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Tasermity (sevelamer hydrochloride) – Resumo das características do medicamento - V03AE02

Updated on site: 10-Oct-2017

Nome do medicamentoTasermity
Código ATCV03AE02
Substânciasevelamer hydrochloride
FabricanteGenzyme Europe BV

1.NOME DO MEDICAMENTO

Tasermity 800 mg comprimidos revestidos por película.

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 800 mg de cloridrato de sevelâmero.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película (comprimido).

Os comprimidos ovais esbranquiçados têm impresso “SH-800” num dos seus lados.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

O Tasermity está indicado para o controlo da hiperfosfatemia em doentes adultos submetidos a hemodiálise ou diálise peritoneal. O cloridrato de sevelâmero deverá ser utilizado no contexto de uma abordagem terapêutica múltipla, que pode incluir suplementos de cálcio ou suplementos de vitamina D,, para controlar o desenvolvimento de doença óssea renal.

4.2Posologia e modo de administração

Posologia

Dose inicial

A dose inicial recomendada de cloridrato de sevelâmero é de 2,4 g ou 4,8 g por dia com base nas necessidades clínicas e no nível sérico de fósforo. O cloridrato de sevelâmero deve ser tomado três vezes ao dia, às refeições.

Nível sérico do fósforo em doentes

Dose inicial de cloridrato de sevelâmero

não tratados com captadores de fósforo

800 mg comprimidos

1,76 - 2,42 mmol/L (5,5 – 7,5 mg/dl)

1 comprimido três vezes por dia

> 2,42 mmol/L (> 7,5 mg/dl)

2 comprimidos três vezes por dia

Nos doentes anteriormente a tomar captadores de fósforo, o cloridrato de sevelâmero deve ser administrado gradualmente grama a grama com monitorização dos níveis séricos de fósforo para garantir doses diárias ótimas.

Titulação e manutenção

Os níveis séricos de fósforo devem ser monitorizados rigorosamente e a dose de cloridrato de sevelâmero deve ser titulada em aumentos de 0,8 g três vezes por dia (2,4 g/dia), com o objetivo de reduzir o fósforo sérico para 1,76 mmol/L (5,5 mg/dl), ou inferior. O fósforo sérico deve ser determinado em intervalos de duas a três semanas até ser atingido um nível estável, e, em seguida, numa base regular.

As doses podem variar entre 1 e 5 comprimidos de 800 mg por refeição. A dose média diária efetiva, utilizada na fase crónica de um estudo clínico de um ano, foi de 7 gramas de cloridrato de sevelâmero.

População pediátrica

A segurança e eficácia deste medicamento não foi estabelecida em doentes com idade inferior a 18 anos.

Compromisso renal

A segurança e eficácia deste medicamento não foi estabelecida em doentes em pré-diálise.

Modo de administração Via oral

Os doentes devem tomar o cloridrato de sevelâmero às refeições e respeitar as dietas prescritas. Os comprimidos têm de ser deglutidos inteiros. Não esmagar, mastigar, nem partir em pedaços antes da administração.

4.3

Contraindicações

 

Hipersensibilidade ao sevelâmero ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

 

Hipofosfatemia

 

Obstrução intestinal.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

A eficácia e segurança do cloridrato de sevelâmero não foram estudadas em doentes com:

perturbações da deglutição

doença inflamatória intestinal

perturbações da motilidade gastrintestinal, incluindo gastroparesia não tratada ou grave, diverticulose, retenção do conteúdo gástrico e peristaltismo irregular ou anormal

história clínica de cirurgia gastrintestinal grave

Portanto, devem tomar-se precauções quando o cloridrato de sevelâmero é utilizado em doentes com estas perturbações.

Obstrução intestinal e íleo/subíleo

Em casos muito raros, doentes tratados com cloridrato de sevelâmero desenvolvem obstrução intestinal e íleos/subíleos. A obstipação pode ser um sintoma precedente. Os doentes com obstipação devem ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento com cloridrato de sevelâmero. O tratamento com cloridrato de sevelâmero deve ser reavaliado em doentes que desenvolvem uma obstipação grave ou outros sintomas gastrointestinais graves.

