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Sancuso (granisetron) – Resumo das características do medicamento - A04AA02

Updated on site: 10-Oct-2017

Nome do medicamentoSancuso
Código ATCA04AA02
Substânciagranisetron
FabricanteKyowa Kirin Limited

1.NOME DO MEDICAMENTO

SANCUSO 3,1 mg/24 horas adesivo transdérmico

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada 52 cm2 de adesivo transdérmico contém 34,3 mg de granissetrom libertando 3,1 mg de granissetrom em 24 horas.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Adesivo transdérmico.

Adesivo transdérmico de forma retangular, tipo matriz, translúcido, fino, com cantos arredondados.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

SANCUSO adesivo transdérmico é indicado em adultos para a prevenção de náuseas e vómitos associados a quimioterapia moderada ou altamente emetogénica, durante um período previsto de 3 a 5 dias consecutivos, nos quais a administração oral de antieméticos é complicada por fatores de dificultam a deglutição (secção 5.1).

4.2Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos

Aplicar apenas um adesivo transdérmico 24 a 48 horas antes da quimioterapia, conforme apropriado.

Devido a um aumento gradual dos níveis plasmáticos de granissetrom após a aplicação do adesivo transdérmico, pode observar-se um início mais lento da eficácia em comparação com 2 mg de granissetrom oral no início da quimioterapia; o adesivo deve ser aplicado 24 - 48 horas antes da quimioterapia.

O adesivo transdérmico deve ser removido no mínimo 24 horas após terminar a quimioterapia. O adesivo transdérmico pode ser usado durante um período até 7 dias dependendo da duração do regime quimioterapêutico.

Após monitorização hematológica de rotina, o adesivo transdérmico só deve ser aplicado em doentes nos quais é improvável que o tratamento de quimioterapia seja adiado, a fim de diminuir a possibilidade de exposição desnecessária ao granissetrom.

Utilização concomitante de corticosteroides

As normas de orientação da Multinational Association of Supportive Care in Cancer (MASCC - Associação Multinacional de Cuidados de Suporte em Oncologia) recomendam a administração de dexametasona com um antagonista da 5-HT3 antes da quimioterapia. No estudo de referência com SANCUSO, a utilização concomitante de corticosteroides, p. ex., dexametasona, era permitida desde que fizesse parte do regime quimioterapêutico. Qualquer aumento da utilização de corticosteroides durante o estudo era notificado como tratamento de resgate.

Populações especiais

Idosos

A posologia deve ser igual à dos adultos (ver secção 4.4 e 5.2).

Compromisso renal ou hepático

Não são necessários ajustes posológicos. A posologia deve ser igual à dos adultos (ver secção

4.4 e 5.2). Embora não se tenha observado qualquer evidência de um aumento da incidência de reações adversas em doentes com alteração da função renal ou hepática medicados com granissetrom por via oral e intravenosa, deve tomar-se um certo grau de precaução nesta população com base na farmacocinética do granissetrom.

População pediátrica

A segurança e eficácia de SANCUSO em crianças com 0 a 18 anos não foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

O adesivo transdérmico deve ser aplicado em pele saudável, intacta, seca e limpa na face externa da parte superior do braço. Se não for possível aplicar o adesivo transdérmico no braço, poderá ser aplicado no abdómen. O adesivo transdérmico não deve ser aplicado em pele que esteja vermelha, irritada ou lesada.

Cada adesivo transdérmico é acondicionado numa saqueta e deve ser aplicado imediatamente após abertura da saqueta. A película amovível é retirada antes da aplicação.

O adesivo transdérmico não deve ser cortado em pedaços.

Na eventualidade de um adesivo transdérmico se destacar completa ou parcialmente, o adesivo transdérmico original deve ser novamente colocado na mesma posição com fita adesiva (se necessário). Se não for possível tornar a colocar o adesivo transdérmico ou se este ficar danificado, deve ser aplicado um novo adesivo transdérmico na mesma posição do adesivo transdérmico original. Se isto não for possível, deverá ser colocado novo adesivo transdérmico no outro braço. O adesivo transdérmico recentemente aplicado deve ser removido de acordo com o esquema acima indicado.

