra

 

 

 

Azul brilhante FCF (E 133)

 

 

 

Óxido de ferro negro (E172)

 

 

 

Óxido de ferro amarelo (E172)

 

 

 

Estearato de magnésio

 

 

 

Amido de milho

 

 

 

Meglumina

 

 

 

Celulose microcristalina

 

 

 

Povidona (K25)

 

 

 

Amido pré-gelificado

 

 

autorizado

Hidróxido de sódio

 

 

 

 

 

Sorbitol (E420)

 

 

 

6.2

Incompatibilidades

 

 

 

Não aplicável.

 

 

 

6.3

Prazo de validade

 

não

 

3 anos

 

 

 

6.4 Precauções especiais de conservação

 

 

 

Medicamento

 

 

 

Este medicamento não requer quaisquer precauções especiais de conservação. Guardar na embalagem original para prot ger da luz e da humidade.

Retire o comprimido do blister apenas imediatamente antes de o tomar.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de alumínio/alumínio (PA/Al/PVC/Al) numa embalagem com 28 comprimidos.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Boehringer Ingelheim International GmbH

Binger Str. 173

D-55216 Ingelheim am Rhein

Alemanha

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/11/729/002 (28 comprimidos)

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 novembro 2011

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no site da Agência Europeia do Medicamento (EMA) http://www.ema.europa.eu/.

 

 

não

autorizado

 

 

Medicamento

 

 

 

 

 

1. NOME DO MEDICAMENTO

Onduarp 80 mg/5 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 80 mg de telmisartan e 5 mg de amlodipina (sob a forma de besilato de amlodipina).

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada comprimido contém 337,28 mg de sorbitol (E420).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

autorizado

 

Comprimidos azuis e brancos de forma oval com duas camadas, gravados com o código do produto A3 numa das faces e com o logotipo da companhia na outra face.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

 

não

4.1

Indicações terapêuticas

 

 

 

 

Tratamento da hipertensão essencial em adultos:

 

 

Medicamento

 

 

Terapêutica adjuvante

 

 

Onduarp é indicado em doentes adultos cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com amlodipina.

Terapêutica de substituição

Doentes adultos já tratados om telmisartan e amlodipina, em comprimidos separados, podem em vez disso ser tratados com On uarp que contém as mesmas doses dos componentes.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A dose recomendada de Onduarp é um comprimido por dia.

A dose máxima recomendada é de Onduarp 80 mg/10 mg, um comprimido por dia. Onduarp está indicado para tratamento prolongado.

A administração de amlodipina com toranja ou sumo de toranja não é recomendada, uma vez que a biodisponiblidade pode estar aumentada em alguns, podendo resultar num aumento dos efeitos hipotensivos (ver secção 4.5).

Terapêutica coadjuvante

Onduarp 80 mg/5 mg pode ser utilizado em doentes cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com Onduarp 40 mg/5 mg.

É recomendado um ajuste individual da dose com os componentes (ie. amlodipina e telmisartan) antes de mudar para a associação de dose fixa. Desde que clinicamente adequado, pode ser considerada a transferência direta da monoterapia para o tratamento com combinação fixa.

Os doentes tratados com 10 mg de amlodipina que registarem quaisquer reações adversas que limitem a dose, nomeadamente edema, podem passar para Onduarp 40 mg/5 mg uma vez por dia, reduzindo a dose de amlodipina sem diminuir a resposta global anti-hipertensora esperada.

Terapêutica de substituição

Os doentes tratados com comprimidos de telmisartan e amlodipina separadamente podem, em vez disso, tomar comprimidos Onduarp contendo as mesmas doses dos componentes num só comprimido por dia, tornando o tratamento mais cómodo e aumentando a adesão .

População especial

autorizado

Doentes idosos

 

Não é necessário ajuste da dose no doente idoso. Existe pouca informação sobre a utilização em doentes muito idosos.

Doentes com compromisso renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada. Dispõe-se de experiência limitada em relação a doentes com insuficiência ren l grave ou sujeitos a hemodiálise. Onduarp deve ser administrado com precaução a estesnãod entes uma vez que a amlodipina e o telmisartan não são dialisáveis (ver também secção 4.4).

Doentes com compromisso hepático

O uso concomitante de telmisartan com aliscirenoé contra-indicado em doentes com insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73Medicamentom2) (ver secção 4.3).

Onduarp deve ser administrado com pr caução a doentes com insuficiência hepática moderada. A dose de telmisartan para doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada não deve exceder os 40 mg uma vez ao dia (ver secção 4.4). Onduarp está contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave (ver secção 4.3).

População pediátrica

A segurança e eficácia de Onduarp em crianças com menos de 18 anos de idade não foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Onduarp pode ser tomado com ou sem alimentos. Recomenda-se que Onduarp seja tomado com um pouco de líquido.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, a derivados da di-hidropiridina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1

Segundo e terceiro trimestres da gravidez (ver secções 4.4 e 4.6)

Perturbações obstrutivas biliares e compromisso hepático grave

Choque (incluindo choque cardiogénico)

Hipotensão grave

Obstrução do trato de saída do ventriculo esquerdo (por exemplo, estenose aórtica de grau elevado)

Insuficiência cardíaca pós enfarte agudo do miocárdio hemodinamicamente instável

O uso concomitante de telmisartan com aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secções 4.2, 4.4, 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Gravidez

Os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser iniciados durante a gravidez. Nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido, a não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa (ver secções 4.3. e 4.6.).

Insuficiência hepática

autorizado

 

O telmisartan sofre eliminação predominantemente biliar. Poderá prever-se uma iminuição da depuração hepática do telmisartan em doentes com doenças obstrutivas bili res ou insuficiência hepática. Além disso, como acontece com todos os antagonistas dos cana s de cálcio, a semivida da amlodipina é prolongada em doentes com disfunção hepática, não endo sido estabelecidas recomendações sobre a posologia apropriada.

Onduarp deverá ser usado com precaução nestes doentes.

Hipertensão vascular renal

não

 

Existe um risco aumentado de hipotensão e insuficiê cia renal graves quando doentes com estenose

 

arterial bilateral renal ou estenose da artéria para o único rim funcionante são tratados com fármacos

que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Medicamento

 

Insuficiência renal e transplante renal

Quando Onduarp é utilizado em do nt s com compromisso da função renal, recomenda-se monitorização periódica dos níveis séricos de potássio e creatinina. Não há experiência sobre a administração de Onduarp em doentes com transplante renal recente.

O telmisartan e a amlodipina não são dialisáveis.

Hipovolémia intravascular

Pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose em doentes com depleção do volume e/ou do sódio devido a terapêutica diurética intensiva, restrição de sal na dieta, diarreia ou vómitos. Estas condições devem ser corrigidas antes da administração de telmisartan. Se ocorrer hipotensão com Onduarp, o doente deve ser colocado em decúbito dorsal e, se necessário, deverá ser- lhe administrada uma perfusão intravenosa de solução salina normal. O tratamento pode continuar depois de a tensão arterial estar estabilizada.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona

O uso de telmisartan em associação com o aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secção 4.3).

Como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, têm sido notificadas hipotensão, síncope, hipercaliemia e alterações na função renal (incluindo insuficiência renal aguda) em indivíduos suscetíveis, especialmente quando são associados medicamentos que afetam este sistema. Assim, o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (ex. pela administração de telmisartan com um bloqueador do sistema renina-angiotensina-aldosterona) não é recomendado. É recomendada uma monitorização da função renal, caso a coadministração seja considerada necessária.

Outras situações com estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (p.ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença renal subjacente, incluindo estenose da artéria renal), o tratamento com fármacos que afetam este sistema foi associado a hipotensão aguda, hiperazotémia, oligúria ou, raramente, a insuficiência renal aguda (ver secção 4.8).

Aldosteronismo primário

Os doentes com aldosteronismo primário por normal não responderão a fármacos anti-hipertensores que atuam através da inibição do sistema renina-angiotensina. Assim, não é recomendado o uso de telmisartan.

Estenose das válvulas aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com outros vasodiladatores, é indicado um cuidado especial em doentes que sofrem de estenose aórtica ou da válvula mitral, ou com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Angina instável, enfarte agudo do miocárdio

autorizado

Não há dados que apoiem a utilização de Onduarp em doentes com angina instável e durante ou num prazo de um mês após enfarte do miocárdio.

Insuficiência cardíaca

Num estudo de longo prazo controlado com placebo (PRAISE-2) s b e a utilização de amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA de etiologia não-isquémica, a amlodipina foi associada a um maior número de notificações de edema pulmonar, apesar de não ter

sido registada uma diferença significativa na incidência do gr v mento da insuficiência cardíaca,

comparativamente ao placebo (ver secção 5.1).

não

 

Doentes diabéticos tratados com insulina ou com a tidiabéticos

Nestes doentes pode ocorrer hipoglicemia durante o tratamento com telmisartan. Assim, deve ser

Medicamento

sanguínea nestes doentes; um ajuste da dose de

considerada uma monitorização adequada da glucose

insulina ou dos antidiabéticos poderá ser ecessário quando indicado.

Hipercaliémia

A utilização de fármacos que fetem o sistema renina-angiotensina-aldosterona pode causar hipercaliémia. A hipercaliémia pode ser fatal em idosos, em doentes com insuficiência renal, em doentes diabéticos, em doentes que estejam a ser tratados concomitantemente com outros fármacos suscetíveis de aumentar os níveis de potássio, e/ou em doentes com acontecimentos intercorrentes.

A relação benefício/risco d ve ser avaliada antes de se considerar o uso concomitante de fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Os principais fatores de risco para a hipercaliémia a ser considerados são: − Diabetes mellitus, compromisso renal, idade (>70 anos)

Associação com um ou mais fármacos que afetamo sistema renina-angiotensina-aldosterona e/ou suplementos de potássio. Os fármacos ou classes terapêuticas de fármacos que podem induzir hipercaliémia são substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), antagonistas do recetor da angiotensina II, fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, incluindo os inibidores seletivos da COX-2), heparina, imunossupressores (ciclosporina ou tacrolimus) e trimetoprim.

-Acontecimentos intercorrentes, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica, deterioração da função renal, deterioração súbita da condição renal (por exemplo, doenças infeciosas), lise celular (por exemplo, isquémia aguda a nível dos membros, rabdomiólise, trauma extensivo).

Nestes doentes recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de potássio (ver secção 4.5).

Sorbitol

Este medicamento contém sorbitol (E420). Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose não devem tomar Onduarp.

Outros

Tal como com qualquer medicamento anti-hipertensor, a diminuição excessiva da pressão arterial em doentes com cardiomiopatia isquémica ou doença cardiovascular isquémica pode resultar num enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram observadas interações entre os dois componentes destas combinações de dose fixa nos estudos clínicos.

Interações frequentes associadas à combinação

Não foram efetuados estudos de interação.

A ser considerado na utilização concomitante

autorizado

Outros medicamentos anti-hipertensores

 

O efeito de redução da pressão arterial de Onduarp pode ser aumentado pela utilização concomitante de outros fármacos anti-hipertensores.

Medicamentos com potencial hipotensivo

Com base nas suas propriedades farmacológicas, pode esper r-se q e os seguintes fármacos potenciem

os efeitos hipotensivos de todos os anti-hipertensores incluindo Onduarp: baclofeno, amifostina,

 

 

não

neurolépticos ou antidepressivos. Adicionalmente, a hip tensão ortostática pode ser agravada pelo

álcool.

 

 

Corticosteroides (via sistémica)

 

Medicamento

 

Redução do efeito anti-hipertensor.

 

Interações associadas ao telmisartan

Contraindicações (ver secção 4.3)

Duplo bloqueio do sistema ren na-angiotensina-aldosterona (SRAA)

A associação de telmisartan com aliscireno é contra-indicada em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) e não é recomendado em outros doentes (ver secções 4.3, 4.4).

