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Tekturna (aliskiren) – Resumo das características do medicamento - C09XA02

Updated on site: 10-Oct-2017

Nome do medicamentoTekturna
Código ATCC09XA02
Substânciaaliskiren
FabricanteNovartis Europharm Ltd.
Tratamento da hipertensão essencial.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Tekturna 150 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de aliscireno (como hemifumarato). Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película

Comprimido cor-de-rosa claro, biconvexo, redondo, com impressão “IL” numa face e “NVR” na outra face.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

autorizado

4.1

Indicações terapêuticas

 

 

4.2 Posologia e modo de administração

A dose recomendada de Tekturna é de 150 mguma veznãopor dia. Em doentes cuja pressão arterial não esteja adequadamente controlada, a dose pode ser aumentada até 300 mg uma vez por dia.

MedicamentoIdosos (mais de 65 anos)

O efeito anti-hipertensivo substancial c rre 2 semanas (85-90%) após o início da terapêutica com 150 mg uma vez por dia.

Tekturna pode ser administrado isoladamente ou em associação com outros agentes anti- hipertensores.(ver secçõ s 4.4 5.1)

Tekturna deve ser to ado, com uma refeição ligeira uma vez por dia, de preferência todos os dias à mesma hora. Tekturna não deve ser tomado com sumo de toranja.

Comprom sso ren l

Não é ne essár o ajuste posológico da dose inicial em doentes com compromisso renal ligeiro a grave (ver secções 4.4 e 5.2).

Compromisso hepático

Não é n c ssário ajuste posológico da dose inicial em doentes com compromisso hepático ligeiro a grave (ver secção 5.2).

Não é necessário ajuste da dose inicial em doentes idosos.

Doentes pediátricos (menos de 18 anos)

Tekturna não é recomendado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, devido à ausência de dados de segurança e eficácia (ver secção 5.2).

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes.

História de angioedema com aliscireno.

Segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secção 4.6).

O uso concomitante de aliscireno com ciclosporina, um inibidor muito potente da glicoproteína-P (gp-P), e outros inibidores potentes da gp-P (quinidina, verapamilo) é contra-indicado (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

autorizado

 

Os doentes a tomar outros medicamentos inibidores do sistema renina-angiotensina (SRA), e/ou

doentes com função renal diminuida e/ou diabetes mellitus têm risco acrescido de h percal emia

durante a terapêutica com aliscireno.

 

 

O aliscireno deve ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave

(New York Heart Association [NYHA] classes funcionais III-IV).

 

 

Em caso de diarreia grave e persistente, deve interromper-se a ter pê

tica com Tekturna.

Angioedema

 

 

Tal como com outros agentes com acção sobre o sistema renina-angi

tensina, foi notificado

angioedema em doentes tratados com aliscireno. Se ocorrer angi edema, a terapêutica com Tekturna

deve ser imediatamente interrompida e deve ser inciada terapêutica adequada e monitorização até à

resolução total e permanente dos sinais e dos sintomas. Se a língua, a glote ou a laringe tiverem sido

 

 

afectadas deve ser administrada adrenalina. Além disso, devem ser tomadas medidas para assegurar

que as vias respiratórias do doente se encontram desobstruídas.não

 

 

Medicamentoreversível após interrupção da terapêutica, em doentes de risco a tomar aliscireno durante a

Doentes com deplecção de sódio e/ u v lume

 

 

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ u de volume (por exemplo, os doentes tratados com doses elevadas de diuréticos) pode c rrer hipotensão sintomática após o início da terapêutica com Tekturna. Este problema deve ser corrigido antes de iniciar o tratamento com Tekturna, ou o tratamento deve ser iniciado sob supervisão médica adequada.

Compromisso renal

Tekturna não foi investigado em ensaios clínicos com doentes hipertensos com compromisso renal grave (creatinina sérica ≥ 150 μmol/l ou 1,70 mg/dl nas mulheres, e ≥ 177 μmol/l ou 2,00 mg/dl nos homens, e /ou t xa de filtração glomerular (TFG) estimada < 30 ml/min), história de diálise, síndrome nefrítico ou h pertensão renovascular. Deve ser tomada precaução em doentes hipertensos com comprom sso renal grave, devido à ausência de dados de segurança de Tekturna.

Tal como com outros agentes com acção sobre o sistema renina-angiotensina, deve ter-se precaução quando o aliscireno é administrado na presença de condições que predisponham a disfunção renal tais como hipovolemia (por ex.: devido a hemorragia, diarreia grave prolongada, vómitos prolongados, etc.) doença cardíaca, doença hepática ou doença renal. Foi notificada insuficiência renal aguda,

experiência pós-comercialização. Caso se observem quaisquer sinais de insuficiência renal, a administração de aliscireno deve ser imediatamente interrompida.

Estenose da artéria renal

Não estão disponíveis dados clínicos controlados sobre a utilização de Tekturna em doentes com estenose unilateral ou bilateral da artéria renal ou com estenose em caso de rim único. No entanto, tal como com outros agentes com acção sobre o sistema renina-angiotensina, existe um risco acrescido de

insuficiência renal, incluindo insuficiência renal aguda quando doentes com estenose da artéria renal são tratados com aliscireno. Assim, deve ter-se precaução nestes doentes. Se ocorrer insuficiência renal o tratamento deve ser interrompido.

Inibidores moderados da gp-P

A co-administração de aliscireno 300 mg com cetoconazol 200 mg resultou num aumento de 76% na AUC do aliscireno mas espera-se que inibibidores da gp-P tais como o cetoconazol possam aumentar as concentrações nos tecidos mais do que as concentrações plasmáticas. Assim, recomenda-se precaução ao administrar aliscireno com inibidores moderados da gp-P tais como o cetoconazol (ver secção 4.5).

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Tekturna não tem interacções conhecidas clinicamente relevantes com outros medicamentos normalmente usados para tratar a hipertensão ou a diabetes.

Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética inclui am acenocumarol,

atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, ramip il e hid oclorotiazida. Não foram identificadas interacções.

autorizado

A co-administração de aliscireno quer com valsartan (↓28%), metformina (↓28%), amlodipina (↑29%) quer com cimetidina (↑19%) resultou numa variação da Cmax ou AUC de Tekt rna entre 20% e 30%. Quando administrado com atorvastatina, o estado estacionário da AUC de Tekturna e a Cmax aumentaram em 50%.A co-administração de Tekturnanãonão teve impacto significativo sobre a farmacocinética da atorvastatina, valsartan, metformina ou aml dipina. Consequentemente, não é necessário ajuste de dose de Tekturna ou destes medicament s co-administrados.

A biodisponibilidade da digoxina pode ser ligeirame te reduzida por Tekturna.

Dados preliminares sugerem que o irbesartanpode diminuir a AUC e Cmax de Tekturna.

MedicamentoEm estudos com animais, demonstr u-se que a glicoproteína-P (gp-P) é um determinante principal da biodisponibilidade de Tekturna. Des a f rma, indutores de gp-P (hipericão, rifampicina) podem

diminuir a biodisponibilidade de Tek urna.