4.3Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, a outros antagonistas dos recetores 5-HT3 ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Reações no local de aplicação

Em ensaios clínicos com SANCUSO, foram notificadas reações no local de aplicação cuja intensidade foi geralmente ligeira e que não causaram a descontinuação da utilização. O adesivo transdérmico deve ser removido se ocorrerem reações graves ou uma reação cutânea generalizada (p. ex., exantema cutâneo alérgico, incluindo exantema eritematoso, macular, papular ou prurido).

Doenças gastrointestinais

Como o granissetrom pode diminuir a motilidade do intestino grosso, os doentes com sinais de obstrução intestinal subaguda devem ser monitorizados após a sua administração.

Cardiopatias

Os antagonistas dos recetores 5-HT3, como o granissetrom, podem estar associados a arritmias ou a anomalias no eletrocardiograma (ECG), que potencialmente podem ter relevância clínica em doentes com arritmias pré-existentes ou com perturbações da condução cardíaca ou em doentes que estão a ser tratados com antiarrítmicos ou com bloqueadores beta. Não se observaram efeitos clinicamente relevantes nos estudos clínicos com SANCUSO.

Exposição à luz solar

O granissetrom pode ser afetado pela luz solar natural ou artificial direta; ver secção 5.3 para mais informações. Os doentes devem ser aconselhados a cobrir o local de aplicação do adesivo transdérmico, p. ex., com vestuário, caso exista um risco de exposição à luz solar durante todo o período de uso e durante 10 dias após a sua remoção.

Banho de imersão ou chuveiro

Pode continuar-se a tomar banho de imersão ou chuveiro durante o uso de SANCUSO. Devem evitar- se atividades como natação, exercício físico enérgico ou o uso de sauna.

Calor externo

O calor externo (por exemplo, botijas de água quente ou almofadas térmicas) deve ser evitado sobre a área do adesivo transdérmico.

Populações especiais

Não são necessários ajustes posológicos nos idosos ou em doentes com alteração da função renal ou hepática. Embora não se tenha observado qualquer evidência de aumento da incidência de reações adversas em doentes com alteração da função renal ou hepática medicados com granissetrom por via oral e intravenosa, deve tomar-se um certo grau de precaução nesta população com base na farmacocinética do granissetrom.

Síndrome da serotonina

Houve notificações de síndrome da serotonina com a utilização de antagonistas do 5-HT3 em monoterapia, mas principalmente em associação com outros fármacos serotoninérgicos (incluindo inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSN)). É recomendada a observação adequada de doentes para a deteção de possíveis sintomas semelhantes à síndrome da serotonina.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Medicamentos serotoninérgicos (como por exemplo, ISRS e IRSN): houve notificações de síndrome da serotonina após a utilização concomitante de antagonistas do 5-HT3 e outros fármacos serotoninérgicos (incluindo ISRS e IRSN).

Foi notificado que a coadministração de antagonistas dos recetores 5-HT3 por via intravenosa com paracetamol oral em seres humanos, resultou num bloqueio do efeito analgésico através de um mecanismo farmacodinâmico.

Como o granissetrom é metabolizado pelas enzimas hepáticas metabolizadoras de medicamentos do citocromo P450 (CYP1A1 e CYP3A4), os indutores ou os inibidores destas enzimas podem alterar a depuração e, em consequência, a semivida do granissetrom.

Em seres humanos, a indução das enzimas hepáticas pelo fenobarbital causou um aumento da depuração plasmática total (aproximadamente 25%) após administração intravenosa de granissetrom.

Estudos in vitro demonstraram que o cetoconazol pode inibir o metabolismo do granissetrom mediante a família das isoenzimas 3A do citocromo P450. Desconhece-se qual é o significado clínico deste facto.

Estudos in vitro utilizando microssomas humanos indicam que o granissetrom não estimula nem inibe o sistema enzimático do citocromo P450.

Estudos em indivíduos saudáveis não indicaram qualquer evidência de interações entre o granissetrom e benzodiazepinas (lorazepam), neurolépticos (haloperidol) ou medicamentos antiulcerosos (cimetidina).

Não se observaram interações medicamentosas clinicamente relevantes entre SANCUSO e quimioterapias oncológicas emetogénicas. Além disso, não se observou qualquer interação entre o granissetrom e terapêuticas oncológicas emetogénicas. De acordo com estes dados, não foram notificadas interações medicamentosas clinicamente relevantes nos estudos clínicos com SANCUSO. Em estudos clínicos de interação, o aprepitant não teve efeitos clinicamente importantes sobre a farmacocinética do granissetrom.