Utilizações concomitantes não recomendadas

Diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio

Os antagonistas do recetor da angiotensina II, tais como o telmisartan, atenuam a perda de potássio induzida pelos diuréticos. Os diuréticos poupadores de potássio, como por exemplo, a espironolactona, a eplerenona, o triamtereno, ou a amilorida, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio podem levar a um aumento significativo do potássio sérico. Se a administração concomitante é indicada devido a hipocaliémia documentada, estes fármacos deverão ser utilizados com precaução e o potássio sérico frequentemente monitorizado.

Lítio

Foram notificados aumentos reversíveis das concentrações séricas de lítio e toxicidade, durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de conversão da angiotensina e com antagonistas do recetor da angiotensina II, incluindo o telmisartan. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Fármacos anti-inflamatórios não esteroides

Os AINEs (como sejam o ácido acetilsalicílico em regimes posológicos anti-inflamatórios, os inibidores da COX-2 e os AINEs não seletivos) podem diminuir o efeito anti-hipertensor dos antagonistas do recetor da angiotensina II.

Em alguns doentes com função renal comprometida (por exemplo, doentes desidratados ou idosos com função renal comprometida), a administração conjunta de antagonistas do recetor da angiotensina II e de medicamentos que inibam a ciclo-oxigenase pode resultar na deterioração posterior da função renal, incluindo possível falência renal aguda, que é geralmente reversível. Deste modo, a administração concomitante destes fármacos deve ser feita com precaução, especialmente nos idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve-se considerar a monitorização da função renal uma vez iniciada a terapêutica concomitante e, depois, periodicamente.

Ramipril

Num estudo clínico, a administração concomitante de telmisartan e am pril provocou um aumento da AUC0-24 e Cmax do ramipril e ramiprilato até 2,5 vezes. Não é conhecida a relevância clínica desta observação.

A ser considerado na utilização concomitante

autorizado

 

Digoxina

 

Quando o telmisartan foi co-administrado com digoxi a, foram observados aumentos médios de

 

não

digoxina no pico de concentração plasmática (49%) e na concentração mínima (20%). Ao iniciar,

ajustar e suspender o telmisartan, devem ser m nitorizados os níveis de digoxina de modo a manter os

níveis dentro da janela terapêutica.

 

Medicamento

 

Interações associadas à amlodipina

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Inibidores do CYP3A4

Com a utilização concomitante com o inibidor do CYP3A4, a eritromicina em doentes jovens e diltiazem em doentes idosos, respetivamente, a concentração sérica de amlodipina aumentou 22% e 50 %, respetivamente. No entanto, a relevância clínica deste resultado não está completamente esclarecida. Não pode afastar-se a hipótese de inibidores fortes do CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir) poderem aumentar mais as concentrações séricas da amlodipina do que o diltiazem. A amlodipina deve ser utilizada com precaução quando associada a inibidores do CYP3A4. Não foram, contudo, notificados quaisquer acontecimentos adversos atribuíveis a esta interação.

Indutores do CYP3A4

Não há dados disponíveis sobre o efeito dos indutores do CYP3A4 sobre a amlodipina. A utilização concomitante de indutores do CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Hypericum perforatum) pode originar uma menor concentração sérica de amlodipina.

Toranja e sumo de toranja

A administração concomitante de 240 ml de sumo de toranja com uma dose oral única de 10 mg de amlodipina em 20 voluntários saudáveis não teve um efeito significativo sobre as propriedades farmacocinéticas da amlodipina. A utilização concomitante de amlodipina e toranja ou sumo de toranja continua a não ser recomendada, uma vez que a biodisponiblidade da amlodipina pode aumentar em alguns em doentes e pode resultar num aumento dos efeitos hipotensivos.

A ser considerado na utilização concomitante

Sinvastatina

A administração concomitante de doses múltiplas de amlodipina com sinvastatina 80 mg resultou num aumento da exposição à sinvastatina de 77%, quando comparada com a administração de apenas sinvastatina. Assim recomenda-se a limitação da dose de sinvastatina para 20 mg, em doentes que estejam em tratamento concomitante com amlodipina.

Outros

A amlodipina tem sido administrada, em segurança, com digoxina, varfarina, atorvastatina, sildenafil, antiácidos (gel de hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticona), cimetidina, ciclosporina, antibióticos e hipoglicemiantes. Quando se utilizou concomitantemente amlodipina e sildenafil, cada um dos agentes exerceu o seu efeito hipotensivo independente.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

autorizado

Gravidez

 

Não existem dados suficientes sobre a utilização de Onduarp em m lheres grávidas. Não foram

efetuados estudos de toxicidade reprodutiva em animais com Onduarp.

Telmisartan

não

 

Não se recomenda a utilização de antagonistas dosrecetores da angiotensina II durante o primeiro

Estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

trimestre da gravidezMedicamento(ver secção 4.4). A utilização de antagonistas dos recetores da angiotensina II é contraindicada durante o segundo e terceiro rimestres da gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica rel tiva ao risco de teratogenicidade após a exposição aos IECAs durante o primeiro trimestre de grav ez não é conclusiva; contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não xistem dados de estudos epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores da angiotensina II, os riscos para esta classe de fármacos poderão ser semelhantes.

A não ser que a manutenção do tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em seres humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliémia) (ver secção 5.3.). No caso de a exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do crânio. Os lactentes cujas mães estiveram expostas a antagonistas dos recetores da angiotensina II devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3. e 4.4.).

Amlodipina

Dados de um número limitado de mulheres grávidas expostas à amlodipina não indicam que a amlodipina ou outros antagonistas dos recetores de cálcio tenham um efeito nocivo na saúde do feto. No entanto, pode existir um risco de trabalho de parto prolongado.

Amamentação

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de telmisartan e/ou amlodipina durante o amamentação, não é recomendado o tratamento com Onduarp , sendo preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante a amamentação esteja melhor estabelecido, particularmente durante a amamentação de recém-nascidos ou prematuros.

Fertilidade

Não estão disponíveis dados de ensaios clínicos controlados com a combinação de dose fixa ou com os componentes individuais.

Não foram realizados estudos de toxicidade reprodutiva separados com a combinação de telmisartan e

amlodipina.

autorizado

Em ensaios pré-clínicos, não foram observados efeitos do telmisartan na fertilidade do macho ou da fêmea. Também não foram notificados efeitos na fertilidade do macho ou da fêmea para a amlodipina (ver secção 5.3)

Foram observadas alterações bioquímicas reversíveis na secção da cabeça dos espermatozoides que podem dificultar a fecundação, em estudos pré-clínicos e in vitro com bloqueadores dos canais de cálcio. Não foi estabelecida a sua relevância clínica.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizarnãomáquinas

Onduarp tem uma influência moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes devem ser avisados de que poderão ocorrer reaçõesadversas como síncope, sonolência, tonturas ou

potencialmente perigosas, como conduzir ou operar máquinas.

vertigens durante oMedicamentotratamento (ver secção 4.8). Por isso, recomenda-se precaução, quando os doentes conduzirem ou operarem máquinas. Se os doentes tiverem reações adversas, deverão evitar tarefas

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentes incluem tonturas e edema periférico. Muito raramente pode ocorrer síncope grave (menos de 1 caso por cada 1.000 doentes).

A segurança e tolerabilidade de Onduarp foram avaliadas em cinco estudos clínicos controlados com mais de 3500 doentes, dos quais mais de 2500 foram tratados concomitantemente com telmisartan e amlodipina.

Lista em forma tabelar das reações adversas

As reações adversas foram organizadas em classes de frequência utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); raros (≥1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Classe de sistema de

Frequentes

 

Pouco frequentes

Raros

órgãos

 

 

 

 

 

Infeções e infestações

 

 

 

 

cistite

Perturbações do foro

 

 

 

 

depressão, ansiedade,

psiquiátrico

 

 

 

 

insónia

 

 

 

 

 

Doenças do sistema

tonturas

 

sonolência,

Síncope, neuropatia

nervoso

 

 

cefaleias, parestesias

periférica, hipoestesia,

 

 

 

 

 

disgeusia, tremor

Afeções do ouvido e do

 

 

vertigens

 

labirinto

 

 

 

 

 

Cardiopatias

 

 

bradicardia,

 

 

 

 

palpitações

 

Vasculopatias

 

 

hipotensão,

 

cutâneos e subcutâneos

 

 

hipotensão ortostática,

erupção cutânea

 

 

rubor

autorizado

 

 

 

 

 

Doenças respiratórias,

 

 

tosse

 

 

torácicas e do mediastino

 

 

 

 

 

Doenças gastrintestinais

 

 

dores abdominais,

vómitos, hipertrofia

 

 

 

diarreia, náuseas

gengival, dispepsia,

 

 

 

 

 

secura da boca

Afeções dos tecidos

 

 

prurido

 

eczema, eritema,

 

 

 

 

 

Afeções musculo-

 

 

artralgia, espasmos

dor nas costas, dor nas

esqueléticas e dos tecidos

 

musculares (cãibras

extremidades (dores

conjuntivos

 

nãonas pernas), mialgia,

nas pernas)

 

 

Doenças renais e urinárias

 

 

 

 

noctúria

 

 

 

 

 

Informações adicionaisMedicamentosobre os componentes individuais

 

 

Sistema reprodutor e

 

 

disfunção eréctil

 

distúrbios mamários

 

 

 

 

 

Perturbações gerais e

ede a periférico

Astenia, dor torácica,

mal-estar

alterações no local de

 

 

fadiga, edema

 

administração

 

 

 

 

 

Exames complementares

 

 

aumento das enzimas

aumento do ácido

de diagnóstico

 

 

hepáticas

úrico sérico

As reações adversas anteriormente notificadas com um dos componentes individuais (telmisartan ou amlodipina) podem ser também reações adversas potenciais com Onduarp, mesmo que não tenham sido observados em ensaios clínicos ou após a introdução no mercado.

Telmisartan

 

Infeções e infestações

 

Pouco frequente:

Infeção do trato respiratório superior, incluindo

 

faringite e sinusite, infeção do trato urinário,

 

incluindo cistite

Raro:

Sépsis incluindo casos fatais1

Doenças do sangue e do sistema linfático

 

Pouco frequente:

Anemia

Raro:

Trombocitopenia, eosinofilia

Exames complementares de diagnóstico Pouco frequente:
Raro:

Doenças do sistema imunitário

 

 

Raro:

 

 

Hipersensibilidade, reação anafilática

Perturbações da nutrição e do metabolismo

 

 

Pouco

frequente:

 

Hipercaliémia

Raro:

 

 

Hipoglicémia (em doentes diabéticos)

Afeções oculares

 

 

Raro:

 

 

Perturbações visuais

Cardiopatias

 

 

 

Raro:

 

 

Taquicardia

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

 

Pouco

frequente:

 

Dispneia

Doenças gastrintestinais

 

autorizado

 

 

Pouco

frequente:

 

Flatulência

Raro:

 

 

Desconforto gástrico

Doenças hepato-biliares

 

 

Raro:

 

 

Alterações da função hepática, perturbações

 

 

 

hepátic s2

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

 

 

Pouco

frequente:

Hiperhidrose

Raro:

 

nãoAngioedema (com resultado fatal), erupção

 

Medicamento

 

medicamentosa, erupção cutânea tóxica, urticária

Raro:

 

Síndrome gripal

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Raro:

 

 

Dor tendinosa (sintomas semelhantes aos de

Doenças renais e urinárias

 

tendinite)

Pouco

frequente:

 

Insuficiência renal incluindo insuficiência renal

 

 

 

aguda

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Elevação da creatinina sérica

Elevação da creatinina fosfoquinase sérica, diminuição da hemoglobina

1: o acontecimento pode ser um acaso ou estar relacionado com um mecanismo de ação não conhecido 2: a maioria dos casos de alterações da função hepática / perturbações hepáticas provenientes da experiência pós-comercialização com telmisartan ocorreram em doentes japoneses. Os doentes japoneses apresentam maior probabilidade de apresentar estas reações adversas.

Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequente:
Raro:

Amlodipina

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raro:

Leucocitopenia, trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

 

Muito raro:

Hipersensibilidade

Perturbações da nutrição e do metabolismo

Muito raro:

Hiperglicémia

Alterações do humor

Confusão

Doenças do sistema nervoso

 

 

 

Muito raro:

 

Síndrome extrapiramidal

Afeções oculares

 

 

 

 

Pouco frequente:

Perturbação visual

Afeções do ouvido e do labirinto

 

 

 

Pouco frequente:

Zumbidos

 

 

Cardiopatias

 

Enfarte do miocárdio, arritmia,autorizadotaquicardia ventricular, fibrilhação

Muito raro:

 

Vasculopatias

 

auricular

 

não

 

 

Muito raro:

 

Vasculite

 

 

 

 

 

 

Doenças respiratórias, torácicas e do medias ino

 

Pouco frequente:

Disp eia, rinite

 

Doenças gastrintestinais

 

 

 

Pouco frequente:

Alterações dos hábitos intestinais

Muito raro:

 

Pancreatite, gastrite

Afeções hepatobiliar s

 

 

 

Muito raro:

 

Hepatite, icterícia, aumento das enzimas hepáticas (principalmente

 

Medicamentorelacionado com colestase)

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

 

 

Pouco frequente:

Alopécia, púrpura, descoloração da pele, hiperidrose

Muito raro:

 

Angioedema, eritema multiforme, urticária, dermatite exfoliativa,

 

 

síndrome de Stevens-Johnson, fotossensibilidade

Doenças renais e urinárias

 

 

 

Pouco frequente:

Mictúria, polaquiúria

Doenças dos orgãos genitais e da mama

 

 

Pouco frequente:

Ginecomastia

 

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequente:

Dor

 

 

Exames complementares de diagnóstico

Pouco frequente: Aumento de peso, perda de peso

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Espera-se que os sinais e sintomas de sobredosagem estejam em linha com uma exacerbação dos efeitos farmacológicos. As manifestações mais proeminentes de sobredosagem com telmisartan serão previsivelmente hipotensão e taquicardia; também têm sido notificados bradicardia, tonturas, aumento da creatinina sérica e insuficiência renal aguda.

A sobredosagem com amlodipina pode provocar vasodilatação periférica excessiva e possivelmente taquicardia reflexa. Foi notificada uma acentuada e provavelmente prolongada hipotensão sistémica, incluindo choque fatal.

Tratamento

O doente deverá ser objeto de uma monitorização rigorosa e a terapêutica deverá ser sintomática e de suporte. A abordagem depende do período de tempo desde a ingestão e da gravidade dos sintomas. Entre as medidas sugeridas incluem-se a indução do vómito e/ou lavagem gástrica. O carvão ativado pode ser útil no tratamento da sobredosagem quer com telmisartan, quer com mlodipina.

Os eletrólitos séricos e os níveis de creatinina deverão ser monitorizados com frequência. Se ocorrer hipotensão, o doente deverá ser deitado em decúbito dorsal com elevação das extremidades, procedendo-se à administração rápida de suplementos de sal e volume. Deve ser instituído tratamento

de suporte. O gluconato de cálcio intravenoso pode ser benéfico na resolução dos efeitos do bloqueio

dos canais de cálcio. O telmisartan e a amlodipina não são removidos por hemodiálise.

 

 

 

não

autorizado

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

 

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

 

 

 

Grupo Farmacoterapêutico:MedicamentoAgentes que a uam sobre o sistema da renina-angiotensina, antagonistas da angiotensina II e bloqueadores dos ca ais de cálcio, Código ATC: C09DB04.

Onduarp combina dois compostos nti-hipertensores com mecanismos complementares de controlo da pressão arterial em doentes om hipertensão essencial: um antagonista do recetor da angiotensina II, o telmisartan, e um bloquea or dos canais de cálcio dihidropiridínico, a amlodipina.

A combinação destas duas substâncias tem um efeito anti-hipertensor aditivo, diminuindo a pressão arterial em maior grau do que qualquer um dos componentes isoladamente.

Onduarp uma vez por dia provoca uma diminuição efetiva e consistente da pressão arterial ao longo do intervalo terapêutico de 24 horas.

Telmisartan

O telmisartan é um antagonista ativo e específico do recetor da angiotensina II (tipo AT1) por via oral. O telmisartan desloca a angiotensina II com elevada afinidade do seu local de ligação ao recetor do subtipo AT1, que é responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O telmisartan não apresenta nenhuma atividade agonista parcial sobre o recetor AT1. O telmisartan liga-se seletivamente ao recetor AT1. A ligação é prolongada. O telmisartan não revela afinidade para outros recetores, incluindo o AT2 e outros recetores AT menos caracterizados. O papel funcional destes recetores não é conhecido, nem o efeito da sua possível sobrestimulação pela angiotensina II, cujos níveis são aumentados pelo telmisartan. Os níveis plasmáticos da aldosterona são diminuídos pelo telmisartan. O telmisartan não inibe a renina plasmática humana nem bloqueia os canais iónicos. O telmisartan não inibe a enzima de conversão da angiotensina (quininase II), a enzima que também degrada a bradiquinina. Assim, não se espera que potencie as reações adversas mediados pela bradiquinina.

Nos seres humanos, uma dose de 80 mg de telmisartan inibe quase completamente o aumento da pressão arterial provocado pela angiotensina II. O efeito inibitório mantém-se durante 24 horas e ainda se pode medir até às 48 horas.

Após a administração da primeira dose de telmisartan, o início da atividade anti-hipertensora ocorre gradualmente dentro de 3 horas. A redução máxima da pressão arterial é geralmente atingida 4 a 8 semanas após o início do tratamento e mantém-se durante uma terapêutica prolongada.

O efeito anti-hipertensor permanece ao longo de 24 horas após a dose inclui as últimas 4 horas antes da administração seguinte, como demonstram as medições da pressão arterial realizadas em ambulatório. Isto é confirmado por razões da concentração mínima até ao pico consistentemente acima de 80%, observados após uma dose de 40 e 80 mg de telmisartan em estudos clínicos controlados por placebo. Existe uma tendência aparente para uma relação entre a dose e o tempo de recuperação da pressão arterial sistólica (PAS) inicial. A este respeito os dados que se referem à pressão arterial diastólica (PAD) são inconsistentes.

Em doentes com hipertensão, o telmisartan reduz a pressão sanguínea sistólica e diastólica sem afetar a

representativos de outras classes de fármacos anti-hipertensores (demonstra o em ensaios clínicos comparando o telmisartan à amlodipina, atenolol, enalapril, hidroclorotia ida e lisinopril).

pulsação. A contribuição do efeito diurético e natriurético do fármaco para a sua atividade hipotensora ainda tem de ser definida. A eficácia anti-hipertensora do telmisartanautorizadoé comparável à de agentes

Após interrupção abrupta do tratamento com telmisartan, a pressão a te ial volta gradualmente aos valores anteriores ao tratamento ao longo de um período de vários dias, sem evidências de exacerbação da hipertensão.

telmisartan do que nos tratados com inibidores da e zima de conversão da angiotensina, comparando diretamente os dois tratamentos antihipertensores.

Em ensaios clínicos, a incidência de tosse seca foi significativamentenão menor em doentes tratados com

Amlodipina

Medicamento

 

A amlodipina é um inibidor do fluxo ió ico do cálcio (bloqueador dos canais lentos do cálcio ou antagonista do ião cálcio) e inibe o influxo transmembranar dos iões para as células miocárdica e muscular lisa vascular. O mecanismo da ação anti-hipertensora da amlodipina é devido a um efeito relaxante direto sobre a muscul tura lisa vascular, originando uma diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial. D dos experimentais sugerem que a amlodipina se liga aos locais de ligação da dihidropiridina e não-dihidropiridina. A amlodipina é relativamente seletiva para os vasos, tendo um efeito mais ac ntua o sobre as células da musculatura lisa vascular do que sobre as células do músculo cardíaco.

Nos doentes com hipertensão, a toma única diária proporciona reduções clinicamente significativas da pressão arterial tanto na posição de decúbito como na de pé ao longo das 24 horas. Em virtude de a ação se manifestar lentamente, a hipotensão aguda não é uma característica da administração da amlodipina.

Em doentes com hipertensão com função renal normal, doses terapêuticas de amlodipina provocaram uma diminuição da resistência vascular renal e um aumento da taxa de filtração glomerular e do fluxo renal plasmático efetivo, sem alterarem a fração de filtração ou proteinúria.

A amlodipina não tem sido associada a efeitos metabólicos adversos nem a alterações nos lípidos plasmáticos, sendo adequado o seu emprego em doentes com asma, diabetes e gota.

Uso em doentes com insuficiência cardíaca:

Estudos hemodinâmicos e ensaios clínicos controlados que utilizaram o esforço, em doentes com insuficiência cardíaca das classes II-IV da NYHA mostraram que a amlodipina não causa deterioração clínica, avaliada pela tolerância ao esforço, fração de ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.

Um estudo controlado com placebo (PRAISE) concebido para avaliar doentes com insuficiência cardíaca das classes III-IV da NYHA, tratados com digoxina, diuréticos e inibidores da ECA, mostrou que a amlodipina não aumentou o risco de mortalidade ou mortalidade e morbilidade combinadas, nos doentes com insuficiência cardíaca.

Num estudo de seguimento, de longo prazo e controlado por placebo (PRAISE-2) sobre a utilização da amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA, sem sintomas clínicos ou sinais objetivos sugestivos de doença isquémica subjacente, com doses estáveis de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), digitálicos e diuréticos, a amlodipina não exerceu efeito sobre a mortalidade cardiovascular total. Nesta mesma população, a amlodipina foi associada a um maior número de notificações de edema pulmonar, apesar de não ter sido registada uma diferença significativa na incidência de agravamento da insuficiência cardíaca, comparativamente ao placebo.

Telmisartan/Amlodipina

Num estudo fatorial multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação, controlado com placebo e com um grupo paralelo, com a duração de 8 semanas, em 1461 doentes com hipertensão ligeira a grave (pressão diastólica média na posição sentado ≥95 e <110 mmHg), o tratamento c m cada dose combinada de Onduarp originou reduções significativamente maiores da pressão diastólica e sistólica e maiores taxas de controlo do que a monoterapia com os respetivos componentes.

Onduarp mostrou reduções da pressão diastólica e sistólica relaci nadas com a dose para todo o intervalo de doses de -21,8/-16,5 mmHg (40 mg/5 mg), -22,1/-18,2 mmHg (80 mg/5 mg), -24,7/-20,2

mmHg (40 mg/10 mg) e -26,4/-20,1 mmHg (80 mg/10 mg). A diminuição da pressão arterial diastólica

<90 mmHg foi obtida em 71,6%, 74,8%, 82,1% e 85,3% dos doentes, respetivamente. Os valores

foram ajustados por linha de base e país.

não

autorizado

 

 

 

O efeito anti-hipertensor foi obtido, na maioria dos casos, no espaço de 2 semanas após o início da terapêutica. Num sub-conjunto de 1050 doentes com hipertensão moderada a grave (PAD ≥100

Medicamento

à monoterapia com telmisartan ou amlodipina.

mmHg) 32,7 – 51,8% tiveram uma resposta suficiente

As variações médias observadas na pressão sistólica/diastólica com a terapêutica combinada com amlodipina 5 mg (-22,2/-17,2 mmHg com 40 mg/5 mg; -22,5/-19,1 mmHg com 80 mg/5 mg) foram comparáveis ou maiores do que as que foram observadas com amlodipina 10 mg (-21,0/-17,6 mmHg) e ficaram associadas a uma taxa significativamente menor de edema (1,4% com 40 mg/5 mg; 0,5% com 80 mg/5 mg; 17,6% com mlodipina 10 mg).

A monitorização por m ições da pressão arterial realizadas em ambulatório (MAPA) realizadas num sub-conjunto de 562 do nt s confirmou os resultados observados com diminuições das medições clínicas da pressão arterial sistólica e diastólica consistentes ao longo de todo o período da dose (24 horas).