Vitaminas lipossolúveis

Dependendo da dieta e da natureza da insuficiência renal em fase terminal, os doentes submetidos a diálise podem desenvolver níveis baixos das vitaminas A, D, E e K. Não pode excluir-se que o cloridrato de sevelâmero possa ligar-se a vitaminas lipossolúveis contidas nos alimentos ingeridos. Assim, em doentes que não estejam a tomar estas vitaminas, deve considerar-se a monitorização dos níveis das vitaminas A, D e E e a avaliação do estado da vitamina K através da determinação do tempo de tromboplastina; se necessário, devem ser administradas vitaminas como suplemento. Recomenda-se a monitorização adicional das vitaminas e do ácido fólico em doentes a fazer diálise peritoneal, dado que, no estudo clínico, não se avaliaram os níveis de vitamina A, D, E e K nestes doentes.

Deficiência em folatos

Presentemente, existem dados insuficientes para excluir a possibilidade de deficiência de folatos durante o tratamento a longo prazo com cloridrato de sevelâmero.

Hipocalcemia/hipercalcemia

Os doentes com insuficiência renal podem desenvolver hipocalcemia ou hipercalcemia. O cloridrato de sevelâmero não contém cálcio. Os níveis séricos de cálcio devem ser monitorizados como se faz habitualmente no seguimento normal de um doente em diálise. O cálcio elementar deve ser administrado como suplemento em caso de hipocalcemia.

Acidose metabólica

Os doentes com insuficiência renal crónica têm predisposição para desenvolverem acidose metabólica. Em vários estudos nos quais se observaram níveis de carbonato mais baixos nos doentes tratados com sevelâmero, por comparação com doentes tratados com quelantes à base de cálcio, comunicou-se um agravamento da acidose em consequência da mudança de outros captadores de fósforo para sevelâmero. Portanto recomenda-se uma monitorização mais atenta dos níveis séricos de bicarbonato.

Peritonite

Os doentes em diálise estão sujeitos a determinados riscos de infeção específicos da modalidade de diálise. A peritonite é uma complicação conhecida em doentes a fazer diálise peritoneal (DP) e, num estudo clínico com cloridrato de sevelâmero, foram notificados vários casos de peritonite. Portanto, os doentes a fazer DP devem ser atentamente vigiados para garantir uma utilização fiável de técnica asséptica e o reconhecimento e gestão imediatos de quaisquer sinais e sintomas associados a peritonite.

Dificuldades de deglutição e asfixia

Foram comunicados casos pouco frequentes de dificuldade de deglutição do comprimido de cloridrato de sevelâmero. Muitos destes casos envolveram doentes com patologias concomitantes que incluem perturbações de deglutição ou anomalias esofágicas. Em doentes com dificuldades de deglutição, a administração de cloridrato de sevelâmero deve ser efectuada com cuidado.

Hipotiroidismo

Recomenda-se a monitorização mais atenta de doentes com hipotiroidismo e com administração conjunta de cloridrato de sevelâmero e levotiroxina (ver secção 4.5).

Tratamento crónico a longo prazo

Como não estão ainda disponíveis dados sobre a utilização de cloridrato de sevelâmero durante mais de um ano, não pode ser totalmente excluída a potencial absorção e acumulação de sevelâmero durante o tratamento crónico a longo prazo (ver a secção 5.2 ).

Hiperparatiroidismo

O cloridrato de sevelâmero isolado não está indicado para controlo do hiperparatiroidismo. Em doentes com hiperparatiroidismo secundário, o cloridrato de sevelâmero deve ser utilizado no contexto de uma abordagem terapêutica múltipla que pode incluir suplementos de cálcio, 1,25-di-hidroxi- Vitamina D3 ou um dos seus análogos, para reduzir os níveis de hormona paratiroideia intacta (iPTH).