População pediátrica

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização de granissetrom em mulheres grávidas. Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita à toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de SANCUSO durante a gravidez.

Amamentação

Desconhece-se se o granissetrom ou os seus metabolitos são excretados no leite humano. A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com SANCUSO.

Fertilidade

Não existem dados sobre o efeito do granissetrom na fertilidade humana. A fertilidade não foi afetada em ratos após tratamento com granissetrom.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de SANCUSO na capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

O perfil de segurança de SANCUSO foi obtido a partir de ensaios clínicos controlados e da experiência pós-comercialização. A reação adversa notificada com mais frequência em estudos clínicos foi obstipação, ocorrendo em aproximadamente 8,7% dos doentes. A maior parte das reações adversas tiveram uma gravidade ligeira ou moderada.

Lista tabelada de reações adversas

As reações adversas obtidas em estudos clínicos e notificações espontâneas com SANCUSO são indicadas na tabela seguinte.

Dentro das classes de sistemas de órgãos, as reações adversas são indicadas por frequência utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100), raros (≥1/10.000, <1/1.000); muito raros (<1/10.000) e desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Tabela 1:

Reações adversas notificadas com SANCUSO

 

Classes de sistemas de órgãos

Reações adversas

Frequência

Doenças do sistema imunitário

Reações de hipersensibilidade

Desconhecido

 

 

 

Doenças do metabolismo e da

Diminuição do apetite

Pouco frequentes

nutrição

 

 

 

Doenças do sistema nervoso

Cefaleias

Pouco frequentes

 

Distonia

Raros

 

Discinesia

Raros

Afeções do ouvido e do labirinto

Vertigens

Pouco frequentes

Vasculopatias

Rubor

Pouco frequentes

Doenças gastrointestinais

Obstipação

Frequentes

 

Xerostomia, náuseas, esforços

Pouco frequentes

 

para vomitar

 

Afeções hepatobiliares

Aumento da alanina

Pouco frequentes

 

aminotransferase, aumento da

 

 

aspartato aminotransferase,

 

 

aumento da gama-

 

 

glutamiltransferase

 

Afeções dos tecidos cutâneos e

Irritação no local de aplicação

Pouco frequentes

subcutâneos

 

 

Reações no local de aplicação

Desconhecido

 

(dor no local de aplicação,

 

 

prurido no local de aplicação,

 

 

eritema no local de aplicação,

 

 

exantema cutâneo, irritação no

 

 

local de aplicação)*

 

Afeções musculosqueléticas e dos

Artralgia

Pouco frequentes

tecidos conjuntivos

 

 

Perturbações gerais e alterações no

Edema generalizado

Pouco frequentes

local de administração

 

 

*Notificações espontâneas

 

 

Descrição de reações adversas selecionadas

Os doentes que estão a ser tratados com quimioterapia moderada ou altamente emetogénica podem ainda ter vómitos apesar do tratamento com terapêutica antiemética, incluindo SANCUSO.

Efeitos de classe

Os efeitos de classe do granissetrom observados com outras formulações (oral e intravenoso) incluem os seguintes:

-Reações de hipersensibilidade, p. ex., anafilaxia, urticária

-Insónia

-Cefaleias

-Reações extrapiramidais

-Sonolência

-Tonturas

-Prolongamento de QT

-Obstipação

-Diarreia

-Elevação das transaminases hepáticas

-Exantema cutâneo

-Astenia

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V

4.9Sobredosagem

Não existe um antídoto específico para o granissetrom. No caso de uma sobredosagem, o adesivo transdérmico deve ser removido. Deve administrar-se tratamento sintomático.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antieméticos e antivertiginosos, antagonistas da serotonina (5-HT3) Código ATC: A04AA02

O granissetrom é um antiemético potente e antagonista altamente seletivo da 5-hidroxitriptamina (recetores 5-HT3). Estudos farmacológicos demonstraram que o granissetrom é eficaz contra as náuseas e vómitos resultantes de terapêutica com citostáticos. Estudos de ligação com radioligandos demonstraram que o granissetrom possui uma afinidade insignificante para outros tipos de recetores, incluindo os locais de ligação 5-HT1, 5-HT2, 5-HT4 e D2 da dopamina.