Num outro estudo multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 1097 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 5 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/5 mg ou 80 mg/5 mg) ou só com amlodipina (5 mg ou 10 mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, a ambas as doses da monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial sistólica e diastólica (-13,6/-9,4 mmHg, -15,0/-10,6 mmHg com 40 mg/5 mg,

80 mg/5 mg versus -6,2/-5,7 mmHg, -11,1/-8,0 mmHg com amlodipina 5 mg e 10 mg e foram obtidas taxas mais elevadas de controlo da pressão diastólica em comparação com as respetivas monoterapias (56,7%, 63,8% com 40mg/5mg e 80mg/5mg versus 42%, 56,7% com amlodipina 5 mg e 10 mg). As taxas de edema foram significativamente menores com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg do que com amlodipina 10 mg (4,4% versus 24,9%, respetivamente).

Num outro estudo multicêntrico, randomizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 947 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 10 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/10 mg ou 80 mg/10 mg) ou só amlodipina (10

mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, à monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial diastólica e sistólica (-11,1/-9,2 mmHg, -11,3/ -9,3 mmHg com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus - 7,4/-6,5 mmHg com amlodipina 10 mg) e e foram obtidas taxas mais elevadas de normalização da pressão diastólica em comparação com a monoterapia (63,7%, 66,5% com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus 51,1% com amlodipina 10 mg).

Em dois estudos correspondentes de follow-up, abertos e de longo prazo, realizados ao longo de um período superior a 6 meses, o efeito de Onduarp manteve-se ao longo de todo o período do ensaio. Foi igualmente observado que alguns doentes não adequadamente controlados com Onduarp 40 mg/10 mg conseguiam uma diminuição adicional da pressão arterial com a titulação para Onduarp 80 mg/10 mg.

A incidência global de reações adversas com Onduarp no programa de ensaios clínicos foi baixa, com apenas 12,7% dos doentes tratados a registarem reações adversas. As reações adversas mais frequentes foram edema periférico e tonturas (ver também secção 4.8). As reações adversas notificadas estavam de acordo com as que eram esperadas tendo em conta os perfis de segurança dos componentes telmisartan e amlodipina. Não foram observadas reações adversas novas ou mais graves. Os

acontecimentos relacionados com edema (edema periférico, edema generalizado e edema) foram consistentemente menores em doentes tratados com Onduarpautorizadodo que em doentes tratados com

amlodipina 10 mg. No ensaio de desenho fatorial, as taxas de edema foram e 1,3 % com Onduarp 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg, 8,8 % com Onduarp 40 mg/10 mg e 80 mg/10 mg e 18,4% com amlodipina 10 mg. Nos doentes não controlados com amlodipina 5 mg, as taxas de edema foram de 4,4% com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg e 24,9% com amlodipina 10 mg.

O efeito anti-hipertensor de Onduarp foi semelhante independentemente da idade e sexo, e também semelhante em doentes com e sem diabetes.

Onduarp não foi estudado em nenhuma população anãoo ser a dos doentes com hipertensão. Telmisartan foi estudado num estudo de grande dime são com 25.620 doentes com elevado risco de

População pediátrica

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos resultados dos estudos com Onduarp em todos os sub-grupos da população pediátrica na hipertensão (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

acontecimentos cardiovasculares (ONTARGET). A amlodipina foi estudada em doentes com angina crónica estável, anginaMedicamentovasospástica e doença c ronária documentada por angiografia.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Farmacocinética da combinação de dose fixa (CDF)

A velocidade e extensão da absorção de Onduarp são equivalentes à biodisponibilidade do telmisartan e da amlodipina, quando administrados como comprimidos separados.

Absorção

A absorção do telmisartan é rápida, apesar de variar a quantidade absorvida. A biodisponibilidade absoluta média para o telmisartan é de cerca de 50%. Quando o telmisartan é tomado com alimentos, a redução na área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC0-∞) do telmisartan varia desde aproximadamente 6% (dose de 40 mg) até aproximadamente 19% (dose de 160 mg). Três horas após a administração, as concentrações plasmáticas são semelhantes quer o telmisartan seja tomado em jejum ou com alimentos.

Após a administração oral de doses terapêuticas, a amlodipina é bem absorvida com picos séricos entre 6-12 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta varia entre 64 e 80%. A biodisponibilidade da amlodipina não é afetada pelos alimentos.

Distribuição

O telmisartan liga-se extensamente às proteínas plasmáticas (>99,5 %), principalmente à albumina e à glicoproteína ácida alfa-1. O volume de distribuição médio aparente no estado estacionário (Vdss) é aproximadamente de 500 l.

O volume de distribuição da amlodipina é aproximadamente de 21 l/kg. Estudos in vitro mostraram que aproximadamente 97,5% da amlodipina circulante estão ligados às proteínas plasmáticas em doentes hipertensos.

Biotransformação

O telmisartan é metabolizado por conjugação no glucuronido do composto inicial. Não se demonstrou nenhuma atividade farmacológica para o conjugado.

A amlodipina é extensivamente (cerca de 90%) metabolizada pelo fígado em metabolitos inativos.

Eliminação

O telmisartan é caracterizado por uma farmacocinética com diminuição biexponencial, com uma semivida terminal de eliminação >20 horas. A concentração plasmática máxima (Cmax) e, em menor grau, a área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC) aumentam despr porcionalmente com a dose. Não existe evidência clinicamente relevante de acumulação de telmisartan tomado nas doses recomendadas. As concentrações plasmáticas foram superiores no sexo feminino do que no masculino, sem influência relevante sobre a eficácia.

Após administração oral (e intravenosa), o telmisartan é quase excl sivamente excretado nas fezes, principalmente sob a forma inalterada. A excreção urinária cum lativa é <1 % da dose. A depuração

A eliminação da amlopidina do plasma é bifásica, com uma semivida plasmática terminal

plasmática total (Cltot) é elevada (aproximadamente 1.000 ml/min) quando comparada com o fluxo

sanguíneo hepático (cerca de 1.500 ml/min).

não

autorizado

 

 

 

aproximadamente de 30 a 50 horas e está conformecom a dose de uma única toma ao dia. Os níveis

Linearidade/não-linearidade

plasmáticos no estadoMedicamentoestacionário são alcançados ao fim de 7-8 dias de terapêutica consecutiva. Dez por cento da amlodipina e 60% dos metaboli os da amlodipina são excretados pela urina.

Não se espera que a pequena redução da AUC do telmisartan provoque uma redução da eficácia terapêutica. Não existe uma rel ção linear entre as doses e os níveis plasmáticos. A Cmax e, em menor grau, a AUC aumentam desproporcionalmente com doses acima dos 40 mg.

A amlodipina tem uma farmacocinética linear.

Populações especiais

População pediátrica (com menos de 18 anos de idade)

Não estão disponíveis dados farmacocinéticos na população pediátrica.

Género

Foram observadas diferenças na concentração plasmática de telmisartan, sendo a Cmax e a AUC aproximadamente 3 e 2 vezes superiores, respetivamente, em indivíduos do sexo feminino em comparação com o sexo masculino.

Idosos

A farmacocinética do telmisartan não difere entre doentes jovens e doentes idosos.

O tempo necessário para atingir o pico sérico de amlodipina é idêntico nos idosos e nos indivíduos mais jovens. Nos doentes idosos a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento na AUC e na semivida de eliminação.

Insuficiência renal

Foi observada a duplicação das concentrações plasmáticas de telmisartan em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado e grave. No entanto, foram observadas concentrações plasmáticas mais baixas em doentes com compromisso renal que faziam diálise. O telmisartan liga-se altamente às proteínas plasmáticas em doentes com compromisso renal e não pode ser removido por diálise. A semivida de eliminação não é alterada em doentes com compromisso renal. A farmacocinética da amlodipina não é significativamente influenciada pela insuficiência renal.

Insuficiência hepática

Estudos farmacocinéticos em doentes com insuficiência hepática demonstraram um aumento da biodisponibilidade absoluta de telmisartan até perto de 100%. A semivida de eliminação de telmisartan não é alterada em doentes com insuficiência hepática. Os doentes com insuficiência hepática a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento de cerca de 40-60% na AUC.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Uma vez que os perfis de toxicidade não-clínica do telmisartan e da amlodipina não se sobrepõem, não se esperava uma exacerbação da toxicidade com a combinação, o q e foi confirmado num estudo de

toxicologia sub-crónica (13 semanas) em ratos em que foram testadas doses de 3,2/0,8, 10/2,5 e 40/10

mg/kg de telmisartan e amlodipina.

 

 

autorizado

 

 

 

Os dados pré-clínicos disponíveis para os compone tes desta combinação de dose fixa são

apresentados a seguir:

não

 

 

Medicamento

 

 

Telmisartan

 

 

 

Em estudos de segurança pré-clínica, dos s que originavam uma exposição comparável à do intervalo terapêutico clínico provocaram uma diminuição dos parâmetros dos glóbulos vermelhos (eritrócitos, hemoglobina, hematócrito), alter ções da hemodinâmica renal (aumento da ureia nitrogenada e creatinina), bem como um aumento do potássio sérico em animais normotensos. No cão, foi observada dilatação e atrofia dos túbulos renais. Também se observaram lesões na mucosa gástrica (erosão, úlceras ou inflamação) no rato e no cão. Estes efeitos indesejáveis mediados farmacologicamente, conhecidos de estudos pré-clínicos realizados com IECAs e antagonistas do recetor da angiotensina II, foram evitados com um suplemento oral salino. Em ambas as espécies, foi observado um aumento da atividade da renina plasmática e hipertrofia/hiperplasia das células justaglomerulares renais. Estas alterações, também um efeito da classe dos IECAs e outros antagonistas do recetor da angiotensina II, não parecem ter significado clínico.

Não existe uma evidência clara de um efeito teratogénico. Contudo, foi observado com doses tóxicas de telmisartan, um efeito no desenvolvimento pós-natal da ninhada tais como baixo peso corporal e atraso na abertura dos olhos.

Não houve evidência de mutagenicidade e de atividade clastogénica relevante em estudos in vitro, nem evidência de carcinogenicidade no rato e no ratinho.

Amlodipina

Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de administração reiterada, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos estudos de toxicidade de reprodução em ratos, observaram-se com doses elevadas parto tardio, prolongamento do trabalho de parto e menor sobrevivência fetal e das crias. A amlodipina não evidenciou qualquer efeito sobre a fertilidade de ratos tratados por via oral com maleato de amlodipina (os machos durante 64 dias e as fêmeas durante 14 dias antes do acasalamento) com doses até 10 mg

amlodipina/kg/dia (cerca de 10 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano de 10 mg/dia numa base de mg/m2).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista dos excipientes

Sílica coloidal anidra

 

 

 

Azul brilhante FCF (E 133)

 

 

 

Óxido de ferro negro (E172)

 

 

 

Óxido de ferro amarelo (E172)

 

 

 

Estearato de magnésio

 

 

 

Amido de milho

 

 

 

Meglumina

 

 

 

Celulose microcristalina

 

 

 

Povidona (K25)

 

 

 

Amido pré-gelificado

 

 

autorizado

Hidróxido de sódio

 

 

 

 

 

Sorbitol (E420)

 

 

 

6.2

Incompatibilidades

 

 

 

Não aplicável.

 

 

 

6.3

Prazo de validade

 

não

 

3 anos

 

 

 

6.4 Precauções especiais de conservação

 

 

 

Medicamento

 

 

 

Este medicamento não requer quaisquer precauções especiais de conservação. Guardar na embalagem original para prot ger da luz e da humidade.