Interacções com o CYP450

O aliscireno não inibe as iso nzimas CYP450 (CYP1A2, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A). O aliscireno não induz a CYP3A4. Assim não se espera que o aliscireno afecte a exposição sistémica de substâncias que iniba , induzam ou sejam metabolizadas por estas enzimas. O aliscireno é pouco metabolizado pel s enzi as do citocromo P450. Assim, não são de esperar interacções devidas a inibição ou ndução d s isoenzimas do citocromo CYP450. No entanto, os inibidores CYP3A4 também afe tam frequentemente a gp-P.Pode portanto esperar-se um aumento da exposição ao aliscireno urante a co-administração de inibidores CYP3A4 que também inibem a gp-P (ver abaixo int racçõ s com a glicoproteína-P).

Int racçõ s com a glicoproteína-P

Identificou-se MDR1/ Mdr1a/1b (gp-P) como sendo o principal sistema de efluxo envolvido na absorção intestinal e excreção biliar de aliscireno nos estudos pré-clínicos. Indutores da gp-P (hipericão, rifampicina) podem portanto diminuir a biodisponibilidade de Tekturna. Apesar de não ter sido estudado para o aliscireno, sabe-se que a gp-P também controla a absorção pelos tecidos de uma variedade de substratos e inbidores da gp-P e pode aumentar as razões de concentração dos tecidos para o plasma. Assim, os inibidores da gp-P podem aumentar os níveis nos tecidos mais do que no plasma. O potencial para interacções medicamentosas no ponto de absorção de gp-P irá depender do grau de inibição deste transportador.

Substratos da gp-P ou inibidores fracos

Não se observaram interacções relevantes com atenolol, digoxina, amlodipina ou cimetidina. Quando administrado com atorvastatina (80 mg), a AUC e Cmax na fase estacionária de aliscireno (300 mg) aumentaram em 50%.

Inibidores moderados da gp-P

A co-administração de cetoconazol (200 mg) com aliscireno (300 mg) resultou num aumento de 80% nos níveis plasmáticos de aliscireno (AUC e Cmax). Os estudos pré-clínicos indicam que a co-administração de aliscireno e cetoconazol aumenta a absorção gastrointestinal do aliscireno e reduz

a excreção biliar. Espera-se que a variação dos níveis plasmáticos de aliscireno na presença de

 

autorizado

cetoconazol se encontre dentro dos limites que seriam atingidos se a dose de aliscireno fosse

 

duplicada; doses de aliscireno até 600 mg, ou duas vezes a dose terapêutica máxima recomen

a a,

foram bem toleradas em ensaios clínicos controlados. Além disso, espera-se que os inibidores

a gp-P

aumentem mais as concentrações nos tecidos do que as concentrações plasmáticas. Assim, deve ter-se

precaução ao administrar aliscireno com cetoconazol ou outros inibidores moderados da gp-P

 

(itraconazol, claritromicina, telitromicina,, eritromicina, amiodarona).

 

Inibidores potentes da gp-P

Um estudo de interacção medicamentosa com administração única em indivídu s saudáveis demonstrou que a ciclosporina (200 e 600 mg) aumenta a Cmax de 75 mg de aliscireno aproximadamente 2,5 vezes e a AUC aproximadamente 5 vezes. O a mento pode ser maior com doses superiores de aliscireno. Assim, o uso concomitante de aliscireno e inibidores potentes da gp-P é contra-indicado (ver secção 4.3).

Furosemida

não

Quando o aliscireno foi administrado com furosemida, a AUC e a Cmax da furosemida foram reduzidas

em 28% e 49%, respectivamente. É portanto recome dável que os efeitos sejam monitorizados quando

se inicia ou se ajusta a terapêutica com furosemida, para evitar a possível subutilização em situações

clínicas de sobrecarga de volume.

 

Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Medicamento

Tal como com outros agentes com acção s bre o sistema renina-angiotensina, os AINEs podem

reduzir o efeito anti-hipertensor do aliscireno. Em alguns doentes com compromisso da função renal

(doentes desidratados ou doe tes id

s s), aliscireno administrado simultaneamente com os AINEs

pode resultar em deterioração adicio

al da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda,

que é geralmente reversív l. Assim, a associação de aliscireno com um AINE requer precaução sobretudo em doentes idosos.

Potássio e diuréticos poupadores de potássio

Com base na experiência com a utilização de outras substâncias que afectam o sistema renina-ang otensin , o uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de

potássio, subst tutos do sal contendo potássio ou outras substâncias que possam aumentar os níveis de potássio sér co (por exemplo heparina) podem levar a aumentos da caliemia. Aconselha-se prudência, caso a co-me icação seja considerada necessária.

Sumo de toranja

Devido à ausência de dados não se pode excluir uma potencial interacção entre sumo de toranja e aliscireno. Tekturna não deve ser tomado com sumo de toranja.

Varfarina

Os efeitos de Tekturna sobre a farmacocinética da varfarina não foram avaliados.

Ingestão de alimentos

Refeições com elevado teor de gordura demonstraram reduzir substancialmente a absorção de Tekturna.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados suficientes sobre a utilização de Tekturna em mulheres grávidas. O aliscireno não foi teratogénico em ratos e coelhos (ver secção 5.3). Outras substâncias com acção directa sobre o SRA estiveram, no entanto, associadas a malformações fetais graves e nados-mortos. Tal como para qualquer outro medicamento que actue directamente no SRA, Tekturna não deve ser utilizado durante o primeiro trimestre de gravidez ou em mulheres que planeiem engravidar e é contra-indicado durante o segundo e terceiro trimestres (ver secção 4.3). Os profissionais de saúde que prescrevem quaisquer

agentes com acção sobre o SRA devem aconselhar as mulheres com potencial de engravidar sobre o autorizado

risco potencial destes agentes durante a gravidez. Desta forma, se for detectada gravidez durante a terapêutica, Tekturna deve ser interrompido.

Lactação

Desconhece-se se o aliscireno é excretado no leite materno. Tekturna foi excretado no leite de r tos lactantes. A sua utilização não é portanto recomendada em mulheres a amamentar.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máq inas. No entanto, ao conduzir veículos ou manusear máquinas há que ter em conta que, sob o efeito de terapêutica anti- hipertensiva podem, ocasionalmente, ocorrer tonturas ou alteração da c p cidade de concentração. Os efeitos de Tekturna sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquin s são desprezíveis.

4.8 Efeitos indesejáveis

 

 

A segurança de Tekturna foi avaliada em mais de 7.800 doe

tes, incluindo 2.300 tratados durante mais

de 6 meses, e mais de 1.200 durante mais de 1 ano. A i cidê

cia de reacções adversas não demonstrou

 

 

estar relacionada com o sexo, a idade, o índice de massa corporal, a raça ou a etnia. O tratamento com

Tekturna resultou numa incidência global de reacçõesnãoadversas semelhante à do placebo até 300 mg.

As reacções adversas foram geralmente de natureza ligeira e transitória e apenas raramente foi

Medicamento

 

necessária interrupção do tratamento. A reacção adversa mais comum foi diarreia.

A incidência de tosse foi semelha e

placebo (0,6%) e em doentes tratados com Tekturna (0,9%).

Os efeitos indesejáveis (Quadro 1) são apresentados por ordem decrescente de frequência, utilizando a seguinte convenção: muito fr qu ntes (≥1/10); frequentes (≥1/100, <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100); raros (≥1/10.000, <1/1.000); muito raros (<1/10.000), incluindo relatos isolados. Dentro de cada ocorrência, os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade.