Um estudo de referência de Fase III, aleatorizado, com dupla ocultação e dupla simulação, multinacional, comparou a eficácia, tolerabilidade e segurança de SANCUSO com as de 2 mg de granissetrom oral uma vez por dia na prevenção de náuseas e vómitos num total de 641 doentes submetidos a quimioterapia durante vários dias. O estudo foi concebido para demonstrar a não inferioridade de SANCUSO em relação ao granissetrom oral.

A população aleatorizada do ensaio incluiu 48% de homens e 52% de mulheres com idades entre os 16 e os 86 anos submetidos a quimioterapia de vários dias, moderadamente emetogénica (ME) ou altamente emetogénica (AE). Setenta e oito por cento (78%) eram de raça caucasiana, com

12% asiáticos e 10% hispano-latinos.

O adesivo transdérmico de granissetrom foi aplicado 24 a 48 horas antes da primeira dose de quimioterapia, e permaneceu aplicado durante 7 dias. O granissetrom oral foi administrado diariamente durante todo o período do regime quimioterapêutico, uma hora antes de cada dose de quimioterapi a. A atividade antiemética foi avaliada desde a primeira administração até 24 horas após o início da administração do último dia do regime de quimioterapia ME ou AE.

A não inferioridade de SANCUSO versus granissetrom oral foi confirmada, tendo sido atingido o controlo completo (CC) em 60,2% de doentes no braço de SANCUSO e em 64,8% dos doentes tratados com granissetrom oral no conjunto segundo o protocolo (diferença de -4,89%; intervalo de confiança de 95%: –12,91% a +3,13%; adesivo transdérmico em n=284, oral em n=298). O controlo completo foi definido como ausência de vómitos e/ou esforço involuntário para vomitar, apenas náuseas ligeiras e nenhum medicamento de resgaste desde a primeira administração até 24 horas após o início da administração do último dia do regime de quimioterapia de vários dias.

Devido ao aumento gradual dos níveis plasmáticos de granissetrom após a aplicação do adesivo transdérmico, os níveis plasmáticos iniciais podem ser inferiores a 2 mg de granissetrom oral no início da quimioterapia e, portanto, pode observar-se um início mais lento da eficácia. Consequentemente, SANCUSO é indicado para utilização em doentes nos quais a administração de antieméticos orais é complicada por fatores que dificultam a deglutição.

O controlo completo por dia está ilustrado abaixo.

Nos ensaios clínicos com SANCUSO, não se observaram efeitos sobre a frequência cardíaca ou a pressão arterial relacionados com o tratamento. A avaliação de ECGs seriados em doentes não revelou prolongamento de QT ou alterações na morfologia dos ECGs. O efeito de SANCUSO no intervalo de QTc foi avaliado especificamente num ensaio completo sobre QTc, controlado com placebo e ativo (moxifloxacina), em grupos paralelos, aleatorizado, com ocultação, com SANCUSO em

240 indivíduos adultos do sexo masculino e feminino. Não se observaram efeitos significativos sobre o prolongamento de QTc com SANCUSO.

Uma avaliação da aderência do adesivo transdérmico em 621 doentes que receberam adesivos transdérmicos de ativo ou de placebo indicou que menos de 1% dos adesivos transdérmicos se descolou durante o decorrer do período de 7 dias de aplicação do adesivo transdérmico.

Não existe experiência em ensaios clínicos com SANCUSO e em doentes submetidos a quimioterapia durante menos de 3 dias consecutivos, ou durante múltiplos ciclos de quimioterapia, ou a elevadas doses de quimioterapia antes de transplantação de células estaminais.

5.2Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O granissetrom atravessa a pele intacta passando para a circulação sistémica por um processo de difusão passiva.

Após a aplicação de SANCUSO, o granissetrom é absorvido lentamente, sendo atingidas as concentrações máximas ao fim de 24 a 48 horas.

Com base na determinação do teor residual do adesivo transdérmico após remoção, é libertado aproximadamente 65% do granissetrom resultando numa dose diária média de 3,1 mg por dia.

A administração simultânea de um bólus intravenoso único de 0,01 mg/kg (máximo de 1 mg) de granissetrom na mesma altura em que foi aplicado um adesivo transdérmico SANCUSO foi investigada em indivíduos saudáveis. Um pico inicial das concentrações plasmáticas de granissetrom, atribuível à dose intravenosa, foi atingido 10 minutos após a administração. O perfil farmacocinético conhecido do adesivo transdérmico durante o período de uso (7 dias) não foi afetado.