Retire o comprimido do blister apenas imediatamente antes de o tomar.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de alumínio/alumínio (PA/Al/PVC/Al) numa embalagem com 28 comprimidos ou blisters perfurados de dose única de alumínio/alumínio (PA/Al/PVC/Al) em embalagens múltiplas com 360 (4 embalagens de 90 x 1) comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Boehringer Ingelheim International GmbH

Binger Str. 173

D-55216 Ingelheim am Rhein

Alemanha

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/11/729/003 (28 comprimidos)

EU/1/11/729/004 (360 (4 x 90 x 1) comprimidos)

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 novembro 2011

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no site da Agência Europeia do Medicamento (EMA) http://www.ema.europa.eu/.

 

 

não

autorizado

 

 

Medicamento

 

 

 

 

 

1. NOME DO MEDICAMENTO

Onduarp 80 mg/10 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 80 mg de telmisartan e 10 mg de amlodipina (sob a forma de besilato de amlodipina).

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada comprimido contém 337,28 mg de sorbitol (E420).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

autorizado

 

Comprimidos azuis e brancos de forma oval com duas camadas, gravados com o código do produto A4 numa das faces e com o logo da companhia na outra face.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

 

não

4.1

Indicações terapêuticas

 

 

 

 

Tratamento da hipertensão essencial em adultos:

 

 

Medicamento

 

 

Terapêutica adjuvante

 

 

Onduarp é indicado em doentes adultos cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com amlodipina.

Terapêutica de substituição

Doentes adultos já tratados om telmisartan e amlodipina, em comprimidos separados, podem em vez disso ser tratados com On uarp que contém as mesmas doses dos componentes.

4.2 Posologia e modo de administração

A dose recomendada de Onduarp é um comprimido por dia.

A dose máxima recomendada é de Onduarp 80 mg/10 mg, um comprimido por dia. Onduarp está indicado para tratamento prolongado.

A administração de amlodipina com toranja ou sumo de toranja não é recomendada, uma vez que a biodisponiblidade pode estar aumentada em alguns, podendo resultar num aumento dos efeitos hipotensivos (ver secção 4.5).

Terapêutica coadjuvante

Onduarp 80 mg/10 mg pode ser utilizado em doentes cuja pressão arterial não é suficientemente controlada com doses inferiores de Onduarp 40 mg/10 mg ou Onduarp 80 mg/5 mg

É recomendado um ajuste individual da dose com os componentes (ie. amlodipina e telmisartan) antes de mudar para a associação de dose fixa. Desde que clinicamente adequado, pode ser considerada a transferência direta da monoterapia para o tratamento com combinação fixa.

Os doentes tratados com 10 mg de amlodipina que registarem quaisquer reações adversas que limitem a dose, nomeadamente edema, podem passar para Onduarp 40 mg/5 mg uma vez por dia, reduzindo a dose de amlodipina sem diminuir a resposta global anti-hipertensora esperada.

Terapêutica de substituição

Os doentes tratados com comprimidos de telmisartan e amlodipina separadamente podem, em vez disso, tomar comprimidos Onduarp contendo as mesmas doses dos componentes num só comprimido por dia, tornando o tratamento mais cómodo e aumentando a adesão .

População especial

Doentes idosos

Não é necessário ajuste da dose no doente idoso. Existe pouca informação sobre a utilização em doentes muito idosos.

Doentes com compromisso renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada. Dispõe-se de

experiência limitada em relação a doentes com insuficiência renal grave ou sujeitos a hemodiálise. autorizado

Onduarp deve ser administrado com precaução a estes doentes uma vez que a aml dipina e o telmisartan não são dialisáveis (ver também secção 4.4).

O uso concomitante de telmisartan com aliscireno é contra-indicado em doentes com insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secção 4.3).

Doentes com compromisso hepático

uma vez ao dia (ver secção 4.4). Onduarp está contrai dicado em doentes com insuficiência hepática grave (ver secção 4.3).

Onduarp deve ser administrado com precaução a doentes com insuficiência hepática moderada. A dose de telmisartan para doentes com insuficiência hepáticanãoligeira a moderada não deve exceder os 40 mg

Medicamento

População pediátrica

A segurança e eficácia de Onduarp m cria ças com menos de 18 anos de idade não foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Onduarp pode ser tomado com ou sem alimentos. Recomenda-se que Onduarp seja tomado com um pouco de líquido.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, a derivados da di-hidropiridina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1

Segundo e terceiro trimestres da gravidez (ver secções 4.4 e 4.6)

Perturbações obstrutivas biliares e compromisso hepático grave

Choque (incluindo choque cardiogénico)

Hipotensão grave

Obstrução do trato de saída do ventriculo esquerdo (por exemplo, estenose aórtica de grau elevado)

Insuficiência cardíaca pós enfarte agudo do miocárdio hemodinamicamente instável

O uso concomitante de telmisartan com aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secções 4.2, 4.4, 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Gravidez

Os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser iniciados durante a gravidez. Nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido, a não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa (ver secções 4.3. e 4.6.).

Insuficiência hepática

O telmisartan sofre eliminação predominantemente biliar. Poderá prever-se uma diminuição da depuração hepática do telmisartan em doentes com doenças obstrutivas biliares ou insuficiência

hepática. Além disso, como acontece com todos os antagonistas dos canais de cálcio, a semivida da

 

autorizado

amlodipina é prolongada em doentes com disfunção hepática, não tendo sido estabelecidas

recomendações sobre a posologia apropriada.

 

Onduarp deverá ser usado com precaução nestes doentes.

 

Hipertensão vascular renal

Existe um risco aumentado de hipotensão e insuficiência renal graves quando doentes com estenose arterial bilateral renal ou estenose da artéria para o único rim f ncionante são tratados com fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Insuficiência renal e transplante renal

Hipovolémia intravascular

Quando Onduarp é utilizado em doentes com compromisso da função renal, recomenda-se

não

monitorização periódica dos níveis séricos de pot ssio e creatinina. Não há experiência sobre a

administração de Onduarp em doentes com transplante

renal recente.

O telmisartan e a amlodipina não são dialisáveis.

 

Medicamento

 

Pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose em doentes com depleção do volume e/ou do sódio devido ter pêutica diurética intensiva, restrição de sal na dieta, diarreia ou vómitos. Estas condições evem ser corrigidas antes da administração de telmisartan. Se ocorrer hipotensão com Onduarp, o oente deve ser colocado em decúbito dorsal e, se necessário, deverá ser- lhe administrada uma p rfusão intravenosa de solução salina normal. O tratamento pode continuar depois de a tensão arterial estar estabilizada.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona:

O uso de telmisartan em associação com o aliscireno é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) (ver secção 4.3).

Como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, têm sido notificadas hipotensão, síncope, hipercaliemia e alterações na função renal (incluindo insuficiência renal aguda) em indivíduos suscetíveis, especialmente quando são associados medicamentos que afetam este sistema. Assim, o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (ex. pela administração de telmisartan com um bloqueador do sistema renina-angiotensina-aldosterona) não é recomendado. É recomendada uma monitorização da função renal, caso a coadministração seja considerada necessária.

Outras situações com estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (p.ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença renal subjacente, incluindo estenose da artéria renal), o tratamento com fármacos que afetam este sistema foi associado a hipotensão aguda, hiperazotémia, oligúria ou, raramente, a insuficiência renal aguda (ver secção 4.8).

Aldosteronismo primário

Os doentes com aldosteronismo primário por norma não responderão a fármacos anti-hipertensores que atuam através da inibição do sistema renina-angiotensina. Assim, não é recomendado o uso de telmisartan.

Estenose das válvulas aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com outros vasodiladatores, é indicado um cuidado especial em doentes que sofrem de estenose aórtica ou da válvula mitral, ou com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Angina instável, enfarte agudo do miocárdio

Não há dados que apoiem a utilização de Onduarp em doentes com angina instável e durante ou num

prazo de um mês após enfarte do miocárdio.

autorizado

 

Insuficiência cardíaca

Num estudo de longo prazo controlado com placebo (PRAISE-2) sob e a utilização de amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA de etiologia não-isquémica, a amlodipina foi associada a um maior número de notificações de edema pulmonar, apesar de não ter sido registada uma diferença significativa na incidência do gr v mento da insuficiência cardíaca, comparativamente ao placebo (ver secção 5.1).

Doentes diabéticos tratados com insulina ou com a tidiabéticos

Nestes doentes pode ocorrer hipoglicemia durante o tratamento com telmisartan. Assim, deve ser

não

considerada uma monitorização adequada da glucose

sanguínea nestes doentes; um ajuste da dose de

Diabetes mellitus,Medicamentocompromisso renal, idade (>70 anos)

Associação com um ou mais fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e/ou suplementos de potássio. Os fármacos ou classes terapêuticas de fármacos que podem induzir

hipercaliémia são substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), antagonistas do recetor da que

angiotensina II, fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, incluindo os inibidores seletivos da COX-2), heparina, imunossupressores (ciclosporina ou tacrolimus) e trimetoprim.

-Acontecimentos intercorrentes, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica, deterioração da função renal, deterioração súbita da condição renal (por exemplo, doenças infeciosas), lise celular (por exemplo, isquémia aguda a nível dos membros, rabdomiólise, trauma extensivo).

Nestes doentes recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de potássio (ver secção 4.5).

Sorbitol

Este medicamento contém sorbitol (E420). Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose não devem tomar Onduarp.

Outros

Tal como com qualquer medicamento anti-hipertensor, a diminuição excessiva da pressão arterial em doentes com cardiomiopatia isquémica ou doença cardiovascular isquémica pode resultar num enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram observadas interações entre os dois componentes destas combinações de dose fixa nos estudos clínicos.

Interações frequentes associadas à combinação

Não foram efetuados estudos de interação.

A ser considerado na utilização concomitante

autorizado

Outros medicamentos anti-hipertensores

 

O efeito de redução da pressão arterial de Onduarp pode ser aumentado pela utilização concomitante de outros fármacos anti-hipertensores.

Medicamentos com potencial hipotensivo

Com base nas suas propriedades farmacológicas, pode esper r-se q e os seguintes fármacos potenciem

os efeitos hipotensivos de todos os anti-hipertensores incluindo Onduarp: baclofeno, amifostina,

 

 

não

neurolépticos ou antidepressivos. Adicionalmente, a hip tensão ortostática pode ser agravada pelo

álcool.

 

 

Corticosteroides (via sistémica)

 

Medicamento

 

Redução do efeito anti-hipertensor.

 

Interações associadas ao telmisartan

Contraindicações (ver secção 4.3)

Duplo bloqueio do sistema ren na-angiotensina-aldosterona (SRAA)

A associação de telmisartan com aliscireno é contra-indicada em doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG <60 ml/min/1.73 m2) e não é recomendado em outros doentes (ver secções 4.3, 4.4).

Utilizações concomitantes não recomendadas

Diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio

Os antagonistas do recetor da angiotensina II, tais como o telmisartan, atenuam a perda de potássio induzida pelos diuréticos. Os diuréticos poupadores de potássio, como por exemplo, a espironolactona, a eplerenona, o triamtereno, ou a amilorida, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio podem levar a um aumento significativo do potássio sérico. Se a administração concomitante é indicada devido a hipocaliémia documentada, estes fármacos deverão ser utilizados com precaução e o potássio sérico frequentemente monitorizado.

Lítio

Foram notificados aumentos reversíveis das concentrações séricas de lítio e toxicidade, durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de conversão da angiotensina e com antagonistas do recetor da angiotensina II, incluindo o telmisartan. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Fármacos anti-inflamatórios não esteroides

Os AINEs (como sejam o ácido acetilsalicílico em regimes posológicos anti-inflamatórios, os inibidores da COX-2 e os AINEs não seletivos) podem diminuir o efeito anti-hipertensor dos antagonistas do recetor da angiotensina II.

Em alguns doentes com função renal comprometida (por exemplo, doentes desidratados ou idosos com função renal comprometida), a administração conjunta de antagonistas do recetor da angiotensina II e de medicamentos que inibam a ciclo-oxigenase pode resultar na deterioração posterior da função renal, incluindo possível falência renal aguda, que é geralmente reversível. Deste modo, a administração concomitante destes fármacos deve ser feita com precaução, especialmente nos idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve-se considerar a monitorização da função renal uma vez iniciada a terapêutica concomitante e, depois, periodicamente.