Quadro 1

Do nças gastrointestinais

 

Fr quentes:

Diarreia

Af cçõ s dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes: Exantema

Raros:Angioedema

Observou-se angioedema durante a terapêutica com Tekturna. Em ensaios clínicos controlados, o angioedema ocorreu raramente durante a terapêutica com Tekturna com taxas comparáveis às do tratamento com placebo ou hidroclorotiazida. Foram também notificados casos de angioedema durante a experiência pós-comercialização (frequência desconhecida). Na eventualidade de quaisquer sinais sugestivos de reacção alérgica (em particular dificuldade em respirar ou engolir, ou edema da face, extremidades, olhos, lábios e/ou língua) os doentes devem interromper o tratamento e contactar o médico (ver secção 4.4).

Resultados laboratoriais

Em ensaios clínicos controlados, a administração de Tekturna raramente esteve associada a alterações dos parâmetros laboratoriais normais. Em ensaios clínicos com doentes hipertensos, Tekturna não teve efeitos clinicamente importantes no colesterol total, colesterol HDL, trigliceridos em jejum, glucose em jejum ou ácido úrico.

Hemoglobina e hematócrito: observaram-se reduções ligeiras da hemoglobina e hematócrito (reduções médias de aproximadamente 0,05 mmol/l e 0,16% de volume, respectivamente). Nenhum doente interrompeu a terapêutica devido a anemia. Este efeito é também observado com outros agentes com

acção sobre o sistema renina-angiotensina, tais como inibidores da enzima conversora da angiotensina

(IECA) e antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARA-II).

autorizado

 

Potássio sérico: aumentos no potássio sérico foram ligeiros e raros em doentes com hipertensão essencial tratados apenas com Tekturna (0,9% comparativamente com 0,6% com placebo). No entanto, num estudo onde o Tekturna foi usado em associação com um IECA numa popul ção diabética, os aumentos de potássio sérico foram mais frequentes (5,5%). Assim, como sucede com qualquer outro agente com acção sobre o sistema SRA, recomenda-se a monito ização egular dos electrólitos e da função renal em doentes com diabetes mellitus, doença renal, u insuficiência cardíaca.

4.9 Sobredosagem

Os dados disponíveis relacionados com sobredosagem em humanos são limitados. As manifestações

 

 

 

não

mais prováveis de sobredosagem seriam hipotensão, relaci nada c m o efeito anti-hipertensivo do

aliscireno. Se ocorrer hipotensão sintomática deve iniciar-se terapêutica de suporte.

Durante a experiência pós-comercialização, foi notificada disfunção renal e casos de insuficiência

renal aguda em doentes de risco (ver secção 4.4).

 

5.

 

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

 

Medicamento

 

 

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

 

 

Grupo farmacoterapêutico: i ibidor da renina, código ATC: C09XA02

O aliscireno é um inibidor dir cto, activo por via oral, não-péptido, potente e selectivo da renina humana.

Ao inibir a enzima renina, o aliscireno inibe o SRA no ponto de activação, bloqueando a conversão do angiotensinogénio em ngiotensina I e reduzindo os níveis de angiotensina I e angiotensina II. Enquanto outros gentes com acção sobre o SRA (IECA e antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARA II)) or ginam um aumento compensatório da actividade da renina plasmática (ARP), a terapêut ca com aliscireno reduz a ARP em doentes hipertensos entre 50 a 80%. Reduções

s m lhantes foram observadas quando o aliscireno foi associado a outros agentes anti-hipertensivos. Actualm nte desconhecem-se as implicações clínicas das diferenças no efeito sobre a ARP.

Hipertensão

Em doentes hipertensos, a administração única diária de Tekturna nas doses de 150 mg e de 300 mg, produziu reduções relacionadas com a dose, tanto na pressão sistólica como na pressão diastólica, que se mantiveram durante todo o intervalo de 24 horas (mantendo o benefício na madrugada), com uma relação vale-pico média para resposta diastólica até 98%, para a dose de 300 mg. 85 a 90% do efeito máximo na redução da pressão arterial foi observado após 2 semanas. O efeito de redução da pressão arterial manteve-se durante um tratamento prolongado e independentemente da idade, sexo, índice de massa corporal e etnia. Tekturna foi estudado em 1.864 doentes com idade igual ou superior a 65 anos, e em 426 doentes com 75 anos de idade ou mais.

Os estudos com Tekturna em monoterapia demonstraram efeito na redução da pressão arterial, comparativamente com outras classes de agentes anti-hipertensivos incluindo IECA e ARA-II. Quando comparado com um diurético (hidroclorotiazida - HCTZ), Tekturna 300 mg reduziu a pressão arterial sistólica/diastólica em 17,0/12,3 mmHg, comparativamente com 14,4/10,5 mmHg obtidos com a HCTZ na dose de 25 mg, após 12 semanas de tratamento. Em doentes diabéticos hipertensos, Tekturna em monoterapia foi seguro e eficaz.

Estudos com terapêuticas de associação estão disponíveis para Tekturna associado ao diurético - hidroclorotiazida, ao IECA - ramipril, ao bloqueador dos canais de cálcio – amlodipina, ao antagonista

dos receptores da angiotensina - valsartan, e ao bloqueador dos receptores beta-adrenéricos – atenolol.

autorizado

Estas associações foram bem toleradas. Tekturna provocou um efeito aditivo na redução da pressão

 

arterial quando associado a hidroclorotiazida e a ramipril Em doentes que não responderam

 

adequadamente a 5 mg do bloqueador dos canais de cálcio amlodipina, a associação de Tekturna

 

150 mg teve um efeito na redução da pressão arterial semelhante ao obtido através do aumento

ose

de amlodipina para 10 mg, mas teve uma incidência menor de edema (aliscireno 150 mg/ mlodipina 5 mg, 2,1% vs. amlodipina 10 mg, 11,2%).

Tekturna em associação com o antagonista dos receptores da angiotensina, valsa tan, demonstrou um efeito anti-hipertensivo aditivo num estudo especificamente desenhado para investigar o efeito da associação terapêutica.

Em doentes obesos hipertensos, que não responderam adequadamente à terapê tica com 25 mg de HCTZ, a associação de Tekturna 300 mg originou uma redução dicion l da pressão arterial, que foi comparável à associação de irbesartan 300 mg ou amlodipina 10 mg. Em doentes diabéticos hipertensos, Tekturna produziu redução adicional danãopressão arterial quando associado a ramipril,

enquanto que a associação de Tekturna e ramipril teve uma men r incidência de tosse (1,8%) do que o ramipril (4,7%).

Não houve evidência de hipotensão após a primeira dose em de efeitos sobre a frequência cardíaca em doentes tratados em ensaios clínicos controlados.Foi raramente observada hipotensão marcada (0,1%) em doentes com hipertensão não complicada, tratados com Tekturna em monoterapia. A

hipotensão foi também pouco frequente (< 1%) durante a terapêutica associada com outros agentes Medicamentoantihipertensivos. Com a interrupção do tratamento, a pressão arterial voltou gradualmente aos valores

basais após algumas semanas, sem evidência de efeito de rebound na pressão arterial ou APR.