Cloreto sérico

Os níveis de cloreto sérico podem aumentar durante o tratamento com cloridrato de sevelâmero , porque, ao captar o fósforo, o sevelâmero liberta cloreto no lúmen intestinal. Embora nos estudos clínicos não se tenha observado um aumento do cloreto sérico clinicamente significativo, os seus níveis devem ser monitorizados como é habitual fazer na avaliação de rotina do doente em diálise. Uma grama de cloridrato de sevelâmero contém aproximadamente 180 mg (5,1 mEq) de cloreto.

Doenças Gastrointestinais Inflamatórias

Foram notificados na literatura casos de doenças inflamatórias graves de diferentes partes do trato gastrointestinal (incluindo complicações graves, tais como hemorragia, perfuração, ulceração, necrose, colite, ...) relacionados com a presença de cristais de sevelâmero. No entanto, não foi demonstrada a causalidade dos cristais de sevelâmero no início de tais distúrbios. O tratamento de cloridrato de sevelâmero deve ser reavaliado em doentes que desenvolvam sintomas gastrointestinais graves.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Diálise

Não foram realizados estudos de interação em doentes submetidos a diálise.

Ciprofloxacina

Em estudos de interação em voluntários saudáveis, o cloridrato de sevelâmero diminuiu a biodisponibilidade da ciprofloxacina em aproximadamente 50% quando coadministrada com cloridrato de sevelâmero , num estudo de dose única. Consequentemente, o cloridrato de sevelâmero não deve ser tomado em simultâneo com a ciprofloxacina.

Medicamentos antiarrítmicos e anticonvulsivantes

Excluíram-se dos ensaios clínicos os doentes a tomar medicamentos antiarrítmicos para o controlo de arritmias e medicamentos anticonvulsivantes para o controlo de perturbações convulsivas. Deve ter-se precaução ao prescrever cloridrato de sevelâmero a doentes que já estejam a tomar estes medicamentos.

Levotiroxina

Durante a experiência após a comercialização, foram notificados casos muito raros de níveis aumentados da hormona estimulante da tiróide (TSH) em doentes aos quais foi coadministrado cloridrato de sevelâmero e levotiroxina. Por conseguinte, recomenda-se uma monitorização mais atenta dos níveis de TSH em doentes a receber ambas os medicamentos.

Ciclosporina, micofenolato de mofetil e tacrolimus em doentes transplantados

Foi comunicada uma diminuição dos níveis de ciclosporina e de micofenolato mofetil e de tacrolimus em doentes transplantados em tratamento concomitante com cloridrato de sevelâmero, sem quaisquer consequências clínicas (i.e. rejeição do enxerto). Não se pode excluir a possibilidade de uma interação, pelo que a monitorização cuidadosa das concentrações séricas de micofenolato mofetil, de ciclosporina e de tacrolimus durante o tratamento combinado e após a sua suspensão deve ser considerada.

Digoxina, varfaria, enalapril ou metoprolol

Em estudos de interação em voluntários saudáveis, o cloridrato de sevelâmero não teve qualquer efeito sobre a biodisponibilidade da digoxina, varfarina, enalapril ou metoprolol.

Inibidores da bomba de protões

Durante a experiência pós-comercialização, foram notificados casos muito raros de aumento dos níveis de fosfato em doentes a tomar inibidores da bomba de protões em co-administração com cloridrato de sevelâmero

Biodisponibilidade

O cloridrato de sevelâmero não é absorvido e pode afetar a biodisponibilidade de outros medicamentos. Ao administrar qualquer medicamento com o qual uma redução na biodispobibilidade possa ter um efeito clinicamente significativo sobre a segurança ou a eficácia, o medicamento deve ser administrado pelo menos uma hora antes ou três horas após a toma de cloridrato de sevelâmero, ou o médico deve considerar a monitorização dos níveis sanguíneos.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A segurança de cloridrato de sevelâmero não foi estabelecida em mulheres grávidas. Em estudos em animais não houve qualquer evidência de que o sevelâmero induzisse toxicidade embriofetal. O cloridrato de sevelâmero só deverá ser administrado a mulheres grávidas se for claramente necessário e depois de ser efetuada uma análise cuidadosa do risco/benefício, tanto em relação à mãe como em relação ao feto (ver secção 5.3).