Ramipril

Num estudo clínico, a administração concomitante de telmisartan e am pril provocou um aumento da AUC0-24 e Cmax do ramipril e ramiprilato até 2,5 vezes. Não é conhecida a relevância clínica desta observação.

A ser considerado na utilização concomitante

autorizado

 

Digoxina

 

Quando o telmisartan foi co-administrado com digoxi a, foram observados aumentos médios de

 

não

digoxina no pico de concentração plasmática (49%) e na concentração mínima (20%). Ao iniciar,

ajustar e suspender o telmisartan, devem ser m nitorizados os níveis de digoxina de modo a manter os

níveis dentro da janela terapêutica.

 

Medicamento

 

Interações associadas à amlodipina

Utilizações concomitantes que requerem precaução

Inibidores do CYP3A4

Com a utilização concomitante com o inibidor do CYP3A4 a eritromicina em doentes jovens e diltiazem em doentes idosos, respetivamente, a concentração sérica de amlodipina aumentou 22% e 50 %, respetivamente. No entanto, a relevância clínica deste resultado não está completamente esclarecida. Não pode afastar-se a hipótese de inibidores fortes do CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir) poderem aumentar mais as concentrações séricas da amlodipina do que o diltiazem. A amlodipina deve ser utilizada com precaução quando associada a inibidores do CYP3A4. Não foram, contudo, notificados quaisquer acontecimentos adversos atribuíveis a esta interação.

Indutores do CYP3A4

Não há dados disponíveis sobre o efeito dos indutores do CYP3A4 sobre a amlodipina. A utilização concomitante de indutores do CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Hypericum perforatum) pode originar uma menor concentração sérica de amlodipina.

Toranja e sumo de toranja

A administração concomitante de 240 ml de sumo de toranja com uma dose oral única de 10 mg de amlodipina em 20 voluntários saudáveis não teve um efeito significativo sobre as propriedades farmacocinéticas da amlodipina. A utilização concomitante de amlodipina e toranja ou sumo de toranja continua a não ser recomendada, uma vez que a biodisponiblidade da amlodipina pode aumentar em alguns em doentes e pode resultar num aumento dos efeitos hipotensivos.

A ser considerado na utilização concomitante

Sinvastatina

A administração concomitante de doses múltiplas de amlodipina com sinvastatina 80 mg resultou num aumento da exposição à sinvastatina de 77%, quando comparada com a administração de apenas sinvastatina. Assim recomenda-se a limitação da dose de sinvastatina para 20 mg, em doentes que estejam em tratamento concomitante com amlodipina.

Outros

A amlodipina tem sido administrada, em segurança, com digoxina, varfarina, atorvastatina, sildenafil, antiácidos (gel de hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticona), cimetidina, ciclosporina, antibióticos e hipoglicemiantes. Quando se utilizou concomitantemente amlodipina e sildenafil, cada um dos agentes exerceu o seu efeito hipotensivo independente.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

autorizado

Gravidez

 

Não existem dados suficientes sobre a utilização de Onduarp em m lheres grávidas. Não foram

efetuados estudos de toxicidade reprodutiva em animais com Onduarp.

Telmisartan

não

 

Não se recomenda a utilização de antagonistas dosrecetores da angiotensina II durante o primeiro

Estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

trimestre da gravidezMedicamento(ver secção 4.4). A utilização de antagonistas dos recetores da angiotensina II é contraindicada durante o segundo e terceiro rimestres da gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica rel tiva ao risco de teratogenicidade após a exposição aos IECAs durante o primeiro trimestre de grav ez não é conclusiva; contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não xistem dados de estudos epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores da angiotensina II, os riscos para esta classe de fármacos poderão ser semelhantes.

A não ser que a manutenção do tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em seres humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliémia) (ver secção 5.3.). No caso de a exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do crânio. Os lactentes cujas mães estiveram expostas a antagonistas dos recetores da angiotensina II devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3. e 4.4.).

Amlodipina

Dados de um número limitado de mulheres grávidas expostas à amlodipina não indicam que a amlodipina ou outros antagonistas dos recetores de cálcio tenham um efeito nocivo na saúde do feto. No entanto, pode existir um risco de trabalho de parto prolongado.

Amamentação

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de telmisartan e/ou amlodipina durante a amamentação, não é recomendado o tratamento com Onduarp, sendo preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante a amamentação esteja melhor estabelecido, particularmente durante a amamentação de recém-nascidos ou prematuros.

Fertilidade

Não estão disponíveis dados de ensaios clínicos controlados com a combinação de dose fixa ou com os componentes individuais.

Não foram realizados estudos de toxicidade reprodutiva separados com a combinação de telmisartan e

amlodipina.

autorizado

 

Em ensaios pré-clínicos, não foram observados efeitos do telmisartan na fertili a e do macho ou da fêmea. Também não foram notificados efeitos na fertilidade do macho ou da fêmea para a amlodipina (ver secção 5.3)

Foram observadas alterações bioquímicas reversíveis na secção da cabeça dos espermatozoides que podem dificultar a fecundação, em estudos pré-clínicos e in vitro, com bloqueadores dos canais de cálcio. Não foi estabelecida a sua relevância clínica.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizarnãomáquinas

Onduarp tem uma influência moderada na capacidadede conduzir e utilizar máquinas. Os doentes

conduzirem ou operarem máquinas. Se os doentes tiverem reações adversas, deverão evitar tarefas potencialmente perigosas, como conduzir ou operar máquinas.

devem ser avisadosMedicamentode que poderão ocorrer reações adversas como síncope, sonolência, tonturas ou vertigens durante o tratamento (ver secção 4.8). Por isso, recomenda-se precaução, quando os doentes

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de s gurança

As reações adversas mais frequentes incluem tonturas e edema periférico. Muito raramente pode ocorrer síncope grave (menos de 1 caso por cada 1.000 doentes).

A segurança e tolerabilidade de Onduarp foram avaliadas em cinco estudos clínicos controlados com mais de 3500 doentes, dos quais mais de 2500 foram tratados concomitantemente com telmisartan e amlodipina.

Lista em forma tabelar das reações adversas

As reações adversas foram organizadas em classes de frequência utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); raros (≥1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Classe de sistema de órgãos

Frequentes

 

Pouco frequentes

Raros

 

 

 

 

 

Infeções e infestações

 

 

 

cistite

Perturbações do foro

 

 

 

depressão, ansiedade,

psiquiátrico

 

 

 

 

insónia

Doenças do sistema

tonturas

 

sonolência,

Síncope, neuropatia

nervoso

 

 

 

cefaleias, parestesias

periférica, hipoestesia,

 

 

 

 

 

disgeusia, tremor

Afeções do ouvido e do

 

 

vertigens

 

labirinto

 

 

 

 

 

Cardiopatias

 

 

 

bradicardia,

 

 

 

 

 

palpitações

 

Vasculopatias

 

 

 

hipotensão,

 

 

 

 

 

hipotensão ortostática,

 

 

 

 

 

rubor

 

Doenças respiratórias,

 

 

tosse

 

torácicas e do mediastino

 

 

 

 

Doenças gastrintestinais

 

 

dores abdominais,

vómitos, hipertrofia

 

 

 

 

diarreia, náuseas

gengival, dispepsia,

 

 

 

 

 

secura da boca

Afeções dos tecidos

 

 

prurido

eczema, eritema,

cutâneos e subcutâneos

 

 

autorizado

erupção cutânea

Afeções musculo-

 

 

artralgia, espasmos

dor nas costas, dor nas

esqueléticas e dos tecidos

 

 

musculares (cãibras

extremidades (dores

conjuntivos

 

 

 

as pernas), mialgia,

nas pernas)

 

 

 

não

 

Doenças renais e urinárias

 

 

noctúria

 

 

 

 

 

Sistema reprodutor e

 

 

disfunção eréctil

 

distúrbios mamários

 

 

 

 

Perturbações gerais e

edema p riférico

Astenia, dor torácica,

mal-estar

alterações no local de

 

 

fadiga, edema

 

administração

 

 

 

 

 

Exames complementares de

 

 

aumento das enzimas

aumento do ácido

diagnóstico

Medicamento

 

hepáticas

úrico sérico

Informações adicionais sobre os componentes individuais

As reações adversas anteriormente notificadas com um dos componentes individuais (telmisartan ou amlodipina) podem ser também reações adversas potenciais com Onduarp, mesmo que não tenham sido observados em ensaios clínicos ou após a introdução no mercado.

Telmisartan

Infeções e infestações

 

Pouco frequente:

Infeção do trato respiratório superior, incluindo

 

faringite e sinusite, infeção do trato urinário,

 

incluindo cistite

Raro:

Sépsis incluindo casos fatais1

Doenças do sangue e do sistema linfático

 

Pouco frequente:

Anemia

Raro:

Trombocitopenia, eosinofilia

Exames complementares de diagnóstico Pouco frequente:
Raro:

Doenças do sistema imunitário

 

 

Raro:

 

 

Hipersensibilidade, reação anafilática

Perturbações da nutrição e do metabolismo

 

 

Pouco

frequente:

 

Hipercaliémia

Raro:

 

 

Hipoglicémia (em doentes diabéticos)

Afeções oculares

 

 

Raro:

 

 

Perturbações visuais

Cardiopatias

 

 

 

Raro:

 

 

Taquicardia

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

 

Pouco

frequente:

 

Dispneia

Doenças gastrintestinais

 

autorizado

Pouco

frequente:

 

Flatulência

Raro:

 

 

Desconforto gástrico

Doenças hepato-biliares

 

 

Raro:

 

 

Alterações da função hepática, perturbações

 

 

 

hepáticas2

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

 

 

Pouco

frequente:

 

Hiperhidrose

Raro:

 

A gioedema (com resultado fatal), erupção

 

Medicamento

nãomedicamentosa, erupção cutânea tóxica, urticária

 

 

Raro:

 

Síndrome gripal

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos c njuntivos

Raro:

 

 

Dor tendinosa (sintomas semelhantes aos de

 

 

 

tendinite)

Doenças renais e urinárias

 

 

Pouco

frequente:

 

Insuficiência renal incluindo insuficiência renal

 

 

 

aguda

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Elevação da creatinina sérica

Elevação da creatinina fosfoquinase sérica, diminuição da hemoglobina

1: o acontecimento pode ser um acaso ou estar relacionado com um mecanismo de ação não conhecido 2: a maioria dos casos de alterações da função hepática / perturbações hepáticas provenientes da experiência pós-comercialização com telmisartan ocorreram em doentes japoneses. Os doentes japoneses apresentam maior probabilidade de apresentar estas reações adversas.

Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequente:
Raro:

Amlodipina

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raro:

Leucocitopenia, trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

 

Muito raro:

Hipersensibilidade

Perturbações da nutrição e do metabolismo

Muito raro:

Hiperglicémia

Alterações do humor

Confusão

Doenças do sistema nervoso

 

 

 

Muito raro:

 

Síndrome extrapiramidal

Afeções oculares

 

 

 

 

Pouco frequente:

Perturbação visual

Afeções do ouvido e do labirinto

 

 

 

Pouco frequente:

Zumbidos

 

 

Cardiopatias

 

Enfarte do miocárdio, arritmia,autorizadotaquicardia ventricular, fibrilhação

Muito raro:

 

Vasculopatias

 

auricular

 

não

 

 

Muito raro:

 

Vasculite

 

 

 

 

 

 

Doenças respiratórias, torácicas e do medias ino

 

Pouco frequente:

Disp eia, rinite

 

Doenças gastrintestinais

 

 

 

Pouco frequente:

Alterações dos hábitos intestinais

Muito raro:

 

Pancreatite, gastrite

Afeções hepatobiliar s

 

 

 

Muito raro:

 

Hepatite, icterícia, aumento das enzimas hepáticas (principalmente

 

Medicamentorelacionado com colestase)

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

 

 

Pouco frequente:

Alopécia, púrpura, descoloração da pele, hiperidrose

Muito raro:

 

Angioedema, eritema multiforme, urticária, dermatite exfoliativa,

 

 

síndrome de Stevens-Johnson, fotossensibilidade

Doenças renais e urinárias

 

 

 

Pouco frequente:

Mictúria, polaquiúria

Doenças dos orgãos genitais e da mama

 

 

Pouco frequente:

Ginecomastia

 

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequente:

Dor

 

 

Exames complementares de diagnóstico

Pouco frequente: Aumento de peso, perda de peso

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Espera-se que os sinais e sintomas de sobredosagem estejam em linha com uma exacerbação dos efeitos farmacológicos. As manifestações mais proeminentes de sobredosagem com telmisartan serão previsivelmente hipotensão e taquicardia; também têm sido notificados bradicardia, tonturas, aumento da creatinina sérica e insuficiência renal aguda.