Num estudo de 3 meses em 302 doe tes com insuficiência cardíaca ligeira estável, todos a receber terapêutica padrão para insuficiê cia cardíaca estável a adição de Tekturna 150 mg foi bem tolerada. Os níveis de peptídeo natriurético tipo-B (BNP) foram reduzidos em 25% no grupo de Tekturna comparativamente com o placebo. No entanto, desconhece-se o significado clínico desta redução.

Num estudo de 6 eses em 599 doentes com hipertensão, diabetes mellitus tipo 2, e nefropatia, todos a receber losart n 100 mg e terapêutica antihipertensiva optimizada inicial, a adição de Tekturna

300 mg at ng u uma redução de 20% versus placebo na relação albumina creatinina urinária (UACR), isto é e 58 mg/mmol para 46 mg/mmol. A proporção de doentes que obteve uma redução na UACR de p lo m nos 50% dos valores basais ao endpoint foi de 24,7% e 12,5% para Tekturna e placebo,

r sp ctivamente. A relevância clínica de uma redução na UACR não está estabelecida na ausência de um f ito na pressão arterial. Tekturna não afectou a concentração sérica da creatinina mas foi associada a um aumento da frequência (4,2% vs. 1,9% para placebo) da concentração sérica de potássio ≥6,0 mmol/l apesar de não ter tido significado estatístico.

São ainda desconhecidos os efeitos benéficos de Tekturna na mortalidade e morbilidade cardiovasculares e na lesão de órgão-alvo.

Electrofisiologia cardíaca

Não foram relatadas alterações do intervalo QT num ensaio aleatorizado, sob dupla ocultação, controlado com placebo e com fármaco activo, utilizando electrocardiograma convencional e de Holter.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após absorção oral, o pico de concentração plasmática de aliscireno atinge-se após 1-3 horas. A biodisponibilidade absoluta de aliscireno é aproximadamente 2-3%. Refeições com elevado teor de gordura reduzem a Cmax em 85% e a AUC em 70%. O estado estacionário das concentrações plasmáticas é atingido em 5-7 dias após administração única diária e os níveis estacionários são aproximadamente 2 vezes maiores do que a dose inicial.

Distribuição

autorizado

Após administração intravenosa, o volume médio de distribuição no estado estacionário é de aproximadamente 135 litros, indicando que o aliscireno se distribui extensamente pelo espaço extravascular. A ligação às proteínas plasmáticas do aliscireno é moderada (47-51%) e indepen ente da concentração.

Metabolismo e eliminação

A semi-vida média é de cerca de 40 horas (intervalo entre 34-41 horas). O alisci eno é el minado principalmente como composto inalterado nas fezes (78%). Aproximadamente 1,4% da dose oral total é metabolizada. A enzima responsável por este metabolismo é a CYP3A4. Apr ximadamente 0,6% da dose é recuperada na urina após administração oral. Após administração in raven sa, a depuração plasmática média é de aproximadamente 9 l/h.

Linearidade/não linearidade

não

O aumento da exposição ao aliscireno foi superior ao aumento pr p rcional da dose. Após

administração única de doses de 75 a 600 mg, a duplicação da d se resulta num aumento da AUC e Cmax de ~2,3 e 2,6-vezes, respectivamente. No estado estaci nário a não linearidade pode ser mais

pronunciada. Os mecanismos responsáveis pela não li

earidade não foram identificados. Um

mecanismo possível é a saturação dos veículos no po

to de absorção ou na via de eliminação

hepatobiliar.

 

 

 

Características nos doentes

 

 

Medicamento5.3 Dados de segurança pré-clínica

 

O aliscireno é um tratamento anti-hipertensivo de toma única diária eficaz em adultos, independentemente do sexo, idade, índice de massa corporal e etnia.

A AUC é 50% superior nos idosos (> 65 anos) do que nos jovens. O sexo, o peso e a etnia não têm influência clinicamente r l va te sobre a farmacocinética do aliscireno.

A farmacocinética do aliscireno foi estudada em doentes com diferentes graus de compromisso renal. A AUC e Cm x relativas de aliscireno em indivíduos com compromisso renal variou entre 0,8 a 2 vezes relativamente os níveis em indivíduos saudáveis, após administração de uma dose única e no estado estacionár o. Est s lter ções observadas não estiveram relacionadas com a gravidade do compromisso renal. Não é ne essário ajuste da dose inicial de Tekturna em doentes com compromisso renal ligeiro a grave no entanto, deve ter-se especial cuidado em doentes com compromisso renal grave.

A farmacocinética de aliscireno não foi significativamente afectada em doentes com compromisso h pático ligeiro a grave. Consequentemente não é necessário ajuste da dose inicial de aliscireno em doentes com compromisso hepático ligeiro a grave.

O potencial carcinogénico foi avaliado num estudo de 2 anos, realizado em ratos, e num estudo de 6 meses, realizado em ratinhos transgénicos. Não foi observado potencial carcinogénico. Um adenoma do cólon e um adenocarcinoma do cego registados em ratos, aos quais foi administrada uma dose de 1.500 mg/kg/dia, não tiveram significado estatístico. Apesar de o aliscireno ter conhecido potencial irritativo, as margens de segurança obtidas no Homem na dose de 300 mg durante um estudo em voluntários saudáveis foram consideradas adequados a 9-11 vezes com base nas concentrações fecais

ou 6 vezes com base nas concentrações na mucosa, comparativamente com 250 mg/kg/dia no estudo de carcinogenicidade em ratos.

O aliscireno não revelou qualquer potencial mutagénico nos estudos de mutagenicidade in vitro e in vivo. Os estudos incluiram análises in vitro em bactérias e células de mamíferos e testes in vivo em ratos.

Os estudos de toxicidade reprodutiva com aliscireno não revelaram qualquer evidência de toxicidade embrio-fetal ou teratogenicidade com doses até 600 mg/kg/dia, em ratos, ou 100 mg/kg/dia, em

coelhos. A fertilidade, o desenvolvimento pré-natal e pós-natal não foram afectados em ratos com doses até 250 mg/kg/dia. As doses em ratos e coelhos originaram exposiçõesautorizadosistémicas de 1 a 4 e 5 vezes superiores, respectivamente, à dose máxima recomendada em humanos (300 mg).

Os estudos farmacológicos de segurança não revelaram quaisquer efeitos sobre a função nervosa central, respiratória ou cardiovascular. Os resultados durante os estudos de toxicidade repetida em animais foram consistentes com o conhecido potencial de irritação local ou os efe tos farmacológicos esperados do aliscireno.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Crospovidona

 

não

Estearato de magnésio

 

Celulose microcristalina

 

Povidona

 

Silica coloidal anidra

Hipromelose

 

Macrogol

 

Talco

 

 

 

Medicamento

 

 

Óxido de ferro negro (E 172)

 

 

Óxido de ferro vermelho (E 172)

 

 

Dióxido de titânio (E 171)

 

 

6.2

Incompatibilidad s

 

 

Não aplicável.

 

 

6.3

Prazo de v lid de

 

 

2 anos

 

 

6.4

Pr cauções especiais de conservação

 

Não cons rvar acima de 30°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PA/Alu/PVC.