Após a aplicação consecutiva de dois adesivos transdérmicos SANCUSO em indivíduos saudáveis, cada durante sete dias, os níveis de granissetrom não se alteraram durante o período do estudo com evidência de acumulação mínima.

Num estudo concebido para avaliar o efeito do calor na libertação transdérmica de granissetrom de SANCUSO em indivíduos saudáveis, uma almofada térmica produzindo em média uma temperatura de 42°C foi aplicada sobre o adesivo transdérmico durante 4 horas todos os dias no período de 5 dias de uso.

Embora a aplicação da almofada térmica estivesse associada a um aumento mínimo e transitório de fluxo do adesivo transdérmico durante o período de aplicação da almofada térmica, não se observou qualquer aumento global da exposição ao granissetrom em comparação com o grupo de controlo.

Num estudo farmacocinético em voluntários saudáveis, nos quais SANCUSO foi aplicado durante um período de 7 dias, a exposição total média (AUC0-infinito) foi de 416 ng•h/ml (intervalo de

55 – 1192 ng•h/ml), com uma variabilidade entre indivíduos de 89%. A Cmax média foi de 3,9 ng/ml (intervalo de 0,7 - 9,5 ng/ml), com uma variabilidade entre indivíduos de 77%. Esta variabilidade é semelhante à variabilidade elevada conhecida da farmacocinética do granissetrom após administração oral ou intravenosa.

Distribuição

O granissetrom é distribuído com um volume médio de distribuição de aproximadamente 3 l/kg. A ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 65%. O granissetrom distribui-se amplamente entre o plasma e os eritrócitos.

Biotransformação

Não se observaram diferenças nos perfis metabólicos de granissetrom entre as vias oral e transdérmica.

O granissetrom é metabolizado principalmente em 7-hidroxigranissetrom e 9’N-desmetilgranissetrom. Estudos in vitro, utilizando microssomas hepáticos humanos, indicam que a CYP1A1 é a principal enzima responsável pela 7-hidroxilação do granissetrom, enquanto a CYP3A4 contribui para a 9’desmetilação.

Eliminação

A depuração do granissetrom é efetuada principalmente por metabolismo hepático. Após administração intravenosa, a depuração plasmática média variou entre 33,4 e 75,7 l/h em indivíduos saudávei s e entre 14,7 e 33,6 l/h em doentes, com ampla variabilidade interindividual. A semivida plasmática média em indivíduos saudáveis é de 4 - 6 horas e em doentes é de 9 - 12 horas Após aplicação do adesivo transdérmico, a semivida plasmática aparente do granissetrom em indivíduos saudáveis foi prolongada para aproximadamente 36 horas devido à velocidade de absorção lenta do granissetrom atrav és da pele.

Em estudos clínicos conduzidos com SANCUSO, demonstrou-se que a depuração em doentes oncológicos foi aproximadamente metade da depuração em indivíduos saudáveis.

Após injeção intravenosa, aproximadamente 12% da dose é excretada inalterada na urina de indivíduos saudáveis em 48 horas. A dose restante é excretada sob a forma de metabolitos, com 49% na urina e 34% nas fezes.

Farmacocinética em populações especiais

Os efeitos do sexo na farmacocinética de SANCUSO não foram especificamente estudados. Não se observaram efeitos consistentes do sexo sobre a farmacocinética em estudos clínicos com SANCUSO, tendo sido notificada uma grande variabilidade interindividual em ambos os sexos. Modelos de farmacocinética populacional confirmaram a ausência de um efeito do sexo sobre a farmacocinética de SANCUSO.

Idosos

Num estudo clínico não se observaram diferenças na farmacocinética plasmática de SANCUSO em indivíduos idosos do sexo masculino e feminino (≥ 65 anos) em comparação com indivíduos mais jovens (idades de 18 - 45 anos inclusive).

Alteração da função renal ou hepática

Não foram realizados estudos clínicos específicos para investigar a farmacocinética de SANCUSO em doentes com alteração da função renal ou hepática. Não se identificou uma relação clara entre a função renal (medida pela depuração da creatinina) e a depuração do granissetrom em modelos de farmacocinética populacional.

Em doentes com insuficiência renal ou com alteração da função hepática, a farmacocinética do granissetrom foi determinada após uma dose intravenosa única de 40 g/kg de cloridrato de granissetrom.