A sobredosagem com amlodipina pode provocar vasodilatação periférica excessiva e possivelmente taquicardia reflexa. Foi notificada uma acentuada e provavelmente prolongada hipotensão sistémica, incluindo choque fatal.

Tratamento

O doente deverá ser objeto de uma monitorização rigorosa e a terapêutica deverá ser sintomática e de suporte. A abordagem depende do período de tempo desde a ingestão e da gravidade dos sintomas. Entre as medidas sugeridas incluem-se a indução do vómito e/ou lavagem gástrica. O carvão ativado pode ser útil no tratamento da sobredosagem quer com telmisartan, quer com mlodipina.

Os eletrólitos séricos e os níveis de creatinina deverão ser monitorizados com frequência. Se ocorrer hipotensão, o doente deverá ser deitado em decúbito dorsal com elevação das extremidades, procedendo-se à administração rápida de suplementos de sal e volume. Deve ser instituído tratamento

de suporte. O gluconato de cálcio intravenoso pode ser benéfico na resolução dos efeitos do bloqueio

dos canais de cálcio. O telmisartan e a amlodipina não são removidos por hemodiálise.

 

 

 

não

autorizado

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

 

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

 

 

 

Grupo Farmacoterapêutico:MedicamentoAgentes que a uam sobre o sistema da renina-angiotensina, antagonistas da angiotensina II e bloqueadores dos ca ais de cálcio, Código ATC: C09DB04.

Onduarp combina dois compostos nti-hipertensores com mecanismos complementares de controlo da pressão arterial em doentes om hipertensão essencial: um antagonista do recetor da angiotensina II, o telmisartan, e um bloquea or dos canais de cálcio dihidropiridínico, a amlodipina.

A combinação destas duas substâncias tem um efeito anti-hipertensor aditivo, diminuindo a pressão arterial em maior grau do que qualquer um dos componentes isoladamente.

Onduarp uma vez por dia provoca uma diminuição efetiva e consistente da pressão arterial ao longo do intervalo terapêutico de 24 horas.

Telmisartan

O telmisartan é um antagonista ativo e específico do recetor da angiotensina II (tipo AT1) por via oral. O telmisartan desloca a angiotensina II com elevada afinidade do seu local de ligação ao recetor do subtipo AT1, que é responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O telmisartan não apresenta nenhuma atividade agonista parcial sobre o recetor AT1. O telmisartan liga-se seletivamente ao recetor AT1. A ligação é prolongada. O telmisartan não revela afinidade para outros recetores, incluindo o AT2 e outros recetores AT menos caracterizados. O papel funcional destes recetores não é conhecido, nem o efeito da sua possível sobrestimulação pela angiotensina II, cujos níveis são aumentados pelo telmisartan. Os níveis plasmáticos da aldosterona são diminuídos pelo telmisartan. O telmisartan não inibe a renina plasmática humana nem bloqueia os canais iónicos. O telmisartan não inibe a enzima de conversão da angiotensina (quininase II), a enzima que também degrada a bradiquinina. Assim, não se espera que potencie as reações adversas mediados pela bradiquinina.

Nos seres humanos, uma dose de 80 mg de telmisartan inibe quase completamente o aumento da pressão arterial provocado pela angiotensina II. O efeito inibitório mantém-se durante 24 horas e ainda se pode medir até às 48 horas.

Após a administração da primeira dose de telmisartan, o início da atividade anti-hipertensora ocorre gradualmente dentro de 3 horas. A redução máxima da pressão arterial é geralmente atingida 4 a 8 semanas após o início do tratamento e mantém-se durante uma terapêutica prolongada.

O efeito anti-hipertensor permanece ao longo de 24 horas após a dose e inclui as últimas 4 horas antes da administração seguinte, como demonstram as medições da pressão arterial realizadas em ambulatório. Isto é confirmado por razões da concentração mínima até ao pico consistentemente acima de 80%, observados após uma dose de 40 e 80 mg de telmisartan em estudos clínicos controlados por placebo. Existe uma tendência aparente para uma relação entre a dose e o tempo de recuperação da pressão arterial sistólica (PAS) inicial. A este respeito os dados que se referem à pressão arterial diastólica (PAD) são inconsistentes.

Em doentes com hipertensão, o telmisartan reduz a pressão sanguínea sistólica e diastólica sem afetar a

representativos de outras classes de fármacos anti-hipertensores (demonstra o em ensaios clínicos comparando o telmisartan à amlodipina, atenolol, enalapril, hidroclorotia ida e lisinopril).

pulsação. A contribuição do efeito diurético e natriurético do fármaco para a sua atividade hipotensora ainda tem de ser definida. A eficácia anti-hipertensora do telmisartanautorizadoé comparável à de agentes

Após interrupção abrupta do tratamento com telmisartan, a pressão a te ial volta gradualmente aos valores anteriores ao tratamento ao longo de um período de vários dias, sem evidências de exacerbação da hipertensão.

telmisartan do que nos tratados com inibidores da e zima de conversão da angiotensina, comparando diretamente os dois tratamentos antihipertensores.

Em ensaios clínicos, a incidência de tosse seca foi significativamentenão menor em doentes tratados com

Amlodipina

Medicamento

 

A amlodipina é um inibidor do fluxo ió ico do cálcio (bloqueador dos canais lentos do cálcio ou antagonista do ião cálcio) e inibe o influxo transmembranar dos iões para as células miocárdica e muscular lisa vascular. O mecanismo da ação anti-hipertensora da amlodipina é devido a um efeito relaxante direto sobre a muscul tura lisa vascular, originando uma diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial. D dos experimentais sugerem que a amlodipina se liga aos locais de ligação da dihidropiridina e não-dihidropiridina. A amlodipina é relativamente seletiva para os vasos, tendo um efeito mais ac ntua o sobre as células da musculatura lisa vascular do que sobre as células do músculo cardíaco.

Nos doentes com hipertensão, a toma única diária proporciona reduções clinicamente significativas da pressão arterial tanto na posição de decúbito como na de pé ao longo das 24 horas. Em virtude de a ação se manifestar lentamente, a hipotensão aguda não é uma característica da administração da amlodipina.

Em doentes com hipertensão com função renal normal, doses terapêuticas de amlodipina provocaram uma diminuição da resistência vascular renal e um aumento da taxa de filtração glomerular e do fluxo renal plasmático efetivo, sem alterarem a fração de filtração ou proteinúria.

A amlodipina não tem sido associada a efeitos metabólicos adversos nem a alterações nos lípidos plasmáticos, sendo adequado o seu emprego em doentes com asma, diabetes e gota.

Uso em doentes com insuficiência cardíaca:

Estudos hemodinâmicos e ensaios clínicos controlados que utilizaram o esforço, em doentes com insuficiência cardíaca das classes II-IV da NYHA mostraram que a amlodipina não causa deterioração clínica, avaliada pela tolerância ao esforço, fração de ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.

Um estudo controlado com placebo (PRAISE) concebido para avaliar doentes com insuficiência cardíaca das classes III-IV da NYHA, tratados com digoxina, diuréticos e inibidores da ECA, mostrou que a amlodipina não aumentou o risco de mortalidade ou mortalidade e morbilidade combinadas, nos doentes com insuficiência cardíaca.

Num estudo de segueminto, de longo prazo e controlado por placebo (PRAISE-2) sobre a utilização da amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA, sem sintomas clínicos ou sinais objetivos sugestivos de doença isquémica subjacente, com doses estáveis de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), digitálicos e diuréticos, a amlodipina não exerceu efeito sobre a mortalidade cardiovascular total. Nesta mesma população, a amlodipina foi associada a um maior número de notificações de edema pulmonar, apesar de não ter sido registada uma diferença significativa na incidência de agravamento da insuficiência cardíaca, comparativamente ao placebo.

Telmisartan/Amlodipina

Num estudo fatorial multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação, controlado com placebo e com um grupo paralelo, com a duração de 8 semanas, em 1461 doentes com hipertensão ligeira a grave (pressão diastólica média na posição sentado ≥95 e <110 mmHg), o tratamento c m cada dose combinada de Onduarp originou reduções significativamente maiores da pressão diastólica e sistólica e maiores taxas de controlo do que a monoterapia com os respetivos componentes.

Onduarp mostrou reduções da pressão diastólica e sistólica relaci nadas com a dose para todo o intervalo de doses de -21,8/-16,5 mmHg (40 mg/5 mg), -22,1/-18,2 mmHg (80 mg/5 mg), -24,7/-20,2

mmHg (40 mg/10 mg) e -26,4/-20,1 mmHg (80 mg/10 mg). A diminuição da pressão arterial diastólica

<90 mmHg foi obtida em 71,6%, 74,8%, 82,1% e 85,3% dos doentes, respetivamente. Os valores

foram ajustados por linha de base e país.

não

autorizado

 

 

 

O efeito anti-hipertensor foi obtido, na maioria dos casos, no espaço de 2 semanas após o início da terapêutica. Num sub-conjunto de 1050 doentes com hipertensão moderada a grave (PAD ≥100

Medicamento

à monoterapia com telmisartan ou amlodipina.

mmHg) 32,7 – 51,8% tiveram uma resposta suficiente

As variações médias observadas na pressão sistólica/diastólica com a terapêutica combinada com amlodipina 5 mg (-22,2/-17,2 mmHg com 40 mg/5 mg; -22,5/-19,1 mmHg com 80 mg/5 mg) foram comparáveis ou maiores do que as que foram observadas com amlodipina 10 mg (-21,0/-17,6 mmHg) e ficaram associadas a uma taxa significativamente menor de edema (1,4% com 40 mg/5 mg; 0,5% com 80 mg/5 mg; 17,6% com mlodipina 10 mg).

A monitorização por m ições da pressão arterial realizadas em ambulatório (MAPA) realizadas num sub-conjunto de 562 do nt s confirmou os resultados observados com diminuições das medições clínicas da pressão arterial sistólica e diastólica consistentes ao longo de todo o período da dose (24 horas).

Num outro estudo multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 1097 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 5 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/5 mg ou 80 mg/5 mg) ou só com amlodipina (5 mg ou 10 mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, a ambas as doses da monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial sistólica e diastólica (-13,6/-9,4 mmHg, -15,0/-10,6 mmHg com 40 mg/5 mg,

80 mg/5 mg versus -6,2/-5,7 mmHg, -11,1/-8,0 mmHg com amlodipina 5 mg e 10 mg e foram obtidas taxas mais elevadas de controlo da pressão diastólica em comparação com as respetivas monoterapias (56,7%, 63,8% com 40mg/5mg e 80mg/5mg versus 42%, 56,7% com amlodipina 5 mg e 10 mg). As taxas de edema foram significativamente menores com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg do que com amlodipina 10 mg (4,4% versus 24,9%, respetivamente).