Embalagens contendo 7, 14, 28, 30, 50, 56, 84, 90, 98 ou 280 comprimidos. Embalagens múltiplas contendo 84 (3x28), 98 (2x49) ou 280 (20x14) comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Europharm Limited

Wimblehurst Road

Horsham

8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NOautorizadoMERCADOEU/1/07/408/001-010West Sussex, RH12 5ABReino Unido

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

22.08.2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Medicamento

 

não

Tratamento da hipertensão essencial.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Tekturna 300 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 300 mg de aliscireno (como hemifumarato). Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película

autorizado

 

Comprimido vermelho claro, biconvexo, ovaloide, com impressão “IU” numa face e “NVR” na outra face.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

4.2 Posologia e modo de administração

A dose recomendada de Tekturna é de 150 mguma veznãopor dia. Em doentes cuja pressão arterial não esteja adequadamente controlada, a dose pode ser aumentada até 300 mg uma vez por dia.

MedicamentoIdosos (mais de 65 anos)

O efeito anti-hipertensivo substancial c rre 2 semanas (85-90%) após o início da terapêutica com 150 mg uma vez por dia.

Tekturna pode ser administrado isoladamente ou em associação com outros agentes anti- hipertensores.(ver secçõ s 4.4 5.1)

Tekturna deve ser to ado, com uma refeição ligeira uma vez por dia, de preferência todos os dias à mesma hora. Tekturna não deve ser tomado com sumo de toranja.

Comprom sso ren l

Não é ne essár o ajuste posológico da dose inicial em doentes com compromisso renal ligeiro a grave (ver secções 4.4 e 5.2).

Compromisso hepático

Não é n c ssário ajuste posológico da dose inicial em doentes com compromisso hepático ligeiro a grave (ver secção 5.2).

Não é necessário ajuste da dose inicial em doentes idosos.

Doentes pediátricos (menos de 18 anos)

Tekturna não é recomendado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, devido à ausência de dados de segurança e eficácia (ver secção 5.2).

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes.

História de angioedema com aliscireno.

Segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secção 4.6).

O uso concomitante de aliscireno com ciclosporina, um inibidor muito potente da glicoproteína-P (gp-P), e outros inibidores potentes da gp-P (quinidina, verapamilo) é contra-indicado (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

autorizado

 

Os doentes a tomar outros medicamentos inibidores do sistema renina-angiotensina (SRA), e/ou

doentes com função renal diminuida e/ou diabetes mellitus têm risco acrescido de h percal emia

durante a terapêutica com aliscireno.

 

 

O aliscireno deve ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave

(New York Heart Association [NYHA] classes funcionais III-IV).

 

 

Em caso de diarreia grave e persistente, deve interromper-se a ter pê

tica com Tekturna.

Angioedema

 

 

Tal como com outros agentes com acção sobre o sistema renina-angi

tensina, foi notificado

angioedema em doentes tratados com aliscireno. Se ocorrer angi edema, a terapêutica com Tekturna

deve ser imediatamente interrompida e deve ser inciada terapêutica adequada e monitorização até à

resolução total e permanente dos sinais e dos sintomas. Se a língua, a glote ou a laringe tiverem sido

 

 

afectadas deve ser administrada adrenalina. Além disso, devem ser tomadas medidas para assegurar

que as vias respiratórias do doente se encontram desobstruídas.não

 

 

Medicamentoreversível após interrupção da terapêutica, em doentes de risco a tomar aliscireno durante a

Doentes com deplecção de sódio e/ u v lume

 

 

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ u de volume (por exemplo, os doentes tratados com doses elevadas de diuréticos) pode c rrer hipotensão sintomática após o início da terapêutica com Tekturna. Este problema deve ser corrigido antes de iniciar o tratamento com Tekturna, ou o tratamento deve ser iniciado sob supervisão médica adequada.

Compromisso renal

Tekturna não foi investigado em ensaios clínicos com doentes hipertensos com compromisso renal grave (creatinina sérica ≥ 150 μmol/l ou 1,70 mg/dl nas mulheres, e ≥ 177 μmol/l ou 2,00 mg/dl nos homens, e /ou t xa de filtração glomerular (TFG) estimada < 30 ml/min), história de diálise, síndrome nefrítico ou h pertensão renovascular. Deve ser tomada precaução em doentes hipertensos com comprom sso renal grave, devido à ausência de dados de segurança de Tekturna.

Tal como com outros agentes com acção sobre o sistema renina-angiotensina, deve ter-se precaução quando o aliscireno é administrado na presença de condições que predisponham a disfunção renal tais como hipovolemia (por ex.: devido a hemorragia, diarreia grave prolongada, vómitos prolongados, etc.) doença cardíaca, doença hepática ou doença renal. Foi notificada insuficiência renal aguda,

experiência pós-comercialização. Caso se observem quaisquer sinais de insuficiência renal, a administração de aliscireno deve ser imediatamente interrompida.

Estenose da artéria renal

Não estão disponíveis dados clínicos controlados sobre a utilização de Tekturna em doentes com estenose unilateral ou bilateral da artéria renal ou com estenose em caso de rim único. No entanto, tal como com outros agentes com acção sobre o sistema renina-angiotensina, existe um risco acrescido de

insuficiência renal, incluindo insuficiência renal aguda quando doentes com estenose da artéria renal são tratados com aliscireno. Assim, deve ter-se precaução nestes doentes. Se ocorrer insuficiência renal o tratamento deve ser interrompido.

Inibidores moderados da gp-P

A co-administração de aliscireno 300 mg com cetoconazol 200 mg resultou num aumento de 76% na AUC do aliscireno mas espera-se que inibibidores da gp-P tais como o cetoconazol possam aumentar as concentrações nos tecidos mais do que as concentrações plasmáticas. Assim, recomenda-se precaução ao administrar aliscireno com inibidores moderados da gp-P tais como o cetoconazol (ver secção 4.5).

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Tekturna não tem interacções conhecidas clinicamente relevantes com outros medicamentos normalmente usados para tratar a hipertensão ou a diabetes.

Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética inclui am acenocumarol,

atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, ramip il e hid oclorotiazida. Não foram identificadas interacções.

A co-administração de aliscireno quer com valsartan (↓28%), metformina (↓28%), amlodipina (↑29%)

quer com cimetidina (↑19%) resultou numa variação da Cmax ou AUC de Tekt rna entre 20% e 30%.

autorizado

Quando administrado com atorvastatina, o estado estacionário da AUC de Tekturna e a Cmax aumentaram em 50%.A co-administração de Tekturnanãonão teve impacto significativo sobre a farmacocinética da atorvastatina, valsartan, metformina ou aml dipina. Consequentemente, não é necessário ajuste de dose de Tekturna ou destes medicament s co-administrados.

A biodisponibilidade da digoxina pode ser ligeirame te reduzida por Tekturna.

Dados preliminares sugerem que o irbesartanpode diminuir a AUC e Cmax de Tekturna.

Medicamentoexposição ao al scireno durante a co-administração de inibidores CYP3A4 que também inibem a gp-P (v r abaixo interacções com a glicoproteína-P).

Em estudos com animais, demonstr u-se que a glicoproteína-P (gp-P) é um determinante principal da biodisponibilidade de Tekturna. Des a f rma, indutores de gp-P (hipericão, rifampicina) podem diminuir a biodisponibilidade de Tek urna.