Amamentação

A segurança de cloridrato de sevelâmero não foi estabelecida em mulheres em fase de amamentação. O cloridrato de sevelâmero só deverá ser administrado a mulheres em fase de aleitamento se for claramente necessário e depois de ser efetuada uma análise cuidadosa do risco/benefício, tanto em relação à mãe, como em relação ao lactente (ver secção 5.3).

Fertilidade

Não existem dados relativamente ao efeito do sevelâmero na fertilidade humana. Os estudos em animais demonstraram que o sevelâmero não prejudica a fertilidade de ratos macho ou fêmea quando expostos a uma dose que no ser humano seria equivalente, comparando a área da superfície corporal, ao dobro da dose máxima de 13 g/dia, utilizada em ensaios clínicos.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

O cloridrato de sevelâmero tem pouca ou nenhuma influência sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas de ocorrência mais frequente (> 5% dos doentes) foram todas no sistema de órgãos de doenças gastrintestinais.

Resumo das reações adversas em formato tabelar

Foram realizados estudos paralelos envolvendo 244 doentes hemodialisados, cujo tratamento teve uma duração até 54 semanas e, 97 doentes em diálise peritoneal, cujo tratamento teve uma duração de 12 semanas.

As reações adversas reportadas nesses estudos (299 doentes), em ensaios clínicos não controlados (384 doentes), e que foram notificadas espontaneamente a partir da experiência pós-comercialização encontram-se enumeradas na tabela que se segue, classificadas como muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100 a <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100), raras (≥1/10.000 a <1/1.000) e muito raras (<1/10.000), desconhecidas (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

MedDra Classes

Muito

Frequentes

Pouco

Muito Raros

Desconhecido

de Sistemas de

Frequentes

 

Frequentes

 

 

Órgãos

 

 

 

 

 

Doenças do

 

 

 

Hipersensibilidade*

 

sistema

 

 

 

 

 

imunitário

 

 

 

 

 

Doenças do

 

 

Acidose,

 

 

metabolismo e

 

 

aumento dos

 

 

da nutrição

 

 

níveis

 

 

 

 

 

séricos de

 

 

 

 

 

cloro

 

 

Doenças

Náuseas,

Diarreia,

 

 

Dor

gastrointestinais

vómitos

dispepsia,

 

 

abdominal,

 

 

flatulência,

 

 

obstrução

 

 

dor

 

 

intestinal,

 

 

abdominal

 

 

íleos/subíleos,

 

 

superior,

 

 

diverticulites,

 

 

obstipação

 

 

perfuração

 

 

 

 

 

intestinal

Afecções dos

 

 

 

 

Prurido, rash

tecidos cutâneos

 

 

 

 

 

e subcutâneos

 

 

 

 

 

*experiência pós-

comercialização

 

 

 

 

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de reacções adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reacções adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9Sobredosagem

O cloridrato de sevelâmero foi administrado a voluntários saudáveis até 14 gramas, o equivalente a dezassete comprimidos de 800 mg, por dia, durante oito dias, sem efeitos indesejáveis.

5 PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Tratamento da hiperfosfatemia. Código ATC: V03AE02.

O Renagel contém sevelâmero, um polímero não absorvido de poli (cloridrato de alilamina) de ligação a fosfatos, isento de metal e cálcio. Contém aminas múltiplas separadas por um carbono do esqueleto polimérico. Estas aminas são parcialmente protonadas a nível do intestino e interagem com moléculas de fosfato através de ligações iónicas e de hidrogénio. O sevelâmero diminui a concentração sérica de fósforo, através da sua ligação a fosfatos no trato gastrointestinal.

Em estudos clínicos, o cloridrato de sevelâmero demonstrou ser eficaz na redução do fósforo sérico em doentes sujeitos a hemodiálise ou a diálise peritoneal.

O tratamento com sevelâmero diminui a incidência de crises hipercalcémicas, comparativamente com os doentes que utilizam unicamente captadores de fosfatos à base de cálcio, provavelmente porque o produto em si não contém cálcio. Um estudo de acompanhamento de doentes, durante um ano, comprovou que os efeitos sobre o fósforo e o cálcio se mantiveram.