Num outro estudo multicêntrico, randomizado, com dupla ocultação, com controlo ativo e com um grupo paralelo, 947 doentes com hipertensão ligeira a grave não adequadamente controlada com amlodipina 10 mg foram tratados com Onduarp (40 mg/10 mg ou 80 mg/10 mg) ou só amlodipina (10

mg). Após 8 semanas de tratamento, cada uma das combinações foi superior, em termos estatisticamente significativos, à monoterapia com amlodipina na diminuição da pressão arterial diastólica e sistólica (-11,1/-9,2 mmHg, -11,3/ -9,3 mmHg com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus - 7,4/-6,5 mmHg com amlodipina 10 mg) e e foram obtidas taxas mais elevadas de normalização da pressão diastólica em comparação com a monoterapia (63,7%, 66,5% com 40 mg/10 mg, 80 mg/10 mg versus 51,1% com amlodipina 10 mg).

Em dois estudos correspondentes de follow-up, abertos e de longo prazo, realizados ao longo de um período superior a 6 meses, o efeito de Onduarp manteve-se ao longo de todo o período do ensaio. Foi igualmente observado que alguns doentes não adequadamente controlados com Onduarp 40 mg/10 mg conseguiam uma diminuição adicional da pressão arterial com a titulação para Onduarp 80 mg/10 mg.

A incidência global de reações adversas com Onduarp no programa de ensaios clínicos foi baixa, com apenas 12,7% dos doentes tratados a registarem reações adversas. As reações adversas mais frequentes foram edema periférico e tonturas (ver também secção 4.8). As reações adversas notificadas estavam de acordo com as que eram esperadas tendo em conta os perfis de segurança dos componentes telmisartan e amlodipina. Não foram observadas reações adversas novas ou mais graves. Os

acontecimentos relacionados com edema (edema periférico, edema generalizado e edema) foram consistentemente menores em doentes tratados com Onduarpautorizadodo que em doentes tratados com

amlodipina 10 mg. No ensaio de desenho fatorial, as taxas de edema foram e 1,3 % com Onduarp 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg, 8,8 % com Onduarp 40 mg/10 mg e 80 mg/10 mg e 18,4% com amlodipina 10 mg. Nos doentes não controlados com amlodipina 5 mg, as taxas de edema foram de 4,4% com 40 mg/5 mg e 80 mg/5 mg e 24,9% com amlodipina 10 mg.

O efeito anti-hipertensor de Onduarp foi semelhante independentemente da idade e sexo, e também semelhante em doentes com e sem diabetes.

Onduarp não foi estudado em nenhuma população anãoo ser a dos doentes com hipertensão. Telmisartan foi estudado num estudo de grande dime são com 25.620 doentes com elevado risco de

População pediátrica

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos resultados dos estudos com Onduarp em todos os sub-grupos da população pediátrica na hipertensão (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

acontecimentos cardiovasculares (ONTARGET). A amlodipina foi estudada em doentes com angina crónica estável, anginaMedicamentovasospástica e doença c ronária documentada por angiografia.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Farmacocinética da combinação de dose fixa (CDF)

A velocidade e extensão da absorção de Onduarp são equivalentes à biodisponibilidade do telmisartan e da amlodipina, quando administrados como comprimidos separados.

Absorção

A absorção do telmisartan é rápida, apesar de variar a quantidade absorvida. A biodisponibilidade absoluta média para o telmisartan é de cerca de 50%. Quando o telmisartan é tomado com alimentos, a redução na área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC0-∞) do telmisartan varia desde aproximadamente 6% (dose de 40 mg) até aproximadamente 19% (dose de 160 mg). Três horas após a administração, as concentrações plasmáticas são semelhantes quer o telmisartan seja tomado em jejum ou com alimentos.

Após a administração oral de doses terapêuticas, a amlodipina é bem absorvida com picos séricos entre 6-12 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta varia entre 64 e 80%. A biodisponibilidade da amlodipina não é afetada pelos alimentos.

Distribuição

O telmisartan liga-se extensamente às proteínas plasmáticas (>99,5 %), principalmente à albumina e à glicoproteína ácida alfa-1. O volume de distribuição médio aparente no estado estacionário (Vdss) é aproximadamente de 500 l.

O volume de distribuição da amlodipina é aproximadamente de 21 l/kg. Estudos in vitro mostraram que aproximadamente 97,5% da amlodipina circulante estão ligados às proteínas plasmáticas em doentes hipertensos.

Biotransformação

O telmisartan é metabolizado por conjugação no glucuronido do composto inicial. Não se demonstrou nenhuma atividade farmacológica para o conjugado.

A amlodipina é extensivamente (cerca de 90%) metabolizada pelo fígado em metabolitos inativos.

Eliminação

autorizado

 

O telmisartan é caracterizado por uma farmacocinética com diminuição biexponencial, com uma semivida terminal de eliminação >20 horas. A concentração plasmática máxima (Cmax) e, em menor grau, a área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC) aumentam desproporcionalmente com a dose. Não existe evidência clinicamente relevante de ac m lação de telmisartan tomado nas doses recomendadas. As concentrações plasmáticas foram superiores no sexo feminino do que no masculino, sem influência relevante sobre a eficácia.

Após administração oral (e intravenosa), o telmisartannãoé quase exclusivamente excretado nas fezes, principalmente sob a forma inalterada. A excreção uri ária cumulativa é <1 % da dose. A depuração plasmática total (Cltot) é elevada (aproximadamente 1.000 ml/min) quando comparada com o fluxo

Medicamento

sanguíneo hepático (cerca de 1.500 ml/min).

A eliminação da amlopidina do plasma é bifásica, com uma semivida plasmática terminal aproximadamente de 30 a 50 horas stá conforme com a dose de uma única toma ao dia. Os níveis plasmáticos no estado estacionários são alcançados ao fim de 7-8 dias de terapêutica consecutiva. Dez por cento da amlodipina e 60% dos metabolitos da amlodipina são excretados pela urina.

Linearidade/não-lineari a

Não se espera que a p qu na redução da AUC do telmisartan provoque uma redução da eficácia terapêutica. Não existe uma relação linear entre as doses e os níveis plasmáticos. A Cmax e, em menor grau, a AUC aumentam desproporcionalmente com doses acima dos 40 mg.

A amlodipina tem uma farmacocinética linear.

Populações especiais

População pediátrica (com menos de 18 anos de idade)

Não estão disponíveis dados farmacocinéticos na população pediátrica.

Género

Foram observadas diferenças na concentração plasmática de telmisartan, sendo a Cmax e a AUC aproximadamente 3 e 2 vezes superiores, respetivamente, em indivíduos do sexo feminino em comparação com o sexo masculino.

Idosos

A farmacocinética do telmisartan não difere entre doentes jovens e doentes idosos.

O tempo necessário para atingir o pico sérico de amlodipina é idêntico nos idosos e nos indivíduos mais jovens. Nos doentes idosos a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento na AUC e na semivida de eliminação.

Insuficiência renal

Foi observada a duplicação das concentrações plasmáticas de telmisartan em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado e grave. No entanto, foram observadas concentrações plasmáticas mais baixas em doentes com compromisso renal que faziam diálise. O telmisartan liga-se altamente às proteínas plasmáticas em doentes com compromisso renal e não pode ser removido por diálise. A semivida de eliminação não é alterada em doentes com compromisso renal. A farmacocinética da amlodipina não é significativamente influenciada pela insuficiência renal.

Insuficiência hepática

Estudos farmacocinéticos em doentes com insuficiência hepática demonstraram um aumento da

biodisponibilidade absoluta de telmisartan até perto de 100%. A semivida de eliminação de telmisartan não é alterada em doentes com insuficiência hepática. Os doentesautorizadocom insuficiência hepática a depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida, o que provoca um aumento e cerca de 40-60% na

AUC.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Uma vez que os perfis de toxicidade não-clínica do telmisart n e da amlodipina não se sobrepõem, não

se esperava uma exacerbação da toxicidade com a combinação, o que foi confirmado num estudo de

 

 

não

toxicologia sub-crónica (13 semanas) em ratos em que f ram testadas doses de 3,2/0,8, 10/2,5 e 40/10

mg/kg de telmisartan e amlodipina.

 

 

Os dados pré-clínicos disponíveis para os componentes desta combinação de dose fixa são

Medicamento

 

apresentados a seguir:

 

Telmisartan

Em estudos de segurança pré-clínica, dos s que originavam uma exposição comparável à do intervalo terapêutico clínico provocaram u a di inuição dos parâmetros dos glóbulos vermelhos (eritrócitos, hemoglobina, hematócrito), alter ções da hemodinâmica renal (aumento da ureia nitrogenada e creatinina), bem como um aumento do potássio sérico em animais normotensos. No cão, foi observada dilatação e atrofia dos túbulos renais. Também se observaram lesões na mucosa gástrica (erosão, úlceras ou inflamação) no rato e no cão. Estes efeitos indesejáveis mediados farmacologicamente, conhecidos de estudos pré-clínicos realizados com IECAs e antagonistas do recetor da angiotensina II, foram evitados com um suplemento oral salino. Em ambas as espécies, foi observado um aumento da atividade da renina plasmática e hipertrofia/hiperplasia das células justaglomerulares renais. Estas alterações, também um efeito da classe dos IECAs e outros antagonistas do recetor da angiotensina II, não parecem ter significado clínico.

Não existe uma evidência clara de um efeito teratogénico. Contudo, foi observado com doses tóxicas de telmisartan, um efeito no desenvolvimento pós-natal da ninhada tais como baixo peso corporal e atraso na abertura dos olhos.

Não houve evidência de mutagenicidade e de atividade clastogénica relevante em estudos in vitro, nem evidência de carcinogenicidade no rato e no ratinho.

Amlodipina

Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de administração reiterada, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos estudos de toxicidade de reprodução em ratos, observaram-se com doses elevadas parto tardio, prolongamento do trabalho de parto e menor sobrevivência fetal e das crias. A amlodipina não evidenciou qualquer efeito sobre a fertilidade de ratos tratados por via oral com maleato de amlodipina (os machos durante 64 dias e as fêmeas durante 14 dias antes do acasalamento) com doses até 10 mg amlodipina/kg/dia (cerca de 10 vezes a dose máxima recomendada no ser humano de 10 mg/dia numa base de mg/m2).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista dos excipientes

Sílica coloidal anidra

 

 

 

Azul brilhante FCF (E 133)

 

 

autorizado

Óxido de ferro negro (E172)

 

 

 

 

 

Óxido de ferro amarelo (E172)

 

 

 

Estearato de magnésio

 

 

 

Amido de milho

 

 

 

 

Meglumina

 

 

 

 

Celulose microcristalina

 

 

 

Povidona (K25)

 

 

 

 

Amido pré-gelificado

 

não

 

Hidróxido de sódio

 

 

 

 

 

 

 

Sorbitol (E420)

 

 

 

6.2

Incompatibilidades

 

 

Não aplicável.

Medicamento

 

 

 

 

 

 

 

6.3

Prazo de validade

 

 

 

3 anos

 

 

 

 

6.4

Precauções esp ciais e conservação

 

 

 

Este medicamento não requer quaisquer precauções especiais de conservação. Guardar na embalagem original para proteger da luz e da humidade.

Retire o comprimido do blister apenas imediatamente antes de o tomar.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de alumínio/alumínio (PA/Al/PVC/Al) numa embalagem com 28 comprimidos ou blisters perfurados de dose única de alumínio/alumínio (PA/Al/PVC/Al) em embalagens múltiplas com 360 (4 embalagens de 90 x 1) comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Boehringer Ingelheim International GmbH

Binger Str. 173

D-55216 Ingelheim am Rhein

Alemanha

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/11/729/005 (28 comprimidos)

EU/1/11/729/006 (36 (4 x 90 x 1) comprimidos)

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 novembro 2011

Data da última renovação:

autorizado

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

 

não

 

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no site da Agência

Europeia do Medicamento (EMA) http://www.ema.europa.eu/.

Medicamento

 

 

Comentários

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
  • Ajuda
  • Get it on Google Play
  • Acerca
  • Info on site by:

  • Presented by RXed.eu

  • 27558

    Medicamentos para prescrição listados