Interacções com o CYP450

O aliscireno não inibe as iso nzimas CYP450 (CYP1A2, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1 e CYP3A). O aliscireno não induz a CYP3A4. Assim não se espera que o aliscireno afecte a exposição sistémica de substâncias inibam, induzam ou sejam metabolizados por estas enzimas. O

aliscireno é pouco

et bolizado pelas enzimas do citocromo P450. Assim, não são de esperar

interacções dev d s

inibição ou indução das isoenzimas do citocromo CYP450. No entanto, os

inibidores CYP3A4 também afectam frequentemente a gp-P.Pode portanto esperar-se um aumento da

Int racçõ s com a glicoproteína-P

Identificou-se MDR1/ Mdr1a/1b (gp-P) como sendo o principal sistema de efluxo envolvido na absorção intestinal e excreção biliar de aliscireno nos estudos pré-clínicos. Indutores da gp-P (hipericão, rifampicina) podem portanto diminuir a biodisponibilidade de Tekturna. Apesar de não ter sido estudado para o aliscireno, sabe-se que a gp-P também controla a absorção pelos tecidos de uma variedade de substratos e inbidores da gp-P e pode aumentar as razões de concentração dos tecidos para o plasma. Assim, os inibidores da gp-P podem aumentar os níveis nos tecidos mais do que no plasma. O potencial para interacções medicamentosas no ponto de absorção de gp-P irá depender do grau de inibição deste transportador.

Substratos da gp-P ou inibidores fracos

Não se observaram interacções relevantes com atenolol, digoxina, amlodipina ou cimetidina. Quando administrado com atorvastatina (80 mg), a AUC e Cmax na fase estacionária de aliscireno (300 mg) aumentaram em 50%.

Inibidores moderados da gp-P

A co-administração de cetoconazol (200 mg) com aliscireno (300 mg) resultou num aumento de 80% nos níveis plasmáticos de aliscireno (AUC e Cmax). Os estudos pré-clínicos indicam que a co-administração de aliscireno e cetoconazol aumenta a absorção gastrointestinal do aliscireno e reduz

a excreção biliar. Espera-se que a variação dos níveis plasmáticos de aliscireno na presença de

 

autorizado

cetoconazol se encontre dentro dos limites que seriam atingidos se a dose de aliscireno fosse

 

duplicada; doses de aliscireno até 600 mg, ou duas vezes a dose terapêutica máxima recomen

a a,

foram bem toleradas em ensaios clínicos controlados. Além disso, espera-se que os inibidores

a gp-P

aumentem mais as concentrações nos tecidos do que as concentrações plasmáticas. Assim, deve ter-se

precaução ao administrar aliscireno com cetoconazol ou outros inibidores moderados da gp-P

 

(itraconazol, claritromicina, telitromicina,, eritromicina, amiodarona).

 

Inibidores potentes da gp-P

Um estudo de interacção medicamentosa com administração única em indivídu s saudáveis demonstrou que a ciclosporina (200 e 600 mg) aumenta a Cmax de 75 mg de aliscireno aproximadamente 2,5 vezes e a AUC aproximadamente 5 vezes. O a mento pode ser maior com doses superiores de aliscireno. Assim, o uso concomitante de aliscireno e inibidores potentes da gp-P é contra-indicado (ver secção 4.3).

Furosemida

não

Quando o aliscireno foi administrado com furosemida, a AUC e a Cmax da furosemida foram reduzidas

em 28% e 49%, respectivamente. É portanto recome dável que os efeitos sejam monitorizados quando

se inicia ou se ajusta a terapêutica com furosemida, para evitar a possível subutilização em situações

clínicas de sobrecarga de volume.

 

Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Medicamento

Tal como com outros agentes com acção s bre o sistema renina-angiotensina, os AINEs podem

reduzir o efeito anti-hipertensor do aliscireno. Em alguns doentes com compromisso da função renal

(doentes desidratados ou doe tes id

s s), aliscireno administrado simultaneamente com os AINEs

pode resultar em deterioração adicio

al da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda,

que é geralmente reversív l. Assim, a associação de aliscireno com um AINE requer precaução sobretudo em doentes idosos.

Potássio e diuréticos poupadores de potássio

Com base na experiência com a utilização de outras substâncias que afectam o sistema renina-ang otensin , o uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de

potássio, subst tutos do sal contendo potássio ou outras substâncias que possam aumentar os níveis de potássio sér co (por exemplo heparina) podem levar a aumentos da caliemia. Aconselha-se prudência, caso a co-me icação seja considerada necessária.

Sumo de toranja

Devido à ausência de dados não se pode excluir uma potencial interacção entre sumo de toranja e aliscireno. Tekturna não deve ser tomado com sumo de toranja.

Varfarina

Os efeitos de Tekturna sobre a farmacocinética da varfarina não foram avaliados.

Ingestão de alimentos

Refeições com elevado teor de gordura demonstraram reduzir substancialmente a absorção de Tekturna.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados suficientes sobre a utilização de Tekturna em mulheres grávidas. O aliscireno não foi teratogénico em ratos e coelhos (ver secção 5.3). Outras substâncias com acção directa sobre o SRA estiveram, no entanto, associadas a malformações fetais graves e nados-mortos. Tal como para qualquer outro medicamento que actue directamente no SRA, Tekturna não deve ser utilizado durante o primeiro trimestre de gravidez ou em mulheres que planeiem engravidar e é contra-indicado durante o segundo e terceiro trimestres (ver secção 4.3). Os profissionais de saúde que prescrevem quaisquer

agentes com acção sobre o SRA devem aconselhar as mulheres com potencial de engravidar sobre o autorizado

risco potencial destes agentes durante a gravidez. Desta forma, se for detectada gravidez durante a terapêutica, Tekturna deve ser interrompido.

Lactação

Desconhece-se se o aliscireno é excretado no leite materno. Tekturna foi excretado no leite de r tos lactantes. A sua utilização não é portanto recomendada em mulheres a amamentar.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máq inas. No entanto, ao conduzir veículos ou manusear máquinas há que ter em conta que, sob o efeito de terapêutica anti- hipertensiva podem, ocasionalmente, ocorrer tonturas ou alteração da c p cidade de concentração. Os efeitos de Tekturna sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquin s são desprezíveis.

4.8 Efeitos indesejáveis

 

 

A segurança de Tekturna foi avaliada em mais de 7.800 doe

tes, incluindo 2.300 tratados durante mais

de 6 meses, e mais de 1.200 durante mais de 1 ano. A i cidê

cia de reacções adversas não demonstrou

 

 

estar relacionada com o sexo, a idade, o índice de massa corporal, a raça ou a etnia. O tratamento com

Tekturna resultou numa incidência global de reacçõesnãoadversas semelhante à do placebo até 300 mg.

As reacções adversas foram geralmente de natureza ligeira e transitória e apenas raramente foi

Medicamento

 

necessária interrupção do tratamento. A reacção adversa mais comum foi diarreia.

A incidência de tosse foi semelha e

placebo (0,6%) e em doentes tratados com Tekturna (0,9%).

Os efeitos indesejáveis (Quadro 1) são apresentados por ordem decrescente de frequência, utilizando a seguinte convenção: muito fr qu ntes (≥1/10); frequentes (≥1/100, <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100); raros (≥1/10.000, <1/1.000); muito raros (<1/10.000), incluindo relatos isolados. Dentro de cada ocorrência, os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade.