Alteração da função hepática

A depuração plasmática total diminuiu aproximadamente para metade em doentes com alteração da função hepática devida a envolvimento neoplásico do fígado, em comparação com indivíduos sem alteração da função hepática. Dada a ampla variabilidade dos parâmetros farmacocinéticos de granissetrom e a boa tolerância muito acima da dose recomendada, não são necessários ajustes posológicos em doentes com alteração funcional hepática.

Alteração da função renal

Não se observou qualquer correlação entre a depuração da creatinina e a depuração total em doentes oncológicos, o que indica não existir qualquer influência da alteração da função renal sobre a farmacocinética do granissetrom.

Índice de massa corporal (IMC)

Num estudo clínico concebido para avaliar a exposição ao granissetrom proveniente de SANCUSO em indivíduos com diferentes níveis de gordura corporal, utilizando o IMC como medição substituta da gordura corporal, não se observaram diferenças na farmacocinética plasmática de SANCUSO em

indivíduos do sexo masculino e feminino com um IMC baixo [<19,5 kg/m2 (homens), <18,5 kg/m2 (mulheres)] e com um IMC elevado (30,0 a 39,9 kg/m2 inclusive) em comparação com um grupo de controlo (IMC de 20,0 a 24,9 kg/m2 inclusive).

População pediátrica

Não foram realizados estudos clínicos para investigar a farmacocinética de SANCUSO em crianças.

5.3Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, toxicidade reprodutiva e genotoxicidade. Os estudos de carcinogenicidade não demonstraram riscos especiais para o ser humano, quando utilizado na dose recomendada. Contudo, quando administrado em doses mais elevadas e durante um período de tempo prolongado, o risco de carcinogenicidade não pode ser excluído, não se prevendo no entanto um risco carcinogénico para o ser humano com o período de aplicação curto recomendado para o sistema de libertação transdérmica.

Os adesivos transdérmicos SANCUSO não apresentaram qualquer potencial de fotoirritação ou fotosensibilidade quando estudados in vivo em cobaias. O granissetrom não foi fototóxico quando estudado in vitro numa linha celular de fibroblastos de ratinho. Quando estudado para determinar a fotogenotoxicidade potencial in vitro numa linha celular do ovário de hamster chinês (CHO), o granissetrom aumentou a percentagem de células com lesão cromossómica após fotoirradiação. Embora a relevância clínica desta observação não tenha sido completamente esclarecida, os doentes têm de ser aconselhados a cobrir o local de aplicação do adesivo transdérmico, no caso de existir um risco de exposição à luz solar durante todo o período de uso e durante 10 dias após a sua remoção (ver secção 4.4).

Quando estudado para determinar a sensibilização cutânea potencial em cobaios, SANCUSO demonstrou um baixo potencial de irritação.

Um estudo em canais iónicos cardíacos humanos clonados demonstrou que o granissetrom tem o potencial para afetar a repolarização cardíaca através do bloqueio dos canais de potássio hERG. Demonstrou-se que o granissetrom bloqueia os canais de sódio e de potássio, o que pode afetar a despolarização e repolarização e, consequentemente, os intervalos PR, QRS e QT. Estes dados ajudam a esclarecer os mecanismos pelos quais podem ocorrer algumas das alterações eletrocardiográficas (particularmente o prolongamento de QT e QRS) associadas a esta classe de substâncias.

Contudo, não se observaram efeitos com relevância clínica sobre o ECG em estudos clínicos com SANCUSO, incluindo um estudo completo de QT em 240 indivíduos saudáveis (ver secção 5.1).

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Camada de suporte

Poliéster

Camada da matriz

Copolímero de acrilato-vinilacetato

Película amovível

Poliéster siliconizado

6.2Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3Prazo de validade

3 anos

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

Cada adesivo transdérmico é acondicionado numa saqueta termosselada constituída por papel revestido por poliéster/alumínio/LLDPE.

Cada embalagem exterior contém 1 adesivo transdérmico.

6.6Precauções especiais de eliminação

O adesivo transdérmico ainda contém substância ativa após a utilização. Após a remoção, o adesivo transdérmico usado deve ser dobrado com firmeza ao meio, com o lado adesivo para dentro e depois eliminado fora do alcance das crianças.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Kyowa Kirin Limited

Galabank Business Park

Galashiels

TD1 1QH

Reino Unido

Tel: +44 (0)1896 664000

Tel: +44 (0)1896 664001

8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/12/766/001

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 20 de abril de 2012

Data da última renovação: 9 de janeiro de 2017

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu.

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