Demonstrou-se que o sevelâmero se liga aos ácidos biliares in vitro e in vivo em modelos experimentais animais. A ligação aos ácidos biliares por resinas permutadoras de iões é um método bem estabelecido para diminuir o colesterol sanguíneo. Em ensaios clínicos, a média do colesterol total e de baixa densidade (LDL) diminuiu em 15-31%, sendo este efeito observado após 2 semanas e mantendo-se durante tratamento a longo prazo. Não houve alterações nos triglicéridos, no colesterol de alta densidade (HDL), nem na albumina.

Nos estudos clínicos realizados em doentes submetidos a hemodiálise, o cloridrato de sevelâmero isolado não teve um efeito consistente nem clinicamente significativo sobre os níveis séricos da hormona paratiroideia (iPTH). Contudo, no estudo de 12 semanas envolvendo doentes submetidos a tratamento de diálise peritoneal, reduções similares de iPTH foram observadas comparativamente com o grupo em tratamento com acetato de cálcio. Em doentes com hiperparatiroidismo secundário, o cloridrato de sevelâmero deverá ser utilizado no contexto de uma abordagem terapêutica múltipla, que pode incluir suplementos de cálcio, 1,25-di-hidroxi-Vitamina D3 ou um dos seus análogos, para diminuir os níveis deiPTH.

Num ensaio clínico com a duração de um ano, o cloridrato de sevelâmero não apresentou nenhum efeito adverso na renovação óssea nem na mineralização, em comparação com o carbonato de cálcio.

5.2Propriedades farmacocinéticas

O cloridrato de sevelâmero não é absorvido no trato gastrintestinal, de acordo com um estudo farmacocinético de dose única efetuado em voluntários saudáveis. Não se efetuaram estudos farmacocinéticos em doentes com insuficiência renal (ver secção 4.4).

5.3Dados de segurança pré-clínica

Em estudos pré-clínicos realizados em ratos e cães, o cloridrato de sevelâmero , numa dose 10 vezes superior às doses máximas usadas em humanos, reduziu a absorção das vitaminas lipossolúveis D, E e K, assim como do ácido fólico.

Num estudo realizado em ratos, ao administrar-se sevelâmero numa dose 15-30 vezes superior à dose utilizada em humanos, detetou-se um aumento do cobre sérico. Este aumento não foi confirmado num estudo efetuado em cães ou em ensaios clínicos.

Não estão atualmente disponíveis dados formais de carcinogenicidade. Contudo, estudos in vitro e in vivo indicaram que o cloridrato de sevelâmero não tem potencial genotóxico. Além disso, o medicamento não é absorvido no trato gastrintestinal.

Em estudos de reprodução, não houve qualquer evidência de que o sevelâmero induzisse embrioletalidade, fetotoxicidade ou teratogenicidade nas doses testadas (até 1 g/kg/dia em coelhos e até 4,5 g/kg/dia em ratos). Observaram-se défices na ossificação esquelética em várias localizações em fetos de ratos fêmea a que se administraram doses de sevelâmero 8-20 vezes superiores à dose humana máxima de 200 mg/kg. Os efeitos podem ser secundários à depleção de vitamina D e/ou de vitamina K nestas doses elevadas.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Interior do comprimido: Sílica, anidra coloidal Ácido esteárico

Revestimento por película:

Hipromelose (E464)

Monoglicéridos diacetilados

Tinta de impressão:

Óxido de ferro preto (E172) Propileno-glicol Hipromelose (E464)

6.2Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3Prazo de validade

3 anos.

6.4Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC.

Manter o frasco bem fechado, de modo a proteger da humidade.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

Frascos de polietileno de alta densidade, com sistema de fecho de polipropileno, resistente à abertura por crianças, e um selo de indução.

Cada frasco contém 180 comprimidos revestidos por película.

6.6Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Genzyme Europe B.V., Gooimeer 10, 1411 DD Naarden, Países Baixos

8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/14/953/001

9.DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 26 fevereiro 2015

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da Internet da Agência Europeia de Medicamentos. http://www.ema.europa.eu/

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