Quadro 1

Do nças gastrointestinais

 

Fr quentes:

Diarreia

Af cçõ s dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes: Exantema

Raros:Angioedema

Observou-se angioedema durante a terapêutica com Tekturna. Em ensaios clínicos controlados, o angioedema ocorreu raramente durante a terapêutica com Tekturna com taxas comparáveis às do tratamento com placebo ou hidroclorotiazida. Foram também notificados casos de angioedema durante a experiência pós-comercialização (frequência desconhecida). Na eventualidade de quaisquer sinais sugestivos de reacção alérgica (em particular dificuldade em respirar ou engolir, ou edema da face, extremidades, olhos, lábios e/ou língua) os doentes devem interromper o tratamento e contactar o médico (ver secção 4.4).

Resultados laboratoriais

Em ensaios clínicos controlados, a administração de Tekturna raramente esteve associada a alterações dos parâmetros laboratoriais normais. Em ensaios clínicos com doentes hipertensos, Tekturna não teve efeitos clinicamente importantes no colesterol total, colesterol HDL, trigliceridos em jejum, glucose em jejum ou ácido úrico.

Hemoglobina e hematócrito: observaram-se reduções ligeiras da hemoglobina e hematócrito (reduções médias de aproximadamente 0,05 mmol/l e 0,16% de volume, respectivamente). Nenhum doente interrompeu a terapêutica devido a anemia. Este efeito é também observado com outros agentes com

acção sobre o sistema renina-angiotensina, tais como inibidores da enzima conversora da angiotensina

(IECA) e antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARA-II).

autorizado

 

Potássio sérico: aumentos no potássio sérico foram ligeiros e raros em doentes com hipertensão essencial tratados apenas com Tekturna (0,9% comparativamente com 0,6% com placebo). No entanto, num estudo onde o Tekturna foi usado em associação com um IECA numa popul ção diabética, os aumentos de potássio sérico foram mais frequentes (5,5%). Assim, como sucede com qualquer outro agente com acção sobre o sistema SRA, recomenda-se a monito ização egular dos electrólitos e da função renal em doentes com diabetes mellitus, doença renal, u insuficiência cardíaca.

Durante a experiência pós-comercialização, foi notificada disfunção renal e casos de insuficiência renal aguda em doentes de risco (ver secção 4.4).

4.9 Sobredosagem

 

 

 

não

Os dados disponíveis relacionados com sobredosagem em human s são limitados. As manifestações

mais prováveis de sobredosagem seriam hipotensão, relacio ada com o efeito anti-hipertensivo do

aliscireno. Se ocorrer hipotensão sintomática deve i iciar-se terapêutica de suporte.

5.

 

 

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

 

Medicamento

 

 

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

 

 

Grupo farmacoterapêutico: i ibidor da renina, código ATC: C09XA02

O aliscireno é um inibidor dir cto, activo por via oral, não-péptido, potente e selectivo da renina humana.

Ao inibir a enzima renin , o aliscireno inibe o SRA no ponto de activação, bloqueando a conversão do angiotens nogénio em ngiotensina I e reduzindo os níveis de angiotensina I e angiotensina II. Enquanto outros agentes com acção sobre o SRA (IECA e antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARA II)) or ginam um aumento compensatório da actividade da renina plasmática (ARP), a

t rapêutica com aliscireno reduz a ARP em doentes hipertensos entre 50 a 80%. Reduções

s m lhant s foram observadas quando o aliscireno foi associado a outros agentes anti-hipertensivos. Actualm nte desconhecem-se as implicações clínicas das diferenças no efeito sobre a ARP.

Hipertensão

Em doentes hipertensos, a administração única diária de Tekturna nas doses de 150 mg e de 300 mg, produziu reduções relacionadas com a dose, tanto na pressão sistólica como na pressão diastólica, que se mantiveram durante todo o intervalo de 24 horas (mantendo o benefício na madrugada), com uma relação vale-pico média para resposta diastólica até 98%, para a dose de 300 mg. 85 a 90% do efeito máximo na redução da pressão arterial foi observado após 2 semanas. O efeito de redução da pressão arterial manteve-se durante um tratamento prolongado e independentemente da idade, sexo, índice de massa corporal e etnia. Tekturna foi estudado em 1.864 doentes com idade igual ou superior a 65 anos, e em 426 doentes com 75 anos de idade ou mais.

Os estudos com Tekturna em monoterapia demonstraram efeito na redução da pressão arterial, comparativamente com outras classes de agentes anti-hipertensivos incluindo IECA e ARA-II. Quando comparado com um diurético (hidroclorotiazida - HCTZ), Tekturna 300 mg reduziu a pressão arterial sistólica/diastólica em 17,0/12,3 mmHg, comparativamente com 14,4/10,5 mmHg obtidos com a HCTZ na dose de 25 mg, após 12 semanas de tratamento. Em doentes diabéticos hipertensos, Tekturna em monoterapia foi seguro e eficaz.

Estudos com terapêuticas de associação estão disponíveis para Tekturna associado ao diurético - hidroclorotiazida, ao IECA - ramipril, ao bloqueador dos canais de cálcio – amlodipina, ao antagonista

dos receptores da angiotensina - valsartan, e ao bloqueador dos receptores beta-adrenéricos – atenolol.

autorizado

Estas associações foram bem toleradas. Tekturna provocou um efeito aditivo na redução da pressão

 

arterial quando associado a hidroclorotiazida e a ramipril Em doentes que não responderam

 

adequadamente a 5 mg do bloqueador dos canais de cálcio amlodipina, a associação de Tekturna

 

150 mg teve um efeito na redução da pressão arterial semelhante ao obtido através do aumento

ose

de amlodipina para 10 mg, mas teve uma incidência menor de edema (aliscireno 150 mg/ mlodipina 5 mg, 2,1% vs. amlodipina 10 mg, 11,2%).

Tekturna em associação com o antagonista dos receptores da angiotensina, valsa tan, demonstrou um efeito anti-hipertensivo aditivo num estudo especificamente desenhado para investigar o efeito da associação terapêutica.

Em doentes obesos hipertensos, que não responderam adequadamente à terapê tica com 25 mg de HCTZ, a associação de Tekturna 300 mg originou uma redução dicion l da pressão arterial, que foi comparável à associação de irbesartan 300 mg ou amlodipina 10 mg. Em doentes diabéticos hipertensos, Tekturna produziu redução adicional danãopressão arterial quando associado a ramipril,

enquanto que a associação de Tekturna e ramipril teve uma men r incidência de tosse (1,8%) do que o ramipril (4,7%).

Não houve evidência de hipotensão após a primeira dose em de efeitos sobre a frequência cardíaca em doentes tratados em ensaios clínicos controlados.Foi raramente observada hipotensão marcada (0,1%) em doentes com hipertensão não complicada, tratados com Tekturna em monoterapia. A

hipotensão foi também pouco frequente (< 1%) durante a terapêutica associada com outros agentes Medicamentoantihipertensivos. Com a interrupção do tratamento, a pressão arterial voltou gradualmente aos valores

basais após algumas semanas, sem evidência de efeito de rebound na pressão arterial ou APR.

Num estudo de 3 meses em 302 doe tes com insuficiência cardíaca ligeira estável, todos a receber terapêutica padrão para insuficiê cia cardíaca estável a adição de Tekturna 150 mg foi bem tolerada. Os níveis de peptídeo natriurético tipo-B (BNP) foram reduzidos em 25% no grupo de Tekturna comparativamente com o placebo. No entanto, desconhece-se o significado clínico desta redução.

Num estudo de 6 eses em 599 doentes com hipertensão, diabetes mellitus tipo 2, e nefropatia, todos a receber losart n 100 mg e terapêutica antihipertensiva optimizada inicial, a adição de Tekturna

300 mg at ng u uma redução de 20% versus placebo na relação albumina creatinina urinária (UACR), isto é e 58 mg/mmol para 46 mg/mmol. A proporção de doentes que obteve uma redução na UACR de p lo m nos 50% dos valores basais ao endpoint foi de 24,7% e 12,5% para Tekturna e placebo,

r sp ctivamente. A relevância clínica de uma redução na UACR não está estabelecida na ausência de um f ito na pressão arterial. Tekturna não afectou a concentração sérica da creatinina mas foi associada a um aumento da frequência (4,2% vs. 1,9% para placebo) da concentração sérica de potássio ≥6,0 mmol/l apesar de não ter tido significado estatístico.

São ainda desconhecidos os efeitos benéficos de Tekturna na mortalidade e morbilidade cardiovasculares e na lesão de órgão-alvo.

Electrofisiologia cardíaca

Não foram relatadas alterações do intervalo QT num ensaio aleatorizado, sob dupla ocultação, controlado com placebo e com fármaco activo, utilizando electrocardiograma convencional e de Holter.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após absorção oral, o pico de concentração plasmática de aliscireno atinge-se após 1-3 horas. A biodisponibilidade absoluta de aliscireno é aproximadamente 2-3%. Refeições com elevado teor de gordura reduzem a Cmax em 85% e a AUC em 70%. O estado estacionário das concentrações plasmáticas é atingido em 5-7 dias após administração única diária e os níveis estacionários são aproximadamente 2 vezes maiores do que a dose inicial.

Distribuição

autorizado

Após administração intravenosa, o volume médio de distribuição no estado estacionário é de aproximadamente 135 litros, indicando que o aliscireno se distribui extensamente pelo espaço extravascular. A ligação às proteínas plasmáticas do aliscireno é moderada (47-51%) e indepen ente da concentração.

Metabolismo e eliminação

A semi-vida média é de cerca de 40 horas (intervalo entre 34-41 horas). O alisci eno é el minado principalmente como composto inalterado nas fezes (78%). Aproximadamente 1,4% da dose oral total é metabolizada. A enzima responsável por este metabolismo é a CYP3A4. Apr ximadamente 0,6% da dose é recuperada na urina após administração oral. Após administração in raven sa, a depuração plasmática média é de aproximadamente 9 l/h.

Linearidade/não linearidade

não

O aumento da exposição ao aliscireno foi superior ao aumento pr p rcional da dose. Após

administração única de doses de 75 a 600 mg, a duplicação da d se resulta num aumento da AUC e Cmax de ~2,3 e 2,6-vezes, respectivamente. No estado estaci nário a não linearidade pode ser mais

pronunciada. Os mecanismos responsáveis pela não li

earidade não foram identificados. Um

mecanismo possível é a saturação dos veículos no po

to de absorção ou na via de eliminação

hepatobiliar.

 

 

 

Características nos doentes

 

 

Medicamento5.3 Dados de segurança pré-clínica

 

O aliscireno é um tratamento anti-hipertensivo de toma única diária eficaz em adultos, independentemente do sexo, idade, índice de massa corporal e etnia.

A AUC é 50% superior nos idosos (> 65 anos) do que nos jovens. O sexo, o peso e a etnia não têm influência clinicamente r l va te sobre a farmacocinética do aliscireno.

A farmacocinética do aliscireno foi estudada em doentes com diferentes graus de compromisso renal. A AUC e Cm x relativas de aliscireno em indivíduos com compromisso renal variou entre 0,8 a 2 vezes relativamente os níveis em indivíduos saudáveis, após administração de uma dose única e no estado estacionár o. Est s lter ções observadas não estiveram relacionadas com a gravidade da compromisso renal. Não é ne essário ajuste da dose inicial de Tekturna em doentes com compromisso renal ligeiro a grave no entanto, deve ter-se especial cuidado em doentes com compromisso renal grave.

A farmacocinética de aliscireno não foi significativamente afectada em doentes com compromisso h pático ligeiro a grave. Consequentemente não é necessário ajuste da dose inicial de aliscireno em doentes com compromisso hepático ligeiro a grave.

O potencial carcinogénico foi avaliado num estudo de 2 anos, realizado em ratos, e num estudo de 6 meses, realizado em ratinhos transgénicos. Não foi observado potencial carcinogénico. Um adenoma do cólon e um adenocarcinoma do cego registados em ratos, aos quais foi administrada uma dose de 1.500 mg/kg/dia, não tiveram significado estatístico. Apesar de o aliscireno ter conhecido potencial irritativo, as margens de segurança obtidas no Homem na dose de 300 mg durante um estudo em voluntários saudáveis foram consideradas adequados a 9-11 vezes com base nas concentrações fecais

ou 6 vezes com base nas concentrações na mucosa, comparativamente com 250 mg/kg/dia no estudo de carcinogenicidade em ratos.

O aliscireno não revelou qualquer potencial mutagénico nos estudos de mutagenicidade in vitro e in vivo. Os estudos incluiram análises in vitro em bactérias e células de mamíferos e testes in vivo em ratos.

Os estudos de toxicidade reprodutiva com aliscireno não revelaram qualquer evidência de toxicidade embrio-fetal ou teratogenicidade com doses até 600 mg/kg/dia, em ratos, ou 100 mg/kg/dia, em

coelhos. A fertilidade, o desenvolvimento pré-natal e pós-natal não foram afectados em ratos com doses até 250 mg/kg/dia. As doses em ratos e coelhos originaram exposiçõesautorizadosistémicas de 1 a 4 e 5 vezes superiores, respectivamente, à dose máxima recomendada em humanos (300 mg).

Os estudos farmacológicos de segurança não revelaram quaisquer efeitos sobre a função nervosa central, respiratória ou cardiovascular. Os resultados durante os estudos de toxicidade repetida em animais foram consistentes com o conhecido potencial de irritação local ou os efe tos farmacológicos esperados do aliscireno.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista dos excipientes

Crospovidona

 

não

Estearato de magnésio

 

Celulose microcristalina

 

Povidona

 

Silica coloidal anidra

Hipromelose

 

Macrogol

 

Talco

 

 

 

Medicamento

 

 

Óxido de ferro negro (E 172)

 

 

Óxido de ferro vermelho (E 172)

 

 

Dióxido de titânio (E 171)

 

 

6.2

Incompatibilidad s

 

 

Não aplicável.

 

 

6.3

Prazo de v lid de

 

 

2 anos

 

 

6.4

Pr cauções especiais de conservação

 

Não cons rvar acima de 30°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PA/Alu/PVC.

Embalagens contendo 7, 14, 28, 30, 50, 56, 84, 90, 98 ou 280 comprimidos.

Embalagens múltiplas contendo 84 (3x28), 90 (3x30), 98 (2x49) ou 280 (20x14) comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Europharm Limited

Wimblehurst Road

Horsham

8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NOautorizadoMERCADOEU/1/07/408/011-020West Sussex, RH12 5ABReino Unido

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

22.08.2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Medicamento

 

não

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